segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cristiano Ronaldo em campanha pelo Ano do Pulmão

Cristiano Ronaldo é a cara da campanha europeia “Todos queremos vencer na vida. Respirar é a única forma de o conseguir” de sensibilização e prevenção sobre doenças respiratórias, integrada no Ano Internacional do Pulmão. Rastreio realiza-se em Faro a 18 de Outubro, segunda-feira, junto à Marina.

A campanha nacional é desenvolvida em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e Faro será a segunda cidade portuguesa a receber a unidade móvel de saúde e aconselhamento do rastreio da SPP, onde profissionais de saúde vão realizar a Espirometria, também conhecida como exame do sopro, um teste que mede o fluxo de ar nos pulmões.

Este é um exame muito importante no diagnóstico precoce e prevenção de doenças respiratórias, e essencialmente, no caso da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), uma doença devastadora que progressivamente retira aos doentes a capacidade de respirar.

A Espirometria permite ajudar a detectar a doença e permite actuar e tratar antes da sua progressão. Para efectuar o exame basta colocar o tubo do aparelho na boca, encher totalmente os pulmões de ar e soprar com força até os esvaziar.

“A acessibilidade à espirometria nos Cuidados de Saúde Primários possibilita o diagnóstico precoce de DPOC e viabiliza a aplicação oportuna de medidas tendentes a contrariar a evolução da doença para estádios de maior gravidade. Para além disso perspectiva, a longo prazo, menor consumo de medicamentos e menor procura de cuidados de saúde, primários e diferenciados”, afirma Carlos Robalo Cordeiro, Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

A campanha, que vai percorrer onze cidades e termina no Porto, a dia 17 de Novembro, Dia Mundial do Não Fumador, conta também com o apoio da Fundação Portuguesa do Pulmão, da RESPIRA – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas – e da ANTDR – Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Parkinson: Atendimentos gratuitos em Faro

A APDPk – Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson vai promover atendimentos gratuitos personalizados com um psicólogo, um fisioterapeuta e uma terapeuta da fala no Espaço Saúde em Diálogo, em Faro, entre os dias 18 e 22 de Outubro.

Durante toda a semana decorrem ainda acções de esclarecimento e apoio sobre a doença de Parkinson e a associação para toda a população, doentes, familiares e amigos, através da distribuição de folhetos e revistas e da projecção de audiovisuais.
(Noticia: Região Sul)

TAÇA DE PORTUGAL - 3ª. ELIMINATÓRIA

Merilense / Farense - 2/1

Portimonense / Cinfães - 2/0

Sertanense / Olhanense - 1/4 G.P. (0/0 AP)

Bombarrelense / Louletano DC - 2/0

Lagoa / Torreense - 4/5 G.P. (0/0 AP)
(Fonte: Associação de Futebol do Algarve)

Inglês residente no Algarve parte hoje para volta ao mundo em veiculo a pedal

Gerry Breen, lenda da aviação a quem é atribuido o primeiro voo em ultraleve e fundador em 1985 do Algarve Airsports em Lagos pretende dar a volta ao mundo num veiculo a pedal – o Green Machine, concebido e construido pelo próprio nos últimos dois anos.

A partida está marcada para esta segunda-feira, em Lagos.
(Noticia: Algarve Residente)

domingo, 17 de outubro de 2010

Autarquias endividadas impedidas de contratar pessoal

As autarquias em situação de desequilíbrio financeiro estrutural ou em endividamento excessivo estão impedidas de contratar pessoal, segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2011 ontem divulgada.

O Governo entende que as autarquias “devem estar alinhadas com o esforço” de contenção de despesa da administração central nas admissões de funcionários.

Assim, os municípios em situação de rutura financeira, desequilíbrio ou endividamento excessivo “devem respeitar a regra da impossibilidade de abertura de procedimentos concursais”.
(Noticia: Lusa / Diário Digital)

Mendes Bota: Governos de Sócrates foram o "maior desastre" desde o terramoto de 1755

O deputado algarvio Mendes Bota (PSD) considerou hoje que os governos de José Sócrates foram o “maior desastre” que se abateu sobre o Algarve desde o terramoto de 1755, região que ficou “sempre fora da rota do investimento público”.

Em comunicado divulgado hoje na sequência da apresentação da proposta de lei do Orçamento de Estado (OE) para 2011, o líder cessante do PSD/Algarve diz que enquanto os dois últimos governos “gastaram o que tinham e o que não tinham”, o Algarve ficou sempre de fora.

“[Estes governos] sugaram fiscalmente a região até ao tutano, reduziram o investimento público à mínima expressão, e destruíram o tecido económico, arrasando a agricultura, a pesca, a floresta, e agora também o comércio”, afirma.

Segundo o deputado, o Governo promoveu uma “política suicida” de licenciamento comercial que faz do Algarve o “recordista mundial de grandes superfícies por metro quadrado”, por onde se escoa o resto dos recursos financeiros da região.

“Sei que este será um orçamento de emergência, com consequências muito gravosas para o nível de vida dos portugueses e, perante a magnitude do problema, as reivindicações regionais tenderão a ser encaradas como contabilidade de mercearia”, admite.

De acordo com Mendes Bota, a exclusão do Algarve do objectivo 1 dos fundos comunitários, com perdas “que se elevam a mais de mil milhões de euros”, reflecte a “política de subalternização intolerável” a que a região está sujeita.

“Os 60 milhões de euros contemplados virtualmente no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para 2011, representam apenas 25 por cento do montante de há 10 anos atrás”, refere.

Segundo Mendes Bota, o Algarve representa 4,2 do PIB nacional, mas o PIDACC apenas totaliza 2,6 por cento do total, havendo apenas seis rubricas com uma provisão superior a um milhão de euros na atribuição directa por municípios:

“Os números falam por si e constituem um libelo acusatório sobre quem levou todos estes anos a assobiar para o lado e a aplaudir investimentos virtuais que nunca saíram do papel”, acusa.

O deputado sublinha ainda que seis municípios algarvios levam “taxa zero” (Aljezur, Alcoutim, Lagoa, Monchique, S. Brás de Alportel e Vila do Bispo) e que Castro Marim, fica “a pouco mais de zero”.

“Dentro da miséria há dois municípios (socialistas), que levam uma vez mais a dianteira do favoritismo governamental (Portimão e Lagos)”, conclui.
(Noticia: Público)

António Eusébio: Autarquias sofrem de doenças graves e degenerativas

O “diagnóstico das autarquias não é cor-de-rosa”, sendo que muitas “sofrem de doenças graves, muitas das quais crónicas, outras mesmo degenerativas, devido à actuação dos seus protagonistas”.

A afirmação é do presidente da Câmara de São Brás de Alportel, António Eusébio, que descarta daquele grupo o seu município, “onde os pagamentos são efectuados em duas semanas, fruto de uma gestão rigorosa e um controle das finanças muito apertado”.

O responsável falava num debate sobre gestão autárquica recentemente organizado pelo PS de Vila Real de Santo António.

“Até quando podemos continuar a dar resposta às necessidades e exigências dos cidadãos e como podemos continuar a manter os níveis de qualidade de vida e bem-estar que alcançámos nos últimos tempos, com um aumento constante das despesas e com a diminuição vertiginosa das receitas?”, deixou no ar António Eusébio.

O debate, que contou também com o presidente da Assembleia Municipal de Olhão, Filipe Ramires e o presidente da Junta de Freguesia da Conceição de Tavira, António Vitorino, entre outros, acabou por concluir, para além de que as autarquias precisam de controlo rigoroso nas contas, que é necessário dotar de mais meios as Assembleias Municipais, de forma a garantir a eficácia no controle das decisões dos executivos, tal como está previsto na legislação.

