terça-feira, 23 de novembro de 2010

Comércio: Vendas de Natal caem

«O comércio algarvio deverá registar quebras de mais de 10% nas vendas de Natal neste ano, devido à crise, segundo uma estimativa do presidente da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL).

Além da falta de dinheiro dos clientes, João Rosado diz que a decisão das autarquias de reduzir ou mesmo suspender os gastos com a iluminação de Natal – Portimão foi uma das poucas câmaras algarvias a manter um investimento semelhante ao do ano passado – também terá um efeito negativo, dado que "as artérias comerciais ficam menos atractivas para o público".

Neste período, muitas lojas irão manter-se abertas aos sábados, domingos e feriados, enquanto o encerramento nos dias de semana será efectuado mais tarde, entre as 20h00 e as 21h00.

Além de várias iniciativas de animação, a ACRAL promoverá uma feira de retalhos no próximo mês, em Portimão, e no primeiro fim-de-semana de Janeiro, em Faro (para escoar produtos que não forem vendidos no Natal).

João Rosado realça que esta época funciona como um "balão de oxigénio para muitas lojas", representando "cerca de 40% do total de facturação do ano inteiro".»
(Noticia: Correio da Manhã)

A situação do comércio tradicional avizinha-se muito difícil. Aliás, um pouco por todas as cidades damos, de mês para mês, conta do encerramento de lojas e estabelecimentos comerciais e questionamo-nos, com apreensão, sobre o número de falências que surgirão depois do Natal.

Não sei se a redução no investimento em torno da iluminação de Natal terá uma responsabilidade directa na quebra das vendas, mas claro que não ajuda a atrair mais pessoas para o centro das cidades.

Já não tenho dúvidas é quanto à má opção que constituiu a decisão da Câmara de Faro em levar para junto do Fórum Algarve a realização de uma feira que só contribui para aumentar, ainda mais, o poder de atractibilidade em torno daquela grande superfície comercial em prejuizo do centro de Faro e do comércio tradicional.

CGTP: Situação da Groundforce tem que ser reversível

O secretário geral da CGTP, Carvalho da Silva considerou esta segunda-feira que a situação dos trabalhadores da Groundforce de Faro "tem que ser reversível", caso contrário é o "desastre".

Carvalho da Silva falava aos jornalistas após uma reunião com alguns dos trabalhadores da empresa, que há duas semanas foram surpreendidos com o anúncio do encerramento da escala no Aeroporto de Faro e o despedimento colectivo de 336 funcionários.

Segundo o líder da CGTP, a reestruturação deve ser feita "com coerência", cortando "onde se deve" e não no emprego ou nas condições de trabalho, fazendo acertos de acordo "com as injustiças".

Para Carvalho da Silva, as injustiças não estão nos salários dos trabalhadores, mas sim na "estrutura macro do grupo" e na forma como a empresa tem sido gerida, diz, apontando o dedo ao Governo.

"É importante pôr em evidência que este é um processo debaixo de uma enorme trapalhada, de falta de transparência, com argumentos enganosos e até em alguns casos mentirosos", afirma.

Carvalho da Silva diz não ter dúvidas de que o eventual despedimento dos 336 trabalhadores só foi desencadeado "porque a tutela lhe deu cobertura", já que, diz, trata-se "de um ensaio para diminuir as condições de trabalho noutros espaços do grupo".

Este "ensaio" à custa dos sacrifícios dos trabalhadores serve também para "tentar tornar a atracção à privatização mais forte", defende o secretário geral da CGTP. "O trabalho que [os funcionários da Groundforce em Faro] faziam existiu, existe e vai continuar a existir", concluiu.
(Noticia: Correio da Manhã)

Albufeira: Município aprova e Assembleia Municipal chumba aumento de impostos

«A AM de Albufeira chumbou por unanimidade aumento do IMI e "devolveu ao executivo" a subida do IRC e IRS. Verba era para "compensar" Imortal e reverter direito de superfície de terreno. Desidério Silva desvaloriza.

Os 18 deputados do PSD na Assembleia Municipal de Albufeira, liderada pelo social democrata Carlos Silva e Sousa, juntaram-se aos cinco parlamentares autárquicos do PS e ao eleito pelo Bloco Esquerda e votaram quinta feira, por unanimidade, contra o agravamento do IMI, proposto pelo executivo chefiado por Desidério Silva, onde o PSD é igualmente maioritário.

Assim, o Imposto Municipal sobre Imóveis naquele concelho algarvio não vai agravar-se para a taxa o,7, como pretendia a Câmara, mantendo-se no valor atual de 0,6.

Já no que toca à derrama sobre o IRC não foi aprovada e o IRS a fixar pelo município continuará em 0% e não nos 3% pretendidos, depois de ambas as propostas terem sido “devolvidas ao executivo”.

Coleta serviria para adquirir terreno ao Imortal

Isto porque foi reprovado pela Assembleia Municipal a compensação de 600 mil Euros ao Imortal Clube, pela reversão do direito de superfície de um terreno na Quinta das Palmeiras, apresentada como justificativo para a autarquia arrecadar a verba através do agravamento da carga fiscal.

Carlos Silva e Sousa disse ao Observatório do Algarve que esta foi “uma posição normal no âmbito das funções fiscalizadoras da Assembleia Municipal e exercemo-las de forma completamente independente. Se todos lêssemos pela mesma cartilha, não precisava de haver câmara e assembleia municipal”, alega.

Assumindo que foi o autor da proposta votada por unanimidade na Assembleia Municipal, o presidente da AM justifica-a considerando que o acréscimo do IMI iria produzir “um efeito diminuto nas contas do município, com o ónus psicológico de um aumento da carga fiscal”.

Quanto à aquisição do terreno ao Imortal, “consideramos que não havia razão para se fazer esta despesa nas atuais circunstâncias e, uma vez reprovada esta proposta, devolvemos à câmara o plano e orçamento onde as verbas estavam consignadas, para os documentos serem retificados”, quanto ao derrama sobre o IRC e taxa municipal do IRS.

O líder da Assembleia Municipal reafirma que “esta é uma situação normal entre os órgãos autárquicos em Albufeira, que já aconteceu por várias vezes. Também chumbamos as serventias aeronáuticas, limitadoras do espaço do concelho, que a câmara já havia aprovado”, exemplifica.

Carlos Silva e Sousa salienta que os sociais democratas com assento na Assembleia Municipal “mantêm todo o apoio ao presidente” da autarquia considerando que tomaram “uma posição positiva em prol dos interesses do concelho”.

Desidério Silva desvaloriza

O presidente da autarquia, Desidério Silva, prefere desvalorizar a situação de ser o seu próprio partido o responsável por chumbar as propostas apresentadas pelo executivo que lidera: “Prefiro dizer que foi uma situação anormal, que está esclarecida. Não vou pôr em causa a relação com o partido”, disse em declarações ao Observatório do Algarve.

“O terreno a adquirir ao Imortal destinava-se a um equipamento coletivo (um jardim de infância ou um conservatório) e, simultaneamente, permitia ajudar uma instituição do concelho com reconhecidas dificuldades”, refere Desidério Silva em defesa da sua proposta.

“Na décadas de 80 e 90 a autarquia cedeu mais de 10 hectares de terreno ao Imortal que temos vindo a recuperar e foi de boa fé que se realizou esta proposta”, justifica.

Questionado sobre a existência de divergências entre os sociais democratas de Albufeira, o presidente da autarquia é perentório: “Não me pronuncio. Não sou presidente da Assembleia Municipal, nem presidente da comissão concelhia do PSD. Só sou presidente da câmara. E neste mandato, já estou a prazo”.

E, nestas funções, a que não poderá recandidatar-se por força de lei, Desidério Silva salienta que “foram feitos cortes em despesas”, mas com a diminuição do IMI e das verbas transferidas pela administração central, “o aumento de impostos é uma proposta normal para 80% das autarquias. Vamos ter dificuldades, face ao aumento dos encargos sociais que iremos manter, já que estávamos a prever um encaixe de cerca de 2 milhões de euros”, avisa.

PS critica despesa supérflua e populista

Por sua vez, o PS/Albufeira congratula-se com o facto do “agravamento generalizado de impostos municipais aprovado pela Câmara municipal Albufeira ter sido chumbado, por unanimidade, na Assembleia municipal”.

