Os estrangeiros a trabalhar na apanha de fruta e hortícolas nos campos algarvios praticamente já superam os portugueses, disseram à Lusa responsáveis de organizações de produtores locais, que admitem a dificuldade em recrutar trabalhadores nacionais.
A preferência por outras áreas como o turismo, comércio ou serviços, a "concorrência" do subsídio de desemprego e o facto de o trabalho no campo ser ainda considerado precário (por ser sazonal) são alguns dos fatores que poderão afastar os portugueses.
A dificuldade é tanta que já houve organizações de produtores a ir a Marrocos para recrutar trabalhadores, contudo, a obtenção dos vistos demorou tanto tempo que quando os marroquinos chegaram ao Algarve já a produção se perdera.
Trabalhadores da Europa do Leste, África e Ásia
A maioria dos estrangeiros a trabalhar nos campos algarvios, em permanência ou na época de campanha, são originários de países do Leste europeu como a Roménia, Ucrânia ou Bulgária, embora haja também marroquinos e até tailandeses.
Em declarações à Lusa, o diretor regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Joaquim Castelão Rodrigues, confirma que existe dificuldade em contratar mão de obra nacional para o setor agrícola por muitas pessoas "se negarem" a trabalhar na área.
O presidente da Uniprofrutal, Eduardo Ângelo, estima que em dez pessoas necessárias para apanhar fruta apenas uma seja portuguesa, o que faz com que os estrangeiros representem já mais de metade do total nas explorações agrícolas algarvias.
Para o diretor geral do grupo Hubel, Humberto Teixeira, a maior concorrência não é a de outros setores, mas sim o "subsídio de emprego por si só", já que a tentativa de recrutamento de pessoas inscritas nos centros de emprego sai quase sempre gorada.
O grupo tem como uma das suas áreas de negócio a produção e comercialização agrícola e, através da Madrefruta, congrega produtores que cultivam desde morangos, framboesas, pêssegos ou melancias a tomates, pepinos ou feijão verde.
Em entrevista à Lusa, aquele responsável diz que mais de metade dos selecionados se apresentam "com uma postura de desinteresse" e às vezes até ameaçam os potenciais empregadores, "pedindo que não os selecionem".
"Não existe uma cultura de responsabilidade nos inscritos [no IEFP] que são selecionados para o trabalho na agricultura", diz, lamentando que o sistema atualmente instituído fomente algumas "vantagens na condição de desempregado".
O mesmo problema acontece com os produtores da Cooperativa Agrícola de Citricultores do Algarve (Cacial), que se veem obrigados a recorrer a estrangeiros para não perder as produções, diz Horácio Ferreira.
Segundo disse à Lusa, os poucos portugueses que aceitam trabalhar na apanha da fruta são os que mais faltam ao trabalho, o que não acontece com os estrangeiros, havendo muitos que desistem dias depois do começo das campanhas.
"Se não fossem eles [os estrangeiros], nos dias de aperto não sei o que faríamos", desabafa, sublinhando que enquanto os nacionais faltam ou metem muitas vezes falsas baixas médicas, os estrangeiros até se oferecem para trabalho suplementar.
(Noticia: Observatório do Algarve)
domingo, 5 de dezembro de 2010
Faro: “Cidade Natal” aberta até dia 23 de Dezembro
«A Feira de Natal solidária e social – “Cidade Natal“, uma organização da Efeito Eventos com o apoio da câmara de Faro, vai decorrer até 23 de Dezembro, num espaço instalado junto ao Fórum Algarve.
A iniciativa contará com a participação de algumas das mais representativas instituições do concelho, nomeadamente a Associação Oncológica do Algarve, o núcleo de Faro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, a Associação Família Amiga, a Cruz Vermelha e a Junta Diocesana de Faro – Protecção à Rapariga.
Estas entidades vão comercializar artigos elaborados pelos próprios utentes e sócios, além de divulgarem as suas acções e actividades.
Na “Cidade Natal“, o visitante também poderá depositar artigos em segunda mão, bens alimentares, brinquedos, roupas e diversos objectos ou mesmo donativos em dinheiro que, no último dia do evento, serão distribuídos pelas associações e instituições presentes na feira.
As actividades natalícias no concelho não se cingem a este evento, reforça a autarquia em comunicado, pois a baixa comercial também será dinamizada, designadamente com a “Aldeia Encantada“, situada na Pontinha, até 24 de Dezembro.
Este será um espaço de animação infantil que contará com a presença do Pai Natal, insufláveis, jogos tradicionais entre outras actividades para os mais pequenos.
Por seu lado, no dia 8 de Dezembro, decorre a “Invasão dos Pequenos Pais Natal“, com a qual se pretende “a maior concentração possível de crianças do concelho vestidas de Pais Natal”, finalizando-se com a actuação do grupo Tosta Mista.
Dia 18 de Dezembro, a Sé Catedral de Faro recebe um grande concerto de Natal, promovido pelo município, com a presença do Grupo Coral Ossónoba, Grupo Musical de Santa Maria e Cancioneiro do Grupo Folclórico de Faro.
Promovido pelo Centro Cultural de S. Lourenço, decorrerá em simultâneo o “Art Top“, que até dia 5 de Janeiro coloca nas lojas da baixa uma exposição de várias esculturas de conceituados artistas plásticos nacionais e internacionais.»
(Noticia: Região Sul)
Montar uma tenda à entrada da cidade já é mau, pior ainda para quem tanto criticava a tenda que estava montada junto às piscinas municipais. Mas promover uma Feira de Natal à porta do Fórum Algarve é uma ideia desgraçada para o comércio tradicional e para o centro histórico que revela como o Executivo da Câmara Municipal de Faro navega ao sabor do vento.
Macário Correia é como o comandante de um navio que viaja sem rumo, para ambos qualquer porto serve.
A iniciativa contará com a participação de algumas das mais representativas instituições do concelho, nomeadamente a Associação Oncológica do Algarve, o núcleo de Faro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, a Associação Família Amiga, a Cruz Vermelha e a Junta Diocesana de Faro – Protecção à Rapariga.
Estas entidades vão comercializar artigos elaborados pelos próprios utentes e sócios, além de divulgarem as suas acções e actividades.
Na “Cidade Natal“, o visitante também poderá depositar artigos em segunda mão, bens alimentares, brinquedos, roupas e diversos objectos ou mesmo donativos em dinheiro que, no último dia do evento, serão distribuídos pelas associações e instituições presentes na feira.
As actividades natalícias no concelho não se cingem a este evento, reforça a autarquia em comunicado, pois a baixa comercial também será dinamizada, designadamente com a “Aldeia Encantada“, situada na Pontinha, até 24 de Dezembro.
Este será um espaço de animação infantil que contará com a presença do Pai Natal, insufláveis, jogos tradicionais entre outras actividades para os mais pequenos.
Por seu lado, no dia 8 de Dezembro, decorre a “Invasão dos Pequenos Pais Natal“, com a qual se pretende “a maior concentração possível de crianças do concelho vestidas de Pais Natal”, finalizando-se com a actuação do grupo Tosta Mista.
Dia 18 de Dezembro, a Sé Catedral de Faro recebe um grande concerto de Natal, promovido pelo município, com a presença do Grupo Coral Ossónoba, Grupo Musical de Santa Maria e Cancioneiro do Grupo Folclórico de Faro.
Promovido pelo Centro Cultural de S. Lourenço, decorrerá em simultâneo o “Art Top“, que até dia 5 de Janeiro coloca nas lojas da baixa uma exposição de várias esculturas de conceituados artistas plásticos nacionais e internacionais.»
(Noticia: Região Sul)
Montar uma tenda à entrada da cidade já é mau, pior ainda para quem tanto criticava a tenda que estava montada junto às piscinas municipais. Mas promover uma Feira de Natal à porta do Fórum Algarve é uma ideia desgraçada para o comércio tradicional e para o centro histórico que revela como o Executivo da Câmara Municipal de Faro navega ao sabor do vento.
Macário Correia é como o comandante de um navio que viaja sem rumo, para ambos qualquer porto serve.
Mostra de Artesanato do Montenegro
Organizada pela Junta de Freguesia de Montenegro, vai realizar-se hoje, Domingo, 5 de Dezembro, na Escola BI/JI, na Rua José S. Ferradeira no Montenegro, uma Mostra de Artesanato, que reunirá mais de meia centena de artesão locais.
Tendo em conta a proximidade da época natalícia, esta uma excelente oportunidade para comprar peças de artesanato, muitas delas únicas, que poderão ser uma óptima prenda de Natal.
Refira-se que o certame, tem periodicidade mensal, realizando-se no primeiro Domingo de cada mês, entre as 10:00 e as 17:00 horas, cujo novo local escolhido pela Junta de Freguesia do Montenegro, proporciona melhores condições de exposição bem como uma melhor circulação ao público visitante.
(Noticia: Região Sul)
Tendo em conta a proximidade da época natalícia, esta uma excelente oportunidade para comprar peças de artesanato, muitas delas únicas, que poderão ser uma óptima prenda de Natal.
Refira-se que o certame, tem periodicidade mensal, realizando-se no primeiro Domingo de cada mês, entre as 10:00 e as 17:00 horas, cujo novo local escolhido pela Junta de Freguesia do Montenegro, proporciona melhores condições de exposição bem como uma melhor circulação ao público visitante.
(Noticia: Região Sul)
Groundforce mantém a fé
A esperança e a fé parecem ser as "últimas coisas a morrer" para os 336 trabalhadores da Groundforce despedidos em Faro. Foi com estes sentimentos que centenas de funcionários e familiares da escala algarvia da empresa da TAP saíram ontem de uma missa de apoio presidida pelo bispo do Algarve na Igreja de São Pedro, em Faro.
"Têm de ser fortes e conseguir enfrentar as dificuldades", disse no final da homilia o bispo, D. Manuel Quintas, completamente solidário com os funcionários, que foram alvo de um despedimento colectivo, mas que ainda acreditam numa solução. "A decisão de encerrar a escala de Faro parece já estar tomada, mas a esperança numa solução é sempre a última a morrer", desabafou ao CM Mário Carmo, que já trabalha na Groundforce há 22 anos.
A TAP propôs o envio de 18 funcionários para a pré-reforma e a mobilidade de um elemento de cada um dos 15 casais para outras escalas: Lisboa, Porto ou Funchal. No entanto, os trabalhadores entendem que é "uma não-proposta", por separar os casais. "Construímos a vida no Algarve e, agora, teríamos de começar tudo de novo noutro local, ou então teríamos de pagar duas rendas de casa", lamenta uma funcionária, que pediu para não ser identificada, cujo marido recebeu uma proposta de mobilidade.
As conversações para conseguir um entendimento entre os sindicatos e a administração da Groundforce continuam.
(Noticia: Correio da Manhã)
"Têm de ser fortes e conseguir enfrentar as dificuldades", disse no final da homilia o bispo, D. Manuel Quintas, completamente solidário com os funcionários, que foram alvo de um despedimento colectivo, mas que ainda acreditam numa solução. "A decisão de encerrar a escala de Faro parece já estar tomada, mas a esperança numa solução é sempre a última a morrer", desabafou ao CM Mário Carmo, que já trabalha na Groundforce há 22 anos.
A TAP propôs o envio de 18 funcionários para a pré-reforma e a mobilidade de um elemento de cada um dos 15 casais para outras escalas: Lisboa, Porto ou Funchal. No entanto, os trabalhadores entendem que é "uma não-proposta", por separar os casais. "Construímos a vida no Algarve e, agora, teríamos de começar tudo de novo noutro local, ou então teríamos de pagar duas rendas de casa", lamenta uma funcionária, que pediu para não ser identificada, cujo marido recebeu uma proposta de mobilidade.
As conversações para conseguir um entendimento entre os sindicatos e a administração da Groundforce continuam.
(Noticia: Correio da Manhã)
sábado, 4 de dezembro de 2010
Faro: Desfile silencioso em defesa da música
São 400 sócios, músicos, atores e correm o risco de ver os seus instrumentos de trabalho “despejados” da sede em que trabalham há 20 anos. Vão desfilar em silêncio este sábado, pela cidade, para dizer “Se os Músicos ficam sem casa, inevitavelmente Faro vai ficar sem música!”. Negócio imobiliário de 36 milhões na origem do despejo.
A intenção é “dar visibilidade à real possibilidade de dezenas de projectos musicais, grupos de teatro, grupos de dança e outros projectos artísticos que se desenvolvem na sede da ARCM, poderem ficar sem este espaço e serem obrigados a ficar na rua com todos o seus instrumentos musicais, equipamento sonoro ou material cénico”, alerta a associação.
A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) acolhe nas suas 18 salas de ensaio, que foram sendo construídas e equipadas ao longo dos anos, 31 bandas que juntam mais de 150 músicos de todos os estilos musicais.
Um dos projetos em que a associação está empenhada é na prevenção de consumos, atraindo jovens para ali darem largas à sua criatividade, atividade reconhecida designadamente pelo IDT –Instituto da Droga e Toxicodependência.
O representante da ARCM, Armindo Dias, lembra que a sede atual funciona 24 horas por dia e para isso foi feito “um grande investimento. Os miúdos, quando não têm aulas, vêm para aqui tocar”, salienta.
Pela sua sala de espectáculos, já uma referência nacional, passaram muitas das bandas emergentes, não só de Faro como de todo o Algarve e até bandas de outras paragens.
E nem só de música viva a ARCM. Grupos de dança, teatro, colectivos de DJ’s e outras associações, recorrem às suas instalações para desenvolver as suas atividades.
A ARCM é viável e economicamente sustentável, ou seja não depende de subsídios ou de apoios para se manter e proporcionar aos mais de 400 sócios um lugar onde a cultura acontece. Só precisa de uma sede.
Negócio imobiliário na origem do despejo
A empresa Cleber - Sociedade Imobiliária, SA moveu em Janeiro deste ano uma ação de despejo contra a ARCM, alegando que o contrato de arrendamento caducou a 31 de Outubro de 2008, ainda que a renda de 1619 euros/mês estivesse em dia.
O Tribunal de Faro emitiu em Outubro último a sentença, sem haver lugar a julgamento, por considerar que os requerentes tinham razão, decisão de que a ARCM recorreu, alegando, entre outros factos, que o contrato, celebrado com a antiga proprietária do espaço, permanece válido.
Entre os acionistas da Cleber,SA conta-se o Grupo Garvetur, aliás a sede da empresa partilha as instalações, em Vilamoura. No local irão surgir prédios para habitação de luxo, com vista para a Ria Formosa e uma área comercial, que iria ficar nas imediações do futuro embarcadouro a construir no âmbito da requalificação da frente ribeirinha de Faro, referiu ao Observatório do Algarve uma fonte daquela empresa.