Jovita Ladeira, líder do PS de VRSA e vereadora na autarquia vilarealense, encerrou o debate vincando a sua “preocupação pela actual situação financeira no município de VRSA”, onde o endividamento “já superou os 111 milhões de euros.

“O estado actual das finanças da câmara de VRSA é tão grave que condiciona toda a acção do actual executivo e dos executivos futuros, deixando-os sem as mínimas condições para cumprirem os compromissos com os eleitores e dar respostas favoráveis aos problemas que afectam as populações”, rematou.
(Noticias: Região Sul)

Já me tenho interrogado porque razão o PS Algarve mantém-se em absoluto silêncio sobre a gestão e o enorme endividamento das câmaras de Silves e de Vila Real de Santo António enquanto o PSD mantém, permanentemente, a gestão do PS nas câmaras de Faro e Portimão debaixo de fogo.

Desemprego subiu mais no Algarve, Madeira e Açores em Setembro

Algarve, Madeira e Açores foram as regiões onde o número de desempregados inscritos nos centros de emprego mais subiu em setembro, em termos homólogos, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O Algarve tinha mais 22,3 por cento de inscritos, totalizando os 21.668 desempregados, enquanto a Madeira tinha mais 20 por cento, somando 15.144 desempregados inscritos.

Nos Açores, o número de pessoas inscritas nos centros de emprego aumentou 19,9 por cento para 5.686 desempregados.

De acordo com o IEFP, comparativamente a agosto, o desemprego só não aumentou no Alentejo (onde caiu 0,9 por cento).

No Norte, a região do país que concentra o maior número de pessoas sem emprego (44,7 por cento), o desemprego continua também a crescer, com o número de inscritos nos centros a subir 8 por cento para 246.574.

Em Lisboa e Vale do Tejo, onde se localizam 29,6 por cento do número de inscritos, existiam, no final de setembro, 165.714 desempregados (mais 9,9 por cento do que no mesmo mês de 2009).

No centro do país, o número de desempregados inscritos subiu 5 por cento para 77.553 pessoas em setembro, face ao mesmo mês de 2009, enquanto no Alentejo subiu 5,5 por cento para 23.481 pessoas.

No que respeita à oferta de emprego, o número de ofertas disponíveis, no final do mês de setembro, totalizou as 21.503, menos 2,3 por cento do que no mesmo mês do ano passado e inferior em 3,3 por cento, face a agosto.

O número de colocações efetuadas ao longo do mês através dos centros de emprego de todo o país, por sua vez, totalizou as 7.444, mais 6 por cento do que em setembro de 2009 e mais 25,2 por cento.

De acordo com os dados do IEFP, mais de metade das colocações (59,7 por cento) foram feitas em apenas quatro grupos profissionais: pessoal dos serviços de proteção e segurança, trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora, outros operários, artífices e trabalhadores similares e trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio.
(Noticia: Observatório do Algarve)

sábado, 16 de outubro de 2010

Colégio Nossa Senhora do Alto 36ª posição no ranking nacional


Consulte o ranking nacional no Público e veja a classificação de todas as escolas do país.

Algarve: Trabalhador protesta nu por ordenados em atraso

«Um operário ucraniano que trabalha na construção de um hotel na Quinta do lago, no Algarve, manifestou-se nu ontem de manhã na Estrada Nacional 125 por ter seis meses de ordenados em atraso. Acabou detido pela GNR.

"Tenho três filhos na Ucrânia e preciso do dinheiro dos seis meses de trabalho que me devem", declarou à Lusa, Sergiy Fischchenko, 40 anos.

O ucraniano trabalha para a empresa VDV Protrata na construção do Hotel Conrad Algarve Palácio da Quinta, promovido pelo grupo Imocom.

Eram 9h30 quando Sergiy se despiu na Estrada Nacional 125 para chamar a atenção dos condutores e da população em geral para a situação que vive e promete continuar a manifestar-se até lhe pagarem os seis meses de ordenado em atraso. Além deste trabalhador, outros seis operários da mesma empresa afirmam que têm seis meses de ordenados em atraso.

Boris Vandervoordt, um dos proprietários da empresa VDV, admitiu que há sete funcionários com "seis meses de salários em atraso" por "falta de aprovisionamento de pagamento de clientes".

Gilberto Reves, que trabalha há oito anos para a VDV explicou à Lusa que nunca teve problemas com o pagamento de salários, mas desde abril de 2009 que as "coisas começaram a andar para trás" e agora tem seis meses de ordenados em atraso.

Apesar de Sergiy ter sido detido ontem de manhã pela GNR, que assim pôs termo ao seu protesto, ele garante que só vai sair da frente dos escritórios da VDV de "ambulância ou com o dinheiro dos salários na mão". Admite mesmo passar ali a noite em protesto.»
(Noticia: Correio da Manhã)

Quando o desespero é demasiado grande as pessoas tendem a tomar atitudes desesperadas, foi o que sucedeu a este cidadão ucraniano que há seis meses não recebe salário. É preciso verificar se esta empresa está realmente a passar por dificuldades ou se está a aproveitar-se de um momento de crise para explorar os seus trabalhadores. Investigue-se.

Aeroporto de Faro servirá Sudoeste da Andaluzia

O aeroporto do Algarve vai seguir uma estratégia mais agressiva para servir toda a zona de Huelva.

O Governo quer promover soluções multimodais para potenciar a conexão do aeroporto de Faro com Huelva.

"O objetivo é posicionar Faro como o aeroporto turístico de referência do Algarve e do Sudoeste da Andaluzia", refere a proposta do Governo para o OE2011.

Assim, o aeroporto de Faro continuará a atrair linhas aéreas para estabelecer novas rotas entre Faro e outros aeroportos europeus em colaboração com agentes económicos, turísticos e imobiliários.

Para tal, o aeroporto de Faro terá de continuar a melhorar os níveis de serviço prestados aos clientes, mantendo padrões acima da qualidade média europeia.
(Noticia: Expresso)

Constituição: PS mantém referendo à regionalização, líder do PS/Algarve está contra

O projeto de revisão constitucional do PS não altera a exigência de referendo e de simultaneidade para a regionalização. Miguel Freitas contrariou esta corrente de opinião para defender que “este é o momento de avançar com a regionalização” e retirar os travões da constituição.

A regionalização e as autonomias regionais, (em que se prevê a audição prévia dos órgãos regionais antes da dissolução da Assembleia Legislativa Regional) foram dois dos assuntos que geraram maior discussão na reunião de hoje do Grupo Parlamentar do PS, dedicada à análise do projeto de revisão constitucional e que contou com a presença do coordenador geral dos socialistas para este processo, Pedro Silva Pereira.

De acordo com fonte do grupo de trabalho do PS para a revisão constitucional, o projeto dos socialistas não toca no atual texto da Lei Fundamental sobre regionalização, mantendo a exigência de referendo vinculativo (com participação superior acima dos 50 por cento) e a criação de regiões administrativas em simultâneo - ponto que contrasta com o PSD, que admite a criação de uma região piloto.

Perante a proposta do grupo de trabalho liderado por Pedro Silva Pereira, dois dos mais influentes presidentes de federação do PS, Renato Sampaio (Porto) e Miguel Freitas (Faro) usaram da palavra para defender uma maior flexibilidade negocial dos socialistas neste capítulo.

De acordo com um dos presentes na reunião, o líder do PS/Algarve contrariou uma das correntes de opinião dentro dos socialistas para defender que este é mesmo o momento no sentido de se avançar com a regionalização.

Renato Sampaio sustentou que deverá ser retirado da Constituição a obrigatoriedade de referendo vinculativo como passo prévio para a criação de regiões administrativas.

Neste ponto, o líder do PS/Porto alegou que os cadernos eleitorais "estão inflacionados" em termos de número de eleitores - o que dificulta que se atinja a fasquia da participação superior a 50 por cento para que uma consulta nacional tenha carácter vinculativo.

