quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Via do Infante: Comissão de utentes entrega presente de Natal "envenenado"

Seis representantes da Comissão de Utentes da Via do Infante trajados com batas, capacetes, óculos e auscultadores entregaram hoje no Governo Civil um presente de Natal "envenenado" para contestar a introdução de portagens naquela estrada.

Numa ação surpresa, os seis homens tencionavam entregar à Governadora Civil de Faro uma caixa negra ilustrada com um símbolo alusivo à morte e onde se podia ler "contém chip", mas acabaram por ser recebidos pelo chefe de gabinete.

"Esta oferta de Natal é tóxica, explosiva e liberta substâncias nocivas para a economia regional", ironizou António Almeida, membro da comissão, que diz esperar que o conteúdo da caixa fique "congelado durante décadas".

Dentro da caixa estava um chip dourado, uma t-shirt para a Governadora Civil com a inscrição "Portajar a Via do Infante é dar mobilidade ao acidente" e um conjunto de trabalhos que envolveram técnicas como a colagem e a pintura.

"Estavam também fragmentos da bandeira do partido político no poder onde se lê 'mentiu', uma planta aérea de Loulé com a indicação de a EN125 é uma rua e desenhos de cruzes com a inscrição do número 125", disse António Almeida.

O facto de apresentarem uma indumentária de proteção tem a ver com o "alerta para o risco potencial da introdução de portagens na Via do Infante", já que portajar aquela via é "adiar o desenvolvimento da região".

Quanto ao hipotético "chip" que o grupo entregou no Governo Civil, António Almeida diz esperar que essa hipótese esteja "só na cabeça do engenheiro Sócrates e de Pedro Passos Coelho" já que não passa de uma hipótese "tonta".

"Temos direito à mobilidade com segurança para poder governar as nossas vidas e construir o progresso", resume, lembrando que a construção da Via do Infante permitiu o decréscimo dos acidentes mortais na EN 125.

"Portajar a Via do Infante prejudica todo o comércio e afasta muitos turistas da região, especialmente os espanhóis", sublinha.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Faro: Pólo de Saúde de Montenegro da USF Ria Formosa inaugurado pelo secretário de Estado

As instalações do Pólo de Saúde de Montenegro da Unidade de Saúde Familiar (USF) Ria Formosa de Faro foram inauguradas ontem, terça-feira, pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro.

A remodelada extensão de Montenegro da USF Ria Formosa é composta por uma equipa de três médicos, três internos e alunos de medicina, três enfermeiros e dois administrativos, com um horário de funcionamento das 8 às 18 horas, permite dar médico de família a mais de quatro mil utentes.

O coordenador da USF Ria Formosa, António Rodrigues, aproveitou o momento para agradecer à ARS Algarve e ao ACES Central “por proporcionarem a esta USF duas boas estruturas físicas e um bom equipamento, à altura de se proporcionar um bom serviço aos nossos utentes”.

Citado em comunicado pela ARS, o responsável fez um balanço bastante positivo do trabalho realizado pela equipa da unidade, destacando que em cerca de oito meses de funcionamento, em termos quantitativos, há uma média já superior a 3500 consultas por médico.

Na sua intervenção, o secretário do Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, sublinhou que a inauguração destas instalações “é um bom dia para o Serviço Nacional de Saúde”.

“A nossa missão é termos condições para prestarmos melhores serviços aos cidadãos e naturalmente que as condições físicas também fazem parte dessa melhoria. Por um lado, permitem que os cidadãos se sintam melhor, mais satisfeitos e mais bem integrados e por outro ajudam que os profissionais possam exercer a sua actividade com melhores condições”, acrescentou.

A cerimónia oficial de inauguração deste pólo contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, além de membros do Conselho Directivo da ARS Algarve, da direcção do ACES Central, e do presidente do Conselho da Comunidade do ACES Central, António Eusébio.

A USF Ria Formosa, inaugurada em Abril e com sede na Rua de Portugal, em Faro, abrange cerca de 12 mil utentes do concelho de Faro. Existem nove unidades do tipo no Algarve.
(Noticia: Região Sul)

Saúde mental leva reviravolta no Algarve

Ala de psiquiatria está a ser remodelada, com alguns pacientes lá dentro. Falta de espaço impossibilitava outras opções, diz Administração, que garante que o futuro vai ser melhor para os doentes.