Foram já encetadas conversações com a autarquia, quanto à volumetria dos edifícios - baseadas num projeto de intenções -que na zona poderão atingir a cércea do antigo silo ou mesmo dos edifícios Riamar, que estão do outro lado a via onde se localizam os armazéns, adiantou a mesma fonte.
Presidente da AM e promotor imobiliário
Um dos promotores do projeto imobiliário que vai ocupar os armazéns onde está instalada a ARCM e todo o quarteirão junto à estação da CP e o silo da antiga fábrica de moagem, é Luís Coelho, ex-presidente da câmara e atual presidente da Assembleia Municipal de Faro, que assinou a escritura de aquisição dos três armazéns à antiga proprietária por 2,3 milhões, enquanto procurador da Cleber.
O complexo estaria avaliado em cerca de 36 milhões de euros, e o financiamento da operação foi negociado com o Banco Espírito Santo (BES).
Embora reconhecendo “o mérito” da associação de músicos Luís Coelho alega a ação de despejo era incontornável em função dos compromissos bancários existentes. Para os cumprir, a ordem de despejo tem de ser efetivada.
O atual autarca Macário Correia afirmou já publicamente estar "a estudar uma alternativa”, admitindo no entanto que a autarquia não é proprietária de espaços com a necessária dimensão.
Esta sentença, "meteoricamente emitida, deixa novamente a ARCM numa situação trágica tendo em conta que, apesar de bastantes esforços nesse sentido, ainda não há quaisquer garantias de um novo espaço para a continuidade deste projeto", alerta a ARCM.
E quer "avisar a malta e a cidade", através do desfile em silêncio.»
(Noticia: Observatório do Algarve)
A questão das futuras instalações da ARCM depende apenas da boa vontade da Câmara Municipal de Faro e da apreciação política que esta faça sobre o trabalho desta associação. O seu trabalho cultural é ou não importante?
Num negócio imobiliário de 36 milhões de euros, envolvendo a reconstrução de todo um quarteirão da cidade na primeira linha da frente da Ria Formosa, em que o promotor imobiliário terá que negociar índices de construção e cérceas com o actual Executivo Municipal, encontrar uma solução que garanta o funcionamento da Associação Recreativa e Cultural de Músicos é um pormenor.
Se houver vontade política esta talvez seja a melhor oportunidade da ARCM resolver definitivamente o problema das suas instalações.
A intenção é “dar visibilidade à real possibilidade de dezenas de projectos musicais, grupos de teatro, grupos de dança e outros projectos artísticos que se desenvolvem na sede da ARCM, poderem ficar sem este espaço e serem obrigados a ficar na rua com todos o seus instrumentos musicais, equipamento sonoro ou material cénico”, alerta a associação.
A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) acolhe nas suas 18 salas de ensaio, que foram sendo construídas e equipadas ao longo dos anos, 31 bandas que juntam mais de 150 músicos de todos os estilos musicais.
Um dos projetos em que a associação está empenhada é na prevenção de consumos, atraindo jovens para ali darem largas à sua criatividade, atividade reconhecida designadamente pelo IDT –Instituto da Droga e Toxicodependência.
O representante da ARCM, Armindo Dias, lembra que a sede atual funciona 24 horas por dia e para isso foi feito “um grande investimento. Os miúdos, quando não têm aulas, vêm para aqui tocar”, salienta.
Pela sua sala de espectáculos, já uma referência nacional, passaram muitas das bandas emergentes, não só de Faro como de todo o Algarve e até bandas de outras paragens.
E nem só de música viva a ARCM. Grupos de dança, teatro, colectivos de DJ’s e outras associações, recorrem às suas instalações para desenvolver as suas atividades.
A ARCM é viável e economicamente sustentável, ou seja não depende de subsídios ou de apoios para se manter e proporcionar aos mais de 400 sócios um lugar onde a cultura acontece. Só precisa de uma sede.
Negócio imobiliário na origem do despejo
A empresa Cleber - Sociedade Imobiliária, SA moveu em Janeiro deste ano uma ação de despejo contra a ARCM, alegando que o contrato de arrendamento caducou a 31 de Outubro de 2008, ainda que a renda de 1619 euros/mês estivesse em dia.
O Tribunal de Faro emitiu em Outubro último a sentença, sem haver lugar a julgamento, por considerar que os requerentes tinham razão, decisão de que a ARCM recorreu, alegando, entre outros factos, que o contrato, celebrado com a antiga proprietária do espaço, permanece válido.
Entre os acionistas da Cleber,SA conta-se o Grupo Garvetur, aliás a sede da empresa partilha as instalações, em Vilamoura. No local irão surgir prédios para habitação de luxo, com vista para a Ria Formosa e uma área comercial, que iria ficar nas imediações do futuro embarcadouro a construir no âmbito da requalificação da frente ribeirinha de Faro, referiu ao Observatório do Algarve uma fonte daquela empresa.
Foram já encetadas conversações com a autarquia, quanto à volumetria dos edifícios - baseadas num projeto de intenções -que na zona poderão atingir a cércea do antigo silo ou mesmo dos edifícios Riamar, que estão do outro lado a via onde se localizam os armazéns, adiantou a mesma fonte.
Presidente da AM e promotor imobiliário
Um dos promotores do projeto imobiliário que vai ocupar os armazéns onde está instalada a ARCM e todo o quarteirão junto à estação da CP e o silo da antiga fábrica de moagem, é Luís Coelho, ex-presidente da câmara e atual presidente da Assembleia Municipal de Faro, que assinou a escritura de aquisição dos três armazéns à antiga proprietária por 2,3 milhões, enquanto procurador da Cleber.
O complexo estaria avaliado em cerca de 36 milhões de euros, e o financiamento da operação foi negociado com o Banco Espírito Santo (BES).
Embora reconhecendo “o mérito” da associação de músicos Luís Coelho alega a ação de despejo era incontornável em função dos compromissos bancários existentes. Para os cumprir, a ordem de despejo tem de ser efetivada.
O atual autarca Macário Correia afirmou já publicamente estar "a estudar uma alternativa”, admitindo no entanto que a autarquia não é proprietária de espaços com a necessária dimensão.
Esta sentença, "meteoricamente emitida, deixa novamente a ARCM numa situação trágica tendo em conta que, apesar de bastantes esforços nesse sentido, ainda não há quaisquer garantias de um novo espaço para a continuidade deste projeto", alerta a ARCM.
E quer "avisar a malta e a cidade", através do desfile em silêncio.»
(Noticia: Observatório do Algarve)
A questão das futuras instalações da ARCM depende apenas da boa vontade da Câmara Municipal de Faro e da apreciação política que esta faça sobre o trabalho desta associação. O seu trabalho cultural é ou não importante?
Num negócio imobiliário de 36 milhões de euros, envolvendo a reconstrução de todo um quarteirão da cidade na primeira linha da frente da Ria Formosa, em que o promotor imobiliário terá que negociar índices de construção e cérceas com o actual Executivo Municipal, encontrar uma solução que garanta o funcionamento da Associação Recreativa e Cultural de Músicos é um pormenor.
Se houver vontade política esta talvez seja a melhor oportunidade da ARCM resolver definitivamente o problema das suas instalações.
Fuseta: Barra nova já fechada
«Os pescadores da Fuseta avisaram e o mar deu-lhes razão. A nova barra, aberta oficialmente há uma semana, ficou sem condições de navegabilidade, depois de a forte ondulação ter danificado uma parte do canal.
"Daqui a uns dias ninguém passa ali por causa dos bancos de areia, a barra vai torna-se num cemitério", referiram ao CM vários pescadores locais, no dia em que o canal foi inaugurado.
A obra de abertura, que custou cerca de um milhão de euros, está "a concorrer com a velha barra", segundo Valentina Calixto, presidente da Sociedade Polis Ria Formosa. Um risco que já estaria previsto. "A nova barra está em adaptação e como a água do mar continua a entrar no sistema pelo antigo acesso é preciso fechá-lo rapidamente para não concorrerem", referiu a responsável. Deverão ser necessárias novas dragagens.
A obra de emergência para encerrar a antiga barra, a nascente da nova, foi ontem adjudicada e o problema, segundo Valentina Calixto, "será resolvido rapidamente".
A situação está a ser avaliada pelo Instituto Nacional da Água, Universidade do Algarve e pelos técnicos da Administração Regional Hidrográfica do Algarve.»
(Noticia: Correio da Manhã)
Um milhão de euros em dragagens para abrir uma nova barra, depois mais umas centenas de milhares em novas dragagens para fechar a antiga.
A Sociedade Polis no seu melhor.
"Daqui a uns dias ninguém passa ali por causa dos bancos de areia, a barra vai torna-se num cemitério", referiram ao CM vários pescadores locais, no dia em que o canal foi inaugurado.
A obra de abertura, que custou cerca de um milhão de euros, está "a concorrer com a velha barra", segundo Valentina Calixto, presidente da Sociedade Polis Ria Formosa. Um risco que já estaria previsto. "A nova barra está em adaptação e como a água do mar continua a entrar no sistema pelo antigo acesso é preciso fechá-lo rapidamente para não concorrerem", referiu a responsável. Deverão ser necessárias novas dragagens.
A obra de emergência para encerrar a antiga barra, a nascente da nova, foi ontem adjudicada e o problema, segundo Valentina Calixto, "será resolvido rapidamente".
A situação está a ser avaliada pelo Instituto Nacional da Água, Universidade do Algarve e pelos técnicos da Administração Regional Hidrográfica do Algarve.»
(Noticia: Correio da Manhã)
Um milhão de euros em dragagens para abrir uma nova barra, depois mais umas centenas de milhares em novas dragagens para fechar a antiga.
A Sociedade Polis no seu melhor.
Comércio perdeu 3 mil empregos entre 2008 e 2009
O secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueira, disse hoje no Algarve que o comércio perdeu entre 2008 para 2009 três mil postos de trabalho, mas que é o setor que melhor tem reagido à questão do desemprego.
À margem da celebração de um contrato de cooperação entre a cadeia sueca Ikea e a Câmara de Loulé, o secretário de Estado do Comércio explicou que em tempo de crise o setor do comércio foi o que menos sobre com o desemprego.
“O comércio, neste período de crise, e de 2008 para 2009, perdeu cerca de três mil postos de trabalho. Ora no período alto da crise o comércio tem sido o setor que melhor tem reagido ao desemprego”, reiterou.
Questionado pela Agência Lusa sobre se a futura loja do Ikea, prevista para ser criada até 2015 em Loulé, iria causar desemprego no comércio tradicional, Fernando Serrasqueira reiterou que o comércio tem criado emprego e que é o setor que “melhor tem resistido”.
A criação de uma nova grande superfície no Algarve preocupa, todavia, a Associação Comercial da Região do Algarve (ACRAL) estima que a criação dos mais de três milhares de postos de trabalho – direto e indireto - pelo grupo Ikea podem fazer milhares de desempregados no comércio tradicional regional.
O presidente da ACRAL, João Rosado, cita um estudo feito pela Universidade Católica, a pedido da Confederação do Comércio Português (CCP) em 2004, que indica que por cada posto de trabalho criado numa nova grande superfície são extintos quatro no comeércio local”.
O secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueira, refere que essa estimativa é um “axioma”.
“O estudo da Universidade Católica começa por dizer que a CCP diz que por cada posto de trabalho criado se perdem quatro, ora isso é um axioma, é considerado à partida, mas não está provado em lado nenhum e só a partir daí é que se fazem as conclusões”, argumenta Fernando Serrasqueira.
Também em Loulé, mas no eixo Loulé/Quarteira, está equacionado um projecto da Auchan, denominado "Alegro Algarve", representando um investimento de 400 milhões de investimento e quatro mil postos de trabalho direto numa área total de 40 hectares. Todavia, e ao contrário do projeto do Ikea, ainda não deu entrada nenhum pedido de licenciamento de localização junto das autoridades.
(Noticia: Região Sul)
À margem da celebração de um contrato de cooperação entre a cadeia sueca Ikea e a Câmara de Loulé, o secretário de Estado do Comércio explicou que em tempo de crise o setor do comércio foi o que menos sobre com o desemprego.
“O comércio, neste período de crise, e de 2008 para 2009, perdeu cerca de três mil postos de trabalho. Ora no período alto da crise o comércio tem sido o setor que melhor tem reagido ao desemprego”, reiterou.
Questionado pela Agência Lusa sobre se a futura loja do Ikea, prevista para ser criada até 2015 em Loulé, iria causar desemprego no comércio tradicional, Fernando Serrasqueira reiterou que o comércio tem criado emprego e que é o setor que “melhor tem resistido”.
A criação de uma nova grande superfície no Algarve preocupa, todavia, a Associação Comercial da Região do Algarve (ACRAL) estima que a criação dos mais de três milhares de postos de trabalho – direto e indireto - pelo grupo Ikea podem fazer milhares de desempregados no comércio tradicional regional.
O presidente da ACRAL, João Rosado, cita um estudo feito pela Universidade Católica, a pedido da Confederação do Comércio Português (CCP) em 2004, que indica que por cada posto de trabalho criado numa nova grande superfície são extintos quatro no comeércio local”.
O secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueira, refere que essa estimativa é um “axioma”.
“O estudo da Universidade Católica começa por dizer que a CCP diz que por cada posto de trabalho criado se perdem quatro, ora isso é um axioma, é considerado à partida, mas não está provado em lado nenhum e só a partir daí é que se fazem as conclusões”, argumenta Fernando Serrasqueira.
Também em Loulé, mas no eixo Loulé/Quarteira, está equacionado um projecto da Auchan, denominado "Alegro Algarve", representando um investimento de 400 milhões de investimento e quatro mil postos de trabalho direto numa área total de 40 hectares. Todavia, e ao contrário do projeto do Ikea, ainda não deu entrada nenhum pedido de licenciamento de localização junto das autoridades.
(Noticia: Região Sul)
Consulado brasileiro fixa-se em Faro
Faro receberá o terceiro consulado brasileiro em Portugal, anunciou hoje o Secretário-Geral das Relações Exteriores do Brasil, embaixador António Patriota.
Segundo anunciou ontem o futuro ministro das Relações Exteriores do Brasil no Governo de Dilma Rousseff, em Portugal "o atendimento consular precisa ser aprimorado”.
A criação do terceiro consulado brasileiro em Portugal terá o desafio de "diminuir a carga" de Lisboa e do Porto, garantiu hoje o embaixador António Patriota.
