sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Groundforce Faro deixa 336 trabalhadores desempregados

Groundforce diz que inicia dia 16 “fase de negociações legalmente prevista” no despedimento coletivo
A Groundforce diz agora que vai iniciar dia 16 a "fase de informações e negociação legalmente prevista" e só então comunicará a cada um dos 336 trabalhadores "a decisão e data da cessação dos contratos de trabalho”.
A Groundforce diz que depois da "fase de informações e negociação legalmente prevista, que se iniciará no próximo dia 16, e em conformidade com o resultado dessas negociações, proceder-se-á à comunicação a cada um dos trabalhadores abrangidos da decisão e da data da cessação dos respetivos contratos de trabalho”.
A empresa de assistência em terra aos aviões Groundforce assegurou no entanto que vai cumprir "todos os requisitos previstos na lei" no âmbito do processo de despedimento coletivo de 336 trabalhadores em Faro.
O administrador delegado da Groundforce, Fernando Melo, disse na quarta feira que a empresa vai suspender a sua operação no aeroporto de Faro e dispensar os 336 trabalhadores, alegando prejuízos.
Em comunicado divulgado hoje, a Groundforce salienta que a comunicação feita na quarta feira "se traduz na cessação imediata dos contratos individuais de trabalho dos trabalhadores" de Faro.
A empresa de handling, detida a 100 por cento pela transportadora aérea TAP, diz que este processo será feito "respeitando todos os requisitos previstos na lei, designadamente os prazos de pré-aviso".
Além de Faro, a Groundforce possui atualmente bases operativas de assistência a bagagens no Porto, Lisboa, Porto Santo e Funchal e também no Brasil ode os prejuízos ascendem a 70 milhões, segundo os sindicatos, que contestam o encerramento da base de Faro pelas razões apontadas pela administração da empresa. 
(Noticia: Observatório do Algarve)

Funcionários acusam empresa de programar despedimentos com conivência do Governo

Os funcionários da Groundforce em Faro acusaram hoje a administração da empresa, detida a 100 por cento pela TAP, de ter “programado” o despedimento coletivo de 336 trabalhadores “com a conivência do Governo”, que “mente e não dá cara”.
Os trabalhadores estão reunidos desde as 10:30 de hoje em plenário com os sindicatos para determinar que medidas vão tomar para contestar a suspensão da operação daquela empresa de “handling” no Aeroporto de Faro.
A Groundforce, que tem como função assistir companhias aéreas em terra, anunciou na quarta-feira o encerramento da operação em Faro como resultado das perdas da empresa, estimadas em 20 milhões de euros só este ano.
“Isto é uma manobra política com intenções nebulosas e se existe um processo chamado ‘Face Oculta’, aqui eu diria que há uma ‘Mão Invisível”, afirmou hoje Fernando Bandeira, trabalhador da empresa desde a década de 1970.
Aquele funcionário estranha que tenha sido a empresa mãe, a TAP, a dar-lhes “uma facada nas costas” e diz que o despedimento coletivo foi todo “programado” nas “costas dos trabalhadores”.
“Ao desaparecermos fica um monopólio com uma empresa que é também estranhamente de capital público [a Portway]”, resumiu, sublinhando que tudo se trata de uma manobra de “engenharia financeira”.
Segundo Fernando Bandeira, a empresa abriu há três anos escalas em Marrocos onde existia apenas um voo semanal, altura em que “havia dinheiro para tudo” embora, agora “apresentem de repente os prejuízos que querem”.
A Groundforce tornou-se uma entidade independente em 1982, com a autonomização do Departamento de Operações em Terra (DOT) da TAP.
Na década seguinte, em 1992, numa estratégia de expansão e de prestação de serviços a terceiros, é criada a TAP Handling.
No ano de 2005, já com uma nova estrutura, surge a Groundforce Portugal. (Noticia: Região Sul)
TAP envia funcionários para Faro para garantir assistência dos seus voos
A TAP enviou cinco funcionários para Faro para assegurar o "check-in" e o controlo dos seus voos no aeroporto, depois do despedimento coletivo de 336 trabalhadores da Groundforce, que estão a realizar um plenário neste momento.
“Desde quarta-feira à noite que não assistimos a TAP, mas sabemos que foram enviados cinco trabalhadores de Lisboa para Faro", disse Mateus Mendonça, adiantando que o ambiente que se vive entre as três centenas de funcionários que foram alvo de despedimento coletivo "não poderia ser pior".  
Governo diz que despedimentos na Groundforce vão ser analisados

A ministra do Trabalho, Helena André, assegurou hoje que a Autoridade para as Condições de Trabalho vai analisar o despedimento colectivo dos 336 trabalhadores da base da Groundforce, em Faro.

“O que o Governo terá de fazer, como em qualquer processo de despedimento coletivo, é verificar como o processo foi conduzido. Portanto, a ACT irá fazer isso, na medida em que é a forma de actuar em todos os casos deste tipo”, afirmou, à margem do 14.º congresso nacional sobre o direito do trabalho, a decorrer em Lisboa.

Helena André já havia referido, na quarta-feira, durante a sua audição nas comissões parlamentares de Trabalho e de Orçamento e Finanças (no âmbito da proposta de Orçamento do Estado para 2011), que o papel do Ministério que lidera se limita a garantir “que todos os procedimentos são respeitados”.
(Noticia: Público)


Groundforce: despedimento vai custar 3 milhões em subsídios
A União de Sindicatos do Algarve acusa a administração da Groundforce de efetuar um dos piores despedimentos de que há memória, numa empresa de capitais públicos. Medida vai sair cara, não só aos trabalhadores.
A União de Sindicatos do Algarve estima, em contas feitas numa análise prévia, que o despedimento de mais de 300 trabalhadores da Groundforce em Faro venha a custar anualmente mais de 3 milhões de euros ao Estado.
A USAL baseia-se numa estimativa por baixo de subsídios de desemprego, num montante médio de 700 euros por pessoa, mas essa claro, nem sequer é a principal preocupação do sindicalista António Goulart: "O Algarve não pode continuar nesta onda lesiva de desemprego na região, as pessoas têm de agir e de se revoltar contra isto", protesta.
“Nunca se viu nada assim no Algarve. Os trabalhadores ficam a saber de manhã através de um ministro, à tarde estão a receber um email e à noite estão a chegar colegas seus para os substituírem. Este é um despedimento selvagem e violento", reclama.
Por sua vez, André Teives, presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling nos Aeroportos, que hoje esteve presente com outros quatro sindicatos do setor num plenário que reuniu todos os trabalhadores, acusou o Governo de estar por detrás do despedimento na Groundforce, apontando o dedo aos ministros das Obras Públicas e das Finanças:
“Ainda em Abril de 2009 a plataforma de sindicatos que agora aqui está fez uma proposta à administração do grupo TAP para efetuar três anos de congelamento salarial, de congelamento dos subsídios de anuidade e também das carreiras salariais", avisa.
“Isto é grave porque as pessoas pensam que os sindicatos não fazem propostas e que só estão aqui para fechar empresas e a administração foi até apanhada de surpresa na altura com isto", garante.
"De qualquer forma não faz sentido estar a manter 2800 postos de trabalho no Brasil com 70 milhões de prejuízo acumulado, e agora fechar Faro com a justificação de que não é rentável quando estamos a falar neste caso de 7 milhões", conclui.
Hoje, o Jornal de Negócios adiantava que a empresa Groundforce, detida em 100 por cento pela TAP, vai ter de pagar perto de 11 milhões de euros em indemnizações aos 336 trabalhadores despedidos.
Recorde-se que após o plenário que reuniu hoje de manhã os trabalhadores da groundforce, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos, André Teives, anunciou que vai pedir uma audiência ao primeiro ministro, José Sócrates, repudiando "a atitude do Governo e dos ministérios da tutela que deixaram 336 funcionários fossem despedidos por e-mail".
O STHA aconselhou aos trabalhadores que se "mantenham unidos" e que "não embarquem em boatos e em contra-informação".
"Manter a cabeça fria" e "alguma lucidez" para encontrar soluções com a comissão dos trabalhadores da Groundforce, cuja sessão está marcada para sexta-feira, às 09:30 no Aeroporto Internacional de Faro, é outro dos conselhos que o STHA deixou hoje aos 336 trabalhadores despedidos por e-mail.
Entretanto, o STHA vai realizar uma conferência de imprensa em Lisboa sexta-feira, pelas 11:30, para fazer o ponto da situação e dar conhecimento sobre quais as formas de luta para os próximos tempos."A conferência de imprensa vai ser em Lisboa, porque isto é uma questão meramente política e o poder político está sediado em Lisboa.
PCP exige que Governo ponha fim a este processo de degradação e anule despedimento coletivo
A Direcção Regional do Algarve do PCP, foi a primeira a reagir, ainda ontem, condenando vemeentemente o despedimento e exortando os trabalhadores despedidos a participar na greve geral de 24 de Novembro.
Hoje, o deputado do PCP Bruno Dias exigiu que o Governo anule o despedimento coletivo dos 336 trabalhadores da Groundforce em Faro, afirmando que "o Governo concorda" com este processo, que classificou de "verdadeiramente intolerável".
"Não acredito que haja alguma empresa no Mundo que faça um despedimento coletivo de centenas de trabalhadores e que o patrão não saiba. O patrão destas empresas [Groundforce, TAP, Portway e ANA] somos todos nós e em nome de todos nós está o Governo a representar o acionista", afirmou o deputado comunista, em declarações aos jornalistas.
O PCP considera que o despedimento coletivo dos trabalhadores da escala de Faro da empresa de handling Groundforce, anunciado esta quarta feira, "é uma situação indecorosa, verdadeiramente inaceitável, que exige uma resposta e uma intervenção muito clara por parte do Governo, que tutela todas as empresas - SPdH/Groundforce, que é da TAP, e a empresa que vai ficar com o negócio, a Portway, que é da ANA" - através do ministério das Obras Públicas e Transportes.
"Se o acionista Estado é o principal e único responsável por estas empresas, tudo isto está a passar-se sob a tutela e responsabilidade direta do Governo. Se está a acontecer assim, é porque o Governo concorda", defendeu Bruno Dias.
O PCP promete questionar o ministro da tutela, António Mendonça, sobre este assunto na próxima segunda feira, aquando da audição do responsável dos Transportes na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado na especialidade.
Numa pergunta hoje entregue na Assembleia da República e dirigida ao ministério dos Transportes, o PCP exige "que o Governo ponha fim a este processo de degradação do handling nacional e anule este despedimento coletivo".
Os comunistas acreditam que este processo tem em vista a privatização da Groundforce.
"Neste processo de desestabilização permanente, perderam-se milhões de euros do erário público, degradou-se um setor lucrativo e eficiente até o transformar num setor que acumula prejuízos artificiais e perde qualidade, atacou-se a estabilidade no trabalho e os salários e prejudicou-se seriamente a economia nacional", consideram os comunistas.
A bancada do PCP dirigiu também uma pergunta ao ministério do Trabalho, questionando sobre que procedimentos pretende adotar "perante este comportamento abusivo e ilegal das administrações da TAP e da SPdH".
Os comunistas questionam ainda se é aceitável o despedimento coletivo numa empresa "que tem 700 postos de trabalho ocupados por empresas de trabalho temporário".
O deputado Bruno Dias anunciou ainda que vai reunir-se no próximo domingo com os trabalhadores, em Faro.
(Noticia: Observatório do Algarve)


PSD Algarve apreensivo com fecho da operação da Groundforce no Aeroporto de Faro

A Comissão Política Distrital do PSD Algarve manifestou-se hoje apreensiva com o encerramento da operação da empresa de handling Groundforce no aeroporto de Faro, sobretudo pelo despedimento de 336 pessoas afetas a esta empresa, mas também “pelas consequências que esta medida poderá ter no turismo da região”.