Foram obras de cerca de um mês, com pó no ar e barulho, mantendo no interior alguns funcionários e parte dos pacientes da Psiquiatria.

Mas o pior já passou, garante a administração do Hospital de Faro, que diz que agora há apenas obras menores ao nível das instalações sanitárias.

Em declarações ao Observatório do Algarve Ana Paula Gonçalves, presidente do Conselho de Administração do Hospital, admite que a situação gerou alguns inconvenientes, mas diz que tudo faz parte de um plano maior, de reestruturação da área da saúde mental no Algarve, ao nível hospitalar, para garantir maior proximidade com os pacientes.

“Nós temos, no Plano Nacional de Saúde, um novo paradigma que inclui mais saúde comunitária e cuidados de proximidade com os doentes, evitando o internamento ou dando altas mais cedo, para tratá-los nas suas residências”, diz.

Segundo a responsável, o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, que funciona junto à Escola Superior de Saúde candidatou-se a dois financiamentos do Alto Comissariado da Saúde, um para melhorar as condições de internamento e outro para intervir na área comunitária.

Do primeiro, fazem parte as obras de substituição integral do pavimento, áreas sanitárias (ainda em curso), zonas de fumo e salas de espera. Do segundo, a aquisição de veículos (um deles financiado pelo programa, o outro pelo próprio Hospital de Faro) que permitam a equipas multidisciplinares o atendimento fora de Faro, em Albufeira e Loulé.

“Nós adquirimos viaturas para que os médicos se possam deslocar aos Centros de Saúde, mas com equipas que incluem médicos psiquiatras, psicólogos e enfermeiros e ainda técnicos do serviço social”, afirma Ana Paula Gonçalves.

A ideia, diz, é promover o atendimento de proximidade e assim diminuir o internamento na Psiquiatria, evitando ao mesmo tempo que os pacientes que vivem longe de Faro tenham episódios de agudização da doença.

“É um mundo diferente de doença daquela a que estamos em geral habituados, é de facto um mundo às vezes à parte mas que tem muita proximidade e muita afectividade por parte dos pacientes”, reconhece a presidente do Hospital de Faro, admitindo que a actual separação dos espaços, entre a Unidade e o Hospital, não é intencional nem desejável.

“No novo Hospital, quando estiver feito, a Psiquiatria está englobada dentro do próprio edifício e estará lá integrada com o seu próprio espaço. E isso é o ideal porque estes pacientes também podem ter complicações de outro tipo, como toda a gente e ter de recorrer aos outros serviços do Hospital”, explica.

Actualmente, em média, o serviço tem cerca de 35 pacientes internados mas há muitos outros que recorrem apenas às consultas externas seja em Faro, junto à Escola Superior de Saúde, perto do Fórum Algarve, seja agora também em Loulé e Albufeira, nos respectivos Centros de Saúde.

Nos últimos tempos, o serviço consegue já garantir o atendimento durante todos os dias da semana, exceptuando o período nocturno, em que situações muito agudas terão de recorrer à Urgência geral ou, em último recurso, ser transferidas para Lisboa.

Por outro lado, o Hospital contratou também uma especialista em Pedopsiquiatria, para atender os mais novos, serviço que funciona no edifício do Hospital de Faro.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Algarve: União dos Sindicatos acusa Governo de ter atitude "criminosa" ao "facilitar despedimentos"

A União dos Sindicatos do Algarve acusou hoje o Governo de ter uma atitude “criminosa” ao propor medidas para “facilitar os despedimentos” e alertou que a região pode chegar a janeiro com “valores nunca antes atingidos” de desemprego.

A estrutura sindical fez hoje um protesto na baixa de Faro e entregou no Governo Civil um conjunto de presentes com inscrições sobre medidas de austeridades para, segundo o dirigente António Goulart, “num gesto simbólico devolver ao Governo as ‘prendas’ que deu aos trabalhadores”.