Renato Sampaio pediu ainda a eliminação da Constituição da República da exigência de duplo referendo, regional e nacional, para a criação de uma região administrativa.

Em síntese, a corrente regionalista do PS espera que até domingo, dia em que a Comissão Política aprovará a versão final do projeto, a direção deste partido dê um sinal de abertura em relação ao processo de regionalização.

Embora o grupo liderado por Pedro Silva Pereira tenha colocado de lado a exigência do PS/Açores de extinção do cargo de representante da República, incluiu no entanto no projeto a obrigatoriedade de audição dos titulares dos órgãos das regiões autónomas pelo Presidente da República antes da dissolução da Assembleia Legislativa Regional.

Ora, este foi precisamente um dos pontos do Estatuto dos Açores que motivou na legislatura passada um choque entre o Presidente da República, Cavaco Silva, e o PS, tendo depois o Tribunal Constitucional considerado inconstitucional esse diploma.

Na reunião da bancada socialista, o deputado Marques Júnior foi uma das vozes que mais se insurgiu contra esta proposta no capítulo das autonomias regionais.

Num ponto em que foi parcialmente acompanhado pelo ex-ministro da Justiça Alberto Costa, Marques Júnior referiu que o Presidente da República, para dissolver a Assembleia da República, apenas precisa de ouvir o Conselho de Estado.

Ou seja, a manter-se a alteração proposta pelo PS, o Presidente da República enfrentaria um processo institucional mais complexo para dissolver a Assembleia Legislativa dos Açores do que para dissolver o Parlamento nacional.
(noticia: Observatório do Algarve)

É verdade que o PS, nomeadamente o PS Algarve nunca foi favorável á criação de regiões piloto mas a abertura deixada pelo PSD para a admissão na Constituição desta abertura não merecia o imobilismo do PS nacional em matéria de regionalização.

A confirmar-se este cenário (proposto por Pedro Silva Pereira) adivinham-se dias dificeis para o Presidente do PS Algarve, Miguel Freitas, que terá dificuldade em explicar na região a oposição socialista à inscrição no texto constitucional de uma região piloto.

“As Associações Secretas e a 1ª República” motivam conferência em Loulé



António Reis, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – GOL, apresenta hoje, dia 16, às 18h00, a conferência “As Associações Secretas e a Primeira República”, que terá lugar em Loulé, no Salão Nobre da Câmara Municipal.

Faro: Godai apresentam-se no Teatro Lethes

Os Godai vão apresentar-se hoje, 16 de Outubro, a partir das 21:30 horas, no Teatro Lethes, em Faro, no âmbito do ciclo “Bandas de Cá”, que arrancou em Outubro e prossegue no próximo mês.

Esta banda de Faro foi criada em Maio de 2009, com um perfil que se caracteriza pela fusão de blues, jazz e bossa nova. “O caminho desta fusão reside no equilíbrio entre arranjos instrumentais e vocais, à procura de novas sonoridade”, refere a nota de imprensa.

Inês Graça (voz e guitarra acústica), Alex Caravela (guitarra acústica), Nuno Martins (baixo), Mário Branco (teclado) e André Lopes (bateria) dão corpo a este projecto.
(Noticia: Região Sul)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Macário Correia vai usar "Facebook" para elevar proximidade com munícipes

«O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, vai recorrer à rede social “Facebook”, uma aplicação na Internet que liga amigos, a partir de quarta feira para responder a todas as questões, críticas e sugestões lançadas pelos munícipes.

O gabinete da presidência de Macário Correia anunciou que os interessados em participar podem fazê-lo publicando no "mural" do "Facebook" em Município de Faro os alertas, críticas, sugestões e perguntas”.

A primeira sessão de interatividade em tempo real está marcada para arrancar entre as 12:00 e as 13:00, e no futuro vai ter a regularidade de uma vez por semana, explicou hoje à agência Lusa o chefe do gabinete da presidência.

Segundo Cristóvão Norte, a iniciativa na rede social tem o objetivo fundamental de desenvolver uma “política de maior proximidade com os cidadãos para avaliar a sua perceção das decisões do executivo e para levar os farenses a participarem mais ativamente nas decisões que afetam a vida do concelho”.

A interatividade em tempo real através da rede social “Facebook” vai permitir ter uma “janela aberta, com caráter regular, com a população de Faro, porque a cidade constrói-se com todos”, acrescentou o assessor de imprensa.»
(Noticia: Região Sul)

É oficial.

O Presidente da Câmara de Faro desistiu de tentar refazer de Faro uma capital. Sem resultados e soluções para o mundo real a coligação de direita vai construir e gerir uma nova Faro no Second Life, o simulador de vida.

No mundo virtual, o Presidente da Câmara de Faro receberá e falará com todos os seus municipes, será uma pessoa atenta aos outros e aos seus problemas, dialogante e tolerante. Faro terá muitas linhas amarelas nas estradas mas também muitos lugares de estacionamento. Na nova cidade não vão existir aparelhos de ar condicionado nas fachadas, nem esplanadas na via pública. Os jardins estarão arranjados, as palmeiras vivas, passadeiras pintadas e a calçada portuguesa das ruas estará sempre impecável. Não haverá lixo pelo chão, nem casas em ruina e o comércio tradicional viverá um momento de expansão. As escolas funcionam com horários normais, com assistentes operacionais para cuidar dos mais novos e manter os edificios sempre impecáveis. As entidades culturais, sociais e desportivas estão presentes na vida da nova Faro apoiadas financeiramente pela autarquia. Os funcionários públicos trabalharão motivados e sem medo e o acesso a serviços e bens públicos, como água canalizada é feito com garantia de qualidade e sem aumentos para além dos decorrentes da inflacção. As feiras e festas terão lugar num parque de exposições próprio, a própria Ilha de Faro estará requalificada com equilíbrio entre a defesa do ambiente e o respeito pelas pessoas que nela sempre viveram, o passeio ribeirinho será o espaço de lazer das famílias e os estudantes universitários sentem-se em casa nesta nova Faro.

Assim será a nova Faro no mundo virtual do Second Life.

Para aqueles que continuam a viver na Faro do mundo real? Bem, para esses a actual maioria de direita nada pode ou tem para oferecer. É a vida real!

Câmara de Faro não consegue vender património

«A Câmara de Faro pretende arrecadar 10 a 12 milhões de euros com a venda de património, de forma atenuar a grave situação financeira que vive, mas, até agora, só conseguiu encaixar 250 mil euros. A crise no sector imobiliário está a reflectir-se negativamente na procura.

Segundo apurou o CM, a autarquia apenas conseguiu vender um prédio no Vale das Laranjeiras, em Montenegro, pelo valor de 210 mil euros, e um outro na cidade, por cerca de 40 mil euros.

Houve dois prédios colocados em hasta pública que não foram comprados: um na avenida 5 de Outubro, com o valor de licitação de 249 mil euros, e outro na Lejana de Baixo, por cerca de 752 mil.

Este último está novamente à venda, pelo mesmo valor. A praça terá lugar no próximo dia 15 de Novembro, no Salão Nobre da Câmara.

Está igualmente a ser preparada a alienação em hasta pública de um terreno, com mais de 13 mil metros quadrados de área, situado no Complexo Desportivo da cidade. Tal como o CM já noticiou, o imóvel destina-se à construção de um hotel, tendo o preço-base de 2,3 milhões de euros.

Ao mesmo tempo que tenta arrecadar receitas com a venda de património, a autarquia ultima um plano de reequilíbrio financeiro, que deverá contemplar um empréstimo de 50 milhões de euros.»
(Noticia: Correio da Manhã)

Estamos a chegar ao final do ano, altura da Câmara apresentar a sua execução orçamental em 2010 e a uma proposta de orçamento para 2011.