Numa região que considera “já flagelada pelo elevado índice de desemprego”, o PSD Algarve “insurge-se contra este anúncio de despedimento dos 336 colaboradores da Groundforce de Faro, com os quais a Comissão Política Distrital manifesta a sua total solidariedade”.

Os social-democratas algarvios salientam que “numa empresa tutelada pelo Estado, não se entende como é possível anunciar-se o despedimento de 336 funcionários por e-mail”.

"Como é possível o Governo permitir esta forma perfeitamente desumana de agir de uma administração perante os seus colaboradores?", interroga o PSD Algarve.

Para os social-democratas algarvios “é incompreensível a manifestação de impotência que o Governo, quer através do Ministro das Obras Públicas, quer da Ministra do Trabalho, demonstraram perante esta situação, já que a Groundforce é detida a 100% pela TAP, uma empresa pública, tutelada pelo Governo”.

Numa região cuja principal fonte de receitas é o turismo e que tem no aeroporto de Faro uma das suas principais portas de entrada, o PSD Algarve questiona-se ainda “sobre as consequências que o encerramento da operação da Groundforce terá na economia da região”.

“Considerando que o aeroporto de Faro é o segundo maior de Portugal continental em movimento de passageiros e que no período de Verão o movimento diário atinge os milhares de passageiros, o PSD Algarve não pode deixar de manifestar a sua preocupação em relação à qualidade de serviço que milhares de turistas nacionais e estrangeiros irão ter nesta infraestrutura essencial para a imagem da região”, sublinham, em comunicado a que o barlavento.online teve acesso.

O PSD Algarve afirma não poder também “deixar de manifestar também a sua incompreensão em relação ao anunciado insucesso da operação da Groundforce no aeroporto de Faro, considerando o elevado movimento de passageiros, carga e correio que este aeroporto verifica”.

Aliás, sublinha o maior partido da oposição, “a principal concorrente nacional, a Portway, já se manifestou disponível para colaborar com as autoridades para minimizar o impacto que este encerramento terá no normal funcionamento da infraestrutura”.

“Como é que uma operação é tida como deficitária, mas a outra está disponível para a assumir, é uma questão que o PSD Algarve gostaria de ver respondida pela tutela governamental de ambas as empresas”, dizem, a terminar.
(Noticia: barlavento)


Groundforce: Miguel Freitas reune hoje com trabalhadores, sindicatos e direção do aeroporto

O líder do PS Algarve, Miguel Freitas, manifestou-se hoje “bastante preocupado” por “dois dos maiores empregadores de Faro, a câmara municipal e a Groundforce, estarem a proceder a despedimentos” e vai reunir hoje com trabalhadores e sindicatos.

“É importante ouvir os trabalhadores e os sindicatos sobre as razões que conduziram a esta situação, bem como discutir e avaliar as melhores soluções para o futuro dos que são atingidos por este processo”, considera o deputado socialista, para quem esta vaga de despedimentos em Faro poderá ter, a curto prazo, repercussões graves no tecido social do concelho.

A reunião de amanhã, que decorrerá a partir das 13h30, no aeroporto de Faro, contará com a participação de representantes dos cinco sindicatos da assistência em escala, ligados a ambas as centrais sindicais, CGTP e UGT e a Comissão de Trabalhadores.

Para além da reunião com os trabalhadores da Groundforce, Miguel Freitas reunirá, também amanhã, com a direção do aeroporto de Faro, encontro que já havia sido agendado no âmbito de um conjunto de reuniões que a nova Direção do PS Algarve está a realizar com autarquias, organismos regionais, associações empresariais e sindicatos.

Para o deputado socialista, que apela ao diálogo entre as partes envolvidas no processo da Groundforce, o encerramento da operação da empresa em Faro, deveria ser encarado também no âmbito do projeto de remodelação atualmente em curso no Aeroporto de Faro, que visa o aumento da capacidade operacional e a modernização dos respetivos serviços.
(Noticia: Observatório do Algarve)

CDS quer ouvir administrador-delegado da Groundforce
O CDS-PP disse hoje que vai requerer a audição do administrador-delegado da Groundforce, Fernando Melo, no Parlamento, para que esclareça qual a situação da empresa e justifique a decisão de despedir 336 pessoas "por e-mail".
"O CDS está chocado com este despedimento. Já em abril tínhamos alertado para esta situação na Groundforce. Infelizmente agora temos um Governo que, falando do setor privado e dos despedimentos por SMS, despede mais de 300 trabalhadores por e-mail, que é uma indignidade, sem justificação nem fundamentação", afirmou o deputado do CDS-PP Artur Rego.

Em declarações à Lusa, Artur Rego anunciou que vai requerer a presença do administrador-delegado da Groundforce no Parlamento para que explique aos deputados qual é a situação da empresa e para que justifique o despedimento, sobretudo "numa altura de crise".

O deputado criticou o anúncio de despedimento face à atual "situação de crise", sem "qualquer justificação" e "num distrito que já é aquele que apresenta as mais altas taxas de desemprego no país".

O despedimento, referiu, atingirá 300 famílias, "um universo de 1600 ou 2000 pessoas que vão ficar em graves dificuldades económicas".

Bloco de Esquerda exige "medidas imediatas" de defesa dos trabalhadores
O Bloco de Esquerda defendeu hoje que o Governo não pode "estar alienado" do despedimento coletivo na Groundforce de Faro, invocando que a empresa "também tem capitais públicos" e exigiu "medidas imediatas" de defesa dos trabalhadores.
Em declarações à Agência Lusa, a deputada bloquista Mariana Aiveca sublinhou que a Groundforce "também tem capitais públicos" pelo que o Governo "não pode estar alienado das deliberações das administrações da empresa", e "dizer apenas que vai analisar" se o despedimento de 336 trabalhadores cumpriu os procedimentos legais.
"Confirma o Governo que o encerramento da unidade de Faro da Groundforce Portugal advém dos cortes a produzir nas empresas públicas, no âmbito do plano de austeridade gizado pelo Governo?", questionou a deputada Mariana Aiveca, em requerimento enviado hoje ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e ao ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
A estrutura accionista da Groundforce Portugal, sublinhou, é constituída pela TAP SGPS, holding detentora da Companhia Aérea de Bandeira Portuguesa (59,9%) e pela sociedade Europartners (50,1%).
Considerando "escandaloso" que os trabalhadores tenham sido informados "por email", Mariana Aiveca questionou o Governo que "medidas urgentes e imediatas pretende adotar no sentido da defesa" dos funcionários da empresa e se o Executivo considera que "foram adotadas todas as medidas possíveis" com vista à manutenção dos postos de trabalho atuais, nomeadamente medidas de "reconversão profissional".
"Numa altura em que o desemprego aumenta e em que as dificuldades do país são grandes, não pode vir a ministra do Trabalho dizer que se desresponsabiliza completamente tratando-se de uma empresa de capitais públicos também", defendeu a deputada bloquista.
Mariana Aiveca questionou ainda "por que é que o trabalho que era feito pelos trabalhadores da Groundforce está a ser feito por uma empresa de trabalho temporário e por outra empresa ligada à TAP?"
A ministra do Trabalho, Helena André, reafirmou hoje que a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) vai analisar o processo de despedimento coletivo na Groundforce, como "em qualquer processo de despedimento coletivo".
Quarta-feira, no Parlamento, Helena André já havia afirmado que o papel do Ministério do Trabalho se limita a garantir "que todos os procedimentos são respeitados" no caso do despedimento de 336 trabalhadores da Groundforce em Faro.
Turismo do Algarve “lamenta profundamente” despedimentos
A direção do Turismo do Algarve afirmou hoje em comunicado que “lamenta profundamente o súbito anúncio do encerramento da operação da Groundforce no aeroporto de Faro e o despedimento dos colaboradores da prestadora de serviços de assistência de transportes em terra”.
Apesar do ocorrido, o Turismo do Algarve acrescenta ter já “a garantia de que a decisão da Groundforce não coloca em causa a atividade aeroportuária em Faro, pelo que a operação turística no destino ficará assim igualmente garantida”. (Noticia: barlavento)
Entre os trabalhadores que se concentram junto ao checkin, para a realização do plenário convocado ontem, para debater as formas de luta contra o despedimento dos funcionários há cartazes que questionam "Prejuízos? Gestores ganharam prémios!".

A Groundforce, empresa detida pela TAP e tem como função assistir companhias áreas em terra, anunciou na quarta-feira o encerramento da operação em Faro, o que implicou o despedimento coletivo de 336 trabalhadores, como resultado das perdas da empresa, estimadas em 20 milhões de euros só este ano.

Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos, André Teives, disse que os funcionários terão tomado conhecimento da decisão da empresa através da comunicação social, tendo as notícias sido confirmadas às 16h00 de quarta-feira, altura em que os trabalhadores receberam um e-mail da administração da Groundforce a informar oficialmente do despedimento coletivo.

"O grupo TAP conseguiu guardar isto no maior dos secretismos. E quando fomos informados, não houve qualquer respeito pelas pessoas", declarou o sindicalista.