A informação de que o Governo brasileiro irá disponibilizar mais uma unidade consular aos cerca de 116 mil brasileiros regularizados que residem em Portugal foi apresentada pelo Secretário-Geral do Itamaraty à margem da III Conferência Brasileiros no Mundo, que termina na sexta-feira, no Rio de Janeiro.
Segundo explicou à Lusa o cônsul geral do Brasil em Lisboa, Renan Paes Barreto, a cidade de Faro é de onde provém um grande volume de pedidos de passaporte, certidões, autenticações e outros serviços consulares.
"Cerca de 30 por cento do nosso trabalho diário em Lisboa vem do Faro e também do sul de Espanha. Há muitos brasileiros na região de Sevilha que consideram mais próximo ir à Lisboa ou se tiver Faro, irão para lá", afirmou o diplomata Paes Barreto.
A criação do novo consulado já foi aprovada formalmente e poderá começar a funcionar já no segundo semestre de 2011, informou Paes Barreto.
"O facto é que o consulado geral do Brasil em Lisboa está há mais de 100 anos no mesmo lugar. Era um consulado programado para ser de porte médio e, subitamente, em poucos anos, com a avalanche de brasileiros (.), o espaço e o número de funcionários ficou insuficiente", ressaltou.
O cônsul geral em Lisboa acrescentou ainda que "os funcionários trabalham loucamente". "Temos trabalhado com frequência aos sábados, feriados, até tarde. Mas não conseguimos dar vazão", alegou.
Em Lisboa, trabalham cerca de 40 funcionários para atender a comunidade de brasileiros. Se o consulado em Faro tiver 10 funcionários já "resolverá bastante", salientou Paes Barreto.
"Retirando 30 por cento do trabalho que está a ser feito em Lisboa, temos condições de melhorar o atendimento para os demais", avançou.
Segundo o embaixador, alem do número de brasileiros em Portugal ser "altíssimo", é também expressivo o volume de turistas brasileiros no país.
De acordo com dados oficiais de dezembro de 2008, 116 mil brasileiros regularizados vivem em Portugal, tida como a maior comunidade de estrangeiros no país.
"Se contar os que não têm contrato de trabalho ou não estão regularizados, neste momento pode-se facilmente dizer que há um total de quase 250 mil brasileiros", acrescentou Paes Barret.
(Noticia: Observatório do Algarve)
Segundo anunciou ontem o futuro ministro das Relações Exteriores do Brasil no Governo de Dilma Rousseff, em Portugal "o atendimento consular precisa ser aprimorado”.
A criação do terceiro consulado brasileiro em Portugal terá o desafio de "diminuir a carga" de Lisboa e do Porto, garantiu hoje o embaixador António Patriota.
A informação de que o Governo brasileiro irá disponibilizar mais uma unidade consular aos cerca de 116 mil brasileiros regularizados que residem em Portugal foi apresentada pelo Secretário-Geral do Itamaraty à margem da III Conferência Brasileiros no Mundo, que termina na sexta-feira, no Rio de Janeiro.
Segundo explicou à Lusa o cônsul geral do Brasil em Lisboa, Renan Paes Barreto, a cidade de Faro é de onde provém um grande volume de pedidos de passaporte, certidões, autenticações e outros serviços consulares.
"Cerca de 30 por cento do nosso trabalho diário em Lisboa vem do Faro e também do sul de Espanha. Há muitos brasileiros na região de Sevilha que consideram mais próximo ir à Lisboa ou se tiver Faro, irão para lá", afirmou o diplomata Paes Barreto.
A criação do novo consulado já foi aprovada formalmente e poderá começar a funcionar já no segundo semestre de 2011, informou Paes Barreto.
"O facto é que o consulado geral do Brasil em Lisboa está há mais de 100 anos no mesmo lugar. Era um consulado programado para ser de porte médio e, subitamente, em poucos anos, com a avalanche de brasileiros (.), o espaço e o número de funcionários ficou insuficiente", ressaltou.
O cônsul geral em Lisboa acrescentou ainda que "os funcionários trabalham loucamente". "Temos trabalhado com frequência aos sábados, feriados, até tarde. Mas não conseguimos dar vazão", alegou.
Em Lisboa, trabalham cerca de 40 funcionários para atender a comunidade de brasileiros. Se o consulado em Faro tiver 10 funcionários já "resolverá bastante", salientou Paes Barreto.
"Retirando 30 por cento do trabalho que está a ser feito em Lisboa, temos condições de melhorar o atendimento para os demais", avançou.
Segundo o embaixador, alem do número de brasileiros em Portugal ser "altíssimo", é também expressivo o volume de turistas brasileiros no país.
De acordo com dados oficiais de dezembro de 2008, 116 mil brasileiros regularizados vivem em Portugal, tida como a maior comunidade de estrangeiros no país.
"Se contar os que não têm contrato de trabalho ou não estão regularizados, neste momento pode-se facilmente dizer que há um total de quase 250 mil brasileiros", acrescentou Paes Barret.
(Noticia: Observatório do Algarve)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Portagens. Contestação e populismo
A oposição à cobrança de portagens na Via do Infante é assunto que une os algarvios.
A cobrança de portagens na A22 constitui uma má decisão política do Governo, fruto de uma exigência do PSD, que terá consequências muito nefastas na economia regional, tanto ao nível das empresas como das famílias, uma vez que implica um custo acrescido à mobilidade inter-regional dos algarvios.
Assim sendo, a fraca adesão dos algarvios à Comissão de Utentes da Via do Infante e às suas iniciativas, só pode ser explicada à luz da intenção do Bloco de Esquerda de controlo e monopolização de uma justa contestação popular. Percebendo a motivação política do Bloco de Esquerda, aliado à ainda débil penetração social e organização desta força partidária, os algarvios, desconfiando dos verdadeiros objectivos desta iniciativa, afastaram-se desta falsa comissão de utentes.
Sem uma organização regional capaz de liderar a oposição algarvia às portagens na Via do Infante, o presidente da Amal e da Câmara Municipal de Faro tentou esta semana polarizar a contestação, apelando aos algarvios para que se recusem a pagar portagens.
Não sabemos se a Amal assumirá as multas dos algarvios que não paguem no futuro as portagens, ou se será o próprio e os demais presidentes de câmara a custear as coimas, mas para o que agora importa é que este convite à desobediência civil expressa bem o populismo de que é feita a intervenção política de Macário Correia.
O que diria o presidente da Câmara de Faro se a oposição na Capital Algarvia seguisse, irresponsavelmente, pela mesma cartilha política.
Se o PS apela-se aos farenses que se recusassem a pagar pela utilização das piscinas, dos campos de jogos, da pista de atletismo ou do centro náutico que nuns casos nunca foram pagos e noutros sofreram aumentos brutais. Se o PCP apela-se aos farenses para não pagarem as facturas da Fagar. Se o Bloco de Esquerda apela-se aos farenses para não pagarem parquímetros. Se o Movimento de Cidadãos com Faro no Coração apela-se aos farenses para não pagarem IMI e Derrama.
A luta e a contestação contra as portagens na Via do Infante é justa mas o caminho da liderança política regional não é, não pode ser, o do populismo básico, serôdio e provinciano.
É por esta razão maior, e não por serem a favor das portagens na Via do Infante ou por seguidismo partidário, que considero que os autarcas do PS na Amal devem repudiar e distanciarem-se deste apelo anarquista ao boicote.
O caminho da afirmação política e da afirmação da democracia não se faz com receio de perder votos no imediato, nem com cedências ao populismo.
A cobrança de portagens na A22 constitui uma má decisão política do Governo, fruto de uma exigência do PSD, que terá consequências muito nefastas na economia regional, tanto ao nível das empresas como das famílias, uma vez que implica um custo acrescido à mobilidade inter-regional dos algarvios.
Assim sendo, a fraca adesão dos algarvios à Comissão de Utentes da Via do Infante e às suas iniciativas, só pode ser explicada à luz da intenção do Bloco de Esquerda de controlo e monopolização de uma justa contestação popular. Percebendo a motivação política do Bloco de Esquerda, aliado à ainda débil penetração social e organização desta força partidária, os algarvios, desconfiando dos verdadeiros objectivos desta iniciativa, afastaram-se desta falsa comissão de utentes.
Sem uma organização regional capaz de liderar a oposição algarvia às portagens na Via do Infante, o presidente da Amal e da Câmara Municipal de Faro tentou esta semana polarizar a contestação, apelando aos algarvios para que se recusem a pagar portagens.
Não sabemos se a Amal assumirá as multas dos algarvios que não paguem no futuro as portagens, ou se será o próprio e os demais presidentes de câmara a custear as coimas, mas para o que agora importa é que este convite à desobediência civil expressa bem o populismo de que é feita a intervenção política de Macário Correia.
O que diria o presidente da Câmara de Faro se a oposição na Capital Algarvia seguisse, irresponsavelmente, pela mesma cartilha política.
Se o PS apela-se aos farenses que se recusassem a pagar pela utilização das piscinas, dos campos de jogos, da pista de atletismo ou do centro náutico que nuns casos nunca foram pagos e noutros sofreram aumentos brutais. Se o PCP apela-se aos farenses para não pagarem as facturas da Fagar. Se o Bloco de Esquerda apela-se aos farenses para não pagarem parquímetros. Se o Movimento de Cidadãos com Faro no Coração apela-se aos farenses para não pagarem IMI e Derrama.
A luta e a contestação contra as portagens na Via do Infante é justa mas o caminho da liderança política regional não é, não pode ser, o do populismo básico, serôdio e provinciano.
É por esta razão maior, e não por serem a favor das portagens na Via do Infante ou por seguidismo partidário, que considero que os autarcas do PS na Amal devem repudiar e distanciarem-se deste apelo anarquista ao boicote.
O caminho da afirmação política e da afirmação da democracia não se faz com receio de perder votos no imediato, nem com cedências ao populismo.
Pobreza já afecta mais de 500 mil trabalhadores
Portugal é um dos países mais assimétricos da Europa na distribuição de rendimentos: os 20% mais ricos ganham 6,1 vezes mais do que os 20% mais pobres. E nem o facto de ter trabalho é garante de sobrevivência: há mais de 500 mil trabalhadores em risco de pobreza.
A persistência das desigualdades e o facto de em Portugal as disparidades de rendimentos serem "muito pronunciadas" são duas realidades identificadas no livro "Desigualdades sociais 2010, Estudos e Indicadores", que ontem, quinta-feira, foi lançado pelo Observatório das Desigualdades no ISCTE, em Lisboa, e que será apresentado pelo ex-presidente da República Jorge Sampaio, e Freitas do Amaral. A obra tem por base estatísticas sobre a realidade portuguesa, com dados até 2009, sempre que possível cruzadas com dados da União Europeia (UE), e aborda cinco temas: disparidades de rendimento, pobreza, emprego e desemprego, educação e saúde.
A "extrema desigualdade na distribuição de rendimentos" é um fenómeno "persistente na sociedade e na economia portuguesas": em 2007, no conjunto dos 27 países da UE, só a Letónia era pior do que Portugal e ao nosso nível estavam a Roménia e a Bulgária. Do lado oposto, como países mais justos na distribuição da riqueza, aparecem os nórdicos: Eslovénia, Suécia e Eslováquia.
Como uma justificação para a persistência destas disparidades, o coordenador do estudo, Renato Miguel do Carmo, aponta o problema dos baixos salários de parte substancial da população empregada em Portugal. E revela um número surpreendente: 12% da população activa portuguesa - ou seja, mais de 500 mil trabalhadores - estão em risco de pobreza e não ganham o suficiente para proporcionar uma vida condigna à sua família, designadamente aos seus descendentes.
Para o Observatório das Desigualdades, a percentagem de crianças e jovens que, em Portugal, vive abaixo do limiar de pobreza é um dos dados "mais preocupantes" deste estudo: 23%, ou seja, quase um quarto dos menores de 18 anos vivem em situação de pobreza, um número 5% superior ao total da população (cuja taxa de pobreza estabilizou nos 18%, após as transferências sociais).
Os autores do estudo alertam que a dimensão dos números da pobreza infantil é "uma condicionante" nacional cujos impactos serão "dificilmente invertidos nos próximos anos" e colocam uma "pressão" sobre o sistema de educação, ainda a braços com uma das mais elevadas taxas de abandono escolar da Europa (em 2008, Portugal tinha uma taxa de 35,4%, contra 14,9 da UE).
As baixas qualificações dos trabalhadores e o défice de formação ao longo da vida são outros handicaps apontados ao desenvolvimento da sociedade e da economia portuguesa, agora a braços com o aumento do desemprego que afectou tanto a população activa mais jovem como a mais velha e contribuiu para o aumento do desemprego de longa duração.
Os autores do estudo admitem que o desemprego é, actualmente, "a questão central" que Portugal enfrenta e que há o "sério risco" de contribuir para uma sociedade ainda mais desigual e agravar os problemas estruturais do país.
Segundo o estudo, Portugal apresenta um capital humano bastante desqualificado. Apesar de algumas melhorias - entre 1998 e 2008 diminuiu 10,4% o número de pessoas que não foi além do 9º ano -, em 2008 apenas 28,2% da população com idade entre 25 e 64 anos tinha concluído pelo menos o secundário. Só Malta tinha um valor mais baixo.
Às baixas qualificações - ainda que no caso dos trabalhadores por conta de outrem sejam em média superiores às dos empregadores - soma-se o problema do elevado abandono escolar precoce: 35,4% em 2008, contra 14,9% da média europeia. Portugal é um dos países com mais baixos níveis de aprendizagem ao longo da vida, embora seja algo que está a aumentar.
Há um recorde de que Portugal se pode orgulhar: o de ter conseguido reduzir a mortalidade infantil em 10 anos em 2,7%, tendo agora uma das mais baixas taxas dos 27 países da UE, e de ter conseguido aumentar em três anos a esperança média de vida (situava-se em 79,4 em 2008). Contudo, apesar de ser um dos estados-membros que em termos proporcionais mais investem em saúde (6,8% do PIB), Portugal tem alguns indicadores pouco favoráveis em termos europeus, como um menor número de médicos e de camas por habitante. Persistem importantes desigualdades regionais: Algarve e Alentejo são as regiões com menos camas e enfermeiros por habitantes e no Alentejo e regiões autónomas faltam médicos.
Pobreza atinge quase metade das crianças dos grandes centros urbanos
Na maioria dos distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra, Porto e Faro, a pobreza duplicou nos últimos três a cinco anos.
A pobreza nas escolas públicas é como uma doença que alastra e não dá sinais de recuar. Seja no distrito de Lisboa, de Coimbra ou de Faro, a população escolar carenciada a frequentar o 1.o ciclo e os jardins-de-infância representa na maioria dos casos quase metade dos alunos entre os três e os dez anos.