Razão porque esta noticia cheira mesmo a quem está a preparar o terreno para más noticias e a justificar maus resultados da sua gestão com a conjuntura. Aguarde-se para ver.

PCP quer apresentar novo projeto sobre introdução de portagens na Via do Infante

A Direção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP anunciou hoje que o partido vai voltar a apresentar um projeto lei quando for publicado o dispositivo legal que consagre a introdução de portagens na Via Infante de Sagres (A22).

Em comunicado, o PCP refere que "a conjugação de votos da aliança PS, PSD e CDS-PP fará chumbar o projeto do PCP contra a introdução de portagens no Norte", mas a DORAl avisa que vai voltar a apresentar um projeto sobre a A22.

“O chumbo, agora verificado, do projeto do PCP, reforça a necessidade de ir tornando mais expressiva a repulsa e a indignação pela introdução de portagens na A22", acrescenta a nota de imprensa.
(Noticia: Região Sul)

REFER faz obras de 25 milhões de euros na Linha do Algarve

Os troços Tunes/Lagos e Faro/Vila Real de Santo António da Linha do Algarve estão a ser alvo de obras da responsabilidade da REFER, anunciou hoje esta empresa responsável pela gestão das linhas férreas em Portugal.

Trata-se de obras de renovação da superstrutura de via – carril, travessas e balastro - dos troços Tunes/Lagos e Faro/Vila Real de Santo António, numa extensão total de 90 quilómetros, sendo que a sua restante extensão, entre Tunes e Faro, se encontra modernizada desde 2004.

Este investimento, que, segundo a REFER, “decorre dos resultados das inspeções periódicas e sistemáticas efetuadas na rede ferroviária nacional e do respetivo diagnóstico, que confirmou o aproximar do fim da vida útil dos seus elementos constitutivos”, visa “aumentar a fiabilidade da exploração, o aumento do conforto para os passageiros e viabilizar a própria manutenção, de forma racional e sustentável, da superstrutura de via”.

A intervenção, que consiste essencialmente na substituição de travessas de madeira por betão, novos carris soldados em barras longas para eliminação de juntas e reforço de balastro, representa um investimento de cerca de 25 milhões de euros, sendo o fornecimento dos materiais da responsabilidade da REFER, à exceção do balastro.

Os trabalhos decorrem de forma faseada, durante um período de três anos, e englobam um conjunto de empreitadas divididas em três fases, estando duas delas já concluídas.

Assim, em 13 de Julho passado foram assinados, com as empresas Neopul e Promorail, os contratos das empreitadas relativas à 3ª fase, representando um investimento total de 7,9 milhões de euros.

Os trabalhos desta 3ª fase, que envolvem a substituição de travessas, carril e balastro, tiveram início em Setembro, estando a sua conclusão prevista para Abril de 2011.
(Noticia: barlavento)

Alcoutim/Sanlúcar: Ponte separa PS e PSD

«O autarca de Alcoutim quer esclarecimentos sobre a ponte de ligação entre a vila algarvia e o município espanhol de Sanlúcar. O deputado Miguel Freitas insiste que prioridade é a ligação do IC27 a Beja.

“O presidente da distrital do PS meteu água à força toda numa recente entrevista que deu à Rádio Guadiana, quando referiu que já não quer a ponte porque uma grande parte das pessoas de Alcoutim já moram em Sanlúcar e se houvesse a ponte iam todas”, afirmou, indignado, Francisco Amaral, ao Observatório do Algarve.

O presidente do Município de Alcoutim referia-se a uma entrevista que Miguel Freitas concedeu à Rádio Guadiana, a 2 de Outubro.

Francisco Amaral afirmou ainda que o líder do PS Algarve e deputado à Assembleia da República “não faz a mínima ideia do que está a dizer. Isto vai ter de ser bem esclarecido porque é mau de mais para ser verdade”.

Segundo o autarca, actualmente “existem duas pessoas de Alcoutim a morar em Sanlúcar e duas de Sanlúcar a viver em Alcoutim”.

Em conversa com o Observatório do Algarve, Miguel Freitas confirmou que a ponte entre Alcoutim e Sanlúcar “não é uma prioridade neste momento”.

“A vida vai evoluindo e nós temos de ir discutindo as coisas em função daquilo que são as prioridades do momento. Eu, nesta altura, o que posso dizer é que a ponte não constitui uma prioridade”, defende o deputado.

“Num quadro novo, aquilo que considero neste momento prioritário para desencravar o interior do Algarve é o IC 27”, disse.

“Agora, apanho a estrada em Vila Real de Santo António e, em 15 minutos, entro em Espanha. Aquilo que eu acho prioritário nesta altura é fazer essa ligação rápida a Mértola/Beja”, acrescentou Miguel Freitas.

“Houve um momento em que eu considerei essa [construção da ponte] como uma questão prioritária”, disse o líder do PS Algarve, mas sublinhou, “se me perguntassem o que é que eu queria fazer já, era a ligação do IC27 a Beja”.

“Consta daquilo que nós consideramos que deve ser a prioridade para o interior. É evidente que o problema é que nós podemos considerar as prioridades todas e há ou não há dinheiro para as fazer, essa é outra questão”, concluiu.»
(Noticia: Observatório do Algarve)

Não estando em causa a importância desta obra para as populações e descontados os excessos de linguagem utilizados, a melhor solução, neste caso, é oferecer um jornal de hoje (a informação a Alcoutim deve estar a chegar com muito atraso uma vez que a entrevista do Presidente do PS Algarve é de dia 2 e o PSD só reaje a 14 de Outubro), ao lider do PSD de Alcoutim. É que a ponte Alcoutim/Sanlúcar terá um custo de 20 milhões de euros e o país anda a cortar o salários dos funcionários públicos, reformas aos pensionistas, aumenta impostos e diminui isenções e até a Via do Infante vai ser portajada. Alguêm avise-se Francisco Amaral da crise.

Feira de Santa Iria



Começa hoje e até dia 24 no lugar do costume.

Este ano não há a possibilidade de estacionar no Largo da Sé, nem foi contratualizado entre a Câmara e a empresa que explora os parques de estacionamento subterrâneos qualquer isenção de pagamento ou desconto para todos quanto precisam de vir à baixa e, devido à feira, não podem estacionar no único parque de estacionamento público e gratuito.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Endividamento da Câmara de Faro começou com PSD em 2005, diz o PS

O PS/Faro atribuiu hoje o excesso de endividamento da Câmara de Faro em 2008, de 7 milhões de euros, a anteriores responsabilidades financeiras de 2005 (PSD dirigia a autarquia), devido às obras do Mercado Municipal e Mercado Abastecedor da Região de Faro (MARF)”.

O Diário da República publicou, em 7 de outubro, a relação das autarquias, entre as quais a Câmara de Faro, que ultrapassaram o limite de endividamento em 2008.

O PS/Faro veio hoje esclarecer, em comunicado de imprensa, que as dívidas de endividamento em causa, em mais de sete milhões de euros, são "anteriores a outubro de 2005 e reportam-se às obras do Mercado Municipal de Faro e Mercado Abastecedor da Região de Faro (MARF)”.

Em 2008, os custos do município, sem as empresas municipais, cumpriram os limites de endividamento", esclarece o PS, acrescentando que por força da nova legislação financeira autárquica, a Câmara teve de consolidar nas suas contas para efeitos de endividamento líquido do MARF e do Mercado Municipal.