"Vamos prestar a nossa solidariedade aos trabalhadores neste momento negro e também dar-lhes algumas explicações relativamente ao processo de despedimento, no sentido de não se precipitarem em assinar papéis e informá-los dos seus direitos", disse André Teives.

Entretanto, os trabalhadores da Groundforce, substituídos por colegas de Lisboa na assistência aos voos da companhia nacional afirmam ter continuado a realizar o seu trabalho junto de outras companhias, garantiram alguns dos presentes no plenário.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Polícias procuram depósitos de ‘haxe’ na Ria Formosa

A hipótese de os canais e as margens da ria Formosa servirem de depósitos de grandes quantidades de droga está a ser levada muito a sério pela Polícia Marítima (PM) e Polícia Judiciária (PJ). E uma prova disso são as 2,5 toneladas de haxixe já recuperadas pela Autoridade Marítima do Sul em zona protegida, perto de Faro, após a apreensão de uma lancha ‘voadora’ vazia, na segunda-feira.

As autoridades acreditam que as zonas mais remotas do parque natural, entre Faro e Olhão, possam estar a ser usadas para esconder, temporariamente, algum do haxixe proveniente do Norte de África, antes de seguir para outros países da Europa. "Há fortes hipóteses de existirem depósitos em zonas específicas", confirmou fonte da PM ao CM. Também fonte da PJ, entidade que acompanha as buscas na zona da barrinha, em Faro, garante que "as suspeitas são fortes".

O CM sabe que há pelo menos quatro locais suspeitos. Oficialmente, o comandante da Autoridade Marítima do Sul, Marques Ferreira, apenas refere que "essa possibilidade existe e está a ser analisada".

As operações para recuperar a droga, que já duram há três dias, vão continuar hoje com equipas da PM, incluindo quatro mergulhadores que viajaram de Sesimbra.

Ao que o CM apurou, já foram recuperados 74 fardos (31 anteontem e 43 ontem), num total de 2515 quilos. Durante o dia de ontem, foram passadas a pente fino áreas com maior profundidade na zona onde foram encontrados os primeiros fardos. As operações, segundo Marques Ferreira, "têm estado sempre condicionadas pela maré, mas os resultados são bastante positivos". Este responsável sempre acreditou que a droga não teria saído do local e essa suspeita confirmou-se com as buscas.

Hoje, as operações vão alargar-se a um canal nas proximidades da barrinha, que, se produzirem resultados, podem obrigar ao prolongamento das buscas por mais dias.
(Noticia: Correio da Manhã)

Empresa algarvia vence "Green Project Awards" com produtos de alfarroba

O projeto "Valor Alfa", desenvolvido pela empresa algarvia "Industrial Farense" e cujo principal objetivo é reduzir o colesterol e combater o cancro através da polpa de alfarroba, venceu Green Project Awards na categoria de melhor "Investigação e Desenvolvimento”.

“Estou muito contente, porque tem sido um trabalho estratégico de há muitos anos e que agora temos a confirmação de que é necessário valorizar a polpa da alfarroba, o produto mais barato da alfarroba que é vendida a 120 euros a tonelada", disse hoje à Lusa o proprietário da empresa vencedora e vice-presidente da Associação Interprofissional para o Desenvolvimento da Produção e Valorização da Alfarroba (AIDA), Manuel Caetano.

O projeto "Valor Alfa", que desenvolveu uma estratégia de valorização da polpa de alfarroba para o mercado de alimentação humana, tem o como objetivo "produzir poliferois a partir da polpa de alfarroba e ajudar a combater o cancro e a reduzir o colesterol por exemplo", explicou o "mister alfarroba", como Manuel Caetano é também conhecido no setor por estar ligado há vários anos à transformação deste fruto seco.

Produzir fibras alimentares ou o manitol, utilizado na indústria farmacêutica, a partir da polpa de alfarroba é outro dos conceitos do projeto "Valor Alfa", uma investigação desenvolvida pela Instituto Superior Técnico, o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), a Industrial Farense e a empresa Chorondo & Filhos.

A aplicação da investigação está agora dependente do interesse dos privados, acrescentou.

O projeto "Limpar Portugal" e "Óbidos Solar" foram os grandes vencedores da terceira edição dos Green Project Awards.

Os prémios foram entregues na quarta-feira na Culturgest, em Lisboa, numa cerimónia presidida pela ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro.

Na terceira edição dos Green Project Awards, iniciativa organizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, Quercus e GCI, foram a concurso um total de 87 projetos.

As candidaturas para 2011 arrancam em março e destinam-se a empresas, organizações não-governamentais e associações, estabelecimentos de ensino e de investigação, administração pública e local, gabinetes de projeto e grupos de comunicação, associações e cidadãos em nome individual.

Lançado em 2008, os Green Project Awards têm vindo a distinguir projetos que dão um contributo relevante para o desenvolvimento sustentável.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Algarve: ARS aguarda autorização do Ministério das Finanças para contratar 22 enfermeiras dispensada

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve informou hoje que aguarda a autorização do Ministério das Finanças para contratar em regime de trabalho temporário 22 enfermeiras dispensadas de sete centros de saúde algarvios.

O dirigente Nuno Manjua do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) disse à Lusa na terça feira que as 22 enfermeiras foram despedidas por telefone na sequência de ilegalidades detetadas no acordo entre a ARS/Algarve e a empresa que disponibilizou os serviços de enfermagem.

Em comunicado, a ARS refere hoje que foi aberto em setembro um concurso para 22 enfermeiros vinculados à Administração Pública e adianta que aguarda autorização do Ministério das Finanças para contratá-las em regime de trabalho temporário.

“Até à autorização superior para a contratação de enfermeiros em regime de trabalho temporário os Agrupamentos de Centros de Saúde do Algarve (ACES) reorganizaram os seus serviços de acordo com os recursos disponíveis”, lê-se na nota.

No que respeita às ilegalidades detetadas no contrato entre a ARS/Algarve e a empresa, aquela entidade regional de saúde diz que o Tribunal de Contas entendeu que os serviços contratados não configuravam uma contratação de serviços de saúde.

De acordo com a ARS, os serviços contratados configuravam antes um contrato de colocação de pessoal, o que torna obrigatória a aplicação das regras estabelecidas no código dos contratos públicos.

A ARS diz ainda que nos últimos cinco anos reforçou o pessoal de enfermagem com mais 50 elementos, passando de 350 para 400 profissionais.

Acrescenta também que os mapas de pessoal dos centros de saúde algarvios preveem uma dotação de 447 postos para enfermeiros, dos quais 400 estão preenchidos.

Para o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses as enfermeiras desempenhavam funções “permanentes” e “imprescindíveis” nos centros de saúde de Lagos, Portimão, Vila do Bispo, Aljezur, Lagoa, Loulé e Albufeira.
(Noticia: Região Sul)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Faro: Sindicato lamenta despedimento colectivo na Groundforce

«O Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos lamentou hoje o despedimento colectivo de 336 pessoas no Aeroporto de Faro. A empresa já oficializou o despedimento.

O presidente do Sindicato dos técnicos de Handling dos Aeroportos, André Teives, critica a empresa de handling Groundforce - detida a 100 por cento pela transportadora aérea estatal TAP - por anunciar "um despedimento colectivo" no Algarve, enquanto no Brasil sustenta 2.800 funcionários com "prejuízos de 70 milhões de euros por ano".

Segundo André Teives, "todos os trabalhadores da base de Faro estão "efectivos nos quadros da empresa", têm entre "10 a 20 anos de casa" e estão a meio da vida activa, com uma média de idades "situada nos 40 anos".

Os trabalhadores da Groundforce souberam do despedimento colectivo pela comunicação social, contou o presidente do Sindicado dos Técnicos de Handling dos Aeroportos.

A empresa, entretanto, através do administrador delegado Fernando Melo, tornou o despedimento oficial: "A suspensão da operação da Groundforce no aeroporto de Faro visa reduzir os prejuízos da empresa, condição que é indispensável à viabilização do seu futuro e dos restantes 2 mil postos de trabalho", disse o responsável numa conferência de imprensa a decorrer em Lisboa.»
(Noticia: Diário de Noticias)

A forma como foi concretizado o despedimento colectivo dos 336 trabalhadores da Groundforce de Faro, sem que ninguem da administração da empresa tivesse tido a coragem de dar a cara, é absolutamente lamentável e escandaloso.
Como é possivel os trabalhadores terem tido conhecimento do seu despedimento por uma notícia de jornal? Como é possivel uma empresa pública, cujo Capital Social é detido a 100% pelo Estado, notificar de despedimento os seus trabalhadores por e-mail?
Não se podem tratar pessoas desta forma!

Rastreios para fumadores em Faro

O Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva (INCP) realiza em Faro, nos dias 11 e 12 de novembro, rastreios de monóxido de carbono para fumadores e ações de sensibilização e aconselhamento.

Os rastreios serão realizados entre as 10:00 e as 12:00 e entre as 14:00 e as 18:00 no Espaço Saúde e Diálogo.

O INCP tem também planeadas sessões de esclarecimento para crianças na escola Afonso III, nos dias 9 e 10 de novembro sobre “Alimentação e Saúde” e no dia 11 sobre “Tabagismo”.

O tema do “Tabagismo” será também tema de debate na escola José Neves Júnior, no dia 12.
(Noticia: Região Sul)

Algarve: Resort Vila Joya ganha ‘Óscar’ de turismo

O Vila Joya, localizado junto à praia da Galé em Albufeira, arrecadou o título de Melhor Resort Boutique, na atribuição dos World Travel Awards (WTA), cuja cerimónia decorreu no Grosvenor House Hotel em Londres.

Os nomeados para a 17ª edição dos WTA 2010, também conhecidos como os “Óscares do Turismo”, abrangeram 5.000 empresas em 919 categorias em 160 países, com 3.600 nomeados.

Os vencedores foram escolhidos por profissionais de turismo e consumidores a nível mundial, através de um processo de votação que decorreu online e em que participaram mais de 183 mil profissionais do setor de todo o mundo e do público em geral.

Recorde-se que o Vila Joya tinha já sido distinguido na etapa europeia dos WTA, na categoria Melhor Boutique Resort da Europa, numa cerimónia que decorreu a 1 de Outubro, na Turquia. O empreendimento tinha já vencido também o prémio mundial de Melhor Boutique Resort nos WTA, nos anos de 2006 e 2009.