Cerca de três dezenas de dirigentes sindicais marcharam pela Rua de Santo António e Jardim Manuel Bívar até ao Governo Civil e levaram as “prendas” onde se podiam ler: “redução de salários”, “aumento do pão 12 por cento”, “aumento da eletricidade 3,8 por cento”, “despedimentos”, “destruição de carreiras” ou “grupo Alicoop em perigo”.

O dirigente da União dos Sindicatos considerou que as medidas “estão a direcionar o essencial dos sacrifícios para as camadas mais desfavorecidas da população e os trabalhadores” e “não resolvem a crise”, porque “vão introduzir na economia um efeito recessivo, estrangular as micro, pequenas e médias empresas e conduzir a um crescimento do desemprego”.

Isto "num quadro em que no país temos cerca de 600 mil desempregados e na região, segundo dados oficiais, tínhamos em novembro mais de 28 mil. E tudo se perspetiva para que cheguemos ao mês de janeiro com valores nunca atingidos na região”, alertou.

António Goulart disse que as “perspetivas apontam para 33 mil desempregados em janeiro” e “uma taxa de desemprego perto dos 15 por cento”, mas frisou que a “estimativa pode pecar por defeito” porque “surgem todos os dias encerramentos de empresas e despedimentos coletivos", de que são exemplo a Groundforce, a Unicofa ou o grupo Luna Hotéis.

“Chamo também a atenção para a situação particularmente difícil que atravessa a Alicoop. É urgente que sejam concretizadas as promessas de apoio por parte do poder político e do Instituto de Apoio as Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), porque corremos o risco de também aí termos mais uma centenas largas de trabalhadores com o posto de trabalho em perigo e muitas micro empresas da região a desaparecerem”, acrescentou o dirigente sindical.

António Goulart defendeu que “o normal era o Governo adotar políticas de promoção do emprego”, mas considerou que “as medidas anunciadas para discussão, nomeadamente sobre a possibilidade de embrandecer despedimentos, estão a fazer um descarado e imoral convite ao desemprego”.

“É inadmissível esta situação e creio mesmo que, no quadro em que o país vive, é criminoso falar em facilitação de despedimentos”, afirmou.

À chegada ao Governo Civil de Faro, a União dos Sindicatos foi recebida pela adjunta da governadora (Isilda Gomes), que ouviu os motivos do protesto e garantiu que os transmitiria à responsável do Governo da república na região do Algarve.
(Noticia: Região Sul)

Bloco de Esquerda diz que Ministério do Trabalho abandonou trabalhadores da Groundforce

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social enviou ao Bloco de Esquerda uma resposta sobre a situação dos trabalhadores da Groundforce que o BE considera ser "a constatação inequívoca de que o Governo abandonou os trabalhadores despedidos desta empresa".

Limita-se este Ministério, nesse documento, a referir que "decorrem as negociações do processo de despedimento coletivo em causa", e que "a situação irá continuar a ser acompanhada pelos serviços competentes na tutela deste ministério".

Nesta resposta, salienta o BE, "nem uma palavra sobre a grave situação social a que estes trabalhadores estão agora votados, fruto do despedimento, nem uma linha para dar conta de que existe preocupação para a sua realidade imediata".

"Esta não é, senão, a confirmação de que o Governo votou estes trabalhadores ao abandono e à sua própria sorte".

O Bloco de Esquerda não pode deixar de denunciar aquilo que considera ser uma "inaceitável insensibilidade do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social sobre este despedimento coletivo".

"Com toda a 'naturalidade', o Governo mais não faz do que abandonar estes trabalhadores escudando-se no argumento da 'legalidade' do processo".

O Bloco rejeita esta atitude de total alheamento do Governo face ao futuro destes 336 trabalhadores e não pode deixar de se solidarizar com a sua situação.

Assim, a deputada Cecília Honório estará esta quinta-feira em Faro, para um encontro, às 14h00, com uma delegação de trabalhadores da empresa, que terá lugar no aeroporto desta cidade.
(Noticia: barlavento)

Pedro Passos Coelho visita o Algarve

O líder nacional do PSD Pedro Passos Coelho vai estar hoje no Algarve.

Do programa, consta uma reunião com a AHETA e outra com IPSS do Algarve, bem como um almoço com presidentes de Câmara, vereadores e presidentes de secção do partido na região.