O PS indica ainda que, em outubro de 2005, "com as responsabilidades de executivo apoiado e com a bandeira do PSD, as obras do Mercado Municipal e do MARF estavam praticamente paradas e com com derrapagens de milhões de euros por atraso na conclusão das respetivas obras”.
(Noticia: Observatorio do Algarve)

FARO: Macário Correia admite dificuldades em pôr contas em ordem

Macário Correia admitiu hoje que não está a ser fácil "pôr as contas em ordem" na Câmara de Faro, mas recusa a ideia de faltar às promessas e nega aumento de impostos municipais e despedimentos avulso.

No âmbito do primeiro ano de mandato à frente da Câmara de Faro, Macário Correia deu uma entrevista à Agência Lusa onde afirma estar "satisfeito com o balanço" de um ano à frente da capital algarvia e anuncia que em 2011 as prioridades vão ser "pagar dívidas" e "absorver fundos europeus para os últimos investimentos possíveis”.

Sobre as acusações feitas pela oposição socialista a propósito do aumento dos impostos municipais e de ter despedido 199 funcionários da Câmara, Macário Correia contesta e desmente.

“Nós não aumentámos taxas, actualizámos os valores corrigidos à inflação, porque a tabela de taxas não era atualizada há 10 anos, ou seja actualizámos sem aumentar", explicou o presidente da Câmara de Faro.

Macário Correia nega também que tenham existido despedimentos, mas indica que após um ano de mandato há menos 130 funcionários na autarquia.

“Não houve despedimentos. Houve aposentações, transferências para outros organismos exteriores à Câmara e contratos que terminaram e legalmente não eram possíveis de terminar", argumentou o autarca.

No capítulo financeiro da autarquia de Faro há dois problemas fundamentais que Macário Correia destaca e que são a "desorganização" e "descontrole financeiro”.

"A desorganização vai-se resolvendo, no essencial está em bom caminho, mas a questão financeira é muito mais complexa, porque a crise que nos envolve traça caminhos mais difíceis para sair deste labirinto", admite Macário Correia, salientando a "escassez de receita para cobrir as dívidas de funcionamento" e o "descontrole dos procedimentos”.

Macário Correia refere, por exemplo, que localizou "quase quatro milhões de euros de faturação não cabimentada", "procedimentos que não estavam concretizados à luz da contratação pública" e "pagamentos irregulares a várias instituições", o que levou a que a Câmara tivesse sido sujeita a várias inspeções nos últimos anos, nomeadamente do Tribunal de Contas, Inspecção Geral de Finanças e da Administração Local.

Para fazer face aos problemas financeiros da Câmara de Faro, Macário Correia anuncia que vai levar à apreciação dos órgãos municipais nos próximos dias o "Plano de reequilíbrio financeiro”.

O plano de reequilíbrio visa obter um empréstimo bancário para se fazer um equilíbrio das contas a médio prazo, explica o autarca.

Pagar as pequenas faturas - cerca de 30 milhões de faturas - vencidas de curto prazo, equilibrar as contas das empresas municipais que são todas deficitárias e pagar as obras adjudicadas de 2010 e 2011 que a autarquia não tem liquidez para pagar são as prioridades.

Sobre as obras do programa Polis Ria Formosa, Macário Correia disse constatar que estão "aquém dos prazos que desejava", mas sublinha que atualmente não depende da Câmara de Faro, que já não faz parte da administração da Sociedade Polis desde o verão de 2009.
(Noticia: Lusa / Observatório do Algarve)

PS acusa Macário Correia de enganar farenses com falsas promessas

O líder da oposição na Câmara de Faro, o socialista João Marques, classifica o primeiro ano de mandato de Macário Correia de "totalitarista", acusa-o de enganar a população com falsas promessas e responsabiliza-o por não haver obras do Polis.

“Faro parou. A cidade tem piores serviços seja na biblioteca, escolas ou piscinas e alguns projetos como o Polis Ria Formosa estão largados ao abandono. A campanha foi em torno de promessas que se sabia que não iam ser cumpridas", lamentou João Marques, em entrevista à Agência Lusa, no âmbito do primeiro ano de mandato de Macário Correia.

O socialista João Marques classifica de "totalitarista" e "obstinada" a forma como a autarquia está a ser gerida pelo executivo de Macário Correia e critica o presidente da Câmara por estar apenas a arranjar soluções em que sejam as pessoas a pagar, quando na sua campanha disse o contrário.

O líder da oposição na Câmara de Faro critica também Macário Correia por não pedir responsabilidades à Sociedade "Polis Ria Formosa" sobre "a má gestão dos dinheiros públicos" e por ainda não ter feito uma única obra na cidade de Faro.

“Não se pode compreender como é que um organismo como a Sociedade Polis demore três anos para executar projetos e para aplicar uma única verba que seja na cidade de Faro, seja no parque ribeirinho, seja no acesso à praia", critica, questionado se o dinheiro do Polis é todo dedicado ao fundamentalismo e ao estudo das demolições das casas.

João Marques acusa também Macário Correia de ter mentido aos farenses por ter-lhes prometido não subir os impostos municipais.

Segundo João Marques, na verdade houve um aumento efetivo no regulamento das taxas na área do urbanismo e na área dos serviços, nomeadamente serviços diretos, como nas piscinas, onde se paga atualmente 40 euros por mês para usufruir do espaço, quando há um ano era 20 euros, recordou o socialista.

“O engenheiro Macário Correia dizia que não ia despedir funcionários da Câmara, mas já despediu 199 desde a tomada de posse e agora prepara-se para mais 200 despedimentos. Também dizia que não ia aumentar as rendas no Mercado Municipal e já subiu dois euros por metro quadrado", enumerou.

Macário Correia também prometeu que no espaço de um ano iria rever o Plano Diretor Municipal, elaborar um plano de ordenamento e expansão da cidade e requalificar a frente ribeirinha e o cais, mas até "à data nada foi feito", recorda João Marques, referindo que os únicos planos que existem são os que o PS deixou.

“Se formos avaliar todas as promessas de Macário Correia, a maior parte delas não seriam exequíveis pelo próprio panorama financeiro descrito por ele do município", considerou, questionando, por exemplo, o facto de se ter deixado de exercer a influência da Câmara junto do IPTM para construir a doca exterior.

“O que tivemos durante um ano foram atitudes avulsas que estão a prejudicar o município, porque as promessas não foram feitas e algumas delas estão a ser feitas exatamente ao contrário do prometido", argumenta.

Em outubro passado, Macário Correia, através da coligação "Faro está primeiro" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM) venceu a Câmara Municipal de Faro ao candidato socialista José Apolinário por 130 votos, transformando as últimas eleições autárquicas numa das mais disputadas na história democrática da capital algarvia.
(Noticia Lusa / Observatório do Algarve)

Câmara de Faro proíbe estacionamento no Largo da Sé durante Feira de Stª Iria

A Feira de Santa Iria, que decorre em Faro de 15 a 24 de outubro, vai ocupar, como é tradição, o Largo de São Francisco, retirando à cidade muitas dezenas de lugares para estacionamento, mas a câmara local informou hoje que não vai autorizar viaturas estacionadas no Largo da Sé, no centro histórico.

“A autarquia não vai autorizar o estacionamento ilegal no Largo da Sé, exceto, de acordo com o regulamento em vigor, a residentes, comerciantes, dirigentes autárquicos, viaturas da Diocese e Seminário. O Largo da Sé não é alternativa para quem trabalha na baixa de Faro", lê-se na nota de imprensa enviada à comunicação social.

Segundo a autarquia, o Largo da Sé é a "sala de visitas da cidade" e, por essa razão, a ocupação com viaturas deve ser de "baixo índice por forma a não prejudicar a sua fruição e o seu valor cultural”.

“Cada vez mais, em resultado do fenómeno low cost que se tem feito sentir significativamente em Faro e que nos abre perspetivas de dinamismo económico, temos que zelar pelo nosso património e pela arrumação e aprumo dos locais mais emblemáticos da cidade", acrescenta a nota de imprensa.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Jovens da Culatra formaram associação

Os jovens da Ilha da Culatra uniram-se numa associação e já começaram a animar aquele núcleo piscatório do concelho de Faro.