A TAP também foi distinguida, pelo segundo ano consecutivo, como Companhia Aérea Líder Mundial para a América competindo com a Air France, American Airlines, British Airways, Iberia e TAM. A companhia transportou, até final de Outubro, cerca de 1,2 milhões passageiros, apresentado um crescimento de 29 % relativamente ao ano passado. Lisboa que estava nomeada a nível mundial para Melhor Destino, Melhor Destino de Cruzeiros e Melhor Porto de Cruzeiros, mas não logrou vencer em nenhuma categoria. Londres ganhou na primeira categoria, a Jamaica a segunda, e na terceira foi o emirado Dubai quem venceu.
(Noticia: Observatório do Algarve)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

AMAL reitera pedido de reunião com Sócrates para debater portagens na Via do Infante

O Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) decidiu reiterar o pedido de reunião com o primeiro ministro José Sócrates para debater as portagens na Via do Infante.

Os autarcas algarvios, apesar de manifestarem o seu “desagrado” em relação à atitude do primeiro ministro, “pelo facto de o pedido de reunião ter sido desqualificado para um ministro e este, por sua vez, para um secretário de Estado”, voltam agora a pedir nova reunião com Sócrates.

O Conselho Executivo da AMAL, presidido pelo social-democrata Macário Correia, manifesta ainda o seu “desagrado” por “não ter obtido resposta sobre o prazo previsto para a conclusão das obras de requalificação da EN 125”.

Em comunicado a que o barlavento.online teve acesso, a AMAL recorda que, “como é do conhecimento público, os presidentes das Câmaras Municipais do Algarve, no início do mês de Outubro, embora cientes da difícil situação económica e financeira do país, deliberaram não aceitar a introdução de portagens na Via do Infante e propor o seu adiamento até que se concluam as obras de requalificação da EN 125”.

Ao mesmo tempo, pediram “uma reunião de urgência com o senhor primeiro ministro”.

Apesar de o encontro nunca se ter realizado, a AMAL volta agora a pedir nova reunião com José Sócrates, para “saber das respostas às questões colocadas”.
(Noticia: barlavento)

OE/2011: PSD Algarve diz que é “um mero plano financeiro”

O PSD Algarve diz que a proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2011 é “um mero plano financeiro e não de um instrumento para o desenvolvimento do país” e que “irá penalizar o turismo algarvio, nomeadamente através do aumento do IVA”.

A distrital social-democrata reuniu com associações empresariais algarvias para analisar a proposta do OE para 2011 e concluiu que se trata de “um instrumento insuficiente para a resolução dos problemas do país”.

Fonte do partido laranja salienta que é necessário implementar um conjunto de reformas e medidas políticas que passem pela concretização da Regionalização, que combatam “o flagelo” da situação social que o Algarve enfrenta, entre outras.

Num comunicado enviado às redacções o PSD Algarve defende ainda uma revisão do PROTAL “de modo a readaptá-lo às verdadeiras necessidades da região”.

O presidente da distrital do PSD, Luís Gomes, sublinha que “os empresários algarvios estão particularmente preocupados com o futuro que este OE aponta para a região”, e remata que “uma vez mais, estamos perante um documento que esquece o crescimento económico do país e que ignora as necessidades e especificidades do Algarve”.
(Noticia: Região Sul)

Mergulhadores da Marinha já recuperaram 22 fardos de haxixe ao largo da Praia de Faro

Mergulhadores da Marinha já recuperaram 22 fardos daquilo que se presume ser haxixe, submersos numa zona frente à Praia da Barrinha/Faro, na Ria Formosa, anunciou a Autoridade Marítima.

A descoberta dos fardos de droga deu-se depois da apreensão de uma lancha de alta velocidade, que ficou encalhada naquela zona da Ria Formosa, na madrugada de segunda-feira, quando, presumivelmente, procedia a uma operação clandestina de descarga.

Os fardos foram detetados no fundo do mar, na zona adjacente à praia onde a lancha foi descoberta.

A embarcação, de 12 metros de comprimento, está equipada com três potentes motores, sendo avaliada, segundo o Correio da Manhã de hoje, em 250 mil euros.

Esta é já a quarta lancha rápida utilizada para o tráfico de droga apreendida pela Autoridade Marítima, na costa algarvia, em 2010.

Após a conclusão da operação, o Comandante Marques Ferreira, comandante da Zona Marítima do Sul e Autoridade Marítima Local, dará uma conferência de imprensa onde será feito um balanço da operação.
(Noticia: barlavento)

22 enfermeiras despedidas hoje dos Centros de Saúde do Algarve

22 enfermeiras que estavam a desempenhar funções nos Centros de Saúde do Algarve, em regime de subcontratação, foram ontem informadas telefonicamente para não comparecerem nos Centros de Saúde a partir de hoje, denunciou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses em comunicado.

Segundo o SEP, “o Tribunal de Contas detetou ilegalidades no acordo firmado entre a ARS do Algarve e a empresa que disponibiliza serviços de enfermagem, ditando o seu chumbo e consequentemente a rescisão imediata”.
Para além de engrossar o volume de despedimentos que tem vindo a aumentar no nosso país, esta situação, sublinha o Sindicato, “afeta gravemente os cuidados de enfermagem à população que se desloca aos Centros de Saúde”.

“Os cuidados de enfermagem são afetados, quer diretamente, pela interrupção do trabalho que estava a ser desenvolvido pelas enfermeiras agora despedidas, quer indiretamente pela sobrecarga de trabalho imposta aos outros enfermeiros dos Centros de Saúde”.

O SEP e os enfermeiros que se encontram nesta situação precária afirmam que têm vindo a alertar a ARS do Algarve, bem como de forma direta o Ministério da Saúde (a última vez em reunião no passado dia 5 de Novembro), que, “caso não fossem tomadas medidas urgentes, este cenário viria a ocorrer”.

Segundo o SEP, a situação afeta, no Centro de Saúde de Lagos, os Cuidados Continuados, quer diretamente ao utente, quer nas atividades de suporte, bem como a saúde materna, infantil, saúde de adulto e tratamentos.

Em Portimão, fica afetada a Sala de tratamentos, Consulta aberta e departamento de Saúde Materna e Planeamento Familiar, em Vila do Bispo as consequências são mais graves para a Sala de tratamentos, podendo mesmo levar ao encerramento de extensões de saúde, o mesmo podendo acontecer no Centro de Saúde de Aljezur.

Em Lagoa, os despedimentos têm consequências na consulta de saúde de adultos, saúde materna, saúde infantil, consulta de diabetes e planeamento familiar, consulta de Hipocoagulação, onde é imprescindível a existência de um enfermeiro.

No concelho de Loulé, a extensão de Almancil fica a funcionar apenas com uma enfermeira em vez de três, a extensão de Quarteira perde uma, enquanto a população de Alte ficará sem cuidados de enfermagem.

No próprio Centro de Saúde de Loulé, ficam afetadas as Consultas dos utentes sem médico de família: Hipocoagulação, Saúde Infantil, Saúde Materna e Planeamento Familiar. Além disso, o ficheiro de vacinação fica por atualizar, perdendo-se a promoção da adesão à vacinação.

Finalmente, em Albufeira, fica comprometido o atendimento dos utentes sem médico de família, cerca de 12 mil, no que se refere a tratamentos e consultas de vigilância de saúde infantil/juvenil, saúde materna e de planeamento familiar e saúde reprodutiva.

O SEP denuncia ainda que, em Albufeira, foi hoje encerrado o serviço onde se realizava marcação de consultas, pesos de bebes, vacinação gripe e testes de diagnósticos precoce.

Por tudo isto, o Sindicato salienta que, num quadro em que “existe uma grave carência de Enfermeiros nos Centros de Saúde do Algarve”, estes “22 enfermeiros, hoje despedidos, estavam a exercer funções imprescindíveis ao regular funcionamento dos Centros de Saúde, prosseguindo respostas às necessidades das pessoas” e o “Ministério da Saúde tem assumido que a reforma dos Cuidados de Saúde Primários é uma prioridade, e, mesmo no contexto de “crise”, é para continuar, aprofundar e ampliar”, “mais uma vez se comprova a contradição entre o discurso político do Ministério da Saúde e a ausência de medidas, e, a sua desresponsabilização perante a obrigatoriedade de prestação de cuidados de qualidade e em tempo útil às populações, assim como o total desrespeito pela forma como trata os seus profissionais”.

A terminar, o SEP exige o “reingresso imediato destas enfermeiras”.
(Noticia: barlavento)

Treinar para ter mais êxito e ser mais bem sucedido

Pode-se treinar para superar dificuldades emocionais agravadas pela atual crise económica, cultivar as atitudes positivas e a dinâmica ganhadora. Jorge Araújo, ‘coach’ de gestores de topo, ensina como é, mas case study do Algarve é controverso.

Seguindo a vaga que já aconteceu noutros países, e noutros pontos do país, vai realizar-se em Faro uma das 18 “sessões de treino” de atitudes positivas ministradas pelo Prof. Jorge Araújo a personalidades líderes de opinião dos 18 distritos do País, ao longo de um ano.

Jorge Araújo foi treinador profissional de basquetebol durante 38 anos, várias vezes campeão na liga profissional e selecionador nacional, e destacou-se a nível nacional e internacional entre 1978 e 1998, ao treinar o F.C. Porto.

Atualmente presidente da Team Work Consultores, especializado nas áreas de Gestão da Mudança, a sua empresa, desde 1997, conduz seminários de liderança, direção e trabalho em equipa para gestores de topo e quadros médios e superiores de empresas. Foi o mentor, em Portugal, do coaching (treino) individual e a equipas empresariais, com íntimas ligações à metáfora desportiva.

O treino da motivação emocional aplicado aos colaboradores das empresas é uma das armas de Jorge Araújo, que já editou diversas obras sobre a matéria e que estará em Faro no dia 10, para supervisionar uma aula dedicada a empresários e líderes de opinião regionais.

Trata-se do projeto “Portugal positivo” que assenta na convicção de que “vale mesmo a pena treinar as atitudes positivas e uma dinâmica ganhadora”, uma iniciativa da Liberty Seguros que desafia os portugueses “a treinar” estes factores da personalidade.

“Foi precisamente após uma ação desenvolvida pela equipa do Prof. Jorge Araújo com colaboradores da Liberty Seguros que surgiu a ideia de avançarmos para este projeto, alargando o âmbito da intervenção a personalidades líderes de opinião de todo o País que possam replicar, junto das suas comunidades, os ensinamentos recolhidos nas sessões de treino de atitudes positivas”, explica José António de Sousa, CEO da Liberty Seguros.

“É possível superar os constrangimentos emocionais agudizados pela atual crise económica através da prática de comportamentos construtivos e de atitudes positivas no quotidiano familiar e profissional”, afirma.