"Com esta visita, o líder do PSD irá ouvir dos algarvios as dificuldades sentidas na região que, nos últimos anos, tem sido esquecida pelo Governo", dizem os social-democratas em comunicado.

Luís Gomes, presidente da Comissão Política Distrital do Algarve do PSD, irá também colocar o líder do partido ao corrente das necessidades da região, face aos problemas que esta tem vindo a enfrentar.

Programa da visita ao Algarve:
11h00 - Receção na Câmara Municipal de Albufeira
11h30 - Reunião com AHETA - Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, com empresários do turismo na região do Algarve - Sede da AHETA em Albufeira
13h00 - Almoço com Presidentes de Câmara, 1º Vereadores, nos municípios onde o PSD é oposição e presidentes de secções - Albufeira
15h30 - Reunião com as IPSS da região – Biblioteca Municipal de Faro
(Noticia: barlavento)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Faro: CFC fazem participação ao Ministério Público contra autarquia para “evitar crime urbanístico”

O movimento independente Cidadãos com Faro no Coração (CFC) anunciou hoje que vai fazer uma participação ao Ministério Público e outras entidades para evitar que a autarquia cometa “um crime urbanístico” no Largo do Mercado.

De acordo com o comunicado enviado pelo grupo de cidadãos, que contam com um representante na assembleia municipal de Faro, em causa estará um processo que consideram “suspeito”, envolvendo uma alteração de cariz urbanístico para aquela zona.

“Ilegalmente, a câmara tem em curso um processo ‘suspeito’ para aprovar no supercongestionado Largo Francisco Sá Carneiro (Largo do Mercado) a construção de prédios de oito e sete pisos para substituir os dominantes de dois e quatro pisos”, argumentam os CFC, liderados pelo antigo presidente da câmara, José Vitorino.

A câmara, acrescenta-se no comunicado, “quer fazê-lo através de um estudo de conjunto” que, “sendo um instrumento de gestão territorial ilegal”, o que justificou uma exposição daquele movimento junto da Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU).

Esta entidade terá emitido “um parecer negativo às pretensões” da autarquia. Os CFC citam o documento: “Os instrumentos de gestão territorial disponibilizados aos municípios são os que compreendem as figuras do Plano Director Municipal, Plano de Urbanização e Plano de Pormenor (…) Os estudos de conjunto não podem ser considerados instrumentos de gestão territorial.”

Quando o estudo foi apresentado em assembleia municipal pelo executivo, aquele movimento diz ter feito recomenda escrita ao presidente da câmara para que fosse retirado, o que não aconteceu, pelo que o seu representante votou contra.

Os Cidadãos com Faro no Coração consideram “grave” a conduta da autarquia, acrescentando: “Ainda é mais grave (e até pode ser ‘suspeita’) por duas razões: porque, em 2008, foi aprovado pela autarquia a elaboração de um PP para o Largo, ao qual a câmara agora quer ‘fugir’; e porque na documentação que enviou à assembleia, a câmara escondeu a relevante questão do PP, não lhe fazendo qualquer referência.”

O próximo passo deste grupo de cidadãos passa por enviar uma “participação às entidades fiscalizadoras, Ministério Público e IGAOT - Inspeção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território”.

“O objectivo é travar os propósitos da câmara em satisfazer as pressões dos interesses imobiliários, com prejuízo do interesse público e da qualidade de vida dos cidadãos, transformando o largo num espaço ainda mais insuportavelmente massificado, para a circulação automóvel e pedonal, ruído, falta de espaços verdes e de lazer”, rematam.

O Região Sul tentou obter uma reacção do presidente da câmara, Macário Correia, mas fonte do seu gabinete disse que o autarca "nunca comentou qualquer comunicado ou acusação deste movimento e não o vai fazer agora”.
(Noticia: Região Sul)

O mesmo autarca que diz usar o Facebook para falar com os cidadãos não comenta uma posição pública de um grupo de cidadãos que concorreu nas últimas eleições autarquicas e que até tem representação política na Assembleia Municipal. Isto diz bem do que pensa Macário Correia da democracia.