A Associação de Jovens da Ilha da Culatra surge de forma independente das outras coletividades existentes na ilha, mas pronta a colaborar com elas sempre que o objetivo for o de pôr os mais novos a mexer.

Composta pela maioria dos jovens que vivem nesta comunidade de mais de mil pessoas, a nova associação surgiu porque «não havia muitas atividades para os jovens e andávamos todos separados», como ilustrou ao «barlavento» Johnny, o presidente da associação, sentado num café da ilha com Daniel e Vanessa, outros dos dinamizadores.

Crescer numa ilha não é fácil, para mais quando se trata de uma ilha-barreira da Ria Formosa, onde não há muitos habitantes.

“Durante a semana, não havia nada para fazer, estava tudo um bocado morto. Normalmente só aos sábados à noite é que havia atividades. Com esta associação, também queremos dar algum apoio aos jovens, para que não entrem por maus caminhos”, referiu o presidente da associação.

Os eventos em que nova geração de culatrenses quer apostar são essencialmente lúdicos e desportivos, mas também entrarão no campo social.

Apesar de ter sido criado há poucos meses, o grupo não perdeu tempo e já organizou diversas iniciativas, desde festas noturnas até torneios de diferentes desportos.

No campo social, os jovens da Culatra serviram de anfitriões a um grupo de crianças de bairros sociais de Olhão, que passaram um dia de Verão na ilha, acompanhados por quem bem a conhece.

Esta é, aliás, uma área que os jovens da associação gostariam de continuar a explorar. “Neste caso, a instituição que promoveu a visita foi a Cruz Vermelha Portuguesa, que também nos deu apoio na constituição da associação. Mas alargar a outras instituições é algo que queremos fazer”, disse Johnny.

A Cruz Vermelha tem sido um parceiro importante dos jovens culatrenses, pois, além de ter ajudado no processo de criação da associação, também lhes tem dado “alguma formação”, para que deem os primeiros passos com mais segurança.

A Associação de Jovens da Culatra quer igualmente criar ligações com as suas congéneres, não só dentro de portas, mas de outros países.
(Noticia: barlavento)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ilha de Faro: Marés podem romper cordão dunar

«O cordão dunar pode romper na zona do parque de estacionamento à entrada da ilha de Faro. Só ainda não aconteceu graças às reposições de areia que ali têm sido feitas para travar o curso normal da Natureza.

A convicção é de um especialista em dinâmica e gestão costeira da Universidade do Algarve para quem a destruição da ilha "é um perigo iminente". Segundo Óscar Ferreira, toda aquela zona "é frágil e de risco" agravado pelas construções que ocupam quase toda a área útil. "Todos os Invernos o cenário é o mesmo. Basta haver uma maré-viva com uma tempestade associada para que a água galgue as margens e as casas nas extremidades da ilha corram risco de ruir", acrescenta.

Foi o que aconteceu no último fim-de-semana. Ondas de cinco metros e fortes rajadas de vento arrastaram água e areia até à estrada e deixaram a ilha intransitável. Os moradores passaram noites ao relento com medo que as casas caíssem e apelaram ao prometido realojamento.

Anteontem, face ao que chamou de "alarme social gerado", o presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, convocou uma conferência de imprensa improvisada na ilha para garantir que "haverá alojamento disponível, em caso de necessidade", mas a solução definitiva ainda não tem data marcada.

A acompanhá-lo, a responsável do Polis, Valentina Calixto, colocou o dedo na ferida ao dizer que "pode acontecer o mesmo em ilha que na ilha da Fuzeta" onde todas as casas foram destruídas pelo rebentamento do cordão dunar.»
(Noticia: Jornal de Noticias / Fotografia: Flickr - Luis Costa)

A Ilha de Faro tem uma realidade sociológica e idêntidade próprias, residentes permanentes, uma comunidade piscatória, uma escola primária, uma história de vida e de vivências mas, em época de marés vivas, as noticias consecutivas, as declarações de inevitabilidade, os alertas de perigo eminente, as conferências de imprensa, a divulgação parcial das intenções da Sociedade Polis vão transformando a Ilha de Faro numa espécie de Ilha da Fuseta, já quase que é só uma praia de veraneio, sem pessoas.

Portagens: PSD vai abster-se e inviabiliza projectos do PCP e do BE para revogação das portagens nas SCUT

«O PSD vai abster-se na votação dos projectos do PCP e do BE para revogar a cobrança de portagens nas auto-estradas do Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata, disse à Lusa o líder parlamentar social-democrata.

Com a abstenção do PSD, os votos contra do PS serão suficientes para chumbar os projectos de lei do PCP e do BE, que vão ser debatidos no Parlamento nesta quinta feira.

Em causa está um decreto-lei do Governo de 14 de Junho que instituiu a cobrança de portagens em três das sete auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT): Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata.

Inicialmente, o Governo inscreveu neste decreto-lei que a cobrança de portagens nestas três auto-estradas teria início a 1 de Julho. Entretanto, esse prazo foi adiado para 15 de Outubro. Quanto às restantes SCUT, o Governo decidiu começar a cobrar portagens a 15 de Abril do próximo ano.

O PCP e o BE já tinham apresentado projectos, na anterior sessão legislativa, para revogar o decreto-lei do Governo de 14 de Junho. Esses projectos foram chumbados na reunião plenária de 9 de Julho com os votos contra do PS e a abstenção do PSD e do CDS-PP.

O PSD, como o CDS-PP, defende o princípio do utilizador pagador e a instituição de portagens em todas as SCUT.»
(Noticia: Público)

Pergunte-se ao Deputado Mendes Bota se vai agora apelar aos militantes sociais democratas e às forças vivas do Algarve para manifestações e protestos contra o lider da sua própria bancada parlamentar.

SCUT: Comissão de Utentes da Via do Infante admite convocar “acções mais radicais”

«A Comissão de Utentes da Via do Infante fez um balanço “bastante positivo” da acção de protesto de sexta-feira contra a introdução de portagens na A22 e admitiu convocar “acções mais radicais” no futuro.

“Foram muitas as viaturas, incluindo alguns camiões e motos, que se incorporaram na marcha lenta na Estrada Nacional 125, entre as localidade de Boliqueime e Alcantarilha, levando cerca de duas horas a percorrer uma distância de 20 quilómetros”, refere a comissão, em comunicado.

“Houve dificuldades na mobilização da população. Por causa da chuva, do pouco tempo de preparação por sermos uma associação recente, da tentativa de responsáveis políticos desmobilizarem a acção”, enumerou o líder do movimento, João Vasconcelos, em declarações ao Região Sul.

Mesmo assim, considerou, “muitos automobilistas e muitos utentes aderiram ao protesto, congestionando o trânsito e antevendo o que irá acontecer quando as portagens avançarem”.

“Vamos retomar contactos com associações e partidos. E continuar com a petição, que em oito dias reuniu oito mil subscritores. Quem estiver contra as portagens – independentemente da requalificação da
EN 125 –, junte-se a nós”, apelou Vasconcelos.

Em comunicado, a comissão admite mesmo que “não põe de lado a convocação de acções mais radicais contra a decisão governamental de introduzir portagens na Via do Infante”.»
(Noticia: Região Sul)

O pior cego é aquele que não quer ver.

O Bloco de Esquerda ao querer controlar e capitalizar para si a legitima insatisfação dos algarvios perante a cobrança de portagens na Via do Infante acabou por matar um possivel movimento de genuina contestação popular.

Perante a manifesta falta de adesão dos algarvios ameaça com “acções mais radicais” na senda da velha máxima “lutar e fracassar, voltar a lutar para voltar a fracassar, e assim até a vitória final”.