O i pediu a todas as câmaras municipais dos distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra, Faro e Porto os dados sobre acção social escolar. A maioria das autarquias respondeu, permitindo fazer uma análise detalhada da dimensão da pobreza em 42 cidades.
Antes de conhecer a realidade dos grandes centros urbanos do país, é preciso ter em conta que só têm direito a acção social escolar as famílias que ganham salários até 209,61 euros brutos (escalão A) e os que têm rendimentos inferiores a a 419,22 euros (escalão B). São os pais destas crianças que recebem comparticipações a 100% ou a 50% nas despesas com os livros, a alimentação ou o transporte escolares. E é essa a população que representa quase metade dos alunos inscritos na rede pública do pré-escolar e 1.o ciclo nos cinco distritos e que cresce todos os anos.
Quatro em cada dez crianças são pobres na maioria das cidades de Lisboa. Seis em cada dez alunos das escolas da Amadora vêm de famílias pobres. Na capital, a pobreza atinge este ano 49% das crianças inscritas nas escolas primárias e na rede do pré-escolar. A fome também cresce todos os anos no distrito de Coimbra, que vê a população a diminuir e o número de crianças carenciadas a aumentar.
A pobreza nas escolas públicas é ainda mais extrema já que, em quase todos os distritos, o escalão A representa mais de metade da população carenciada. Em Silves (Algarve) são 59% dos beneficiários de acção social, no Barreiro, representam 65,9% dos pobres, em Gondomar 58,4% dos apoiados pelos Estado e em Lisboa, os 5421 alunos atingem 59% dos alunos carenciados. A escola pública é cada vez mais o lugar dos alunos que não têm mais para onde ir.
(Noticias: Jornal de Noticías / jornal i)
A persistência das desigualdades e o facto de em Portugal as disparidades de rendimentos serem "muito pronunciadas" são duas realidades identificadas no livro "Desigualdades sociais 2010, Estudos e Indicadores", que ontem, quinta-feira, foi lançado pelo Observatório das Desigualdades no ISCTE, em Lisboa, e que será apresentado pelo ex-presidente da República Jorge Sampaio, e Freitas do Amaral. A obra tem por base estatísticas sobre a realidade portuguesa, com dados até 2009, sempre que possível cruzadas com dados da União Europeia (UE), e aborda cinco temas: disparidades de rendimento, pobreza, emprego e desemprego, educação e saúde.
A "extrema desigualdade na distribuição de rendimentos" é um fenómeno "persistente na sociedade e na economia portuguesas": em 2007, no conjunto dos 27 países da UE, só a Letónia era pior do que Portugal e ao nosso nível estavam a Roménia e a Bulgária. Do lado oposto, como países mais justos na distribuição da riqueza, aparecem os nórdicos: Eslovénia, Suécia e Eslováquia.
Como uma justificação para a persistência destas disparidades, o coordenador do estudo, Renato Miguel do Carmo, aponta o problema dos baixos salários de parte substancial da população empregada em Portugal. E revela um número surpreendente: 12% da população activa portuguesa - ou seja, mais de 500 mil trabalhadores - estão em risco de pobreza e não ganham o suficiente para proporcionar uma vida condigna à sua família, designadamente aos seus descendentes.
Para o Observatório das Desigualdades, a percentagem de crianças e jovens que, em Portugal, vive abaixo do limiar de pobreza é um dos dados "mais preocupantes" deste estudo: 23%, ou seja, quase um quarto dos menores de 18 anos vivem em situação de pobreza, um número 5% superior ao total da população (cuja taxa de pobreza estabilizou nos 18%, após as transferências sociais).
Os autores do estudo alertam que a dimensão dos números da pobreza infantil é "uma condicionante" nacional cujos impactos serão "dificilmente invertidos nos próximos anos" e colocam uma "pressão" sobre o sistema de educação, ainda a braços com uma das mais elevadas taxas de abandono escolar da Europa (em 2008, Portugal tinha uma taxa de 35,4%, contra 14,9 da UE).
As baixas qualificações dos trabalhadores e o défice de formação ao longo da vida são outros handicaps apontados ao desenvolvimento da sociedade e da economia portuguesa, agora a braços com o aumento do desemprego que afectou tanto a população activa mais jovem como a mais velha e contribuiu para o aumento do desemprego de longa duração.
Os autores do estudo admitem que o desemprego é, actualmente, "a questão central" que Portugal enfrenta e que há o "sério risco" de contribuir para uma sociedade ainda mais desigual e agravar os problemas estruturais do país.
Segundo o estudo, Portugal apresenta um capital humano bastante desqualificado. Apesar de algumas melhorias - entre 1998 e 2008 diminuiu 10,4% o número de pessoas que não foi além do 9º ano -, em 2008 apenas 28,2% da população com idade entre 25 e 64 anos tinha concluído pelo menos o secundário. Só Malta tinha um valor mais baixo.
Às baixas qualificações - ainda que no caso dos trabalhadores por conta de outrem sejam em média superiores às dos empregadores - soma-se o problema do elevado abandono escolar precoce: 35,4% em 2008, contra 14,9% da média europeia. Portugal é um dos países com mais baixos níveis de aprendizagem ao longo da vida, embora seja algo que está a aumentar.
Há um recorde de que Portugal se pode orgulhar: o de ter conseguido reduzir a mortalidade infantil em 10 anos em 2,7%, tendo agora uma das mais baixas taxas dos 27 países da UE, e de ter conseguido aumentar em três anos a esperança média de vida (situava-se em 79,4 em 2008). Contudo, apesar de ser um dos estados-membros que em termos proporcionais mais investem em saúde (6,8% do PIB), Portugal tem alguns indicadores pouco favoráveis em termos europeus, como um menor número de médicos e de camas por habitante. Persistem importantes desigualdades regionais: Algarve e Alentejo são as regiões com menos camas e enfermeiros por habitantes e no Alentejo e regiões autónomas faltam médicos.
Pobreza atinge quase metade das crianças dos grandes centros urbanos
Na maioria dos distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra, Porto e Faro, a pobreza duplicou nos últimos três a cinco anos.
A pobreza nas escolas públicas é como uma doença que alastra e não dá sinais de recuar. Seja no distrito de Lisboa, de Coimbra ou de Faro, a população escolar carenciada a frequentar o 1.o ciclo e os jardins-de-infância representa na maioria dos casos quase metade dos alunos entre os três e os dez anos.
O i pediu a todas as câmaras municipais dos distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra, Faro e Porto os dados sobre acção social escolar. A maioria das autarquias respondeu, permitindo fazer uma análise detalhada da dimensão da pobreza em 42 cidades.
Antes de conhecer a realidade dos grandes centros urbanos do país, é preciso ter em conta que só têm direito a acção social escolar as famílias que ganham salários até 209,61 euros brutos (escalão A) e os que têm rendimentos inferiores a a 419,22 euros (escalão B). São os pais destas crianças que recebem comparticipações a 100% ou a 50% nas despesas com os livros, a alimentação ou o transporte escolares. E é essa a população que representa quase metade dos alunos inscritos na rede pública do pré-escolar e 1.o ciclo nos cinco distritos e que cresce todos os anos.
Quatro em cada dez crianças são pobres na maioria das cidades de Lisboa. Seis em cada dez alunos das escolas da Amadora vêm de famílias pobres. Na capital, a pobreza atinge este ano 49% das crianças inscritas nas escolas primárias e na rede do pré-escolar. A fome também cresce todos os anos no distrito de Coimbra, que vê a população a diminuir e o número de crianças carenciadas a aumentar.
A pobreza nas escolas públicas é ainda mais extrema já que, em quase todos os distritos, o escalão A representa mais de metade da população carenciada. Em Silves (Algarve) são 59% dos beneficiários de acção social, no Barreiro, representam 65,9% dos pobres, em Gondomar 58,4% dos apoiados pelos Estado e em Lisboa, os 5421 alunos atingem 59% dos alunos carenciados. A escola pública é cada vez mais o lugar dos alunos que não têm mais para onde ir.
(Noticias: Jornal de Noticías / jornal i)
IKEA já formalizou pedido de localização de área comercial nos Caliços, em Loulé
A intenção de investimento do Grupo IKEA em Loulé e a disponibilidade da parte da autarquia local em acolher até 2015 uma loja do grupo, um centro comercial e um Retail Park foram formalizadas ontem, quinta-feira, numa cerimónia em Loulé.
Na prática, o acordo de cooperação hoje assinado corresponde ao avanço do grupo sueco para um pedido de localização, trâmite inicial num processo desta natureza, mas que gerou muita polémica, neste caso.
A opção por um terreno de 40 hectares na zona dos Caliços, junto ao nó Loulé/Sul, já propriedade do grupo IKEA, foi assumida no acordo de cooperação, mas a palavra final cabe à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.
Só depois de aprovado o local se poderá proceder ao pedido de licenciamento comercial, que ainda é seguido de um processo de aprovação do projeto, como fez questão de frisar o secretário de Estado Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor Fernando Serrasqueiro.
Ou seja, até que haja uma decisão final ainda há muito caminho a percorrer, daí que a expressão “se” tenha sido repetida muitas vezes pelo membro do governo quando falou do avanço do investimento.
Em causa está a alteração do uso de solos, que também terá de ser prevista no Plano Diretor Municipal de Loulé, atualmente em revisão.
Ao mesmo tempo, Fernando Serrasqueiro salientou “o cuidado com que o processo está a ser tratado pela Câmara de Loulé" e que este está "a decorrer com toda a normalidade e transparência“.
Nos discursos dos representantes do IKEA e do presidente da Câmara de Loulé Seruca Emídio, a confiança de que o investimento vai mesmo avançar é total.
O autarca louletano falou em “política de localização criteriosa” e que este investimento vai “articular com o Parque das Cidades e com a Área Empresarial do Esteval-Almancil“, com ganhos para a economia da zona.
Já a Country Manager IKEA Portugal, Kristina Johansson, disse que “do lado do IKEA, é importante avançar o mais rapidamente possível“.
Tendo em conta as declarações de Fernando Serrasqueiro, o grupo sueco não se compadece com burocracias. “Quando entrei para o Governo, tive um reunião com os representantes do grupo, que me disseram que o IKEA ponderava abandonar Portugal devido a dificuldades que lhe estavam constantemente a ser criadas“, revelou o secretário de Estado.
Uma situação que o Governo parece ter evitado, já que até 2015, o IKEA pensa investir forte e aumentar a sua presença no nosso país para sete lojas, três centros comerciais, três Retail Park e 3 unidades fabris.
Hoje tem três lojas, um centro comercial e um Retail Park, bem como duas fábricas já em laboração.
(Noticia: barlavento)
Na prática, o acordo de cooperação hoje assinado corresponde ao avanço do grupo sueco para um pedido de localização, trâmite inicial num processo desta natureza, mas que gerou muita polémica, neste caso.
A opção por um terreno de 40 hectares na zona dos Caliços, junto ao nó Loulé/Sul, já propriedade do grupo IKEA, foi assumida no acordo de cooperação, mas a palavra final cabe à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.
Só depois de aprovado o local se poderá proceder ao pedido de licenciamento comercial, que ainda é seguido de um processo de aprovação do projeto, como fez questão de frisar o secretário de Estado Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor Fernando Serrasqueiro.
Ou seja, até que haja uma decisão final ainda há muito caminho a percorrer, daí que a expressão “se” tenha sido repetida muitas vezes pelo membro do governo quando falou do avanço do investimento.
Em causa está a alteração do uso de solos, que também terá de ser prevista no Plano Diretor Municipal de Loulé, atualmente em revisão.
Ao mesmo tempo, Fernando Serrasqueiro salientou “o cuidado com que o processo está a ser tratado pela Câmara de Loulé" e que este está "a decorrer com toda a normalidade e transparência“.
Nos discursos dos representantes do IKEA e do presidente da Câmara de Loulé Seruca Emídio, a confiança de que o investimento vai mesmo avançar é total.
O autarca louletano falou em “política de localização criteriosa” e que este investimento vai “articular com o Parque das Cidades e com a Área Empresarial do Esteval-Almancil“, com ganhos para a economia da zona.
Já a Country Manager IKEA Portugal, Kristina Johansson, disse que “do lado do IKEA, é importante avançar o mais rapidamente possível“.
Tendo em conta as declarações de Fernando Serrasqueiro, o grupo sueco não se compadece com burocracias. “Quando entrei para o Governo, tive um reunião com os representantes do grupo, que me disseram que o IKEA ponderava abandonar Portugal devido a dificuldades que lhe estavam constantemente a ser criadas“, revelou o secretário de Estado.
Uma situação que o Governo parece ter evitado, já que até 2015, o IKEA pensa investir forte e aumentar a sua presença no nosso país para sete lojas, três centros comerciais, três Retail Park e 3 unidades fabris.
Hoje tem três lojas, um centro comercial e um Retail Park, bem como duas fábricas já em laboração.
(Noticia: barlavento)
Guilherme Portada pronto para segundo mandato na Associação Académica
O presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg), Guilherme Portada, foi reeleito para um novo mandato, num sufrágio com lista única realizado entre segunda e terça-feira à noite.
Participaram nas eleições 1569 votantes, tendo a Lista A, lidera por Portada, obtido 83 por cento dos votos expressos, resultado que o presidente da AAUAlg considerou ser "ótimo" e ter "demonstrado que a Academia tem vida".
"Demonstra que há confiança na única lista que concorreu e vamos trabalhar para honrar os compromissos assumidos perante os colegas durante a campanha eleitoral", afirmou Guilherme Portada à agência Lusa.
Entre os compromissos assumidos, segundo o presidente da AAUAlg, estão "a construção de um pavilhão desportivo no campus das Gambelas", a "revitalização do jornal universitário e o aumento da informação aos alunos através da rádio universitária".
"Vamos também continuar a trabalhar junto dos estudantes na Ação Social, sobretudo a acompanhar a questão da atribuição de bolsas de estudos, devido às complicações que têm surgido nesta matéria com o corte dos apoios a alguns estudantes", disse ainda Guilherme Portada.
(Noticia: Observatório do Algarve)
Participaram nas eleições 1569 votantes, tendo a Lista A, lidera por Portada, obtido 83 por cento dos votos expressos, resultado que o presidente da AAUAlg considerou ser "ótimo" e ter "demonstrado que a Academia tem vida".
"Demonstra que há confiança na única lista que concorreu e vamos trabalhar para honrar os compromissos assumidos perante os colegas durante a campanha eleitoral", afirmou Guilherme Portada à agência Lusa.