A questão levantada pelo ex. presidente da Câmara de Faro eleito pelo PSD, José Vitorino e pelo grupo de Cidadãos com Faro no Coração é pertinente e deve ser seguida com atenção, neste e noutros casos, onde perventura a autarquia tenha optado por idêntica solução "estudo de conjunto", instrumento de planeamento que a Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano não reconhece.

Aguarde-se.

Câmara de Faro distribui cabazes de Natal a famílias carenciadas

«A exemplo dos anos anteriores, a Câmara Municipal de Faro vai distribuir, até 23 de Dezembro, cerca de 350 cabazes de Natal pelas famílias mais carenciadas do concelho.

Esta medida enquadra-se na política social prosseguida pela Autarquia, que visa apoiar os mais desfavorecidos e permitirá proporcionar às famílias mais carentes uma ceia de Natal mais digna.

O cabaz é composto por bens alimentícios e a iniciativa conta com o envolvimento do Conselho Local de Apoio à Integração de Imigrantes, a Associação Nossa Senhora dos Navegantes, da Fundação António Silva Leal, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e as Juntas de Freguesia do concelho.

A título simbólico, o presidente da Câmara José Macário Correia entregará, no próximo dia 23 de Dezembro, às 18h30, no Salão Nobre da autarquia, 50 cabazes a famílias oriundas das freguesias de São Pedro e Sé.»
(Noticia: barlavento)

A distribuição de cabazes de Natal pelas famílias mais carenciadas do Concelho é uma iniciativa solidária que há vários anos se repete em Faro e na maioria dos concelhos algarvios. Estas acções, longe de quebrar o ciclo de pobreza persistente destes agregados, têm a bondade de permitir uma Seia de Natal mais farta e impedir que a fome se sente à mesa destas famílias na noite da consoada.

Contudo fazer desta distribuição de géneros alimentares uma cerimónia solene, chamando as famílias ao Salão Nobre para que o presidente da Câmara ofereça os cabazes, é uma exploração da necessidade alheia que não se compadece com a virtude da solidariedade.

A prática em Faro, até hoje, era a de técnicas e funcionários da Divisão de Acção Social levarem os cabazes de Natal às famílias que regularmente acompanham, sem fotografias e sem exploração política. Querer tirar dividendos políticos da distribuição de alimentos pelos mais pobres é transformar uma iniciativa de solidariedade numa acção de caridade para obtenção de proveito político.

Protocolo une 17 instituições no apoio aos sem abrigo de Faro

A Câmara de Faro assinou, no passado dia 14 de Dezembro, um Protocolo de Cooperação com diversas entidades regionais e locais, com vista à formalização do Grupo de Trabalho para a Pessoa Sem-Abrigo que compõe o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo.

Trata-se da criação de um NPISA, tal como é preconizado pela Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo, Prevenção, Intervenção e Acompanhamento (2009-2015).

Este Núcleo resulta de uma parceria efetiva de 17 entidades (organismos de âmbito concelhio e regional e de cariz governamental e não governamental) que, em estreita articulação, se dedicam à problemática dos sem-abrigo no Concelho de Faro.

Considerando que, na maioria dos casos, a situação de sem-abrigo compromete e/ou resulta do não acesso a outros direitos, a Câmara salienta que "foi reconhecida localmente a necessidade de envolvimento dos vários atores no terreno na identificação dos problemas que estão na base destas situações e na construção e implementação de medidas específicas com vista à sua resolução/minimização".

Considerando que os Municípios detêm competências no âmbito do desenvolvimento e da ação social que o Município de Faro presta particular atenção a estes casos de exclusão social, tanto mais que, na “Carta Social do Concelho de Faro (Diagnóstico Social e no Plano de Desenvolvimento Social 2008-2013)” a população sem-abrigo constitui-se como uma das dimensões de prioridade de intervenção concelhia.

"A situação de sem-abrigo é umas das formas mais extremas e mais visível de exclusão, em que o caráter de privação múltipla é patente, e diferencia-se dos demais desfavorecidos e excluídos porque se verifica a falta de habitação e emprego, e a existência de debilidades ao nível educativo, a perda das redes sociais de integração social (familiar, grupos de amigos, de relações de solidariedade a nível da vizinhança). Em suma, perderam as suas redes de filiação à vida social", salienta a autarquia.