NERA: Empresários contra portagens mas críticos do "oportunismo político"

O NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve firma posição contra a introdução de portagens na Via do Infante, mas critica o “emergir de cálculos partidários”.

Vítor Neto critica a “inexistência de um verdadeiro espírito regional e o emergir de manifestações de pequenos interesses corporativos de grupo, de cálculos partidários ou de protagonismos políticos pessoais, que pouco têm a ver com os interesses reais da região”, perante o anúncio de introdução de portagens na Via do Infante.

“É preciso isolar a demagogia. Os empresários pensam pela sua cabeça e não se deixam instrumentalizar”, afirma o presidente do Nera que salienta “o fraco peso político de uma região”, perante o poder central que “decide sem ouvir o Algarve”.

“A introdução de portagens iria criar obstáculos e incómodos à mobilidade dos turistas e diminuir a competitividade do turismo perante a concorrência”, argumenta o empresário e reprova a deliberação que diz não estar “fundamentada em critérios técnicos e económicos válidos”, o que leva à conclusão de que tratou “de uma decisão meramente política”.

Vítor Neto acredita, todavia, que ainda é possível travar a introdução de portagens na Via do Infante em Abril de 2011 e lembra as formas de luta assumidas pelas associações empresariais algarvias em 2004, quando a mesma hipótese esteve em cima da mesa.

“As manobras políticas a que assistimos não nos iludem para o futuro, mas gostaríamos de alertar os colegas empresários que a actual conjuntura económica, financeira e política do país pode criar novas oportunidades para travar a introdução das portagens na Via do Infante. Importa estar preparados e actuar com inteligência”, conclui.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Tráfego aéreo em Faro bate recordes no Verão

O Aeroporto de Faro ultrapassou neste Verão os totais de tráfego das estações altas de 2009 e 2008, impulsionado pelo crescimento explosivo da Ryanair que “seca” a concorrência com um crescimento homólogo de 182%.

Dados do Aeroporto de Faro a que o PressTUR teve acesso indicam que a Ryanair, que inaugurou uma base em Faro a 25 de Março, transportou 570,1 mil passageiros nos meses de Julho a Setembro, inclusive, mais 368 mil que há um ano.

Este crescimento mostra que a Ryanair teve um aumento do número de passageiros superior ao do próprio Aeroporto, que no Verão teve um total de 2,27 milhões de embarques e desembarques, mais 233 mil que há um ano, o que significa que a low cost por si só mais do que compensou as quedas de outras companhias.

Os dados a que o PressTUR teve acesso mostram que entre as dez maiores companhias em número de passageiros transportados de e para Faro, apenas metade aumentou o transporte de passageiros de e para Faro, mas com um crescimento conjunto que é quase oito vezes menor do que o da Ryanair (em cerca de 48 mil passageiros face a 368 mil da low cost liderada por Michael O’Leary).

Depois da Ryanair a que mais cresceu foi a Jet2.com, que transportou mais cerca de 16,7 mil passageiros que no Verão passado (+20,5%, para 98,4 mil), seguindo-se a easyJet, que até este ano era a líder em Faro, com mais cerca de 13,4 mil (+2,9%, para 478,7 mil).

A seguir vem a BMIbaby, com mais quase dez mil passageiros que no Verão de 2009 (+21,4%, para 56,2 mil), e a seguir a Air Berlin, com mais cerca de 7,6 mil (+9,4%, para 88,7 mil).

Estas quatro companhias tiveram assim um aumento conjunto de aproximadamente 48 mil passageiros, quase oito vezes menor do que o da Ryanair.

Entre as companhias do Top10 que tiveram quedas, a irlandesa Aer Lingus foi a que teve o maior decréscimo do número de passageiros, em quase 47 mil (-33%, para 95 mil), e depois foram as companhias do grupo TUI Thomsonfly, que opera do Reino Unido, com menos cerca de 27 mil (-22,1%, para 96 mil), e Hapag-Lloyd Express, que opera da Alemanha, com menos quase 15 mil (-19,4%, para cerca de 62 mil.

As outras companhias em queda foram a Transavia, low cost do grupo Air France-KLM (menos cerca de 23,6 mil passageiros ou –8,7%, para 143,4 mil), e a low cost Monarch (menos cerca de 2,3 mil passageiros ou –1,1%, para 201,5 mil).

A queda conjunta destas cinco companhias foi em quase 105 mil passageiros, o que não chega a 30% do crescimento da Ryanair.

Além dessas cinco companhias do Top10 com quedas, é também expressiva a redução de tráfego da Thomas Cook (UK), em cerca de 23,2 mil passageiros (-30,3%, para 53,3 mil).
(Noticia: PressTur)

Albufeira, Portimão e Vilamoura seguem-se a Lisboa enquanto cidades para viajar “cá dentro”

Albufeira, Portimão, Porto e Vilamoura seguem-se a Lisboa, que ocupa o 1º lugar, no ranking das cidades mais procuradas pelos portugueses para viajar "cá dentro".

Segundo o Hotel Price Index (HPI®) Hotéis.com do Q2 de 2010, além das duas principais cidades do país (Lisboa e Porto), que recebem também muitos viajantes em negócios, os portugueses optam pelo Algarve, para as suas viagens.

Albufeira e Portimão surgem mesmo em 2º e 3º lugar, acima do Porto, no ranking da procura dos portugueses.

No que respeita às cidades portuguesas mais procuradas pelos viajantes estrangeiros, em primeiro lugar encontra-se Lisboa, seguida de Albufeira e Porto.

Vilamoura e o Funchal completam o top 5, e outras cidades no ranking são Lagos, Portimão, Estoril, Cascais e Carvoeiro.

Em relação aos destinos internacionais mais procurados pelos portugueses, Nova Iorque (muito procurada por viajantes de todo o mundo), surge em primeiro lugar no ranking, seguida de Madrid e apenas depois Londres.

Os Estados Unidos da América são o país que inclui mais cidades no top da procura dos portugueses (Nova Iorque, Las Vegas, São Francisco e Los Angeles).

Os restantes países com cidades no top são Espanha (Madrid e Barcelona), Reino Unido (Londres), França (Paris) e Itália (Roma e Milão).

O mais recente Hotel Price Index (HPI®) Hotéis.com do Q2 de 2010, revela informação acerca dos principais destinos dos viajantes portugueses, quando procuram alojamento em Portugal e no estrangeiro.

Adicionalmente, revela também quais são as cidades portuguesas mais procuradas pelos viajantes estrangeiros.

Com enfoque nas variações de preços, o HPI® Hotéis.com, baseado numa rede de aproximadamente 91.500 propriedades, situadas em mais de 15.750 locais, em todo o mundo, desenvolve uma análise exaustiva dos preços hoteleiros reais pagos pelos consumidores (contrariamente aos anunciados).
(Noticia: barlavento)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Faro: Risco de morte para palmeiras

«O ataque do escaravelho-encarnado levou a Câmara de Faro (CMF) a cortar várias palmeiras na última semana. Entre elas, árvores na avenida 5 de Outubro, no centro da cidade, e duas centenárias, à saída de Faro na direcção de Olhão. Há mais de um ano que a praga está a afectar palmeiras, mas a autarquia não assume que esteja fora de controlo.

"Estamos a combater a situação", garante a CMF, acrescentando, no entanto, que "o tratamento não é 100 % eficaz". Além disso, diz a autarquia, "os produtos químicos são extremamente onerosos, o que implica um esforço financeiro significativo". E há ainda o problema das palmeiras em terrenos privados. "Se essas não forem tratadas, é complicado, pois o escaravelho-encarnado tem uma autonomia de voo de 4 a 5 quilómetros e passa de palmeira para palmeira", explica ainda a CMF.