O gestor manifesta ainda a convicção de que esta iniciativa “será mais um contributo para tentar inverter o sentimento de negativismo instalado entre os portugueses nos tempos difíceis que vivemos”.
(Noticia: Observatório do Algarve)

CCDR mostra em Faro projetos aprovados por fundos europeus no Algarve

A CCDR/Algarve inaugurou ontem, terça feira, a exposição “Algarve – Política de Cidades”, uma mostra de textos, fotografias, maquetas e vídeos de projetos aprovados por fundos europeus no Algarve como o Cineteatro de Loulé, que reabre em 2011.

A exposição, patente até janeiro no edifício sede da CCDR/Algarve, visa mostrar ao público projetos em execução ou já concluídos que foram cofinanciados por fundos europeus do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Um dos primeiros investimentos a ficar pronto no capítulo da regeneração urbana e cujo projeto será apresentado na exposição é a renovação do Cineteatro de Loulé, que reabrirá as portas no início de 2011, disse à Lusa fonte da CCDR.

Além de Loulé, também os centros históricos de Olhão e Tavira viram aprovados projetos de renovação urbana que incluem intervenções que poderão ser conhecidas na exposição.

A iniciativa “Algarve – do Reino à Região”, que consiste num roteiro formado por 13 exposições apresentadas em igual número de municípios, em colaboração com outros parceiros, será outro dos projetos demonstrados na CCDR.

A ligação em rede das lojas do munícipe e o projeto “Algarve Cultural”, que consiste em estabelecer uma programação cultural em rede em vários espaços culturais da região, são outros dos investimentos apresentados.
(Noticia: Região Sul)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

PS Faro: rejeita falência técnica da Câmara que podia criar fundo imobiliário

O Partido Socialista acusa a actual maioria de direita na Câmara de Faro de estar em permanente campanha eleitoral, esquecendo-se de governar e trabalhar para resolver os problemas do Concelho e dos farenses.

Em conferência de imprensa o Presidente do PS Faro afirmou não estar “disponível para branquear a incapacidade e o mau desempenho da coligação de direita, ao longo do seu primeiro ano de mandato, contribuindo para um estado de permanente campanha eleitoral”, agora em “centrada em falsas questões financeiras e em números propositadamente distorcidos para esconder o não cumprimento de todas as promessas eleitorais anteriormente feitas aos farenses” pelo actual executivo municipal.

Exigindo rigor e respeito pela história da cidade, João Marques afirma que o PS não pode consentir que alguém vindo de fora de Faro tente passar à população que o passivo do Município corresponde a dívidas contraídas sem qualquer retorno para o desenvolvimento do Concelho, “isto não é verdade e não é sério. É preciso que a actual maioria de direita diga aos farenses que obras não teria feito se estivesse estado na Câmara. Não teria feito o Mercado Municipal, a Pista de Atletismo, o Teatro Municipal, o MARF, o Parque das Cidades, o Skate Parque, a requalificação das escolas do 1.ª ciclo do Ensino Básico, as novas Creches, Jardins-de-Infância, Centros de Dia e Lares de Idosos, o Pavilhão Gimnodesportivo, a requalificação das Piscinas, o Porto de Abrigo da Culatra, a Escola de Santo António do Alto, a Habitação a Custos Controlados, o terreno para o Parque de Estacionamento na Ilha de Faro, o Programa Polis? É aqui que está o passivo da Câmara de Faro e o Partido Socialista tem orgulho em terem sido seus executivos a avançar com estes equipamentos fundamentais para Faro”.

Lembrando que em 2008 a capacidade de endividamento da Câmara foi ultrapassada em virtude da aplicação da nova Lei de Finanças Locais que veio obrigar à consolidação dos passivos das empresas municipais, (Mercado Municipal - 4.486.638,50€ e Marf - 6.091.305,00 €,) e que na altura o PSD inviabilizou na Assembleia Municipal todas as propostas do Partido Socialista para aumento das receitas numa estratégia de “quanto pior para a cidade, pior para o PS”.

O PS Faro lamenta que a actual maioria de direita tenha levado um ano para apresentar agora uma solução que é má para Faro, sem nunca ter solicitado à oposição qualquer contributo ou tentado outras soluções que não o Plano de Reequilíbrio financeiro.

“Não se fez uma avaliação do Património do Município. Não foi equacionada a Constituição de um Fundo Imobiliário que possivelmente permitiria encaixe de capital suficiente para recorrer ao Saneamento. Evitava-se assim o PRF e todos os constrangimentos que este coloca ao Concelho de Faro e a todos os que dela dependem, à semelhança do que foi feito noutros Municípios (Lisboa, Porto ou Portimão). Não se fez um plano provisional de equilíbrio Plurianual para o Mercado Municipal, optando-se por integrar no PRF o passivo, não se solicitou junto do Ministério das Finanças, à semelhança de outros Municípios, que o valor de comparticipação para a Sociedade Polis no Valor de 3,150 M€, não conte para o endividamento, o que se justifica perfeitamente dado o volume de investimento público de contrapartida previsto. O PSD não quis estudar nenhuma outra solução e por isso é o único responsável pelo mau plano de reequilíbrio financeiro que vai hipotecar o futuro de Faro e onerar os farenses nos próximos 20 anos com taxas e impostos máximos”.

“Se está previsto no PRF da actual maioria a venda de Património em cerca de 30 Milhões de euros nos próximos três anos, porque razão não se procurou em 2010 alienar este património para sair da situação de Reequilíbrio para um cenário de Saneamento, que como todos sabem é muito menos grave para os munícipes e para o desenvolvimento do Concelho?”, interrogam-se os socialista farenses.

O PS Faro acusa ainda a coligação de direita de ter rasgado todos os seus compromissos e promessas eleitorais, faltando à verdade aos farenses, “disseram que não haveria aumentos da água, a factura da água aumentou e vai aumentar ainda mais. Prometeram que não haveria despedimentos, demitiram mais de uma centena de trabalhadores. Garantiram que não entraria mais ninguém para a Câmara, contrataram uma séria de novos funcionários, muitos dos quais vindos da Câmara de Tavira. Comprometeram-se em não aumentar as taxas e os impostos, colocaram todos no máximo previsto por Lei e ainda violaram a palavra dada aos operadores do Mercado Municipal subindo as rendas. Estão a fazer o contrário do que prometeram”.

João Marques denuncia ainda a falta de resultados da gestão do PSD que agravou num ano a situação financeira da autarquia, “a despesa realizada e facturada em 2010 (actual Executivo) resulta num total de 8,650,875,51 €, correspondendo a 30% da Divida Total a fornecedores, das 7338 facturas, mais de 3000 são do ano 2010 e, portanto, da responsabilidade do actual Presidente, há um total de comunicações facturado em 2010 de cerca 300.000,00 € e as facturas de serviços de Marketing e Comunicação em 2010 ascendem a 116,143,69 €. Onde está o rigor da gestão do PSD se a maior parte destas despesas são claramente supérfluas?”, acusa o presidente do PS Faro.

Para o Partido Socialista o Reequilíbrio Financeiro não seria a solução. O Partido Socialista tem plena convicção que esta proposta de Plano de Reequilíbrio está mal elaborada e a responsabilidade do atraso de um ano na sua apresentação, ou a eventual recusa pela DGAL da mesma será da exclusa responsabilidade do actual Presidente, Engº Macário Correia a quem terão que ser assacadas as responsabilidades pelo estrangulamento futuro das IPSS’s, das entidades culturais e desportivas, da qualidade dos serviços prestados à nossa Cidade e até, eventualmente, às dificuldades que irão sentir as famílias mais desfavorecidas do Concelho, numa época de forte crise económica.

O Partido Socialista entende que um ano passou e tudo em Faro parou. Goraram-se já todas as expectativas face ao actual Executivo e a imagem que foi criada pela sua máquina eleitoral de Presidente infalível já não goza de nenhum crédito das populações.
(Comunicado: PS Faro)

José Vitorino: Macário «mentiu» ao afirmar falência da Câmara de Faro

O movimento “Com Faro no Coração” (CFC) rejeita que a Câmara de Faro esteja falida, como Macário Correia afirmou na passada semana, e acusa o presidente da autarquia de ser “um político incendiário”.

O grupo de autarcas independentes defende que o executivo mentiu “porque a Câmara não está tecnicamente falida, não tendo essa absurda questão sido sequer falada no debate do plano”.

“O ativo é muito superior ao passivo, sendo o problema por resolver a presente crise de liquidez/tesouraria, acompanhada de re-estruturação financeira”, sustentam.

Os responsáveis pelo CFC vieram a público para fazer o que apelidaram de “um aviso público”, onde dizem que Macário Correia “não tem capacidade de gestão”, e que “pega fogo e sacrifica o Município à sua demagógica propaganda pessoal, com cortinas de fumo de mentiras e manipulações bombásticas, que provocam prejuízos e criam pânico aos funcionários (por causa dos empregos e ordenados) e população”.

Acrescentam a sua convicção que o executivo, “indo pedir um empréstimo à banca ao mesmo tempo que afirma que a Câmara está falida, vai acontecer uma de duas coisas: ou não consegue o crédito pretendido; ou paga juros muito mais elevados”. “É ruinoso!”, concluem.
(Noticia: barlavento)

PS Algarve promove encontros com autarquias, direções regionais, empresários e sindicatos

A nova direção do PS Algarve vai reunir com todas as autarquias e direções regionais do Distrito de Faro, para “a um balanço do investimento feito durante este ano, avaliação do conjunto de investimentos públicos e privados previstos para 2011 na região e discussão do Orçamento de Estado (OE)”.

Os primeiros encontros em que, segundo o líder socialista, o "OE será um dos assuntos oportunamente discutidos", envolvem os responsáveis da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRAlg), da delegação Sul do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), e Governo civil do distrito de Faro.

O périplo regional, segundo o também deputado Miguel Freitas, vai ainda abranger outras estruturas da região, como os sindicatos e associações empresariais.

À margem destas reuniões regionais o PS Algarve pretende ainda obter, junto do Governo, mais informações sobre a construção do Hospital Central do Algarve, pelo que reunirá em breve com o Secretário de Estado da Saúde.

A decisão quanto a este conjunto de reuniões foi tomada na primeira reunião do secretariado da Federação, após a eleição dos novos membros para a mesa da comissão política e secretariado da Federação.