Parceiros que integram o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo:
Município de Faro
Junta de Freguesia da Sé
Junta de Freguesia de S. Pedro
Policia de Segurança Publica
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
Centro Distrital de Segurança Social de Faro
Grupo de Ajuda a Toxicodependentes
Movimento de Apoio à Problemática da Sida
Santa Casa da Misericórdia de Faro
Centro Paroquial de S. Pedro
Centro Paroquial de S. Luís
Delegação Regional do Algarve do Instituto da Droga e da Toxicodependência
Hospital de Faro
Agrupamento de Centros de Saúde do Algarve I – Central
Centro de Apoio aos Sem-Abrigo
Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Faro
Rede Europeia Anti-Pobreza
(Noticia: barlavento)

PSD Algarve lamenta “desperdício de dinheiro público” na barra da Fuseta

O PSD Algarve lamenta o desperdício de fundos públicos aplicados nas obras da barra da Fuseta que, cinco dias após a sua inauguração, foi encerrada oficialmente ao tráfego marítimo.

Os social-democratas algarvios irão questionar os ministros das tutelas face a este “desbaratar” de dinheiro dos contribuintes.

Realizadas no âmbito do Programa Polis da Ria Formosa, as obras de recuperação do cordão dunar e abertura de uma nova barra na chamada zona da Toca do Coelho, na ria Formosa, conjuntamente com o encerramento da antiga barra de acesso ao porto de pesca da Fuseta, estão orçadas em cerca de dois milhões de euros.

”A nova barra foi aberta à navegação no passado dia 25 de Novembro e foi oficialmente fechada ao tráfego marítimo apenas cinco dias após a sua inauguração, tendo-se revelado completamente ineficaz para cumprir o desígnio que se propunha”, salienta o PSD Algarve, em comunicado.

Os social-democratas recordam “que a comunidade da Fuseta vinha alertando para a inutilidade das obras, sem que tais apelos tivessem merecido qualquer acolhimento dos organismos desconcentrados do Estado com competências de jurisdição, gestão e segurança do litoral”.

Estas obras são, na opinião do presidente do PSD Algarve Luís Gomes, “um excelente exemplo de ineficiência, falta de transparência e de rigor na utilização de dinheiros públicos, bem como, da descoordenação na forma como atuam os organismos desconcentrados do Estado e os governantes que os tutelam”.

Para o presidente dos social-democratas algarvios, “é absolutamente lamentável que o Estado tome a iniciativa de promover a construção de infraestruturas tão caras sem que, previamente, esteja convenientemente avaliado o risco e garantido que tais investimentos são absolutamente seguros e não autênticas formas de desbaratar o dinheiro dos contribuintes”.

”Ninguém pode ficar indiferente quando foram literalmente jogados ao mar cerca de dois milhões de euros dos contribuintes e alguns dirigentes de serviços continuam a dizer-nos que o que aconteceu foi fruto do azar”, disse ainda Luís Gomes.

”Este processo é, a todos os títulos, lamentável e espelha bem a forma arrogante, tão caraterística da Administração Central portuguesa, no modo de lidar com os conhecimentos e a participação dos cidadãos nos processos de tomada de decisão”, acrescentou.

”Igualmente, a inimputabilidade dos dirigentes de serviços e de altos responsáveis políticos da tutela, com a qual não nos podemos conformar, sobretudo num quadro em que os recursos são tão escassos e os sacrifícios que o Governo pede aos portugueses é tão exigente como sucede actualmente”, concluiu Luís Gomes.

À exceção do IPTM - Instituto Portuário e Transportes Marítimos que, três dias antes da abertura da barra, fez questão de salvaguardar a sua posição e chamar à atenção para a alta instabilidade natural daquele troço de costa, outras entidades com jurisdição na segurança e fiscalização marítima “arrogantemente ignoraram os reiterados avisos da comunidade piscatória para aquilo que acabaria por suceder”.

Por isso, “com vista ao cabal esclarecimento de todas as questões relacionadas com o desastre financeiro e operacional da empreitada da nova barra da Fuseta, o PSD, através dos seus deputados eleitos pelo Algarve na Assembleia da República, vai pedir explicações aos ministros do Ambiente e Ordenamento do Território, da Agricultura e Pescas e da Defesa (tutela das capitanias de Porto)”.