Quando uma árvore é atacada, cada fêmea do escaravelho coloca 300 a 400 ovos (três a quatro vezes por ano). As larvas vão-se alimentando no interior do tronco e a palmeira vai secando gradualmente até morrer.

A praga está por quase todo o Algarve. Em 2009, a Direcção Regional de Agricultura tinha identificado casos em Albufeira, Lagoa, Lagos, Loulé, Portimão, Silves, Tavira e Faro. Na capital da região, já tinham sido cortadas palmeiras centenárias no jardim Manuel Bívar.»
(Noticia: Correio da Manhã)

A praga do escaravelho-encarnado tem deixado a nossa cidade mais pobre com a morte de várias palmeiras algumas das quais autênticos monumentos.

Sem querer acusar a Câmara e a FAGAR de não estarem a fazer tudo o que está ao seu alcance para evitar esta triste mortandade, a verdade é que outros concelhos, com palmeiras também em terrenos privados, têm conseguido estancar os efeitos do escaravelho-vermelho.

Lagos, por exemplo, cuja avenida está carregada de palmeiras, tem conseguido salvar este seu património. É claro que, como em agosto aqui explicava o presidente da Câmara de Lagos, a receita - aquisição e aplicação de fitofármacos - tem custos elevados (105 mil euros), mas baixar as mãos e ficar a assistir à morte de tantas e tantas palmeiras acarreta também um custo para as cidades e para as suas câmaras que não é nada barato.

É que não é apenas com "hortas urbanas" que contribuimos para a sustentabilidade do planeta. Salvar as nossas palmeiras, muitas delas centenárias, cuja presença faz ou fazia parte do espaço fisico e patrimonial das nossas praças e ruas é também um bom exemplo de pegada ecológica.

Ilha de Faro e casas correm o risco de desaparecer

A ilha de Faro corre sérios riscos de desaparecer à semelhança do que aconteceu com a da Fuseta durante o último Inverno. Se o mar destruir as casas, como se prevê, a autarquia promete realojamento. Os moradores temem o pior.

A revelação foi feita ontem pela presidente da sociedade Polis. Valentina Calixto assegura que "há quatro equipas técnicas distintas que chegaram à mesma conclusão". O mesmo é dizer que há fortes possibilidade de o mar avançar e romper o cordão dunar, arrastando as casas de construção precária que ainda resistem nas duas extremidades da ilha.

Ana Maria e João Cruz acreditam no péssimo das previsões. Moram na ilha há mais de 20 anos numa casa em perigo iminente. As marés-vivas no primeiro trimestre deste ano provocaram a derrocada do quintal e nem as pedras de grandes dimensões que ali foram colocadas depois para reforçar a estrutura da habitação evitaram o sobressalto deste fim-de-semana. "As ondas com cerca de cinco metros voltaram a tocar na parede. Não tenho dúvidas de que isto um dia vem mesmo abaixo", desabafa o morador.

Durante a madrugada de ontem o mar "engoliu" o areal, galgou muros e inundou a estrada de acesso às casas, arrastando areia que teve de ser removida por máquinas da autarquia. Os acessos voltaram a estar cortados e o parque de estacionamento esteve interdito.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, durante os próximos 15 dias, enquanto houver marés-vivas, "a única solução é ir removendo a areia e bombear a água". Estão previstas intervenções de fundo, como alterar o traçado da vida, mas essas "só deverão começar em 2011".

Nessa altura deverá ter início o processo de realojamento dos residentes nas cerca de 60 casas classificadas como de primeira habitação.

Uma intervenção que não será pacífica. Muitos moradores vivem da pesca e de reformas de pouco mais de 300 euros e dizem não ter dinheiro para uma renda.
(Noticia: Jornal de Noticias)

José Vitorino na comissão instaladora da associação nacional de autarcas independentes

A AMAI – Associação Nacional dos Movimentos Autárquicos Independentes reuniu em Tomar para aprovar estatutos e designar comissão instaladora. Como pano de fundo estão as autárquicas de 2013. José Vitorino do movimento “Com Faro no Coração” participa.

Em comunicado, os participantes referem que a decisão tomada no encontro que teve lugar este fim-de-semana em Tomar resultou de “alguns meses de reflexão”, salientado que “a AMAI é aberta a todos os movimentos”.

Do objecto social da nova associação destaca-se “o incentivo à democracia participativa de base, concorrendo aos órgãos do poder local, o reivindicar da igualdade dos direitos consagrados na Lei Eleitoral e do financiamento, face aos partidos e coligações”.

Ser um agente de cooperação positivo e representativo perante os órgãos de soberania e outros agentes autárquicos, nomeadamente ANMP e ANAFRE e ainda, pugnar pela regionalização incluem igualmente objectivos deste movimento.

Os estatutos, no que se refere aos órgãos da Associação, preconizam a criação do Conselho nacional de autarcas eleitos pelos Grupos de Cidadãos Eleitores (GCE) e a criação de órgãos regionais.

A Comissão Instaladora é composta por Pedro Marques, em representação do movimento “Independentes por Tomar”, José Vitorino, pelo movimento “Com Faro no Coração”, Horácio Pina Prata, pelo movimento “Agora Sim”, de Coimbra.

No sentido de largar a sua base de representatividade a comissão instaladora foi mandatada para “enviar convites aos movimentos independentes, formulando, desde já convite público para a sua adesão”.

A Associação ficará sedeada é em Tomar, prevendo-se a abertura de delegações noutros pontos do País.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Miguel Freitas apela ao PSD para “não largar a mão que diz ter dado ao país”

“Há uma realidade nova no país, uma realidade dura e é preciso dizer a verdade”, afirmou hoje, em conferência de imprensa, o líder do PS Algarve Miguel Freitas.

Miguel Freitas, que ontem foi reeleito, pela quarta vez consecutiva, presidente da Federação do PS Algarve, , reconheceu que a situação é “dramática e ninguém pode fugir à sua responsabilidade”.

Apelou, ao mesmo tempo, ao entendimento entre o Governo e os social-democratas, lembrando que o “PSD tem uma oportunidade para não largar a mão que diz ter dado ao país, ou torna-se uma inutilidade”.

“Estamos num momento particularmente complicado a nível nacional. O país precisa de um orçamento, de estabilidade política, e tem que ficar claro que o Governo e o PS tudo farão para que haja uma solução para o país. Não pode ficar a mínima dúvida do empenhamento do Governo num acordo parlamentar para termos um Orçamento do Estado”, afirmou o líder dos socialistas algarvios.

Miguel Freitas fez um apelo para que a economia, o emprego e a luta contra a pobreza sejam prioridades na região algarvia, considerando como fundamental o investimento público, “embora deva ser melhor orientado e para situações inadiáveis, na preservação da nossa zona costeira e na capacitação dos nossos portos, na reabilitação urbana e nos equipamentos sociais, sendo neste caso importante garantir a sua sustentabilidade”.

“O avanço da EN 125 e do Hospital Central são fundamentais para a economia e a qualidade de vida das pessoas. Esses são os grandes investimentos que não podem parar”, defendeu.

O presidente da Federação do PS Algarve considerou, a finalizar, que é preciso reformar o Estado, a administração pública e os órgãos de soberania, sendo que, neste contexto, deve ser discutida a regionalização, apontando a revisão constitucional como um tónico para esta discussão.

Sobre o ato eleitoral do passado sábado, em que foi eleito apenas com a participação de 22 por cento dos militantes, Miguel Freitas apontou o facto de se ter apresentado uma lista única, o que “não ajuda à participação”.

No entanto, sublinhou, “a nossa reflexão deve incidir no porquê de serem apresentadas listas únicas", adiantando a necessidade de dar "um safanão” nos partidos para os aproximar dos cidadãos e dos seus militantes.
(Noticia: barlavento)