De acordo com Miguel Freitas, o objetivo das reuniões é realizar um reconhecimento mais profundo sobre o investimento efetuado no Algarve em 2010, para “colocar o PS a par de todos os investimentos públicos e privados que se encontram em vias de aprovação ou de lançamento durante o próximo ano, de forma a avaliar o seu impacto socioeconómico na região, sobretudo no que diz respeito à empregabilidade local”.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Faro: Assalto violento a moradia deixa mulher em coma

Uma mulher de 87 anos e o marido, de 82, foram barbaramente agredidos por assaltantes com um taco de basebol enquanto dormiam. Dois filhos foram socorrer e ficaram feridos.

Dois homens encapuzados e munidos de tacos de basebol, pouco antes das cinco horas, entraram- -lhe casa adentro, na Rua do Alportel, em Faro. Rita Eugénia, 87 anos, e o marido, Manuel Pereira, de 82, estavam no quarto, acordaram instantes antes de serem alvo de violentas agressões. Os dois foram espancados sem dó nem piedade e de nada serviram os gritos que ainda conseguiram lançar, a pedir ajuda. Os assaltantes levaram dinheiro do casal.

"Quando cheguei lá cima só vi a minha madrasta cheia de sangue", relatou Augusto Pereira, de 48 anos, filho de Manuel, no momento em que saía do Hospital de Faro depois de ter sido observado e obtido alta. O irmão, Augusto Pereira, de 52 anos, foi outra das vítimas quando tentou igualmente ajudar o pai e a madrasta. Os dois irmãos vivem numa casa do rés-do-chão com entrada comum para o primeiro andar onde reside o casal de idosos.

"Foi horrível o que aconteceu", desabafou Manuel Pereira que diz "não conseguir tirar da cabeça a imagem de Rita toda ensanguentada". Fonte policial explicou ao DN partes do cenário que foi possível apurar. "Eles amarraram os pulsos com fitas plásticas de apertar, e taparam a boca das vítimas com fita-cola, para não poderem gritar, ao mesmo tempo que os espancavam com os tacos de basebol. Tinham como objectivo ganhar tempo para procurar o dinheiro", disse a fonte policial.

Em declarações ao DN, enquanto mantinha um saco de gelo na cabeça para minimizar os efeitos da pancada, Augusto Pereira também falou das agressões que testemunhou. "O meu irmão ouviu o meu pai a gritar 'Carlos, estão aqui dois homens'. Assim que chegou ao cimo da escada, com tudo escuro, levou logo com um bastão na cabeça tendo de imediato caído no chão." Ainda de acordo com o homem, o irmão veio a rebolar pelas escada abaixo: "Não sei se desmaiou ou não. Eu vinha logo atrás, passei por ele e também me deram com um bastão, mas o que valeu foi conseguir desviar-me, senão tinham-me acertado aqui mesmo, no meio da cabeça."

Ainda no local, com o apoio de quatro ambulâncias, equipas médicas tentaram estabilizar as vítimas, mas a idosa acabou por ser transportada em estado de coma para o Hospital de Faro, os enteados e o marido com múltiplas feridas e escoriações. "Os ferimentos não aparentam ter sido provocados por armas brancas", disse Márcio Fernandes do gabinete de comunicação do hospital. Ao princípio da noite de ontem, a mulher ainda continuava na Sala de Directos do Serviço de Urgência, com várias fracturas e hemorragias internas. Manuel Pereira e o filho Carlos mantinham- -se internados no Serviço de Observação (SO) com múltiplos ferimentos e o outro filho teve alta ainda durante a manhã.

Duas equipas da PSP de Faro e uma da Polícia Judiciária estiveram no local e tentam agora identificar os autores do crime que, na altura da fuga, deixaram uma mochila com a fita-cola e a fita plástica que terão utilizado para amarrar os pulsos dos idosos e imobilizá-los, como se fossem algemas. As autoridades sabem que os suspeitos abandonaram o local num BMW escuro e não põem fora de hipótese que se tenha tratado de um ajuste de contas. "Já pensámos nisso, mas quem é que deseja tanto mal a um casal com quase 90 anos?", questionam-se.

Ainda as ambulâncias estavam no terreno e os moradores das casas mais próximas não percebiam o que acabara de acontecer com aquela família e o casal de idosos. "Não me apercebi de qualquer movimentação, nem ouvi barulho", disse ao DN um dos vizinhos, na janela de um primeiro andar.
(Noticia: Diário de Noticias)

Ourivesaria na Baixa de Faro assaltada, prejuízo superior a 100 mil euros

Uma ourivesaria da baixa de Faro foi esta madrugada assaltada. Proprietário estima que o prejuízo seja superior a 100 mil euros.

“Levaram relógios, ouro, prata, tudo o que estava no interior, no valor de mais de 100 mil euros", lamentou à Lusa Carlos Ferreirinha, o proprietário da ourivesaria Santo António, situada há mais de 25 anos naquela zona de Faro.

O proprietário disse ainda que não tem seguro "porque é muito complicado obtê-los para ourivesarias”.

Esta é a terceira vez que o estabelecimento é assaltado e segundo Carlos Ferreirinha, a loja localiza-se dentro do Centro Comercial Atrium que tem "o alarme avariado" e não possui vigilância porque "só tem duas lojas abertas ao público”.

Os assaltantes terão "entrado pela parte traseira do Centro Comercial, que não tem grades", suspeita Carlos Ferreirinha, adiantando que o caso está entregue à PSP e Polícia Judiciária.
(Noticia: Observatório do Algarve)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

BE diz que PS e PSD "hipotecaram" futuro de Faro

A concelhia de Faro do BE afirma que o PS e o PSD hipotecaram o futuro da cidade ao viabilizar que a autarquia peça um empréstimo de 48 milhões de euros, dizendo que não seria preciso tanto dinheiro.

A Assembleia Municipal (AM) de Faro aprovou na passada quarta feira um plano de reequilíbrio financeiro ao abrigo do qual será pedido um empréstimo para pagar dívidas da autarquia (PSD), que o presidente diz estar "tecnicamente falida”.

Segundo o Bloco de Esquerda, o plano, aprovado com os votos a favor do PSD e a "conivência" do PS, que se absteve na votação, à exceção de um deputado, gerará uma dívida que vai "consumir" a capacidade do município em realizar novas obras.

Segundo a simulação apresentada pela autarquia, diz o Bloco, o empréstimo obrigará a Câmara de Faro a despender cerca de cinco milhões de euros anuais em juros e amortização da dívida.

“Se juntarmos o serviço da dívida atual, nos próximos dez anos a Câmara terá de pagar anualmente cerca de 10 milhões de euros, mais do que aquilo que tem gasto no desenvolvimento do concelho", afirma o BE, em comunicado.

Os elementos do Bloco de Esquerda defendem que não era preciso pedir tanto dinheiro já que a dívida aos fornecedores é de 31 milhões de euros e que "muito do restante" é para "aproveitar" fundos europeus.

“Os partidos que nos últimos anos desbarataram as finanças do município estão agora a destruir o seu futuro", resumem.

O Bloco lembra ainda que a autarquia não aceitou a sua proposta para que não fosse gastos os 70 mil euros previstos nas iluminações de Natal e festa de passagem de ano.

“É pouco dinheiro, bem sabemos, mas grão a grão enche a galinha o papo e [esse valor] permitiria garantir o sustento anual a oito trabalhadores", concluem.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Algarve: Desempregados já fazem filas

Durante a madrugada junto aos Centros de Emprego. Situação ocorre desde o início do mês em toda a região. Responsável do Instituto de Emprego diz que é assim todos os anos, devido à sazonalidade.

Pouco passava da uma da madrugada quando Erica se dirigiu para a porta do Centro de Emprego de Portimão. Apesar de ser tão cedo, já só conseguiu ficar no 74º lugar da fila de desempregados, que foi crescendo ao longo da noite. "Ontem, o centro atendeu 120 pessoas e hoje deve atender outras tantas. Se não viermos a estas horas, não conseguimos ser atendidos no próprio dia", revelou ao CM.

A situação, que se repete desde o início do mês, é mais visível em Portimão, mas, admite o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), estende-se também aos restantes centros algarvios (Faro, Loulé, Lagos e Vila Real de Santo António). Contactado pelo CM, o presidente do conselho directivo do IEFP recorda que o Algarve, que em finais de Setembro tinha 21 668 desempregados, era a região onde a taxa de desemprego mais tinha subido nesse mês (22,3%). Os concelhos de Portimão, Loulé e Faro lideravam o ranking algarvio, com 3264, 3200 e 3150 desempregados, respectivamente.

Segundo Francisco Madelino, "a concentração às portas dos centros algarvios é apenas elevada nos primeiros dias do mês de Novembro, altura em que há uma subida do número de desempregados devido à sazonalidade do turismo". E, garante Francisco Madelino, este ano "é idêntico aos anteriores".

O mesmo responsável explica que as pessoas "querem inscrever--se logo após ficarem desempregadas porque julgam que se não o fizerem após terminarem os contratos recebem menos tempo de subsídio de desemprego". E sublinha que o caso de Portimão é apenas mais "visível" pelo facto de ter "mais inscritos" e de as "instalações [situadas no centro da cidade] não serem as ideais". Este problema leva o centro local a "trabalhar até às 20h00", assegura, referindo que está já adjudicada a construção de um novo.

Francisco Madelino frisa ainda que "o desemprego, em virtude da crise de finais de 2008, afectou adicionalmente cerca de quatro mil algarvios [além dos sazonais], devido à retracção do turismo".

DESEMPREGADO ALGARVIO TEM MAIS DE 35 ANOS

"É homem e, no Inverno, tem mais de 35 anos. Vem do turismo, da restauração e do comércio, maioritariamente. Uma parte menor vem de serviços, como os seguranças, ou então são trabalhadores desqualificados, nomeadamente da construção civil." É este o perfil médio do desempregado algarvio traçado ao CM pelo presidente do conselho directivo do IEFP. Francisco Madelino revelou estarem "envolvidas em medidas de emprego, no Algarve, mais de 9500 pessoas, das quais mais de metade em acções de formação".»
(Noticia: Correio da Manhã)

O desemprego, um dos mais graves problemas nacionais, atinge no Algarve contornos dramáticos. Esta noticia do Correio da Manhã só reafirma a necessidade urgente da região dispôr de um plano especifico para o combate ao desemprego.

Investigadores descobrem vestígios de medicamentos nas águas dos rios Arade e Guadiana

Investigadores da Universidade do Algarve (UAlg) descobriram vestígios de medicamentos na água dos rios Arade e Guadiana, um problema que, afirmam, está relacionado com a ausência de tecnologia aplicada aos tratamentos de águas residuais.