Entre os compromissos assumidos, segundo o presidente da AAUAlg, estão "a construção de um pavilhão desportivo no campus das Gambelas", a "revitalização do jornal universitário e o aumento da informação aos alunos através da rádio universitária".
"Vamos também continuar a trabalhar junto dos estudantes na Ação Social, sobretudo a acompanhar a questão da atribuição de bolsas de estudos, devido às complicações que têm surgido nesta matéria com o corte dos apoios a alguns estudantes", disse ainda Guilherme Portada.
(Noticia: Observatório do Algarve)
Faro: Clínica do Pé da Cruz encerrada por falta de requisitos higiénicos e sanitários
As autoridades de saúde pública do Algarve encerraram a Clínica Médica Pé da Cruz, em Faro, devido à inexistência de condições higiénicas e sanitárias, disse à Lusa o delegado regional de saúde do Algarve, Francisco Mendonça.
Situada no Largo do Pé da Cruz, no centro de Faro, a clínica só poderá reabrir se apresentar um projeto de remodelação e realizar as obras necessárias para resolver os problemas que levaram as autoridades de saúde pública do Algarve a encerrá-la.
"Houve uma vistoria, realizada pelas autoridades de saúde pública, pela câmara e pelos bombeiros e foi decretada a suspensão imediata da clínica", explicou à Lusa o delegado regional de saúde do Algarve, Francisco Mendonça.
O médico precisou que "a clínica não apresentava os requisitos mínimos higiénico-sanitários" e, por isso, "foi decretado o encerramento".
"Para reabrir, os responsáveis da clínica terão que apresentar às autoridades de saúde um projeto de remodelação e realizar as obras necessárias para resolver os problemas detetados", frisou delegado regional, acrescentando que o projeto "tem de ser previamente aprovado".
A Clínica Pé da Cruz e fica situada no rés-do-chão de um edifício antigo, que apresenta sinais de degradação e é propriedade do Partido Socialista, cuja sede ocupa o primeiro andar.
A Lusa contactou a clínica, mas a funcionária que atendeu o telefone apenas confirmou que esta se encontrava "encerrada para obras", recusando avançar qualquer outra informação.
Fonte da Administração Regional de Saúde do Algarve disse que a clínica “apenas tinha um conjunto de consultórios, sem cirurgias nem outras especialidades”, estando “aberta desde os anos 1980”.
(Noticia: Região Sul)
Situada no Largo do Pé da Cruz, no centro de Faro, a clínica só poderá reabrir se apresentar um projeto de remodelação e realizar as obras necessárias para resolver os problemas que levaram as autoridades de saúde pública do Algarve a encerrá-la.
"Houve uma vistoria, realizada pelas autoridades de saúde pública, pela câmara e pelos bombeiros e foi decretada a suspensão imediata da clínica", explicou à Lusa o delegado regional de saúde do Algarve, Francisco Mendonça.
O médico precisou que "a clínica não apresentava os requisitos mínimos higiénico-sanitários" e, por isso, "foi decretado o encerramento".
"Para reabrir, os responsáveis da clínica terão que apresentar às autoridades de saúde um projeto de remodelação e realizar as obras necessárias para resolver os problemas detetados", frisou delegado regional, acrescentando que o projeto "tem de ser previamente aprovado".
A Clínica Pé da Cruz e fica situada no rés-do-chão de um edifício antigo, que apresenta sinais de degradação e é propriedade do Partido Socialista, cuja sede ocupa o primeiro andar.
A Lusa contactou a clínica, mas a funcionária que atendeu o telefone apenas confirmou que esta se encontrava "encerrada para obras", recusando avançar qualquer outra informação.
Fonte da Administração Regional de Saúde do Algarve disse que a clínica “apenas tinha um conjunto de consultórios, sem cirurgias nem outras especialidades”, estando “aberta desde os anos 1980”.
(Noticia: Região Sul)
Algarve: Nova Espécie descobertas
"É absolutamente fascinante." É desta forma que a bióloga Sofia Reboleira descreve a descoberta que fez do pseudo-escorpião, considerado "uma relíquia" por ser um dos exemplares "mais modificados ao longo de milhões de anos, em que se adaptaram para viver debaixo da terra".
Sem antecessores vivos à superfície, o pseudo--escorpião, de cerca de 2 centímetros, só existe nas grutas do Algarve e é apontado como "um gigante", já que o tamanho destes animais oscila, normalmente, entre 1 e 5 milímetros.
Porém, não foi só nas grutas algarvias que Sofia Reboleira descobriu novas espécies. Também nas grutas do Montejunto, Cadaval, foi descoberta uma nova espécie de escaravelho cavernícola. "Vive exclusivamente ali, é despigmentado e tem os olhos muito reduzidos", descreve a cientista, sublinhando a raridade do escaravelho, cuja sobrevivência depende da matéria orgânica arrastada pelas águas para o subsolo e para o qual "a poluição e destruição de grutas significa perigo de extinção".
A descoberta das duas espécies ocorreu durante o trabalho de campo no âmbito do doutoramento de Sofia Reboleira, orientado por Fernando Gonçalves (do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro) e Pedro Oromí (Univ. La Laguna, Tenerife, Espanha).
(Noticia: Correio da Manhã)
Sem antecessores vivos à superfície, o pseudo--escorpião, de cerca de 2 centímetros, só existe nas grutas do Algarve e é apontado como "um gigante", já que o tamanho destes animais oscila, normalmente, entre 1 e 5 milímetros.
Porém, não foi só nas grutas algarvias que Sofia Reboleira descobriu novas espécies. Também nas grutas do Montejunto, Cadaval, foi descoberta uma nova espécie de escaravelho cavernícola. "Vive exclusivamente ali, é despigmentado e tem os olhos muito reduzidos", descreve a cientista, sublinhando a raridade do escaravelho, cuja sobrevivência depende da matéria orgânica arrastada pelas águas para o subsolo e para o qual "a poluição e destruição de grutas significa perigo de extinção".
A descoberta das duas espécies ocorreu durante o trabalho de campo no âmbito do doutoramento de Sofia Reboleira, orientado por Fernando Gonçalves (do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro) e Pedro Oromí (Univ. La Laguna, Tenerife, Espanha).
(Noticia: Correio da Manhã)
Serra de Monchique: o Algarve das alturas ainda espera pela mão humana
A meia hora de Portimão o Algarve sobe até quase um quilómetro de altura. Monchique é a serra da água, dos socalcos e dos castanheiros. Um projecto pedido pela câmara há uma década queria manter este perfil através do turismo de natureza. Não saiu do papel. Sem pessoas não se mantém uma paisagem.
O Algarve da serra de Monchique não é o da praia da Rocha. Faz frio, há montes de cortiça à beira da estrada, há castanheiros que provam que no final de Novembro a folhagem caduca está amarela em todo o país. Há água a escorrer de todo o sítio.
É uma paisagem de sítios altos
A serra é apetecível. O pico da Fóia, o mais alto da região montanhosa de Monchique, com 902 metros de altitude, é o segundo lugar mais visitado do Barlavento algarvio (o primeiro é Sagres). Mas como o interior do resto do país, não agarra. A população residente do concelho de Monchique, que junta as freguesias de Alferce, Marmelete e Monchique, é apenas de 6024 habitantes, dados de 2008.
"O turismo não pode ser a única alternativa para o desenvolvimento das paisagens", disse ao Cidades Oriol Porcel Montané, director da Rede Europeia de Autoridades Locais e Regionais para a Implementação da Convenção Europeia da Paisagem, durante o congresso sobre paisagem e território que teve lugar no início de Novembro em Lisboa. "Há também que potenciar o desenvolvimento do que manteve e transformou as paisagens, a população".
Na vila de Monchique, sede de um concelho com 395 quilómetros quadrados, há um aglomerado de casas com uma população velha. Mais para dentro, na serra, as casas tornam-se esporádicas, muitas são ruínas e vêem-se ainda menos pessoas.
No topo do Vale Largo, antes de chegar à Fóia, o grupo de habitações silenciosas que anima o fundo do vale prova a existência de uma humanização passada. As dezenas de socalcos fabricados para sustentar agricultura abandonada tornaram-se a marca identitária e natural da paisagem. "Provavelmente começaram a construir os socalcos quando aumentou a população", explica ao Cidades Ana Celorico Machado. A antropóloga fez parte do grupo de trabalho que produziu o projecto do Bio Parque de Monchique, uma encomenda por concurso da Câmara Municipal de Monchique.
A ideia do Bio Parque assenta no facto de a serra estar em território que é Rede Natura 2000. O objectivo principal é desenvolver o turismo de natureza da paisagem de Monchique, servindo, por exemplo, os turistas que fazem aVia Pedestre Algarviana, um trilho que atravessa o interior do sotavento ao barlavento. O parque pode criar uma rede de habitações reabilitadas onde os turistas podem ficar.
Outra hipótese é reabilitar as antigas escolas primárias para servirem de entrada do parque, uma espécie de centros interpretativos que explicariam a região. A longo prazo, o turismo seria capaz de estabelecer actividades que sempre decorreram na serra e que não conseguem existir umas sem as outras.
"Foi um diagnóstico holístico. Claro que identificámos os recursos locais a utilizar", acrescenta Machado. Esses recursos não são poucos: a agricultura biológica, a suinicultura, o mel, o medronho, as castanhas, a pastorícia, a manutenção da floresta, a tecelagem, o aproveitamento dos moinhos de água. Depois, vieram as actividades actuais, inseridas numa vertente de turismo de natureza, como o trekking e outros desportos.
"O projecto do Bio Parque é um processo aberto", explica António Marques, o arquitecto à frente do grupo de trabalho e que juntamente com a antropóloga fez um périplo com o Cidades pela serra de Monchique. Mas cabe às actividades tradicionais odesafio mais profundo de "recuperar a paisagem".
O grupo de trabalho abarcou pessoas que avaliaram o potencial turístico, o valor natural da serra, pensaram em possíveis parcerias com entidades privadas da região, elaboraram projectos de restauro de casas. O relatório ficou pronto em 2003, foi entregue à câmara. No Verão desse ano os incêndios lavraram grande parte da floresta. O Bio Parque ficou esquecido durante anos.
Serra de água, serra de fogo
No meio do Vale Largo fica-se rodeado por socalcos. O vento gelado que sopra no cimo desaparece ali e esse conforto torna as ruínas menos inóspitas. Os telhados das antigas habitações já não existem e as silvas passaram a habitar o espaço. Mais acima há ainda uma casa habitada com um pequeno milheiral e um burro. Em baixo, depois de mais socalcos, está outro grupo de casas abandonado, mas não degradado. A cascata que existe ao fundo ainda não se vê. A água é uma característica identitária de Monchique. Só ali, ao longo da descida do vale, há uma série de minas de água, nascentes que brotam na horizontal.
Os cursos de água que nascem da serra, como a ribeira de Seixe, são dos poucos do Algarve que têm água todo o ano. Foram aproveitados como fonte de energia para moinhos que moíam o trigo vindo do Alentejo, mas também para pisar a lã produzida ali, que depois era tratada com uma gordura para ficar impermeável e servir de vestuário para os pescadores.
As zonas florestais junto aos cursos de água, com uma especificidade original, foram as mais poupadas pelo fogo, o resto da serra não. "O nosso trabalho terminou com os incêndios de 2003", diz Ana Celorico Machado. "Quando há estes incêndios, nas outras partes [fora dos cursos de água], a própria paisagem humana da serra desaparece, o que fica são os eucaliptos." Hoje, o eucaliptal é sempre a linha de horizonte.
Para a serra, a década ficou marcada pelos incêndios de 2003 e 2004. Ao todo, mais de 80 por cento da área do concelho ardeu. Passados seis anos e duas eleições autárquicas depois, os efeitos do desastre são mais imperceptíveis no terreno do que na voz das pessoas.
"Os problemas da serra são resultantes ainda do incêndio de 2003, que destruiu toda a economia da região", explica por telefone Hélder Água, que é presidente da Associação de Apicultores do Barlavento Algarvio. "Nós aqui baseávamo-nos na floresta: sobreiro, pinheiro, medronheiro, eucalipto. Houve duas árvores que responderam com qualidade, o medronheiro, que neste momento está [a crescer] à velocidade de cruzeiro, e o eucalipto que daqui a quatro anos está pronto para ser cortado".
Hélder Água diz que só este ano é que a região voltou a produzir mel com algum nível. "Tivemos uma destruição total do sub-bosque, os outros seis anos não davam para a despesa." O Barlavento produz entre 600 e 800 toneladas de mel todos os anos, a maioria é exportado para a Alemanha, Dinamarca e França. "O essencial para aguentar as colmeias no Inverno é a serra de Monchique", explica.
A preocupação com os incêndios florestais também está no centro do discurso do presidente da Câmara Municipal de Monchique. "Neste momento temos uma grande área florestal contínua com poucos corta-fogos, o que torna a região susceptível", diz Rui Miguel Andrépor telefone, explicando que é preciso uma gestão correcta da floresta, se o concelho quiser depender economicamente dela.
O autarca do PSD está à frente da câmara há um ano, depois de 27 anos de presidência do PS. "Quando cheguei à câmara, todas as dinâmicas estavam mortas, encontrei uma ou outra pessoa a explorar os recursos." O projecto do Bio Parque também estava na gaveta, a primeira coisa que fez foi pegar nele, fazer uma reavaliação da situação.
"Algumas das propostas têm interesse, outras duvido que tenham, devido à viabilidade económica", defende, dando o exemplo da reabilitação das antigas escolas primárias em centros de interpretação. A reabilitação dos miradouros foi um dos poucos investimenos que se fizeram.
Agricultura de fim-de-semana
A câmara tem o projecto de instalar um centro de interpretação na Fóia, um cartão de visitas para os milhares de turistas que vão ao lugar saber quais os sítios mais interessantes a visitar do concelho. Um parque de actividades radicais é outra ideia para ali. O presidente também espera equipar a vila com mais locais de dormida.
O Vale Largo, um "local chave da serra", segundo o arquitecto António Marques, vai manter-se esquecido, se o parque não sair da gaveta. Durante a elaboração do projecto o grupo de trabalho galgou a serra várias vezes, conta com nostalgia o arquitecto: "Foi olhar para a paisagem, caminhar, em cada uma das áreas dirigir-nos às pessoas."A câmara tinha lançado pistas dos locais a descobrir, mas apresentou-se outro mapa das potencialidades da região. "Acabámos por perceber que o sítio mais interessante não é a Fóia, mas a Picota [o segundo lugar mais alto, a 774 metros], onde existem umas termas interessantíssimas a que se tem de ir a pé", exemplificou Ana Celorico Machado.