Em comunicado, os eleitos socialistas consideram também ter ficado “evidente que o caminho a seguir na gestão municipal em Albufeira não é o de agravar impostos mas sim o de conter e reduzir a despesa supérflua e populista, garantindo que os recursos sejam canalizados para investimento e para políticas sociais”.

No documento, o PS/Albufeira classifica que este “recuo” coloca um desafio, que é “o combate para impor a revogação” do novo tarifário de prestação de serviços de abastecimento de água, coleta de águas residuais e recolha de resíduos sólidos e, ainda, do novo regulamento de taxas, que, em sua opinião, “sujeitam os munícipes ao pagamento de taxas altíssimas e injustificadas sobre todos os serviços prestados pelo município de Albufeira”.

Para o PS de Albufeira "existe um sentimento geral de rejeição e repúdio ao aumento de impostos municipais", proposto por Desidério Silva, que tem dado lugar "às mais diferentes manifestações de repúdio, tanto com origem na comunidade e em movimentos de cidadãos, como por parte do Partido Socialista".

E lembra também que pela primeira vez, desde que o executivo do PSD governa o município em maioria absoluta, vai para dez anos, "propostas do executivo em matéria fiscal foram reprovadas, unanimemente por todas as forças políticas", representadas na Assembleia Municipal.»
(Noticia: Observatório do Algarve)

A limitação dos mandatos dos presidentes de câmara tem vantagens mas também perversões. Esta noticía é disso exemplo.

O PSD em Albufeira prepara já a sucessão de Desidério Silva e em nome do futuro candidato, que poderá bem vir a ser o actual Presidente da Assembleia Municipal, Carlos Silva e Sousa, decide-se em função do que em cada momento se considera mais popular e eleitoralmente vantajoso mesmo que vá contra a posição da actual presidência.

Enfim, nalguns municípios os presidentes de câmara, com prazo de validade fixado, já pouco mandam.

VRSA: PS quer saber compromissos financeiras de curto, médio e longo prazo da autarquia e EM

«Os socialistas de Vila Real de Santo António propuseram ao executivo da Câmara (PSD) que apresente com o Orçamento e Plano de Actividades 2011, “um Documento de Responsabilidade Geracional das responsabilidades financeiras de curto, médio e longo prazo, integrando a empresa municipal (SGU)”.

A concelhia do PS quer também que seja realizada a prospetiva de impacto no quadro orçamental da autarquia dessas obrigações financeiras, ou seja, o seu peso orçamental futuro.

A iniciativa justifica-se, para os seus promotores, porque “no quadro actual projecta-se sobre a classe política uma responsabilidade acrescida sobre as novas gerações, devendo ser-lhes garantida a possibilidade de definir o seu próprio destino, sem que os compromissos financeiros actualmente assumidos impossibilitem a concretização das suas iniciativas futuras”.

Para o PS, “o exercício de poderes em nome do povo não é compatível com decisões irresponsáveis de curto prazo, cujo único objectivo seja retirar dividendos imediatos de caráter eleitoralista”.

O Documento de Responsabilidade Geracional permitiria “aferir se houve maus gastos dos recursos financeiros autárquicos que pudessem hipotecar património, com inegáveis reflexos negativos na gestão municipal das gerações vindouras”, diz o PS de Vila Real de Santo António.»
(Noticia: Observatório do Algarve)

Já não era sem tempo.

Durante meses o PSD Algarve e as suas concelhias atacaram várias câmaras socialistas (Faro, Portimão, Lagos) acusando-as de gastadoras e de serem responsáveis por passivos gigantescos perante o silêncio do PS Algarve em relação à gestão financeira de algumas câmaras social democratas no Algarve.

Alunos da Ualg promovem recolha de brinquedos e roupas para crianças necessitadas

Nos próximos dias 23, 24, 25 e 26 de Novembro vai decorrer uma campanha de recolha de roupas e brinquedos usados para crianças necessitadas com idades compreendidas entre os 0 e os 12 anos. O material recolhido será doado ao Refúgio Aboim Ascenção.

A campanha é promovida no âmbito da disciplina de Relações Públicas do 4º Ano em Assessoria de Administração da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo (ESGHT), orientada pela docente Helena Borges Nunes.

Os locais de recolha são: no Campus da Penha da Universidade do Algarve, Instituto Superior de Engenharia todos os dias da campanha, e junto ao bar da ESGHT nos dias 23 e 26. No Campus de Gambelas, na Faculdade de Economia todos os dias, no átrio da Faculdade de Ciência e Tecnologia no dia 25, e no átrio da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais no dia 24.

Estão envolvidas nesta iniciativa, para além da docente, as alunas Ana Cristina Santana, Ana Paula Santos, Sandy Sobral e Sylvie Pereira.
(Noticia: Região Sul)

Olhanense encontra Benfica na Taça da Liga

O Olhanense vai defrontar o Benfica no Grupo B da terceira fase da Taça da Liga de futebol, ditou o sorteio hoje realizado, que colocou frente-a-frente o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães.

Os “encarnados”, que venceram as duas últimas edições da prova, vão encontrar ainda o Marítimo, do primeiro escalão, e o Desportivo das Aves, da Liga de Honra.

O sorteio, realizado na sede da Liga de clubes, no Porto, colocou no Grupo C os rivais minhotos, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, juntamente com o Paços de Ferreira e o Arouca, única equipa da Liga de Honra na “poule”.

O FC Porto, líder da Liga portuguesa, ficou integrado no Grupo A, juntamente com os primodivisionários Nacional da Madeira e Beira-Mar, e o Gil Vicente, da Liga de Honra.

O Grupo D é o único que tem duas equipas da Liga de Honra – Penafiel e Estoril-Praia -, que medirão forças com o Sporting e a Naval 1.º de Maio.

A primeira jornada da terceira fase disputa-se a 02 de janeiro, a segunda a 19 e a terceira a 29 e 30 do mesmo mês.

Marcada para 02 e 03 de março, numa das meias finais vão defrontar-se o vencedores do Grupo A e do Grupo C, enquanto no outro encontro se defrontam os primeiros classificados das “poules” B e D.

A final está marcada para 23 de abril e vai realizar-se no Estádio Municipal de Coimbra.

Resultado do sorteio da terceira fase da Taça da Liga:

- Grupo A: FC Porto (L), Nacional (L), Beira-Mar (L), Gil Vicente (LH).

- Grupo B: Benfica (L), Marítimo (L), Olhanense (L), Desportivo das Aves (LH).

- Grupo C: Sporting Braga (L), Vitória Guimarães (L), Paços de Ferreira (L), Arouca (LH).

- Grupo D: Sporting (L), Naval 1.º Maio (L), Penafiel (LH), Estoril-Praia (LH).
(Noticia: Observatório do Algarve)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ria Formosa: O declínio dos cavalos marinhos

A ria Formosa, no Algarve, era em 2002 o local do mundo com maior densidade da espécie, com uma população estimada de dois milhões de indivíduos. Seis anos depois, já só havia 300 mil cavalos-marinhos. Um projecto premiado pelo Oceanário vai estudar o problema e propor soluções.

Em 2002, quando a investigadora canadiana Janelle Curtis fez a primeira avaliação das populações de cavalo-marinho da ria Formosa, descobriu para grande entusiasmo da comunidade internacional dos biólogos, incluindo dos portugueses da Universidade do Algarve, que lhe deram apoio logístico no trabalho de campo, que aquele ele era o local do mundo com a maior densidade absoluta de populações deste animal marinho. Nessa altura, ela calculou que haveria ali cerca de dois milhões de cavalos-marinhos de focinho comprido (Hippocampus guttulatus). A ria Formosa estava assim sinalizada pelos melhores motivos, e os jovens que pretendiam fazer doutoramento nesta área começaram a rumar a Faro.

Depois de Janelle Curtis, veio em 2007 um outro canadiano, Iain Caldwell. Como a sua antecessora, também ele estava a fazer o doutoramento na mesma área e, também como ela, tinha por orientadora Amanda Vincent, da universidade de British Columbia, em Vancôver, uma das gurus mundiais dos estudos sobre cavalos-marinhos.

Caldwell começou por fazer a observação das populações de Hippocampus guttulatus nos mesmos locais estudados por Janelle. Miguel Correia, um jovem biólogo do grupo de Biologia Pesqueira e Hidroecologia do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, começou a trabalhar com ele. Só que, desta vez, as notícias eram alarmantes: os dados recolhidos indicavam que as populações da espécie tinham sofrido um declínio de 85%. Em seis anos, um curtíssimo período de tempo, os cavalos-marinhos passaram de dois milhões para cerca de 300 mil na ria Formosa. Que se passava? Ninguém sabia responder.
 