Através de sensores colocados na água, a equipa detetou a presença de vestígios de anti-inflamatórios, anti-depressivos, analgésicos e alcalóides como a cafeína, revelou à Lusa Maria João Bebianno, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA).

O impacto na saúde pública não é ainda conhecido mas os primeiros resultados deverão estar disponíveis no início do próximo ano, acrescenta a investigadora, sublinhando que as últimas amostras serão recolhidas neste fim de semana.

A descoberta foi feita ao abrigo de um projeto que envolve também a Universidade de Bordéus, em França, que cedeu os sensores que possuem no seu interior membranas que absorvem os compostos.

Segundo Maria João Bebianno, o problema existe um pouco por todo o mundo e deve-se ao facto de as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) não disporem ainda de tecnologia que permita tratar estes componentes.

Os fármacos ingeridos pela população e eliminados através da urina e das fezes são encaminhados como esgotos para as ETAR e escoados para os mares ou rios depois de tratados, mas aqueles compostos químicos nunca chegam a desaparecer.

A descoberta tornou-se ainda mais surpreendente quando a equipa detetou o mesmo problema no Rio Guadiana, zona onde se percebe que a população é mais idosa, pelo tipo de medicamentos consumidos, acrescenta a investigadora.

Por outro lado, segundo Maria João Bebianno, também os fármacos administrados por veterinários a animais podem contribuir para o aumento da concentração destes contaminantes na água.

O estudo entrou agora numa segunda fase que consiste na análise das amostras recolhidas na época alta para perceber se a concentração destes vestígios aumenta proporcionalmente ao aumento da população resultante do turismo.
(Noticia: Região Sul)

Futebol Algarvio: Resultados do fim de semana


Liga Zon Sagres

Portimonense / Académica – 2/2

Naval / Olhanense – 1/1


Campeonato Nacional da 2.ª Divisão, Zona Sul

Praiense / Farense – 0/0

Casa Pia / Louletano – 1/1

Lagoa / Oriental – 1/0

Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, Série F

Aljustrelense / Beira Mar – 1/0

Messinense / Odemirense – 1/1

Esperança de Lagos / Moura – 1/1

Campeonato Distrital da 1.ª Divisão

Quarteira / Campinense – 1/0

Lusitano VRSA / Moncarapachense – 5/1

Aljezurense / Castromarinense – 1/0

Odeáxere / Sport Faro e Benfica – 5/0

Guia / Almacilense – 3/1

Silves / Imortal – 6/1

Culatrense / Quarteirense – 0/2

Campeonato Distrital da 2.ª Divisão

Sambrasense / Padernense – 2/1

Santaluziense / Estombarense – 1/1

Serrano / Ginásio Clube de Tavira – 0/1

Monchiquense / 11 Esperanças – 3/2

Alvorense / Machados – 1/0

Bensafrim / CDR Quarteirense – 1/4

(Fonte: Associação de Futebol do Algarve)

domingo, 7 de novembro de 2010

VRSA: Preço da água sofreu “aumentos brutais”, denuncia PS

«O PS de Vila Real de Santo António discorda da decisão da autarquia local em entregar a gestão da rede de águas e esgotos à empresa municipal Sociedade de Gestão Urbana (SGU), durante os próximos 50 anos, e fala em “aumentos brutais” das taxas, com efeitos desde o passado dia 1 de Novembro.

“Os aumentos são brutais e atingem toda a população e o tecido empresarial do concelho. A taxa fixa para o consumo doméstico aumenta 64 por cento. Um agregado familiar que consuma 7 metros cúbicos de água vai pagar mais 3,48 euros. Um café que gaste 15 metros cúbicos de água pagava 23,07 euros, passando agora a pagar 64,50 euros com o novo tarifário”, exemplificam os socialistas.

De acordo com a estrutura concelhia do PS, a decisão de entregar a gestão das redes de água e esgotos à SGU “tem o intuito de antecipar um encaixe de 12 milhões e meio de euros” e é exemplo “de como a autarquia tem vivido à custa de artifícios financeiros ruinosos”.

Em comunicado enviado à imprensa, o PS denuncia ainda o facto de a SGU necessitar de “contrair um empréstimo global de 21 milhões de euros, para antecipar a entrega dos 12 milhões e meio de euros à Câmara, dando como garantia o património da própria autarquia”.

Os socialistas frisam igualmente que “a rede de águas e esgotos, sendo um bem público, deve ser gerida diretamente pela Câmara, de forma a garantir o controlo dos tarifários, em função não só dos custos, mas também do interesse geral, para que não se verifiquem este tipo de aumentos” em tempo de crise.»
(Noticia: barlavento)

Em Faro, depois da Câmara ter passado para a Fagar os custos da manutenção dos jardins e espaços verdes, não deve estar para longe um novo aumento das tarifas de água, saneamento e recolha de resíduos solidos. Quando será que o Presidente do PSD Faro e Administrador da Fagar nos apresenta a conta desta má decisão?

Farense: Regresso à Liga em três anos

O treinador, António Barão, promete um clube em ascensão e que possa corresponder aos pergaminhos a o emblema de Faro habituou os portugueses.

O Farense ainda não encontrou argumentos para sair da grave crise financeira que assola o clube, mas em contrapartida, o rumo para a estabilidade desportiva parece estar encontrado.

Um dos grandes responsáveis pela recuperação do clube tem sido o presidente António Barão. O líder dos leões de Faro cumpre a 4ª época no clube, tendo iniciado o seu percurso como Director Desportivo, passando pelo cargo de treinador até chegar à liderança do emblema.

Em quatro anos subiu a equipa da 2ª Divisão Distrital até à 2ª Divisão Nacional, mas queixa-se de falta de apoio.

“As pessoas têm de estar mais sensíveis ao clube, porque é o clube da capital algarvia e que a nível nacional ainda tem um crédito apreciável. Por isso, gostaria de contar com mais apoio”, reclama António Barão.

Depois de uma travessia no deserto, o Farense volta a encontrar o caminho do sucesso. E, apesar das condições financeiras não serem as mais adequadas, já se pensa em voos mais altos.

“Se fosse impossível não estaria aqui. Sou muito ambicioso e gosto muito de lutar por um objectivo. Se estou aqui a gerir o clube sem dinheiro é porque acredito e não desisto. Quero que o Farense consiga alcançar a subida o mais rápido possível”, revelou o presidente entusiasmado com o percurso recente, acrescentando:

“O projecto tem sido um sucesso. Espero que continue até à Liga principal, embora reconheça que já estou a ficar cansado, porque numa casa sem dinheiro, todos ralham e ninguém tem razão. Mas quero levar isto até ao fim. Acredito que em três anos estaremos na Liga”.
(Noticia: A Bola)

Turismo/Algarve: Taxa de ocupação desce 3,3% em Outubro

A taxa de ocupação global média/quarto foi de 49,8% em Outubro de 2010, registando-se uma baixa de 3,3% comparativamente a Outubro de 2009, dados do gabinete de estudos da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Ainda por zonas geográficas, as maiores descidas verificaram-se na zona de Lagos a Sagres, com uma perda de 17,3%em segundo lugar em Vilamoura / Quarteira / Quinta do Lago que desceu 6,2%, a que se segue Carvoeiro / Armação de Pêra, em que a quebra foi 6,0%.

As principais subidas ocorreram em Faro / Olhão, com um crescimento de 15,7% e Tavira em que a ocupação cresceu 7,5%.

A zona de Monte Gordo / VRSA registou a taxa mais elevada, com 63,0%, de ocupação da oferta, enquanto Carvoeiro / Armação de Pêra registou a mais baixa ficando-se em 39,7 do percentil.

Relativamente às categorias, a maior subida verificou-se nos aldeamentos e apartamentos turísticos de 5 e 4 estrelas cuja ocupação subiu 14,1%.

Hotéis e aparthotéis de 2 estrelas foi a categoria com mais quebra (-7,9%) seguindo-se os aldeamentos e apartamentos turísticos de 3 e 2 estrelas (-6,3%).

Relativamente às dormidas dos principais mercados, o nacional desceu 26,6%, o irlandês desceu 31,0% e o britânico apresentou uma subida homóloga de 4,0%.

Em termos acumulados o ano turístico de 2010 apresenta uma descida de 3% nas taxas de ocupação, de acordo com os resultados do gabinete de estudos da AHETA.
(Noticia: Observatório do Algarve)

sábado, 6 de novembro de 2010

FARO: Macário assume que Câmara está falida

A Câmara Municipal de Faro está num buraco de que não consegue sair sozinha, diz Macário Correia, que assume estar a comprometer os executivos futuros com o plano de reequilíbrio financeiro, mas diz não ter alternativa.

“A Câmara de Faro está tecnicamente falida, porque não consegue fazer face às dívidas aos seus fornecedores e às dívidas de médio prazo e não tem receitas que lhe permitam encontrar sozinha a solução, precisa de ajuda externa", garante Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Faro.

O autarca, conjuntamente com os membros do executivo, deu uma conferência de imprensa ao fim da tarde nos Paços do Concelho para explicar o porquê do plano de reequilíbrio financeiro, que implica a intervenção directa do Ministério das Finanças nos futuros orçamentos camarários, bem como um empréstimo de 48 milhões de euros, a pagar nos próximos 20 anos.

“Consultámos a Caixa Geral de Depósitos, que nos disse que talvez pudesse concorrer ao empréstimo, ainda que só num consórcio, talvez com um banco com sede em Madrid", adiantou o autarca.

As condições, numa primeira abordagem, serão 'leoninas' para a banca, com um spread de 6,5 por cento, como o Observatório do Algarve já tinha adiantado - ainda que os bancos estejam em presença de um aval (uma garantia) do Estado, através do Ministério das Finanças e da Direcção Geral da Administração Local, que têm de aprovar o plano, antes de ser sujeito à vistoria do Tribunal de Contas.

Onde está a dívida?

Certo é que, segundo o presidente da Câmara, a dívida total rondará actualmente os 80 milhões de euros, 30 milhões dos quais de curto prazo, que incluem €28,7 M de dívidas a 493 credores, num total de 7.388 facturas vencidas e não pagas.

O restante é relativo a dívidas do Mercado Municipal, com €3 milhões, à parte de Faro do Parque das Cidades (€1,45M), ao capital inicial de Faro na Sociedade Polis Ria Formosa (em que alegadamente Loulé e Tavira já pagaram, mas não Faro e Olhão, segundo Macário) bem como a empréstimos bancários de médio/longo prazo.