Um destes locais fica depois da Fóia, onde a paisagem humanizada está viva, com um grupo de casas habitadas ao redor de um vale. Ainda está lá tudo: os socalcos trabalhados, o riacho a passar, uma cascata, um pequeno milheiral, hortas, um pomar, o sobreiro "esticado" próprio de Monchique, alguns pinheiros e castanheiros, já com poucas das suas folhas largas, mas suficientes para preencher a paisagem com borrões amarelos e castanhos. Só falta a neve. Um Algarve nórdico irreconhecível.
É sábado e uma família sai de uma vivenda com a enxada na mão. "Como a agricultura está em regressão, as pessoas têm um emprego durante a semana e é ao fim-de-semana que o campo fica vivo", diz António Marques.
Nas últimas décadas quem se instala no interior serrano ou são casais estrangeiros mais velhos, ou famílias portuguesas também no final da vida. Os novos vão para a costa, onde há mais emprego, ou estudam em outras cidades do país. Entre 1993 e 2008 o concelho perdeu mais de mil habitantes. Em 1960 tinha mais de 14 mil pessoas.
Mas os tempos áureos da serra foram durante o século XIX, antes da campanha do trigo no Alentejo, quando Monchique alimentava a costa do Algarve. "Ao vermos a quantidade de socalcos, vemos a dimensão que isto tinha para a costa", diz o arquitecto.
A questão é que raras são as espécies que vivem sem o homem. "As paisagens desumanizadas desempenham muito poucas funções ecológicas, produzem muito pouco e ninguém faz turismo numa paisagem sem pessoas", disse durante o congresso em Lisboa Margarida Cancela d"Abreu, arquitecta paisagista e a actual presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas.
Olhar e ir embora
O Bio Parque contava com os projectos âncora que já existem hoje no concelho, como a mina que explora sianitos, rocha rara semelhante ao granito, ou as termas de Monchique, mais o investimento no turismo da natureza, para atrair outras actividades que pelo menos garantissem a manutenção desta paisagem.
Emílio Vidigal defende que o projecto "é importantíssimo para desenvolver a região". Mas o presidente da Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio diz que é necessário dinheiro para que isto aconteça e critica o Governo por ter prometido ajudas ao concelho na recuperação dos incêndios. "As expectativas criadas depois dos incêndios para recuperar as áreas ardidas ficaram no papel".
Por outro lado, alega que para os proprietários se candidatarem aos fundos do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) têm que ultrapassar uma burocracia que afasta muitas pessoas.
Já Hélder Água não acredita que o turismo traga mais-valia económica à serra. Além da situação económica, as "pessoas gostam da serra para ficar, olhar e ir embora". O presidente da associação dos apicultores aposta na indústria florestal e em empresas do papel como a Iberflorestal, a Portocel Soporcel ou a Silvicaima, uma empresa silvícola.
A perda do potencial da serra ultrapassa a economia. "Há uma desvalorização económica, mas também simbólica. O que o Bio Parque tinha de inovador era tentar revalorizar os produtos da serra", explica a antropóloga. "Antigamente existiam três locais de visita no Barlavento: Sagres, a Fóia e a praia da Rocha. A praia da Rocha já foi..." Monchique pode ser igual.
(Noticia: Público)
O Algarve da serra de Monchique não é o da praia da Rocha. Faz frio, há montes de cortiça à beira da estrada, há castanheiros que provam que no final de Novembro a folhagem caduca está amarela em todo o país. Há água a escorrer de todo o sítio.
É uma paisagem de sítios altos
A serra é apetecível. O pico da Fóia, o mais alto da região montanhosa de Monchique, com 902 metros de altitude, é o segundo lugar mais visitado do Barlavento algarvio (o primeiro é Sagres). Mas como o interior do resto do país, não agarra. A população residente do concelho de Monchique, que junta as freguesias de Alferce, Marmelete e Monchique, é apenas de 6024 habitantes, dados de 2008.
"O turismo não pode ser a única alternativa para o desenvolvimento das paisagens", disse ao Cidades Oriol Porcel Montané, director da Rede Europeia de Autoridades Locais e Regionais para a Implementação da Convenção Europeia da Paisagem, durante o congresso sobre paisagem e território que teve lugar no início de Novembro em Lisboa. "Há também que potenciar o desenvolvimento do que manteve e transformou as paisagens, a população".
Na vila de Monchique, sede de um concelho com 395 quilómetros quadrados, há um aglomerado de casas com uma população velha. Mais para dentro, na serra, as casas tornam-se esporádicas, muitas são ruínas e vêem-se ainda menos pessoas.
No topo do Vale Largo, antes de chegar à Fóia, o grupo de habitações silenciosas que anima o fundo do vale prova a existência de uma humanização passada. As dezenas de socalcos fabricados para sustentar agricultura abandonada tornaram-se a marca identitária e natural da paisagem. "Provavelmente começaram a construir os socalcos quando aumentou a população", explica ao Cidades Ana Celorico Machado. A antropóloga fez parte do grupo de trabalho que produziu o projecto do Bio Parque de Monchique, uma encomenda por concurso da Câmara Municipal de Monchique.
A ideia do Bio Parque assenta no facto de a serra estar em território que é Rede Natura 2000. O objectivo principal é desenvolver o turismo de natureza da paisagem de Monchique, servindo, por exemplo, os turistas que fazem aVia Pedestre Algarviana, um trilho que atravessa o interior do sotavento ao barlavento. O parque pode criar uma rede de habitações reabilitadas onde os turistas podem ficar.
Outra hipótese é reabilitar as antigas escolas primárias para servirem de entrada do parque, uma espécie de centros interpretativos que explicariam a região. A longo prazo, o turismo seria capaz de estabelecer actividades que sempre decorreram na serra e que não conseguem existir umas sem as outras.
"Foi um diagnóstico holístico. Claro que identificámos os recursos locais a utilizar", acrescenta Machado. Esses recursos não são poucos: a agricultura biológica, a suinicultura, o mel, o medronho, as castanhas, a pastorícia, a manutenção da floresta, a tecelagem, o aproveitamento dos moinhos de água. Depois, vieram as actividades actuais, inseridas numa vertente de turismo de natureza, como o trekking e outros desportos.
"O projecto do Bio Parque é um processo aberto", explica António Marques, o arquitecto à frente do grupo de trabalho e que juntamente com a antropóloga fez um périplo com o Cidades pela serra de Monchique. Mas cabe às actividades tradicionais odesafio mais profundo de "recuperar a paisagem".
O grupo de trabalho abarcou pessoas que avaliaram o potencial turístico, o valor natural da serra, pensaram em possíveis parcerias com entidades privadas da região, elaboraram projectos de restauro de casas. O relatório ficou pronto em 2003, foi entregue à câmara. No Verão desse ano os incêndios lavraram grande parte da floresta. O Bio Parque ficou esquecido durante anos.
Serra de água, serra de fogo
No meio do Vale Largo fica-se rodeado por socalcos. O vento gelado que sopra no cimo desaparece ali e esse conforto torna as ruínas menos inóspitas. Os telhados das antigas habitações já não existem e as silvas passaram a habitar o espaço. Mais acima há ainda uma casa habitada com um pequeno milheiral e um burro. Em baixo, depois de mais socalcos, está outro grupo de casas abandonado, mas não degradado. A cascata que existe ao fundo ainda não se vê. A água é uma característica identitária de Monchique. Só ali, ao longo da descida do vale, há uma série de minas de água, nascentes que brotam na horizontal.
Os cursos de água que nascem da serra, como a ribeira de Seixe, são dos poucos do Algarve que têm água todo o ano. Foram aproveitados como fonte de energia para moinhos que moíam o trigo vindo do Alentejo, mas também para pisar a lã produzida ali, que depois era tratada com uma gordura para ficar impermeável e servir de vestuário para os pescadores.
As zonas florestais junto aos cursos de água, com uma especificidade original, foram as mais poupadas pelo fogo, o resto da serra não. "O nosso trabalho terminou com os incêndios de 2003", diz Ana Celorico Machado. "Quando há estes incêndios, nas outras partes [fora dos cursos de água], a própria paisagem humana da serra desaparece, o que fica são os eucaliptos." Hoje, o eucaliptal é sempre a linha de horizonte.
Para a serra, a década ficou marcada pelos incêndios de 2003 e 2004. Ao todo, mais de 80 por cento da área do concelho ardeu. Passados seis anos e duas eleições autárquicas depois, os efeitos do desastre são mais imperceptíveis no terreno do que na voz das pessoas.
"Os problemas da serra são resultantes ainda do incêndio de 2003, que destruiu toda a economia da região", explica por telefone Hélder Água, que é presidente da Associação de Apicultores do Barlavento Algarvio. "Nós aqui baseávamo-nos na floresta: sobreiro, pinheiro, medronheiro, eucalipto. Houve duas árvores que responderam com qualidade, o medronheiro, que neste momento está [a crescer] à velocidade de cruzeiro, e o eucalipto que daqui a quatro anos está pronto para ser cortado".
Hélder Água diz que só este ano é que a região voltou a produzir mel com algum nível. "Tivemos uma destruição total do sub-bosque, os outros seis anos não davam para a despesa." O Barlavento produz entre 600 e 800 toneladas de mel todos os anos, a maioria é exportado para a Alemanha, Dinamarca e França. "O essencial para aguentar as colmeias no Inverno é a serra de Monchique", explica.
A preocupação com os incêndios florestais também está no centro do discurso do presidente da Câmara Municipal de Monchique. "Neste momento temos uma grande área florestal contínua com poucos corta-fogos, o que torna a região susceptível", diz Rui Miguel Andrépor telefone, explicando que é preciso uma gestão correcta da floresta, se o concelho quiser depender economicamente dela.
O autarca do PSD está à frente da câmara há um ano, depois de 27 anos de presidência do PS. "Quando cheguei à câmara, todas as dinâmicas estavam mortas, encontrei uma ou outra pessoa a explorar os recursos." O projecto do Bio Parque também estava na gaveta, a primeira coisa que fez foi pegar nele, fazer uma reavaliação da situação.
"Algumas das propostas têm interesse, outras duvido que tenham, devido à viabilidade económica", defende, dando o exemplo da reabilitação das antigas escolas primárias em centros de interpretação. A reabilitação dos miradouros foi um dos poucos investimenos que se fizeram.
Agricultura de fim-de-semana
A câmara tem o projecto de instalar um centro de interpretação na Fóia, um cartão de visitas para os milhares de turistas que vão ao lugar saber quais os sítios mais interessantes a visitar do concelho. Um parque de actividades radicais é outra ideia para ali. O presidente também espera equipar a vila com mais locais de dormida.
O Vale Largo, um "local chave da serra", segundo o arquitecto António Marques, vai manter-se esquecido, se o parque não sair da gaveta. Durante a elaboração do projecto o grupo de trabalho galgou a serra várias vezes, conta com nostalgia o arquitecto: "Foi olhar para a paisagem, caminhar, em cada uma das áreas dirigir-nos às pessoas."A câmara tinha lançado pistas dos locais a descobrir, mas apresentou-se outro mapa das potencialidades da região. "Acabámos por perceber que o sítio mais interessante não é a Fóia, mas a Picota [o segundo lugar mais alto, a 774 metros], onde existem umas termas interessantíssimas a que se tem de ir a pé", exemplificou Ana Celorico Machado.
Um destes locais fica depois da Fóia, onde a paisagem humanizada está viva, com um grupo de casas habitadas ao redor de um vale. Ainda está lá tudo: os socalcos trabalhados, o riacho a passar, uma cascata, um pequeno milheiral, hortas, um pomar, o sobreiro "esticado" próprio de Monchique, alguns pinheiros e castanheiros, já com poucas das suas folhas largas, mas suficientes para preencher a paisagem com borrões amarelos e castanhos. Só falta a neve. Um Algarve nórdico irreconhecível.
É sábado e uma família sai de uma vivenda com a enxada na mão. "Como a agricultura está em regressão, as pessoas têm um emprego durante a semana e é ao fim-de-semana que o campo fica vivo", diz António Marques.
Nas últimas décadas quem se instala no interior serrano ou são casais estrangeiros mais velhos, ou famílias portuguesas também no final da vida. Os novos vão para a costa, onde há mais emprego, ou estudam em outras cidades do país. Entre 1993 e 2008 o concelho perdeu mais de mil habitantes. Em 1960 tinha mais de 14 mil pessoas.
Mas os tempos áureos da serra foram durante o século XIX, antes da campanha do trigo no Alentejo, quando Monchique alimentava a costa do Algarve. "Ao vermos a quantidade de socalcos, vemos a dimensão que isto tinha para a costa", diz o arquitecto.
A questão é que raras são as espécies que vivem sem o homem. "As paisagens desumanizadas desempenham muito poucas funções ecológicas, produzem muito pouco e ninguém faz turismo numa paisagem sem pessoas", disse durante o congresso em Lisboa Margarida Cancela d"Abreu, arquitecta paisagista e a actual presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas.
Olhar e ir embora
O Bio Parque contava com os projectos âncora que já existem hoje no concelho, como a mina que explora sianitos, rocha rara semelhante ao granito, ou as termas de Monchique, mais o investimento no turismo da natureza, para atrair outras actividades que pelo menos garantissem a manutenção desta paisagem.
Emílio Vidigal defende que o projecto "é importantíssimo para desenvolver a região". Mas o presidente da Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio diz que é necessário dinheiro para que isto aconteça e critica o Governo por ter prometido ajudas ao concelho na recuperação dos incêndios. "As expectativas criadas depois dos incêndios para recuperar as áreas ardidas ficaram no papel".
Por outro lado, alega que para os proprietários se candidatarem aos fundos do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) têm que ultrapassar uma burocracia que afasta muitas pessoas.
Já Hélder Água não acredita que o turismo traga mais-valia económica à serra. Além da situação económica, as "pessoas gostam da serra para ficar, olhar e ir embora". O presidente da associação dos apicultores aposta na indústria florestal e em empresas do papel como a Iberflorestal, a Portocel Soporcel ou a Silvicaima, uma empresa silvícola.
A perda do potencial da serra ultrapassa a economia. "Há uma desvalorização económica, mas também simbólica. O que o Bio Parque tinha de inovador era tentar revalorizar os produtos da serra", explica a antropóloga. "Antigamente existiam três locais de visita no Barlavento: Sagres, a Fóia e a praia da Rocha. A praia da Rocha já foi..." Monchique pode ser igual.