"Era preciso estudar a questão", diz José Pedro Andrade, que coordena o Grupo de Biologia Pesqueira e Hidroecologia. "Miguel Correia conseguiu uma bolsa de doutoramento para estudar a ecologia, distribuição e abundância de cavalos-marinhos na ria, e um outro investigador, Jorge Palma, iniciou uma linha de trabalho para a sua reprodução em cativeiro".

Foi só o ponto de partida. Delinear um projecto de investigação para estudar o problema era o caminho certo, e foi isso que equipa fez. Esse projecto, "Cavalos-marinhos em risco na ria Formosa?", foi agora um dos vencedores do InAqua, um fundo criado pelo Ocenário de Lisboa e o National Geographic Channel para apoiar este tipo de investigações, em que a conservação é pedra de toque . O financiamento, de 10 300 euros para dois anos, vem em boa hora. "Foi a única forma de conseguirmos financiar o trabalho", sublinha José Pedro Andrade, que é também o seu coordenador.

A equipa vai para o terreno já em Dezembro. "Vamos alargar o raio de acção das observações na ria, para além das zonas que os dois biólogos canadianos já estudaram em 2002 e 2007", explica José Pedro Andrade.

Uma possibilidade para explicar o desaparecimento dos cavalos-marinhos poderia ser uma deslocação das populações, dentro da ria, para outros locais. Por isso, alargar a amostragem também servirá para tirar teimas, mas o coordenador do projecto considera a hipótese "muito remota". Um outro indício, observado na ria, nos últimos anos, por outros investigadores do Algarve, aponta uma perda de habitat.
 
Com o seu focinho pontiagudo, o cavalo-marinho tem apenas uma barbatana dorsal e duas peitorais muito pequenas, o que lhe dá uma capacidade de locomoção limitada. Desloca-se muito devagar através das águas, como num filme em câmara lenta. Vale-lhe a cauda, que enrola em torno das plantas marinhas, como Zostera marina e a Cymodocea nodosa, que sobem do fundo em filamentos, e aos quais se fixa, para não ir nas correntes.
 
Nos últimos anos, no entanto, estas pradarias, como se chamam as extensões de plantas marinhas que constituem o habitat da espécie, sofreram uma diminuição acentuada na ria, e isso poderá estar na origem do declínio das populações de cavalo-marinho. Outra observação, que aponta exactamente nesse sentido, é a de que cada vez mais se encontram estes animais em pontos de fixação que antes não utilizavam, como as amarrações de bóias ou ramos imersos, como se procurassem uma alternativa para sobreviver.

"A diminuição das pradarias poderá ter a ver com a própria dinâmica da ria", diz José Pedro Andrade. Por isso, o projecto, além da observação das populações, estudará também a hipótese de pradarias artificiais, que deverão ser testadas na própria ria, no fim do projecto.
(Noticia: Diário de Notícias)

Turistas são mais velhos, não viajam sozinhos, nem de mochila às costas

Estudo sobre estrangeiros que visitam o país conclui que gostam do clima e da hospitalidade, de preferência em Lisboa e no Algarve. Custo de vida causa surpresa.

Têm mais de 35 anos, são atraídos por recomendações de conhecidos e não gostam de viajar sozinhos ou andar de mochila às costas. É este o perfil do turista que escolhe o território português para passar férias, durante o Verão. O estudo, da responsabilidade do Turismo de Portugal, vai servir para afinar a estratégia de promoção do país no exterior e responder melhor às exigências dos visitantes, que apreciam as paisagens, a simpatia e os vinhos e ficaram menos satisfeitos com o custo de vida e a fraca fluência de idiomas estrangeiros.

Durante 11 dias, o organismo entrevistou 1072 turistas de sete nacionalidades, junto aos balcões de check-in dos principais aeroportos portugueses. O Estudo de Satisfação dos Turistas, que incidiu, principalmente, sobre os britânicos, que representam 40 por cento da amostra e são também os que mais contribuem para o sector em Portugal, faz um retrato do perfil, expectativas e previsões de regresso ao país.

De entre as principais conclusões, está o facto de 51 por cento dos inquiridos se encontrarem, pela primeira vez, em território português. Para o Turismo Portugal este dado "está em linha com a estratégia de conquista de novos públicos" e associado ao facto de "Portugal se ter tornado mais acessível por via aérea", com os incentivos às companhias de aviação, sobretudo às low-cost, através do programa estatal Iniciativa.pt.

Um destino recomendado

Mais de 40 por cento escolheram Portugal por recomendações de familiares e amigos, quando estavam na fase de planeamento das férias, e decidiram viajar até ao país por causa do clima e da paisagem (56 por cento) e da forma hospitaleira de acolhimento (30 por cento). No caso dos espanhóis, o factor proximidade é apontado por 56 por cento dos inquiridos.
 
Apenas três por cento ficaram interessados em visitar Portugal por estímulo publicitário, a ferramenta mais clássica nas estratégias de promoção dos destinos. Já a Internet foi responsável por 29 por cento das chegadas da amostra analisada.

Estas conclusões levam o Turismo de Portugal a admitir que há esforços a fazer na forma como se promove o destino Portugal. Além de deixar satisfeitos os que passam pelo país, o organismo está a "reforçar a presença em plataformas de comunicação on-line", como as redes sociais, e vai passar a incluir uma "ligação directa entre o consumidor e a oferta" no novo portal de promoção externa, o visitportugal.com.

Em termos de satisfação, o estudo concluiu que 91 por cento dos inquiridos ficaram "muito satisfeitos" com a estada. E que 44 por cento consideraram que as férias ficaram "acima das expectativas". As paisagens, as praias, a simpatia da população local e a gastronomia e vinhos foram os pontos mais apreciados.

Já os serviços de saúde, o custo de vida e a preservação ambiental só satisfizeram cerca de metade dos turistas. A fraca fluência de idiomas estrangeiros também foi um dos contras apresentados por uma parte dos inquiridos. Ainda assim, 54 por cento disseram que "de certeza voltará a Portugal". Seis por cento admitiram que "provavelmente" não o farão.
 
Um perfil "estacionário"

Além de um cruzamento entre expectativas e satisfação dos turistas, este estudo sistematiza informação de perfil, que antes estava mais dispersa. E a ideia do Turismo de Portugal é continuar a fazer mais relatórios, pelo menos, dois por ano "para perceber a evolução destas percepções e permitir intervir do lado da oferta". O próximo será realizado antes do Verão de 2011, garantiu o organismo ao PÚBLICO.

Em termos de perfil, conclui-se que 55 por cento dos turistas entrevistados tinham entre 35 e 54 anos e apenas nove por cento menos de 24. Mais de metade têm educação equiparada ao ensino universitário e nenhum dos inquiridos possuía habilitações inferiores ao secundário. São tantos os homens como as mulheres, mas são muitos mais os que ainda preferem voar em companhias de aviação tradicionais (63 por cento).

Apenas dez por cento viajaram sozinhos. A maioria veio acompanhada com o cônjuge ou com outros adultos. E há uma grande fatia (75 por cento) que fica a totalidade da estada num único local. É o chamado "turismo estacionário", muito característico dos meses de Verão - uma "época de excelência para o produto sol e mar, que é estacionário", restringindo-se a zonas costeiras e mais a sul do país, explicou o Turismo de Portugal.

O facto de apenas 25 por cento dos inquiridos estarem em território nacional com a intenção de fazer circuitos por mais de uma região também está relacionado com "alguns mercados, como o britânico e o irlandês, que são estacionários por natureza", disse o organismo, acrescentando: "Devemos aproveitar para levá-los a regressar a Portugal noutras alturas do ano e fruir produtos que motivam maior circulação pelo país”.
 
Açores atraem pouco

A aversão dos turistas de Verão a andar de mochila às costas a explorar o território também tem reflexos nas escolhas dos locais para passar férias. É para Lisboa que seguem 45 por cento dos visitantes e o Algarve atrai 39 por cento. Fátima está muito abaixo no ranking, com apenas quatro por cento das preferências. Mas o pior classificado é o arquipélago dos Açores (um por cento).