O PSD Algarve quer saber:
- Qual a razão para que a obra tenha avançado, sabendo-se de antemão que incidia numa área especialmente assinalada no POOC- Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura-Vila Real de Santo António como sendo de elevada susceptibilidade ao assoreamento e galgamento oceânico?
- Quais os estudos técnicos que fundamentaram tais decisões dos dirigentes envolvidos no processo de adjudicação sem que estivesse garantida, à partida, a sua total eficácia em matérias de segurança marítima e respeito ambiental, conjugadas com a prossecução dos interesses da comunidade piscatória da Fuseta?
- Foi ou não efetuado Estudo de Impacte Ambiental ou Avaliação Ambiental Estratégica previamente à empreitada e, caso tenham sido dispensados, quais as razões que justificaram tal decisão?
- Como está o Governo a pensar resolver definitivamente a situação da comunidade piscatória da Fuseta e a precariedade do tráfego marítimo de embarcações na ria Formosa entre o canal da Fuseta ao mar?
(Noticia: barlavento)

O PSD tem razão em questionar a obra da Fuseta e as bases cientificas em que se baseou esta intervenção. Mais, dois anos depois da sua criação julgo que este é também o momento de questionar toda a actuação da Sociedade Polis. O que está feito? Quanto dinheiro já foi gasto e em quê?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Unidade de Cuidados Continuados de Estoi será composta por 41 camas e criará 40 postos de trabalho

Foi lançada a primeira pedra da Unidade de Cuidados Continuidades de Estoi, propriedade da Fundação Algarvia de Desenvolvimento Social, que tem mais projetos idênticos em carteira.

"Este novo projeto foi pensado há 15 anos. Sempre foi nossa intenção intervir na área da terceira idade", revelou Luís Coelho, presidente da Fundação Algarvia de Desenvolvimento Social, que lançou a primeira pedra de uma unidade de cuidados continuados a ser construída na freguesia de Estoi.

A cerimónia, que foi presidida pela ministra da Saúde Ana Jorge, decorreu no Cinema Ossónoba, naquela vila do concelho de Faro, no passado dia 11.

Luís Coelho adiantou que a Fundação "vai ter muitas outras intervenções nesta área, não com ideias economicistas, mas de apoio ao setor mais carenciado. Esta é a primeira obra, mas temos em fase adiantada o processo para desenvolvermos em Monchique um outro projeto".

A ministra Ana Jorge lembrou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido a nível da rede de cuidados continuados no país, que existe há já quatro anos, sendo o Algarve uma das regiões onde maior incremento se verificou.

"O ideal seria que os mais velhos ficassem o mais tempo possível nas suas casas, mas por vezes isso não pode ser. E o Algarve tem respondido às necessidades, através do apoio domiciliário alargado e da abertura de unidades para cuidados continuados", acrescentou Ana Jorge, concluindo que "Portugal mais solidário é capaz de dar resposta aos mais carenciados".

A Unidade de Cuidados Continuados de Estoi é composta por 41 camas para internamento de manutenção ou longa duração, fica implantada numa área de terreno de 2372,31 metros quadrados, e é constituída por dois pisos, estando o seu custo final previsto em 2,53 milhões de euros, estimando-se que dentro de 14 meses a obra esteja concluída. Este projeto é financiado ao abrigo do Programa Modelar e vai ser edificado num terreno cedido pela Câmara de Faro.

O projeto da autoria da "Mech Consultores" procurou envolver o edifício com o espaço público, nomeadamente com o Centro de Saúde, utilizando na sua construção materiais da região, como pedra e reboco branco.

Outra das soluções contempladas é o recurso às energias renováveis, como contribuição para uma melhor eficiência energética, proporcionando condições de conforto e de qualidade do ar interior e reduzindo os custos dos consumos energéticos.