(Noticia: Público)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Macário apela à “recusa coletiva de pagamento de portagens” na Via do Infante
O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (Amal) apelou esta terça-feira à “recusa coletiva de pagamento de portagens” na Via do Infante.
Em comunicado assinado por Macário Correia, a Amal defende que “protestar e recusar coletivamente o pagamento [das portagens] será a melhor forma de nos insurgirmos contra a injustiça, manifestando a nossa indignação“.
Esta tomada de posição do Conselho Executivo da Amal, decidida ontem à noite, é um corte em relação à posição anterior, decidida em princípios de Outubro, quando os autarcas do Algarve admitiam a imposição de portagens na Via do Infante, desde que isso só acontecesse depois de estarem concluídas as obras de requalificação da EN125.
O endurecimento da posição das autarquias do Algarve surge depois de a Amal constatar que o Governo “já decidiu dar instruções para a colocação de 10 pórticos na Via do Infante, com vista à implementação de portagens“.
“Está iminente a colocação desses equipamentos, decorrendo já o processo de consulta aos empreiteiros“, acrescenta o comunicado assinado por Macário Correia.
Estes factos demonstram, segundo o presidente da Amal, que o Governo não está interessado no diálogo com os autarcas algarvios.
No seu comunicado, a Amal recorda que “durante dois meses“, “solicitou diversas vezes uma reunião com membros do governo a respeito do importante problema das portagens na Via do Infante“.
“Até ao momento, o Governo entendeu adiar o diálogo com os autarcas do Algarve“.
“Num regime onde os atos democráticos deviam prevalecer sobre a altivez, em vez de se analisar as singularidades do Algarve, distintas dos princípios de universalidade do país, o Governo segue a via de criar factos consumados à revelia do bom senso e do respeito pelo Algarve e pelos algarvios“.
Esta mais recente posição da Amal vem, curiosamente, ao encontro das posições defendidas pela Comissão de Utentes da Via do Infante, que ainda na sexta-feira promoveram uma marcha lenta à entrada de Faro, para demonstrar a precaridade da EN125 enquanto alternativa à A22.»
(Noticia: barlavento)
O apelo à anarquia é mais um exemplo do nanismo político de Macário Correia que com esta proposta de não pagamento colectivo de portagens no Algarve revela a sua absoluta falta de dimensão política para o exercício dos cargos que ocupa.
É claro que a Amal e os seus presidentes ao fazerem este apelo à desobediência civil estão preparados para assumir no futuro as multas que os automobilistas algarvios vão receber mas a ideia em si é pior que a consequência.
Este tipo de argumento populista é próprio das discussões ao final do dia, entre vizinhos e copos de três, nos cafés e nas tabernas mas não é de todo admissível num dirigente político eleito presidente de uma Capital de Distrito e presidente de uma Associação de Municípios.
A velha tese maoista da liberdade na ponta da espingarda pode ainda fazer mover alguns dirigentes do Bloco de Esquerda e da falsa Comissão de Utentes da Via do Infante mas não pode ser a linha de rumo dos autarcas algarvios.
Pela qualidade da democracia, em nome da ética republicana e contra o populismo provinciano, seria muito bom que os autarcas do PS viessem, rapidamente, a público repudiar este género populista e irresponsável de estar e fazer politica.
Em comunicado assinado por Macário Correia, a Amal defende que “protestar e recusar coletivamente o pagamento [das portagens] será a melhor forma de nos insurgirmos contra a injustiça, manifestando a nossa indignação“.
Esta tomada de posição do Conselho Executivo da Amal, decidida ontem à noite, é um corte em relação à posição anterior, decidida em princípios de Outubro, quando os autarcas do Algarve admitiam a imposição de portagens na Via do Infante, desde que isso só acontecesse depois de estarem concluídas as obras de requalificação da EN125.
O endurecimento da posição das autarquias do Algarve surge depois de a Amal constatar que o Governo “já decidiu dar instruções para a colocação de 10 pórticos na Via do Infante, com vista à implementação de portagens“.
“Está iminente a colocação desses equipamentos, decorrendo já o processo de consulta aos empreiteiros“, acrescenta o comunicado assinado por Macário Correia.
Estes factos demonstram, segundo o presidente da Amal, que o Governo não está interessado no diálogo com os autarcas algarvios.
No seu comunicado, a Amal recorda que “durante dois meses“, “solicitou diversas vezes uma reunião com membros do governo a respeito do importante problema das portagens na Via do Infante“.
“Até ao momento, o Governo entendeu adiar o diálogo com os autarcas do Algarve“.
“Num regime onde os atos democráticos deviam prevalecer sobre a altivez, em vez de se analisar as singularidades do Algarve, distintas dos princípios de universalidade do país, o Governo segue a via de criar factos consumados à revelia do bom senso e do respeito pelo Algarve e pelos algarvios“.
Esta mais recente posição da Amal vem, curiosamente, ao encontro das posições defendidas pela Comissão de Utentes da Via do Infante, que ainda na sexta-feira promoveram uma marcha lenta à entrada de Faro, para demonstrar a precaridade da EN125 enquanto alternativa à A22.»
(Noticia: barlavento)
O apelo à anarquia é mais um exemplo do nanismo político de Macário Correia que com esta proposta de não pagamento colectivo de portagens no Algarve revela a sua absoluta falta de dimensão política para o exercício dos cargos que ocupa.
É claro que a Amal e os seus presidentes ao fazerem este apelo à desobediência civil estão preparados para assumir no futuro as multas que os automobilistas algarvios vão receber mas a ideia em si é pior que a consequência.
Este tipo de argumento populista é próprio das discussões ao final do dia, entre vizinhos e copos de três, nos cafés e nas tabernas mas não é de todo admissível num dirigente político eleito presidente de uma Capital de Distrito e presidente de uma Associação de Municípios.
A velha tese maoista da liberdade na ponta da espingarda pode ainda fazer mover alguns dirigentes do Bloco de Esquerda e da falsa Comissão de Utentes da Via do Infante mas não pode ser a linha de rumo dos autarcas algarvios.
Pela qualidade da democracia, em nome da ética republicana e contra o populismo provinciano, seria muito bom que os autarcas do PS viessem, rapidamente, a público repudiar este género populista e irresponsável de estar e fazer politica.
ACRAL diz que IKEA vai criar 8 mil desempregados
A Associação Comercial da Região do Algarve (ACRAL) vê com "preocupação" a construção de mais uma grande superfície e alerta que a criação de emprego pelo grupo Ikea fará oito mil desempregados no comércio tradicional regional.
Um ano depois de ter anunciado pretensões de abrir uma loja e um centro comercial Inter IKEA em Loulé até 2015, a cadeia sueca Ikea vai celebrar quinta-feira, dia 02, "um contrato de cooperação" com a Câmara de Loulé, mas a criação de uma nova grande superfície no Algarve preocupa a ACRAL.
"Acredito que os dois mil postos de trabalho que o Ikea diz que vai criar no Algarve terá um impacto de oito mil desempregados no comércio tradicional da região para além dos 24 mil desempregados que já existem", disse João Rosado, em entrevista à Lusa.
João Rosado cita um estudo feito pela Universidade Católica, a pedido da Confederação do Comércio Português em 2004, que indica que por cada posto de trabalho criado numa nova grande superfície são extintos quatro no comeércio local".
O presidente da ACRAL refere,por exemplo, que muitas Pequenas e Médias Empresas de Loulé que se dedicam ao setor do móvel, nomeadamente em Almancil e Boliqueime, vão ressentir-se com a nova grande superfície.
Para sustentar a preocupação da ACRAL sobre o nascimento de mais uma nova grande superfície, João Rosado recorda um outro estudo, realizado pela Direção Regional de Economia do Algarve, a dar conta de "um excesso de grandes superfícies no Algarve" desde 2006/2008.
Em declarações à Lusa, a relações públicas da Ikea, Ana Teresa, explicou que o contrato de cooperação que vai ser assinado quinta-feira em Loulé "serve no fundo para confirmar a intenção da cadeia sueca em realizar o projeto no Algarve até 2015 e que se encontrou o como para avançar com o projeto".
Também em Loulé, mas no eixo Loulé/Quarteira, está equacionado um projecto da Auchan, denominado "Alegro Algarve", representando um investimento de 400 milhões de investimento e quatro mil postos de trabalho direto numa área total de 40 hectares.
(noticia: Observatório do Algarve)
Um ano depois de ter anunciado pretensões de abrir uma loja e um centro comercial Inter IKEA em Loulé até 2015, a cadeia sueca Ikea vai celebrar quinta-feira, dia 02, "um contrato de cooperação" com a Câmara de Loulé, mas a criação de uma nova grande superfície no Algarve preocupa a ACRAL.
"Acredito que os dois mil postos de trabalho que o Ikea diz que vai criar no Algarve terá um impacto de oito mil desempregados no comércio tradicional da região para além dos 24 mil desempregados que já existem", disse João Rosado, em entrevista à Lusa.
João Rosado cita um estudo feito pela Universidade Católica, a pedido da Confederação do Comércio Português em 2004, que indica que por cada posto de trabalho criado numa nova grande superfície são extintos quatro no comeércio local".
O presidente da ACRAL refere,por exemplo, que muitas Pequenas e Médias Empresas de Loulé que se dedicam ao setor do móvel, nomeadamente em Almancil e Boliqueime, vão ressentir-se com a nova grande superfície.
Para sustentar a preocupação da ACRAL sobre o nascimento de mais uma nova grande superfície, João Rosado recorda um outro estudo, realizado pela Direção Regional de Economia do Algarve, a dar conta de "um excesso de grandes superfícies no Algarve" desde 2006/2008.
Em declarações à Lusa, a relações públicas da Ikea, Ana Teresa, explicou que o contrato de cooperação que vai ser assinado quinta-feira em Loulé "serve no fundo para confirmar a intenção da cadeia sueca em realizar o projeto no Algarve até 2015 e que se encontrou o como para avançar com o projeto".
Também em Loulé, mas no eixo Loulé/Quarteira, está equacionado um projecto da Auchan, denominado "Alegro Algarve", representando um investimento de 400 milhões de investimento e quatro mil postos de trabalho direto numa área total de 40 hectares.
(noticia: Observatório do Algarve)
Associação dos Músicos de Faro promove desfile contra ação de despejo
«A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) promove, no sábado, dia 4, um desfile pelas ruas de Faro para protestar contra a ação de despejo que lhe foi movida pela empresa proprietária do prédio onde fica a sua sede.
Segundo a direção da ARCM, o desfile “pretende dar visibilidade à real possibilidade de dezenas de projetos musicais, grupos de teatro, grupos de dança e outros projetos artísticos que se desenvolvem na sede da ARCM, poderem ficar sem este espaço e serem obrigados a ficar na rua com todos o seus instrumentos musicais, equipamento sonoro ou material cénico“.
A concentração dos participantes terá lugar às 9h30 na sede da ARCM e o desfile percorrerá o centro da cidade de Faro, com passagem pelo Mercado Municipal, Teatro Lethes, Rua de Santo António, terminando no Coreto do Jardim Manuel Bívar.»
(Noticia: barlavento)
É fácil perceber e solidarizarmo-nos com o sentimento de vazio por que devem estar a passar os dirigentes e utilizadores da Associação Recreativa e Cultural de Músicos mas não podemos afogar neste projecto o direito à propriedade.
É curioso que numa matéria destas ainda não se tenha ouvido o presidente da Câmara de Faro que é sempre muito rápido a falar quando se tratam de matérias que não lhe dizem respeito directo.
Aqui, todos sabemos, que os proprietários dos antigos celeiros e da sede da Associação Recreativa e Cultural de Músicos vão necessitar da Câmara Municipal de Faro para aprovar seja o que for que pretendam para aquele quarteirão e numa operação urbanística daquela envergadura terão que existir conversações, negociações e cedências.
A solução para a Associação Recreativa e Cultural de Músicos passa por aqui. Por a Câmara reconhecer publicamente que a aprovação de um projecto imobiliário para aquela zona terá em conta as instalações, ali ou noutro lugar, para que aquela associação prossiga com o trabalho cultural que já nos habituou.
Segundo a direção da ARCM, o desfile “pretende dar visibilidade à real possibilidade de dezenas de projetos musicais, grupos de teatro, grupos de dança e outros projetos artísticos que se desenvolvem na sede da ARCM, poderem ficar sem este espaço e serem obrigados a ficar na rua com todos o seus instrumentos musicais, equipamento sonoro ou material cénico“.
A concentração dos participantes terá lugar às 9h30 na sede da ARCM e o desfile percorrerá o centro da cidade de Faro, com passagem pelo Mercado Municipal, Teatro Lethes, Rua de Santo António, terminando no Coreto do Jardim Manuel Bívar.»
(Noticia: barlavento)
É fácil perceber e solidarizarmo-nos com o sentimento de vazio por que devem estar a passar os dirigentes e utilizadores da Associação Recreativa e Cultural de Músicos mas não podemos afogar neste projecto o direito à propriedade.
É curioso que numa matéria destas ainda não se tenha ouvido o presidente da Câmara de Faro que é sempre muito rápido a falar quando se tratam de matérias que não lhe dizem respeito directo.
Aqui, todos sabemos, que os proprietários dos antigos celeiros e da sede da Associação Recreativa e Cultural de Músicos vão necessitar da Câmara Municipal de Faro para aprovar seja o que for que pretendam para aquele quarteirão e numa operação urbanística daquela envergadura terão que existir conversações, negociações e cedências.
A solução para a Associação Recreativa e Cultural de Músicos passa por aqui. Por a Câmara reconhecer publicamente que a aprovação de um projecto imobiliário para aquela zona terá em conta as instalações, ali ou noutro lugar, para que aquela associação prossiga com o trabalho cultural que já nos habituou.
Miguel Freitas: Algarve investe na economia social e no agroalimentar
No âmbito de uma iniciativa inédita, a direção do PS/Algarve elencou todos os investimentos públicos concretizados na região em 2010 e os que vão avançar no próximo ano inscritos no OE2011, em PIDDAC, no PO21 Algarve e nos programas nacionais direcionados para a região.
O levantamento foi efetuado em reuniões realizadas com as direções regionais, segundo as quais, em 2010, o investimento cifrou-se em 110 milhões de euros, enquanto em 2011 vai aumentar para 280 milhões de euros, particularmente em equipamentos sociais, acessibilidades, ambiente e segurança.
“Parece evidente a aposta da região na economia social, com investimentos na ordem dos 110 milhões de euros em escolas, creches, unidades de cuidados continuados, lares de terceira idade e equipamentos de apoio à deficiência e nos hospitais, em que as IPSS e as empresas da região deram uma resposta positiva e terão um papel importante na execução deste investimento”, refere Miguel Freitas, presidente do PS Algarve.