O Turismo de Portugal assume que 83,6 por cento das dormidas continuam concentradas nas três principais regiões turísticas (Algarve, Madeira e Lisboa), apesar de ter havido um decréscimo face a 2007 (84,8 por cento). Mas assegura que o crescimento está a ser maior "nos destinos emergentes".

Os franceses são os únicos que escapam à regra, manifestando uma procura mais repartida pelas várias regiões. Nas visitas realizadas ao país, 52 por cento passou pelo Norte e Centro e 28 por cento nas zonas do Estoril, Sintra e Cascais. Já os irlandeses estão totalmente voltados para o Algarve, onde ficaram em 90 por cento dos casos. Mas são também eles os únicos, a par dos espanhóis, a registar uma passagem pelos Açores.

O estudo revela ainda que os inquiridos ficaram, em média, 10,4 noites em Portugal, que, no caso dos turistas de Espanha, baixa para 7,6 e, no dos brasileiros, sobe para 15,3, por factores de proximidade. Mais de metade preferem ficar alojados em hotéis, aparthotéis e pousadas, com excepção dos visitantes que chegam do Brasil, que escolhem mais a casa de familiares e amigos.

Dois por cento dos inquiridos afirmaram que tinham casa própria no país e apenas um por cento são adeptos de turismo de rural. Um tipo de estabelecimento que não tem tanta procura no Verão, encontra-se em zonas menos atractivas nesta época, como o Alentejo e o Norte, e "representa apenas 4,6 por cento da capacidade total de alojamento", esclareceu o Turismo de Portugal.
(Noticia: Público)

Algarve: Hotéis não são atrativos para turistas seniores que podiam combater sazonalidade

Tornar os hotéis algarvios mais atrativos aos olhos dos turistas seniores, conquistando um público que viaja sobretudo em época baixa, é a base para a tese de doutoramento que um arquiteto está a desenvolver no Instituto Superior Técnico.

No Algarve existem cerca de 450 hotéis, 156 dos quais de categoria superior, mas este nicho de mercado, que podia ajudar a combater a sazonalidade, não está a ser aproveitado em pleno na região, disse à Lusa o arquiteto Wilson Zacarias.

Nascido na Venezuela e em Portugal há nove anos, este filho de emigrantes portugueses compara o Algarve ao estado da Florida, nos Estados Unidos, local escolhido por grande parte dos idosos para passar férias ou mesmo viver.

O clima, a segurança e uma boa assistência médica são alguns dos fatores mais privilegiados pelo público sénior, que é exigente, normalmente endinheirado e viaja sobretudo na primavera ou no outono.

Contudo, de acordo com o autor do estudo "Hotéis atrativos a hóspedes seniores - a experiência da região do Algarve", a arquitetura e equipamentos dos hotéis algarvios não são, na sua maioria, adaptadas às necessidades dos idosos.

Pormenores de "design inclusivo" como a existência de cadeiras com apoios para os braços ou de tomadas elevadas em vez das tradicionais situadas junto aos rodapés são descurados pela maioria dos hotéis, diz o arquiteto.

Aquele estudo, elaborado a partir de visitas a seis hotéis de luxo da região, servirá de base para uma tese de doutoramento que Wilson está a desenvolver e que incluirá inquéritos a hóspedes idosos.
 
"Trata-se de tentar reunir informação que sirva de recomendação para os arquitetos e promotores de projetos hoteleiros daquilo que é necessário, na conceção ou renovação das unidades, para atrair os idosos", resume.

De acordo com Wilson Zacarias, apesar de ser um nicho de mercado ainda pouco aproveitado, o turismo sénior será dentre de alguns anos um dos principais mercados da hotelaria, uma vez que a esperança de vida é cada vez maior.

O arquiteto considera que além de poder contribuir para esbater a sazonalidade característica do Algarve, a aposta no público sénior "abre a possibilidade de alguns idosos se mudarem definitivamente para a região".

O arquiteto já esteve reunido com responsáveis do Turismo do Algarve que irão apoiar o estudo que está a desenvolver ao estabelecer a ponte entre o autor e as unidades hoteleiras da região.
(Noticia: Observatório do Algarve)

UGT em campanha no Algarve pela Greve Geral

A UGT vai estar hoje presente, dia 22 de Novembro, em Faro, onde participará numa série de encontros com trabalhadores e delegados sindicais de várias empresas, no âmbito da dinamização e mobilização para a Greve Geral de dia 24 de Novembro.

Representada pelo seu Secretário Geral Adjunto, Pedro Roque, a UGT juntamente com o presidente da UGT-Algarve, Luís Trindade, e uma numerosa delegação, irão deslocar-se, cerca das 09:30 horas, ao Mercado Municipal, seguindo para a Loja do Cidadão para a distribuição de panfletos à população.

No âmbito desta deslocação, está também agendada uma visiat ao I.E.F.P, cerca das 11:00 horas. Ainda durante a amanhã, a delegação da UGT desloca-se à UNICOFA, Cooperativa Abastecedora de Produtos Alimentares, para um contacto com os trabalhadores desta empresa.

Durante a tarde, pelas 14:00 horas, está prevista a deslocação à Direcção Regional de Agricultura e uma visita ao Centro Regional de Segurança Social, seguindo-se uma visita ao Turismo do Algarve, para onde está prevista uma conferência de imprensa, agendada para as 17:00 horas, para um balanço dos encontros com os trabalhadores nas visitas realizadas ao longo do dia.
(Noticia: Região Sul)

Faro antecipa Dia da Memória

O Dia da Memória só ontem foi comemorado, mas o Governo Civil de Faro antecipou as cerimónias e assinalou anteontem a data criada para recordar as vítimas de acidentes de viação e alertar para a segurança rodoviária.

Um desfile motard entre Faro e Loulé, em que participaram 100 motociclistas de associações e motoclubes de todo o Algarve, foi a iniciativa escolhida para marcar o Dia da Memória a sul.

No final, junto ao Santuário da Mãe Soberana, foi feita a largada de uma dezena de pombos em homenagem às vítimas. Além da governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, participaram nas cerimónias os presidentes das câmaras de Faro e Loulé e ainda a diocese do Algarve, que este ano se associou, pela primeira vez, à iniciativa. "Gostaria que anualmente este dia fosse aproveitado em todas as paróquias para ter presente na oração todos os que perderam a vida em acidentes nas estradas", referiu na cerimónia o bispo do Algarve, D. Manuel Quintas.

O Dia da Memória é anualmente assinalado no terceiro domingo de Novembro. As iniciativas promovidas pela Estrada Vida – liga que reúne cerca de 40 associações relacionadas com as questões rodoviárias – decorreram este Domingo em Santarém, Vila Real de Trás-os-Montes e Évora.
(Noticia: Correio da Manhã)

Cantina Social de Albufeira vai funcionar com voluntariado

Albufeira vai passar a dispor de uma cantina social, com vista a apoiar as famílias mais carenciadas. O projeto, assente no voluntariado, conta com a colaboração da população no apoio a esta causa solidária.

A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Albufeira, com o apoio da Cooperativa de Consumo e Associação dos Trabalhadores da Câmara Municipal, encontram-se a criar uma Cantina Social.

A funcionar na Cantina Municipal, este novo equipamento pretende fazer face às crescentes carências das famílias com menos recursos económicos.

Para avançar com o projeto, é necessária a colaboração de voluntários que podem fazer a sua inscrição na Divisão de Ação Social do Município.

Os voluntários irão assegurar o cumprimento de várias tarefas, desde o controlo de entradas, orientação de equipas de escalonamento de tarefas, controlo e aprovisionamento de dispensa, supervisão de cozinha, entre outras.

Esta é uma oportunidade de se juntar a uma causa solidária e ajudar quem mais precisa, no combate à fome, à pobreza e à exclusão social.
(Noticia: barlavento)

Vila Real de Santo António “Cidade Amiga dos Idosos”

A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António é uma das sete cidades portuguesas integradas no projeto “Vencer o Tempo nas 7 Cidades”.

O projeto tem como intuito a promoção, nas localidades, da adoção de medidas que atendam às necessidades dos idosos, com o intuito de contribuir para a melhoria das suas condições de vida.

Com a participação neste projeto, o concelho de Vila Real de Santo António irá candidatar-se à certificação de “Cidade Amiga dos Idosos”, atribuída pela Organização Mundial de Saúde.