Segundo um documento apresentado aos jornalistas, os emprestimos de médio e longo prazo subiram de 14 para 37 milhões de euros de 2001 para 2005 (um aumento de 140%), e a divida de facturação corrente cresceu de 16 para 35 milhões de euros de 2005 para 2009, em simultâneo com um aumento de receitas de 6 milhões de euros neste período, não suficiente para "travar o aumento da dívida”.

Como se não bastasse a situação 'apertada' da Câmara, que depende agora - segundo o executivo - de um empréstimo "que será o último, depois deste já não há mais possibilidade", a realidade é que do ponto de vista das receitas a situação não é brilhante, a começar pelas transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro do Estado, orçado em mais de 7 milhões de euros, mas cortado em 10 por cento como penalização por ter ultrapassado o limite de endividamento permitido.

Processo vai ter de regressar à Assembleia Municipal

Macário está esperançado no equilíbrio das contas, mas o processo de crédito implica a aprovação na Assembleia Municipal por uma maioria absoluta (uma vez que o crédito compromete futuros executivos) só começará a fazer-se sentir em Março ou Abril do próximo ano, altura em que os fornecedores e credores poderão começar a ver a cor do dinheiro.

“Se isso não acontecer, cada um terá de assumir as suas responsabilidades, mas eu penso que Faro tem políticos responsáveis e sérios, não conheço nenhuma autarquia em que isso tenha acontecido", afirma Macário Correia, reagindo à possibilidade de um chumbo na AM ao crédito milionário.

Recorde-se que o plano de reequilíbrio, aprovado na passada quinta-feira, com os votos favoráveis do PSD e a abstenção de quase todos os representantes do PS, gerou críticas de diferentes sectores, que invocaram a existência de "erros grosseiros" no documento e a falta de justificação técnica demonstrando não haver outras alternativas.

Entre as dívidas mais elevadas, estão €1,5 milhões à EDP, 1 milhão à EVA Transportes, 450 mil à ADSE, 250 mil à PT Prime e 213 mil à Parque Expo. Mas entre as mais 'gritantes' aparecem a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Faro, com 280 mil euros ou o Instituto D. Francisco Gomes (A Casa dos Rapazes), com 100 mil euros, já para não falar de várias juntas de freguesia.

O Montenegro tem a haver 263 mil euros, a Sé 190 mil euros, São Pedro 175 mil, Santa Bárbara de Nexe 145 mil e Estoi 138 mil, só para enunciar aquelas cuja dívida é superior a 100 mil euros.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Há dois anos, quando Macário Correia começou a sua campanha eleitoral em Faro afirmava que conhecia bem a situação financeira da Câmara, classificando-a então de muito grave, mas não se sentiu inibido de prometer tudo a todos.

Um ano depois de ter tomado posse, para esconder a sua total incapacidade, o incumprimento de todas as promessas eleitorais e uma gestão mediocre que provocou em 2010 o aumento do passivo do Município, a coligação de direita enche o peito de ar para anunciar que a Câmara não tem dinheiro.

Pelo meio, ameaça a oposição na Assembleia Municipal no caso desta não lhe aprovar o emprestimo de 48 milhões de euros “cada um terá de assumir as suas responsabilidades”.

Começemos então pelas responsabilidades do actual Presidente da Câmara que, não dispondo de maioria naquele órgão, tinha a obrigação de não apresentar números errados e não divulgar conclusões falaciosas.

Tinha a obrigação de elevar o discurso e de não comportar-se como vituperador, culpando os seus antecessores por uma dívida que nasce essencialmente com o PSD no mandato 2001/2005 e com a entrada em vigor da nova Lei das Finanças Locais, esquecendo que o seu partido recusou sempre entre 2005/2009 que o Executivo do PS aumentasse as receitas da Câmara.

Tinha a obrigação, até legal, de envolver os diversos partidos e movimentos na construção de uma proposta, que até poderia ser de saneamento financeiro, menos penalizadora para o concelho, para as empresas, famílias e associações sem fins lucrativos.

Tinha a obrigação de cumprir as suas promessas eleitorais e de oferecer à cidade um horizonte de futuro.

A oposição também tem responsabilidades? Sim.

Tem a responsabilidade de não pactuar com a mediocridade, com a mentira, com o embuste, com a falta de rigor, com a arrogância e a prepotência. Tem, acima de tudo, a responsabilidade de perante a confissão de impotência e incapacidade da actual maioria para governar a cidade e ultrapassar as dificuldades dizer presente e oferecer aos farenses um projecto alternativo, de esperança, confiança e ambição.

O grande problema da actual maioria de direita é que o seu horizonte começa e termina no umbigo do actual presidente da Câmara. O grande desafio da oposição é interiorizar que a cidade e os farenses têm saudades do futuro.

Faro: aprovação do empréstimo na AM é “ato juridicamente inexistente”

A votação da Assembleia Municipal de Faro é um "ato juridicamente inexistente" já que a AM apenas tem competência para aprovar pedidos de empréstimo com apresentação de propostas de 3 bancos diferentes, diz José Vitorino, líder do movimento CFC e ex-presidente da Câmara.

A Assembleia Municipal de Faro aprovou a proposta de plano de reequilíbrio financeiro da autarquia (PSD) e ainda a consulta à banca para um pedido de empréstimo de 48 milhões de euros, que mereceu quinze votos a favor, onze contra e sete abstenções.

O líder da associação Cidadãos com Faro no Coração (CFC), José Vitorino, além de contestar o valor jurídico desta última votação acusa o presidente da Câmara de Faro de "prepotência" ao não ter recolhido propostas das forças autárquicas para elaborar o plano de reequilíbrio financeiro da autarquia.

Segundo José Vitorino, cujo movimento cívico está representado na Assembleia Municipal com um eleito, a lei obriga a que a autarquia ponha a consulta documentos como o plano de reequilíbrio financeiro.

O plano de re-equilíbrio financeiro foi aprovado com seis votos contra - três da CDU, um do PS, um do BE e outro da associação Cidadãos com Faro no Coração -, e a abstenção da maioria dos deputados da bancada socialista.

O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, apresentou ontem o documento do plano ao Ministério das Finanças, já que a sua viabilização depende da aprovação do Governo, ainda que durante a sessão da assembleia houvesse múltiplas críticas quanto aos erros técnicos existentes no documento.

Com um passivo de cerca de 100 milhões de euros, a autarquia vai receber no próximo ano sete milhões de euros de transferências diretas do Estado, o que representa um corte de 10 por cento face a 2010.

A câmara ultrapassou o limite de endividamento em 2008 em mais de sete milhões de euros, passivo decorrente de obras iniciadas em 2005, quando José Vitorino era presidente da autarquia pelo PSD, sendo Faro a única capital de distrito a integrar a lista de 17 autarquias notificadas por ultrapassarem o limite de endividamento líquido naquele ano.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Estúdios de Portimão podem estar mais perto

Um investimento de 150 milhões de euros, metade deles públicos, foi anunciado esta semana nos Estados Unidos. Destino: a cidade do cinema, em Portimão.

A criação de um fundo de investimento, que permita a criação de filmes dentro e à volta da cidade de Portimão, pode estar para breve. Esse é pelo menos o aviso da Venley Star Pictures, uma empresa norte-americana liderada por Carlos D. De Mattos, um português que emigrou aos 18 anos para os Estados Unidos da América e que singrou em Hollywood, tendo já arrecadado vários prémios da Academia.

Segundo fonte do gabinete da presidência da Câmara Municipal de Portimão, já existe um acordo firmado entre a autarquia, a Picture Portugal e a empresa CDMi, que detém a produtora Venley Star, para a rodagem de cinco filmes no valor de 75 milhões de euros.

Metade desta verba será investida pela produtora norte-americana, e o restante por outros investidores privados, no âmbito do projecto Picture Portugal, um fundo nacional em que Portimão está envolvido.

Portimão cede terreno de cinco hectares

Da parte da autarquia, por outro lado, existe o compromisso da cedência de um terreno de cinco hectares junto ao Pavilhão Portimão Arena e ao Mercado Grossista, bem como a total isenção de taxas municipais, adiantou a mesma fonte.

Uma vez que a conclusão da construção dos estúdios de cinema – para os quais a Câmara de Portimão está a tentar atrair outros grandes investidores americanos, como a Paramount, a CBS e a Fox – nunca estará concluída antes dos próximos três anos, para já o acordo estabelece que as rodagens, efectuadas em exteriores, terão de ocorrer em metade das cenas dentro da cidade ou à volta de Portimão, e numa fase subsequente o número de cenas filmadas em Portimão terá de rondar os 90 por cento, nas produções financiadas através do fundo agora anunciado.

O português ‘de Hollywood’

Carlos De Mattos, presidente da Venley StarPictures, foi co-fundador, ainda nos anos 70, de uma das maiores empresas fabricantes de equipamento para a indústria do cinema, televisão e fotografia. A empresa ficou famosa após ter criado, em 1983, a Tulip Crane, uma grua que permitia operar as câmaras, usada no filme “ET” de Steven Spielberg. Mais tarde, em 1986, Carlos inventou as câmaras de control remote usadas por Francis Ford Coppola no filme “Cotton Club”, posteriormente adoptada por quase todos os realizadores importantes.

Carlos De Mattos já recebeu dois Óscares e é amigo de Steven Spielberg, George Lucas e do clã Kennedy, embora tenha entrado com sucesso na indústria através da influência do mestre japonês Akira Kurosawa.

“Jurassic Park”, de Spielberg , “Exterminador”, “True Lies” e “Titanic”, de James Cameron, “Jackie Brown” de Quentin Tarantino ou “A Máscara de Zorro”, de Antonio Banderas, bem como “Forrest Gump”, com Tom Hanks, são alguns dos êxitos de bilheteira em que participou.

Em Junho de 1991, o cinematógrafo recebeu o grau de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique, e mais recentemente em Junho de 2008, foi agraciado pelo Presidente da República Portuguesa com o prémio COTEC para Empreendedorismo e Inovação, bem como realizações humanitárias, em nome da Diáspora Portuguesa.

Agora que tem capital para colocar investimento no território português, e embora afastado há quase meio século da sua terra-natal, Carlos De Mattos diz sentir-se na “obrigação de ajudar”. O seu coração e família já estão quase todos na Califórnia, mas em Portugal quer ter mais do que “uma penthouse”, onde passa algum tempo.
(Noticia: Observatório do Algarve)