“Este é o setor com mais potencial para gerar emprego qualificado na região, empregando 22000 trabalhadores, dos quais 12000 com formação superior na área da saúde, educação e ação social”, salienta o dirigente socialista, para quem “este é um setor dinâmico e com dimensão para a internacionalização”.
No que concerne a fundos comunitários em diversos programas de apoio às empresas, os investimentos são de 80 milhões de euros, de acordo com dados da CCDRAlg, IAPMEI, Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA) e Direção Regional de Agricultura e Pescas.
“No que diz respeito ao incentivo às empresas, também vai crescer, particularmente no apoio ao setor agroalimentar, em que a região deve fazer uma aposta sólida e com perspetivas de futuro”, refere Miguel Freitas, para considerar que “o apoio às empresas deve ser orientado para alterar o perfil produtivo da região, com mais valor acrescentado e produtos de qualidade superior”.
PS Algarve e parceiros sociais preocupados com emprego na região
De forma a dar a conhecer aos parceiros sociais o quadro real dos investimentos públicos, a nova
direção do PS promoveu reuniões com associações empresariais e sindicatos da região, procurando auscultar a sua sensibilidade para o estado da região.
Segundo Miguel Freitas, “a preocupação central partilhada com os parceiros sociais é a de que o investimento público possa ser uma alavanca para a economia regional, de forma a impulsionar mais emprego e a concretização de projetos estruturantes, essenciais a um desenvolvimento sustentado”.
Para o também deputado, os encontros com os parceiros sociais permitiram recolher “um conjunto de sugestões sobre programas de emprego e qualificação” nomeadamente das associações empresariais ACRAL, AECOPS, AHETA, AIHSA e, ainda, a Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA), bem como da União dos Sindicatos do Algarve USAL/ CGTP e os representantes distritais da UGT.
Na próxima semana, o PS Algarve reúne-se com representantes das IPSS e visita alguns equipamentos sociais da região.
(Noticia: barlavento)
O levantamento foi efetuado em reuniões realizadas com as direções regionais, segundo as quais, em 2010, o investimento cifrou-se em 110 milhões de euros, enquanto em 2011 vai aumentar para 280 milhões de euros, particularmente em equipamentos sociais, acessibilidades, ambiente e segurança.
“Parece evidente a aposta da região na economia social, com investimentos na ordem dos 110 milhões de euros em escolas, creches, unidades de cuidados continuados, lares de terceira idade e equipamentos de apoio à deficiência e nos hospitais, em que as IPSS e as empresas da região deram uma resposta positiva e terão um papel importante na execução deste investimento”, refere Miguel Freitas, presidente do PS Algarve.
“Este é o setor com mais potencial para gerar emprego qualificado na região, empregando 22000 trabalhadores, dos quais 12000 com formação superior na área da saúde, educação e ação social”, salienta o dirigente socialista, para quem “este é um setor dinâmico e com dimensão para a internacionalização”.
No que concerne a fundos comunitários em diversos programas de apoio às empresas, os investimentos são de 80 milhões de euros, de acordo com dados da CCDRAlg, IAPMEI, Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA) e Direção Regional de Agricultura e Pescas.
“No que diz respeito ao incentivo às empresas, também vai crescer, particularmente no apoio ao setor agroalimentar, em que a região deve fazer uma aposta sólida e com perspetivas de futuro”, refere Miguel Freitas, para considerar que “o apoio às empresas deve ser orientado para alterar o perfil produtivo da região, com mais valor acrescentado e produtos de qualidade superior”.
PS Algarve e parceiros sociais preocupados com emprego na região
De forma a dar a conhecer aos parceiros sociais o quadro real dos investimentos públicos, a nova
direção do PS promoveu reuniões com associações empresariais e sindicatos da região, procurando auscultar a sua sensibilidade para o estado da região.
Segundo Miguel Freitas, “a preocupação central partilhada com os parceiros sociais é a de que o investimento público possa ser uma alavanca para a economia regional, de forma a impulsionar mais emprego e a concretização de projetos estruturantes, essenciais a um desenvolvimento sustentado”.
Para o também deputado, os encontros com os parceiros sociais permitiram recolher “um conjunto de sugestões sobre programas de emprego e qualificação” nomeadamente das associações empresariais ACRAL, AECOPS, AHETA, AIHSA e, ainda, a Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA), bem como da União dos Sindicatos do Algarve USAL/ CGTP e os representantes distritais da UGT.
Na próxima semana, o PS Algarve reúne-se com representantes das IPSS e visita alguns equipamentos sociais da região.
(Noticia: barlavento)
Portimão: Derrama zero
«Neste mês, as autarquias do País decidiram os impostos municipais que estarão em vigor em 2011.
A conjuntura não dá sinais de retoma no sector imobiliário e existirão cortes substanciais nas transferências do Estado para as autarquias. Estas, por sua vez, terão de reforçar os valores em apoio social. Resumindo, os primeiros indicadores apontam para que em cerca de 80% dos municípios se registe um agravamento de impostos municipais.
Não falaria verdade se dissesse que Portimão vai ser excepção. De facto, simultaneamente com o corte generalizado que iremos fazer nas despesas, em alguns casos de 60%, haverá um agravamento da taxa de IMI (antiga contribuição autárquica).
No entanto, sublinho a opção de não aplicarmos qualquer derrama (imposto municipal) sobre o lucro tributável das empresas sediadas em Portimão, ou que no concelho se queiram sediar.
Será mais de um milhão de euros que não entrará nos cofres da autarquia, mas o objectivo é claro: ajudar a manter ou criar postos de trabalho e promover e incentivar a fixação de empresas no concelho.»
(Noticia: Correio da Manhã)
Mais um presidente de Câmara que não cumpre a deliberação da AMAL de colocar todos os impostos e taxas no limite máximo. Depois de Lagoa, Albufeira, Loulé e agora Portimão, cada vez mais se percebe quem verdadeiramente cria e precisava da cobertura da AMAL para aumentar cegamente os impostos e taxas no seu concelho.
A conjuntura não dá sinais de retoma no sector imobiliário e existirão cortes substanciais nas transferências do Estado para as autarquias. Estas, por sua vez, terão de reforçar os valores em apoio social. Resumindo, os primeiros indicadores apontam para que em cerca de 80% dos municípios se registe um agravamento de impostos municipais.
Não falaria verdade se dissesse que Portimão vai ser excepção. De facto, simultaneamente com o corte generalizado que iremos fazer nas despesas, em alguns casos de 60%, haverá um agravamento da taxa de IMI (antiga contribuição autárquica).
No entanto, sublinho a opção de não aplicarmos qualquer derrama (imposto municipal) sobre o lucro tributável das empresas sediadas em Portimão, ou que no concelho se queiram sediar.
Será mais de um milhão de euros que não entrará nos cofres da autarquia, mas o objectivo é claro: ajudar a manter ou criar postos de trabalho e promover e incentivar a fixação de empresas no concelho.»
(Noticia: Correio da Manhã)
Mais um presidente de Câmara que não cumpre a deliberação da AMAL de colocar todos os impostos e taxas no limite máximo. Depois de Lagoa, Albufeira, Loulé e agora Portimão, cada vez mais se percebe quem verdadeiramente cria e precisava da cobertura da AMAL para aumentar cegamente os impostos e taxas no seu concelho.
Unidade móvel sobre depressão está em Faro
A unidade móvel integrada na primeira campanha nacional sobre o tema, denominada “A depressão dói. Mas pode deixar de doer“, estará hoje e sexta-feira, dias 2 e 3 de Dezembro, no Largo de São Francisco, em Faro.
“A depressão dói. Mas pode deixar de doer” tem por objectivo falar sobre a depressão “numa perspectiva integrada, informar, esclarecer e desmistificar muitas dúvidas que ainda existem e modificar comportamentos e atitudes perante uma doença que tem uma dimensão emocional e física”.
No camião que vai estar em Faro, as pessoas poderão, através de conteúdos interactivos, perceber o que é a depressão, como se manifesta e quais os sintomas associados, o seu impacto no dia-a-dia de uma pessoa, visitar as regiões do cérebro envolvidas na depressão e responder a um auto diagnóstico que pode ser impresso para levar ao médico.
“Procurar ajuda especializada é fundamental para diagnosticar e tratar os sintomas emocionais e físicos associados à doença”, refere a empresa Lilly Portugal, que organiza a iniciativa com o apoio da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.
(Noticia: Região Sul)
“A depressão dói. Mas pode deixar de doer” tem por objectivo falar sobre a depressão “numa perspectiva integrada, informar, esclarecer e desmistificar muitas dúvidas que ainda existem e modificar comportamentos e atitudes perante uma doença que tem uma dimensão emocional e física”.
No camião que vai estar em Faro, as pessoas poderão, através de conteúdos interactivos, perceber o que é a depressão, como se manifesta e quais os sintomas associados, o seu impacto no dia-a-dia de uma pessoa, visitar as regiões do cérebro envolvidas na depressão e responder a um auto diagnóstico que pode ser impresso para levar ao médico.
“Procurar ajuda especializada é fundamental para diagnosticar e tratar os sintomas emocionais e físicos associados à doença”, refere a empresa Lilly Portugal, que organiza a iniciativa com o apoio da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.
(Noticia: Região Sul)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
População algarvia sobe com imigração
O número de estrangeiros que em 2009 pediu estatuto legal de residente registou no Algarve uma taxa quatro vezes maior do que a média nacional.
Este facto pesou de sobremaneira no crescimento populacional do distrito de Faro que foi dos maiores do País de acordo com os anuários estatísticos do INE ontem divulgados. O crescimento natural - mais nascimentos do que mortes - foi também positivo (0,02%), com destaque para os concelhos de Albufeira (0,56%) e Portimão (0,22%).
No crescimento natural da população ficaram ainda no positivo Faro (0,10%), Lagoa (0,11%), Lagos (0,14%), Loulé (0,11%) e Olhão (0,11%). Pelo contrário, perderam população Alcoutim (-2,09%), Monchique (1,17%) e já abaixo de 1%, Aljezur, Castro Marim, São Brás de Alportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Stº António.
Quanto aos concelhos que ganharam população estrangeira, a maior taxa pertence a Aljezur, com 3,36%, seguido do concelho de Albufeira com 3,22% e Lagos 3,16%.
Em todo o Algarve, só Alcoutim com 0,13% e São Brás de Alportel aparecem abaixo da média geral do País (0,58%). Nos restantes, há os que dobram - Olhão e Vila Real de Santo António - e os triplicam, como Faro, Castro Marim, Lagoa, Loulé, Monchique, Portimão, Silves, Tavira e Vila do Bispo.
O balanço por género revela uma ligeira maioria do sexo masculino com 216 434 homens para 216 589 mulheres. Os concelhos no Sul onde existem mais mulheres são Vila Real de Santo António, Portimão, Olhão, Lagos e Faro.
As diferenças em maior número de habitantes do sexo masculino chega aos 5 mil nas idades entre os 25 e os 64 anos, sendo as mulheres maioritárias na faixa etária acima dos 75 anos.
(Noticia: Correio da Manhã)
Cinco meses com a maior taxa de desemprego de sempre
O Eurostat reviu em alta a taxa de desemprego de Setembro, para 11,1%, o que significa que recorde histórico registado em Portugal se estendeu ao longo de cinco meses e que o emprego sazonal habitual no verão não inverteu a tendência deste problema. Em Outubro, a taxa foi de 11%.
De acordo com o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), em Outubro havia em Portugal 604 mil pessoas à procura de trabalho, 11% da população activa, mais 0,8 pontos percentuais que no mesmo mês do ano passado. O Eurostat reviu ainda em alta a taxa de Setembro, para 11,1%, 608 mil desempregados. O máximo foi atingido em Junho, com 611 mil.
A taxa de desemprego na zona euro passou dos 10% em Setembro (9,9 no mesmo mês de 2009)para os 10,1 em Outubro. Na União Europeia (UE) a 27, a taxa foi de 9,6%, o mesmo valor registado em Setembro - um ano antes era de 9,4.
Espanha com 4,8 milhões de desempregados
Entre os países da UE sobre os quais já há dados de Outubro, Portugal ocupa o quarto pior lugar. Espanha está há dois meses nos 20,7% (recorde de 4,8 milhões de pessoas sem trabalho), seguida da Eslováquia (14,7%) e da Irlanda (14,1%). Em Setembro estavam também pior que Portugal a Eslovénia (12,2), a Estónia (16,2), a Lituânia (18,4), a Letónia (19,4). As mais baixas taxas de desemprego, por sua vez, situam-se na Holanda (4,4%), na Áustria (4,8%) e Luxemburgo (5%).
O Eurostat estimou, para o conjunto dos 27, a existência de 23,15 milhões de desempregados, dos quais 15,94 milhões concentrados na zona euro. No espaço de um ano, a taxa de desemprego nos homens passou de 9,8% para 9,9% na zona euro e de 9,5% para 9,6% na UE.
(Noticia: Diário de Noticias)
De acordo com o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), em Outubro havia em Portugal 604 mil pessoas à procura de trabalho, 11% da população activa, mais 0,8 pontos percentuais que no mesmo mês do ano passado. O Eurostat reviu ainda em alta a taxa de Setembro, para 11,1%, 608 mil desempregados. O máximo foi atingido em Junho, com 611 mil.
A taxa de desemprego na zona euro passou dos 10% em Setembro (9,9 no mesmo mês de 2009)para os 10,1 em Outubro. Na União Europeia (UE) a 27, a taxa foi de 9,6%, o mesmo valor registado em Setembro - um ano antes era de 9,4.
Espanha com 4,8 milhões de desempregados
Entre os países da UE sobre os quais já há dados de Outubro, Portugal ocupa o quarto pior lugar. Espanha está há dois meses nos 20,7% (recorde de 4,8 milhões de pessoas sem trabalho), seguida da Eslováquia (14,7%) e da Irlanda (14,1%). Em Setembro estavam também pior que Portugal a Eslovénia (12,2), a Estónia (16,2), a Lituânia (18,4), a Letónia (19,4). As mais baixas taxas de desemprego, por sua vez, situam-se na Holanda (4,4%), na Áustria (4,8%) e Luxemburgo (5%).
O Eurostat estimou, para o conjunto dos 27, a existência de 23,15 milhões de desempregados, dos quais 15,94 milhões concentrados na zona euro. No espaço de um ano, a taxa de desemprego nos homens passou de 9,8% para 9,9% na zona euro e de 9,5% para 9,6% na UE.
(Noticia: Diário de Noticias)
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