Vila Real de Santo António junta-se, assim, às 35 cidades que, em 22 países, tentam cumprir a missão de se tornarem cidades mais amigáveis para a idade sénior, num projeto que teve origem em 2005, no 18º Congresso Mundial de Gerontologia, ocasião em que surgiu a ideia da implementação de “Cidades Amigas dos Idosos”.

Com uma duração prevista de dois anos, este projeto passará por várias etapas: por um lado serão identificadas as dificuldades que os idosos possam ter na concretização das suas rotinas diárias, eventuais alterações que possam melhorar o dia-a-dia dos idosos, e formas de combater o isolamento dos idosos.

Por outro lado, serão elaborados planos de ações para minimizar as dificuldades, concretizar as alterações e promover a reintegração dos idosos na sociedade.

A participação nesta iniciativa, promovida em Portugal pela Associação Vencer o Tempo, surge no seguimento do extenso trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela autarquia de Vila Real de Santo António na área da ação social, e em especial no que diz respeito aos idosos.

O município tem vindo a adotar uma série de medidas e a implementar iniciativas que visam a melhoria da qualidade de vida dos idosos do concelho, das quais são exemplo o Cartão VRSA Social, que proporciona benefícios a todos os seniores do Concelho, a Casa do Avô, um centro de atividade sénior na área de desenvolvimento de competências, a iniciativa VRSA Amiga, um serviço de reparações domésticas e de entrega e colaboração domiciliárias, o serviço Telealarme, destinado a pessoas que no seu domicílio careçam de apoio, nomeadamente em situação de dependência e/ou isolamento, o autocarro social, o rastreio auditivo gratuito, os tratamentos oftalmológicos em Cuba, bem como diversas atividades lúdicas e sócio-culturais.

Como afirma Luís Gomes, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, “os idosos são, hoje em dia, uma parte considerável da população. Como tal, é um dever das autarquias criar condições para que o dia-a-dia desta população seja vivido da melhor maneira possível".

"A nossa candidatura a este projeto, e a sua aceitação, é mais um passo em frente na nossa política de apoio a esta faixa etária, e sentimo-nos orgulhosos por fazer parte desta rede internacional e por poder proporcionar melhores condições de vida aos idosos do nosso concelho”, acrescentou o autarca.
(Noticia: barlavento)

Governo Civil de Faro premeia atletas, técnicos e dirigentes por mérito desportivo algarvio

Reconhecer o mérito desportivo de individualidades ou coletividades que tenham contribuído para o prestígio do desporto no Algarve é o objetivo dos prémios a atribuir pelo Governo Civil de Faro, no âmbito da Honra ao Mérito Desportivo Algarvio-2010, hoje, dia 22 de Novembro, às 21h00, no Hotel Real Marina, em Olhão.

Promovida pelo Governo Civil de Faro, com o apoio da Direção Regional do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), a iniciativa, a realizar anualmente, pretende incentivar o universo de praticantes, técnicos, dirigentes, familiares de praticantes ou beneméritos, na obtenção de resultados relevantes na área desportiva, ética e social.

“O esforço que é desenvolvido por atletas, técnicos, dirigentes e até pelos respetivos familiares, para promover e desenvolver a prática desportiva na região, tanto ao nível amador, como profissional, deve ser reconhecido, não só pela sociedade civil, mas também pelas entidades oficiais, porque esse é um trabalho que prestigia e enaltece a nossa região”, considera a Governadora Civil de Faro.

Reconhecendo que o desporto é uma atividade que requer muitas vezes alguns sacrifícios pessoais, Isilda Gomes salienta a importância de premiar a dedicação de todos os seus praticantes, a qual tem permitido aumentar, tanto o número de modalidades, como o nível competitivo na região.

“Temos grandes e honrosos exemplos do desporto de qualidade que se pratica no Algarve e, ao premiarmos todos os que contribuem para elevar essa fasquia, estamos a cumprir um dever que é o de apoiar e reconhecer o seu trabalho”, considera a Governadora Civil, frisando a importância das atividades desportivas para o desenvolvimento sócio-educativo dos mais jovens.

“É nos desportistas que as crianças e os jovens encontram muitas vezes inspiração para uma conduta saudável e íntegra, que os leva a contribuir de forma decisivamente para uma sociedade bem estruturada, por isso há que apoiar incondicionalmente os nossos atletas e todos os responsáveis pela prática desportiva na região”, sustenta Isilda Gomes.

No âmbito deste projeto, foram apresentadas pelas associações representativas dos clubes desportivos da região, quatro nomeações para cada uma das 11 categorias instituídas pelo regulamento.

Um colégio de sete elementos, presidido pela Governadora Civil de Faro, elegerá um vencedor entre os quatro nomeados em cada uma das categorias, o qual será anunciado na próxima segunda-feira, durante a cerimónia da entrega de prémios.

As distinções da Honra ao Mérito Desportivo Algarvio-2010 serão atribuídas nas categorias de Fair Play; Amizade; Comunicação; Juiz do Ano; Atleta do Ano do Desporto Adaptado; Revelação do Ano; Técnico do Ano; Clube do Ano; Dirigente do Ano; Atleta do Ano e Prémio Carreira Desportiva.

O júri que irá eleger os vencedores é presidido pela Governadora Civil de Faro Isilda Gomes, sendo constituído por mais seis elementos com ligações à prática desportiva, designadamente o diretor Regional do IDP Joaquim Paulino, César Correia (antigo árbitro internacional), Isidoro Sousa (Sporting Clube Olhanense), João Leal e Neto Gomes (jornalistas) e Rogério Teixeira (Associação de Ciclismo).

Para além de um galardão concebido especialmente para o evento, a atribuir aos vencedores, todos os nomeados receberão uma placa evocativa desta primeira edição da Honra de Mérito Desportivo Algarvio-2010.
(Noticia: barlavento)

Futebol Algarvio: Resultados do fim de semana


Taça de Portugal

Olhanense / Nacional - 1/0

Portimonense / Guimarães - 1/2



Campeonato Distrital da 1.ª Divisão

Lusitano VRSA / Sport Faro Benfica - 2/0

Culatrense / Armacenenses - 0/2

Guia / Campinense - 1/1

Ferreira / Castromarinense - 4/0

Quarteira SC / CDR Quarteirense - 1/4

Almancilense / Moncarapachense - 1/2

Silves / Aljezurense - 6/1

Odeáxere / Imortal - 8/0

Campeonato Distrital da 2.ª Divisão

Padernense / 11 Esperanças - 0/2

Alvorense / Os Estombarenses - 3/1

Monchiquense / CDR Quarteirense - 2/1

Sambrasense / Ginásio de Tavira - 3/1

Bensafrim / Santaluziense - 3/2

Serrano / Machados - 1/1
(Fonte: Associação de Futebol do Algarve)

domingo, 21 de novembro de 2010

Um por cento de Faro precisa de ajuda financeira para comer

«O número de refeições distribuídas diariamente pelo Centro de Apoio aos Sem Abrigo (CASA), no Algarve, aumentou de 80 para 500 nos últimos 14 meses.

“Estamos a dar de comer a um por cento da população de Faro. Há 14 meses cerca de 80 pessoas recebiam refeições, mas desde essa altura que as ajudas subiram, exponencialmente, e estamos a dar alimento a 500 pessoas por dia”, disse hoje à Lusa Pedro Cebola, coordenador da CASA, em entrevista à Lusa.

A CASA, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) fundada em Faro há três anos, iniciou o seu trabalho entregando na rua refeições aos sem abrigo, especificamente a toxicodependentes e alcoólicos, e tem atualmente cerca de 300 voluntários.

“Cerca de 70 por cento das pessoas que hoje nos pedem ajuda para comer são desempregados, casais em que ambos caíram no desemprego, avós com netos à sua guarda que ficaram sem apoios sociais e reformados por antecipação ou invalidez”, explicou Pedro Cebola.

Os imigrantes de países do leste europeu, principalmente ucranianos, que trabalhavam na construção civil e nas estufas do concelho de Faro, também pedem ajuda à CASA e já representam 15 por cento do público que pede ajuda alimentar, acrescentou. Na quarta-feira, a CASA recebeu 30 novos processos de pessoas que foram pedir ajuda e pelo menos 25 pessoas, com base nas despesas que têm e rendimentos, deverão ter direito a apoio.
 
“Na freguesia da Sé há muita pobreza envergonhada, nomeadamente de profissões liberais, como professores que não foram colocados e estão no desemprego, mas também donos de restaurantes e cafés ou pessoas que trabalhavam em imobiliárias, acrescentou.

O Centro de Apoio aos Sem Abrigo lança no Algarve este sábado, dia 20, e até 31 de Dezembro, uma campanha de Natal denominada “Casa Mágica Solidária” para angariar cerca de dois mil brinquedos para crianças e para oferecer um almoço de Natal e cabazes de Natal a 600 carenciados da região.

A maioria das autarquias algarvias reforçou este ano as verbas no orçamento municipal para a ação social, com câmaras a elevarem em um terço ou quase 50 por cento os apoios sociais.»
(Notícia: O Algarve)

Confesso que, para além de saber que funciona na Rua Ataíde de Oliveira, onde existe ou existia um restaurante tibetano (espero que me desculpem, pois não sou mesmo nada vegetariano), não conheço o trabalho do C.A.S.A., IPSS criada pela iniciativa e inspiração do mestre espiritual budista Pema Wangyal Rinpoche.

Partindo do princípio de que os números que revelam são autênticos (existirão mesmo em Faro professores, donos de restaurantes e de cafés sem capacidade para adquirir bens alimentares?), a situação descrita é deveras alarmante e exigiria uma resposta concertada e urgente do Conselho Local de Acção Social de Faro e dos vários organismos que a integram, desde logo Câmara Municipal, Segurança Social, Instituto de Emprego e Formação profissional, Administração Regional de Saúde, Instituto da Droga e Toxicodependência e outras IPSS’s do Concelho.
 
Por outro lado, este retrato social não se coaduna com os cortes orçamentais que a Câmara de Faro levou a cabo no último ano na área social, diminuindo as transferências financeiras para as IPSS’s e pondo termo a inúmeras iniciativas municipais de auxilio aos mais vulneráveis como, a título de exemplo, era programa de apoio às rendas.

Câmara de Faro avança com fusão nas empresas municipais

«A câmara de Faro vai fundir três das suas empresas municipais, num processo que visa reduzir os custos orçamentais da autarquia, embora evitando despedimentos de pessoas.

Em Faro, a fusão deverá concretizar-se durante o próximo ano, disse à Lusa o presidente, Macário Correia, admitindo que possa haver algum despedimento pontual mas sublinhando que o objetivo da fusão não é reduzir o pessoal.

“Não há como único objetivo fazer reduzir os encargos com pessoal, ainda que isso possa eventualmente acontecer”, refere o autarca, sublinhando que os trabalhadores deverão ser “reajustados de acordo com as suas aptidões”.

A nova estrutura resultará da fusão das empresas Ambifaro (agência para o desenvolvimento económico), Mercado e Teatro Municipal de Faro, ficando apenas de fora a Fagar, responsável pela gestão de águas e resíduos.»
(Noticia: Região Sul)

Descontando o facto de considerar uma verdadeira aberração juntar numa mesma empresa a gestão e administração do Teatro Municipal e do Mercado Municipal (teremos no futuro uma espécie de carapaus à Molière ou um singelo Lago dos Patos), já perdi a conta às vezes que a intenção de fusão destas empresas municipais foi noticia no último ano na Lusa e nos nossos jornais regionais.
 
Se a nossa Câmara Municipal acha que deve levar por diante este autêntico disparate, que expressa bem a importância que a cultura e a criação artística tem para a actual maioria de direita, então do que está à espera?

Teatro Municipal de Faro lança produto inovador de marketing experencial

A empresa municipal TMF – Teatro Municipal de Faro estabeleceu uma parceria com a agência Wecansell Branding & Event Marketing, que se prepara para apresentar a T-Xperience, uma marca que apresenta o primeiro produto de marketing experiencial dedicado exclusivamente à área da cultura.

Conhecer melhor o património nacional, visitar museus ou exposições, assistir a espetáculos nas grandes salas nacionais é o que o novo projeto T-Xperience pretende oferecer.

O projeto arrancou no terreno já em Agosto deste ano, mas terá a sua apresentação oficial a 22 de Novembro, às 15h00, no Centro de Arte Moderna, em Lisboa.

Segundo os responsáveis da Wecansell, trata-se de um projeto inovador porque pretende contribuir para promover a cultura, tornando-a numa experiência apetecível e acessível a todos.

É um produto 100% nacional, que cria sinergias entre a indústria, a criação artística, as instituições culturais e o público.

A denominação T-Xperience surge por se tratar de um conjunto de experiências culturais — como entradas em museus, locais históricos, exposições e espetáculos — vendidas numa embalagem que contém também uma t-shirt exclusiva e colecionável, com design e ilustração originais alusivos à instituição representada em cada embalagem, e de fabrico totalmente nacional. Os pacotes T-Xperience são comercializados em exclusivo nas lojas Fnac em todo o país.

O primeiro conjunto de packs T-Xperience tem a designação de “Pólos Culturais”, porque integra exatamente oito espaços nacionais que reúnem uma vasta oferta cultural: Centro Cultural de Belém e Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Cine Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, Teatro Nacional de São João, no Porto, Teatro das Figuras, em Faro, Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz e Centro das Artes – Casa das Mudas, na Madeira.

O pack T-Xperience do Teatro das Figuras inclui uma entrada para espetáculos de produção própria da TMF, identificados no material de divulgação com o selo “Espectáculos TMF” e uma t-shirt de design original, inspirado no incontornável perfil do edifício do Teatro das Figuras.»
(Noticia: barlavento)

Esqueceram-se de juntar à promoção produtos da empresa irmã - Mercado Municipal. Sugira-se que o Pack inclua 250 gramas de tremoço grátis para acompanhar o espectáculo no Teatro.

Tesouro encontrado ao largo de Faro disputado nos EUA

Espanha reclama da empresa de caçadores de tesouros norte-americana, a Odyssey Explorer, uma fortuna avaliada em 500 milhões e euros. Na semana passada, um novo recurso no Tribunal de Atlanta adiou a decisão de entregar o ouro e a prata a Espanha. Os destroços do local de pilhagem na nau "Nuestra Señora de las Mercedes", conforme foi explicado em tribunal, estão ao largo do Cabo de Santa Maria, Faro. Portugal não vai reclamar o tesouro.

Um tesouro avaliado em 500 milhões de euros resgatado do fundo do mar, em 2007, em plena costa marítima portuguesa, está a ser alvo de uma dura disputa judicial nos Estados Unidos. Na semana passada, mais um recurso da empresa de achados marítimos Odyssey Marine Explorer deu entrada no Supremo Tribunal de Atlanta para invalidar uma decisão do Tribunal de Tampa, Florida, que declarava que a fortuna em moedas de ouro e prata - terá sido encontrada a 21 milhas da costa algarvia na Zona Económica Exclusiva (ZEE), em frente ao cabo de Santa Maria, Faro - devia ser entregue à Coroa Espanhola.

O caso arrasta-se na justiça norte--americana desde Maio de 2008. O achado terá sido em Maio de 2007, quando a empresa Odyssey fretou um avião e voou de Gibraltar para os EUA com 500 mil moedas em ouro e prata, lingotes de cobre e estanho, caixas de ouro... um total de 17 toneladas da nau Nuestra Señora de Las Mercedes.

O arqueólogo subaquático Alexandre Monteiro, da Universidade Nova, tem acompanhado com atenção este caso. Recorda ao DN que o trabalho da Odissey Explorer remonta a 2005, quando a empresa firma um contrato com o Reino Unido para encontrar o navio HMS Sussex naufragado em 1694 perto de Gibraltar. "Fizeram na altura várias incursões em Cádis", explica o arqueólogo. Contudo, o explorador Greg Stemm, da Odyssey, já estaria na perseguição dos destroços do Nuestra Señora de Las Mercedes. "Havia muita documentação acerca da localização do navio afundado, e era tentador para este tipo de empresas procurá-lo", diz o arqueólogo.

Também Filipe Castro, arqueólogo subaquático que se encontra na Universidade do Texas, conhece bem a história no navio espanhol.

"A empresa Odyssey recuperou a carga de um navio que tudo indica ser a Nuestra Señora de las Mercedes . Este navio espanhol foi afundado ao largo da costa portuguesa no início do século XIX durante um acto de pirataria da armada inglesa", explica Filipe Castro. O arqueólogo da universidade texana considera que "Espanha parece ter demonstrado em tribunal que o salvamento desta carga era ilegal e o processo está em vias de ser decidido, a favor da Espanha, que já ganhou dois processos em tribunais americanos contra caçadores de tesouros [os dos navios Juno e Galga]. Creio que a única coisa pendente neste processo é um último apelo, que toda a gente crê que vai ser resolvido contra a Odyssey", considera Filipe Castro.

Em Dezembro do ano passado, o juiz Steven Merryday decidiu (entretanto a Odyssey meteu recurso da decisão) que "a inevitável verdade é que o Nuestra Señora de las Mercedes é um navio da Marinha espanhola e que os destroços deste navio de guerra, toda a carga e também vestígios humanos que existam são património natural e legal de Espanha".

Os tribunais norte-americanos por onde esse caso tem passado tiveram contacto com várias localizações do achado. Numa primeira fase, a Odyssey disse que o tesouro estava a bordo do navio Black Swan e que tinha sido resgatado das profundezas ao largo de Gibraltar em águas internacionais. Depois, que o salvamento das peças tinha sido ao largo de Gibraltar, também em águas internacionais. Por seu lado, os advogados da Coroa Espanhola argumentaram que o tesouro tinha sido resgatado em águas territoriais espanholas num zona em Gibraltar onde estão vários navios submersos. "Segundo a lei do Almirantado, se o achado for em águas internacionais poderá pertencer a quem o encontra", explica o arqueólogo Alexandre Monteiro. Por outro lado, tratando--se de um navio de guerra, há a considerar o Estado de Bandeira da embarcação. "Neste caso pertence a Espanha", adianta o arqueólogo.

Portugal entra no jogo espanhol com um primeiro e-mail que partiu da Embaixada de Portugal em Madrid, a 21 de Junho de 2007 - um mês após Greg Stemm ter mostrado à imprensa, na Florida, o fabuloso tesouro que posteriormente, em tribunal, disse ter encontrado "algures" no oceano Atlântico nos destroços do navio Black Swan.

No e-mail do gabinete do embaixador Moraes Cabral, a que o DN teve acesso, pede-se ao então secretário de Estado da Defesa para ajudar Espanha nas buscas do Nuestra Señora de Las Mercedes.

Com a classificação de "Urgente e Reservado" e com o explícito pedido para que a mensagem não fosse "oficializada": "Espanha manifestou desejo de verificar, 26 quilómetros a sul do cabo de Santa Maria (Faro) em ZEE, com um barco da Marinha... se algo foi remexido no local onde estará um galeão espanhol que, segundo aqueles, terá sido "pirateado" por uma empresa privada Odyssey... Espanha propõe fazer a coisa com a presença de oficiais portugueses a bordo".

Segundo o DN apurou, a Marinha ordenou que dois oficias portugueses subissem a bordo de um navio da armada espanhola para as respectivas buscas ao largo de Faro com um Rove (pequeno submergível comandado a partir da superfície). Com os dados colhidos na operação, designada como de "carácter científico", a localização oficial do achado passa a ser em águas territoriais portuguesas. Portugal passa então a ser referido nos tribunais da Florida como o local do afundamento do Nuestra Señora de las Mercedes.

Portugal passa então, no plano teórico, como Estado costeiro onde se encontra naufragado o navio espanhol, a ter direito a parte do achado. Fonte diplomática contactada pelo DN descarta a hipótese. "Ficaríamos muito mal no retrato. Daria a ideia de que estamos com um comportamento idêntico aos dos caçadores de tesouros. Não devemos ter essa postura." Oficialmente para o Ministério dos Negócios Estrangeiros "Portugal assinou a Convenção de Genebra no que se refere a achados arqueológicas. O que for encontrado submerso em Portugal e que seja espanhol será entregue ao seu país de bandeira e vice-versa. É um acordo internacional que assinámos e que respeitamos".

O tesouro que está a ser disputado judicialmente tem também como reclamante o Peru (local de onde proviria o ouro e a prata). Em relação a este pedido, não se registou nenhuma audiência nos EUA.

Guerra em várias frentes

A guerra entre a Coroa espanhola e a Odyssey Explorer está aberta desde 2007 em várias frentes.

Se Espanha está a ganhar na justiça americana (com os sucessivos recursos da empresa), não ganha em casa. Em Agosto, o capitão do Odyssey Explorer, William Vorus, foi considerado inocente pelo Tribunal de Algeciras. Recusou a entrada no seu navio, no início de 2007, de elementos da Guardia Civil que suspeitavam que no Odyssey Explorer se encontravam objectos arqueológicos alvos de pilhagem.

O tribunal espanhol considerou que a recusa do capitão foi justificada. As autoridades deveriam ter consultado as Baamas, onde o navio está registado. Tal procedimento não foi feito.

Um tesouro muito cobiçado ao longo de anos

Missões: A busca pelo tesouro que estava afundado ao largo de Faro não é recente, nem fruto de acasos. "Havia relatos escritos dessa batalha marítima ao largo de Faro", explica o arqueólogo Alexandre Monteiro.

O Nuestra Señora de Las Mercedes foi ao fundo durante uma batalha que aconteceu em 1804 com os navios ingleses Amphion e Indefatigable. Perderam a vida 250 pessoas.

O arqueólogo Vieira de Castro, num trabalho publicado em 1988 na Revista Portuguesa de Arqueologia, refere que "desde os anos sessenta que o tesouro perdido consta abundantemente na bibliografia dos tesouros perdidos". "Os comandantes ingleses estimaram a posição da batalha entre oito e dez léguas a sudoeste do cabo de Santa Maria", diz no estudo.

Segundo o arqueólogo, que se encontra a trabalhar na Universidade do Texas, a caça ao tesouro afundado terá começado em 1982, quando um grupo de investigadores pediu autorização à Capitania do Porto de Faro para prospecção numa determinada área a sudoeste de Faro, muito próximo da costa. Os investigadores acabaram por abandonar o projecto.

Em 1986, segundo a investigação de Vieira de Castro, duas empresas inglesas -"a SubSea Offshore, Ldt e a Divetask Salvage, Lda" - requereram autorizações para resgatar o tesouro. Foram indeferidas. Em 1993, a New Era, Lda, avançou com outro pedido. Também não foi concedido. Em Março de 1997, o relato de um oficial da Marinha portuguesa, membro da Associação Arqueonáutica, informa que um navio da Marinha "havia interceptado um navio norueguês. Estava fora de águas territoriais e procurava a fragata Nossa Señora de Las Mercedes.

Não foi levado a sério pelas autoridades portuguesas. Os relatos de buscas pelo Nossa Señora de Las Mercedes não param até que em 1996 a corveta portuguesa António Enes intercepta ao largo do cabo de Santa Maria o navio oceanográfico norueguês Geograph. Não assumiram que procuravam o tesouro espanhol. Disseram que estavam à procura de um porta-aviões inglês ali naufragado durante a Segunda Guerra Mundial.

Uma história em que pelo lucro vencem, até ao momento, os americanos da Odyssey Explorer. Sem autorização retiraram no fundo no mar português o tesouro espanhol. A disputa promete continuar a arrastar-se na justiça norte-americana.
(Noticia: Diário de Notícias)

E.Leclerc deixa mais de trinta no desemprego

«O hipermercado E.Leclerc no Parchal, concelho de Lagoa, fechou as portas após três anos e quatro meses de funcionamento.

O fecho deixa no desemprego 34 colaboradores directos e obriga ao encerramento de seis pequenas lojas, numa das quais também ficam seis pessoas desempregadas. Ontem, os lojistas carregavam bens e lamentavam a situação. "Avisaram-nos muito tarde", disse Vitoria Bobylova, que tinha uma perfumaria.

"Isto acontece por má gestão", desabafou Matilda Romanova, cabeleireira. Isabel Vieira teve de despedir seis pessoas do Café Oceano 3, e pôs o caso em tribunal, por ainda ter contrato e uma dívida de 150 mil euros à Banca. O E.Leclerc alega quebra nas vendas e garante que está a apoiar os colaboradores através dos centros de emprego.»
(Noticia: Correio da Manhã)

Esta é nova. Atendendo às declarações do E.Leclerc - "garante que está a apoiar os colaboradores através dos centros de emprego" - parece que o subsidio de desemprego e o recurso aos centros de emprego já não são um direito dos trabalhadores e uma resposta social do Estado mas uma benesse da entidade empregadora. Haja vergonha.

Parque da Ria Formosa reflorestado durante 3 dias com 700 alfarrobeiras, sobreiros e azinheiras

A área ardida em 2004 no Parque Natural da Ria Formosa vai ser reflorestada no domingo com mais de 700 alfarrobeiras, sobreiros e azinheiras, no âmbito da “Semana da Reflorestação Nacional”.

Em declarações à Lusa, Bruno Lage, da Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, explicou que em 2004 a zona do Pontal, entre o Campus das Gambelas da Universidade do Algarve e a Quinta do Eucalipto, em plena zona protegida da Ria Formosa, ficou destruída pelos incêndios e que agora os terrenos vão ser replantados com árvores autóctones.

“Ainda há carcaças de árvores ardidas em 2004 que não foram removidas no local onde no domingo vamos fazer a plantação de mais de 700 alfarrobeiras, sobreiros e azinherias”, adiantou Bruno Lage, apelando aos voluntários para se concentrarem às 14:30, de dia 21, junto à entrada principal do Campus das Gambelas.

A organização da “Semana da Reflorestação Nacional”, pelo Movimento Plantar Portugal, estima que participem na iniciativa de domingo em Faro cerca de 50 pessoas, mas apela a todos os interessados para se juntarem à causa do combate contra o aquecimento global e as alterações climáticas.

A reflorestação no Parque Natural da Ria Formosa volta a repetir-se a 27 e 28, os últimos dias da “Semana da Reflorestação Nacional”.

Os municípios algarvios de Tavira e Olhão também vão aderir à “Semana da Reflorestação Nacional”.
 
Em Tavira, 45 alunos da Escola D. Paio Peres Correia, e 70 escuteiros vão participar na reflorestação no Parque de Lazer da Mata da Conceição, informa a Câmara Municipal em comunicado.

Em Olhão, a “Semana da Reflorestação Nacional” vai ser assinalada nos dias 23, 25 e 26 em 13 escolas do concelho, onde vão ser plantadas cerca de 30 árvores, nomeadamente pinheiros, alfarrobeiras, ciprestes e um chorão.

A primeira escola a receber árvores novas é a Escola EB1 Nº4, na EN125, em Olhão, no sentido Faro – Olhão.
(Noticia: Região Sul)

Movimento quer fazer do sobreiro a árvore nacional de Portugal

A ideia de Portugal ter uma árvore nacional já ganhou raízes. Duas organizações lançaram um movimento para que o sobreiro receba este estatuto simbólico, a fim de travar a perda dos montados.

O Canadá tem o plátano, a Inglaterra o carvalho e Portugal poderá vir a ter o sobreiro.

“Ao contrário do que se possa pensar, esta árvore está presente em todo o território nacional, não apenas no Alentejo. E não nos podemos esquecer da sua importância vital aos níveis social, cultural e económico”, justificou ao PÚBLICO Miguel Rodrigues, da Árvores de Portugal que, com a Transumância e Natu¬reza (ATN), é responsável por esta iniciativa.

O território nacional do sobreiro (Quercus suber) estende-se por 737 mil hectares, segundo o Inventário Florestal Nacional de 2006. Ou seja, 32 por cento da área que a espécie ocupa no Mediterrâneo ocidental.

Além da importante biodiversidade associada aos montados, o sobreiro ajuda a travar a desertificação do solo e a gerar receitas da exploração da cortiça. Segundo os responsáveis pela iniciativa, o país produz cerca de 200 mil toneladas de cortiça por ano, mais de 50 por cento do total mundial. “A perda desta liderança representaria um descalabro económico, social e ambiental sem paralelo para o nosso país”, alertam.

Ainda que o sobreiro esteja protegido por lei, desde Maio de 2001, Miguel Rodrigues considera que “a legislação por si só não tem conseguido travar o declínio do sobreiro. Há sempre excepções que se abrem na lei, ao sabor das decisões que vão sendo tomadas”.

Há vários anos que Domingos Patacho, da Quercus, tem denunciado o abate ilegal de sobreiros. E hoje, contou, “continuam a existir denúncias, especialmente na zona envolvente da Grande Lisboa”.
 
Ricardo Nabais, da ATN, também é da opinião que, perante grandes projectos, “a protecção legal não é suficiente. É preciso acarinhar a árvore enquanto símbolo de Portugal”. “Queremos atingir a maioria da população portuguesa”, disse.

Além dos abates de árvores para dar lugar a projectos imobiliários, a ameaça aos sobreirais tem outras origens. “O que está a matar o sobreiro é o efeito de muitos anos de má gestão dos montados, como o excesso de pisoteio pelo gado, excesso de matéria orgânica e uma gradagem do solo demasiado profunda”, explicou Miguel Rodrigues. Os vedantes sintéticos, em substituição das rolhas de cortiça, “podem ser a machadada final”.

Ainda assim, o país tem grandes manchas de montado e árvores monumentais. Segundo os dados da Autoridade Floresta Nacional relativos a 2008, existem 41 sobreiros classificados como árvores de interesse público. Miguel Rodrigues estima que aquele que será o sobreiro mais antigo e o maior situa-se em Pai Anes, Castelo de Vide. Terá cerca de 500 anos. “Isto é uma coisa fabulosa para um sobreiro, dado que costuma viver 200 anos”. No entanto, esta árvore “deverá estar já fase terminal da sua vida e perdeu, há cerca de dois anos, uma das pernadas principais, da grossura de um sobreiro adulto”.

Miguel Rodrigues adiantou que está em fase de classificação o sobreiro da Corte Grande, em Monchique. Este é, “provavelmente, o maior do Algarve e um dos maiores do país”.

As duas associações vão convidar uma lista de entidades para formar um núcleo inicial da iniciativa, entre as quais universidades, associações de defesa do ambiente e associações florestais. Depois vão preparar um documento técnico que justifique a classificação e, por fim, lançar uma petição para levar à Assembleia da República.

Mas o trabalho não acaba por aqui. “Depois de classificar, queremos ver o que tem de ser feito para travar a perda do montado e recuperá-lo”, explicou o responsável, salientando a importância de uma estratégia para a reflorestação, em vez das plantações “pontuais para aproveitar subsídios europeus”.
(Noticia: Público)

Saúde/Algarve: Falta de médicos para urgências motiva contratação externa

O Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA) recorreu à contratação externa de médicos por não dispor dos recursos suficientes para cumprir o Serviço de Urgência, mas diz que vai acatar as recomendações do Tribunal de Contas.

O aumento da contratação externa de serviços médicos pelos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), essencialmente pela urgência hospitalar, resultou num acréscimo de 25,7 por cento em 2008 na despesa, concluiu uma auditoria do Tribunal de Contas.

A despesa com a contratação externa de serviços médicos em 61 unidades hospitalares do SNS foi de 100 560 016 euros, valor que aumentou 25,7 por cento, face a 2007 (79 979 451 euros), indica uma auditoria do Tribunal de Contas (TC).

O TC deu como exemplo o CHBA, que contratou três clínicos reformados em nome individual, "sem que para o efeito tenham requerido a respetiva cumulação de remunerações", situação que pode resultar "numa infração financeira (.) e sancionatória".

O Conselho de Administração do CHBA vem, por seu turno, afirmar que recorreu à contratação externa de serviços médicos "porque não dispõe dos recursos médicos em número suficiente, para cumprir a sua carteira de serviços, em particular no Serviço de Urgência, e porque não existem outras alternativas que permitam assegurar o funcionamento adequado deste serviço", lê-se numa nota enviada hoje à agência Lusa.

Apesar dos constrangimentos causados ao funcionamento dos serviços, o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio "acatou de imediato as recomendações feitas pelo Tribunal de Contas, acerca desta matéria", acrescenta a nota.

O recurso à contratação externa de serviços médicos ocorreu nas especialidades de Medicina Interna, Obstetrícia/Ginecologia e Pediatria.

"A obrigação de contratar médicos externos decorre das necessidades da população servida pelo Hospital, residente e turística, como também das responsabilidades que competem ao Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio na Rede Nacional da Urgência/Emergência, enquanto entidade pública integrada no SNS", explicam os responsáveis daquela instituição hospitalar.

O CHBA é responsável pela organização e gestão de dois Serviços de Urgência integrados na Rede Nacional de Urgência/Emergência: um Serviço de Urgência Básico no pólo de Lagos e um Serviço de Urgência Médico-Cirúrgico no pólo de Portimão.
(Noticia: Observatório do Algarve)