A Fundação Algarvia de Desenvolvimento Social procura expandir a sua atividade, daí ter desenvolvido um projeto para a construção desta unidade de cuidados continuados integrados, estando prevista a criação de 30 a 40 postos de trabalho.»
(Noticia: barlavento)

Mais um projecto do anterior Executivo Socialista da Câmara de Faro. A Unidade de Cuidados Continuados de Estoi nasce num terreno cedido pelo anterior Executivo da Câmara de Faro à Fundação Algarvia de Desenvolvimento Social que ainda no anteiror mandato viu a sua candidatura ao Programa Modular ser aprovada.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Algarve: PS acusa PSD de ter “uma grande dose de ignorância”

O líder regional do PS Algarve, Miguel Freitas mostrou-se hoje disponível para fornecer os dados sobre a economia do Algarve à direção do PSD algarvio, "para acabar com a «perplexidade» e também com a grande dose de ignorância manifestada sobre esta matéria”. Luis Gomes promete “analisar".

Sobem de tom as críticas entre as direções regionais de socialistas e sociais democratas. Face ao anúncio, pelo também deputado Miguel Freitas, de um levantamento sobre o investimento no Algarve para 2011 iria atingir 280 milhões, o presidente da comissão política do PSD reagiu, afirmando que se tratava de “contabilidade criativa”.

Em resposta, o líder regional socialista afirma que “a perplexidade da direção do PSD mostra uma grande dose de ignorância ao confundir PIDDAC regionalizado com investimento na região, confusão que hoje já ninguém é capaz de fazer no país”.

Miguel Freitas rejeita as acusações do PSD quanto à credibilidade do levantamento efetuado sobre o investimento na região, lembrando que o PS o realizou “junto das direções Regionais, empresas públicas e parcerias público-privadas (PPP) e do qual já deu conhecimento aos parceiros sociais, designadamente às associações empresariais e sindicatos”.

Luís Gomes espera “a volta do correio”
O presidente do PSD Luís Gomes, em declarações ao Observatório do Algarve, comenta a propósito: “Vamos aguardar o envio dos números, na volta do correio, e vamos analisá-los” sem querer avançar outros dados.

O deputado Miguel Freitas critica hoje a posição da direção social democrata de ontem: “O PSD Algarve insiste em olhar para o Orçamento de Estado da forma como quer, foi capaz de reconhecer que haverá um aumento este ano no PIDDAC regional para 60 milhões de euros, mas não é capaz de ir mais longe ”.

Referindo-se à intenção igualmente anunciada ontem pelo PSD de colocar ao Governo questões, através ds seus deputados, na Assembleia República, que permitissem aferir dos investimentos na região, Miguel Freitas adianta que “o PSD pode pedir ao Governo toda a informação que quiser, mas ela já existe e está disponível porque esse trabalho já está feito por nós junto das entidades regionais”.

O parlamentar socialista discrimina depois os investimentos que já tornara públicos anteriormente no âmbito da ronda que tem efetuado junto de entidades e parceiros sociais regionais, em comunicado enviado às redações.

Contas do PS somam 280 milhões de investimento
Segundo Miguel Freitas, "em 2011 o investimento em 8 escolas do Algarve feito pela Parque Escolar será de 80 milhões de euros, verba que está centralizada no OE no Ministério da Educação".

Quanto à EN 125, está prevista a concretização de obra "em praticamente toda a plataforma entre Vila do Bispo e Vila Real de Santo António e arrancar com variantes e ligações à Via do Infante, no volume de investimento próximo dos 100 milhões de euros".

Relativamente ao programa POLIS, entre a Ria Formosa e a Costa Vicentina, a programação financeira é de 38 milhões de euros e Miguel Freitas alerta que “houve o cuidado de considerar dificuldades de execução inerentes a um processo complicado e considerar apenas 15 milhões de euros, equivalente ao investimento de 2010”.

A continuidade das obras do aeroporto, em que a ANA vai investir 25 milhões de euros no próximo ano e as intervenções previstas no orçamento Instituto Nacional da Água (INAG) na ordem dos 5 milhões de euros na praia de D. Ana em Lagos e de Albufeira, enquanto a Estradas de Portugal, investirão 3 milhões em manutenção das vias algarvias, são outras das contas avançadas pelo líder dos socialistas algarvios.

“Todo este investimento, no valor aproximado de 220 milhões de euros não está em PIDDAC regionalizado - que por si consagra 60 milhões - porque é da responsabilidade de organismos centrais e de empresas públicas ou mesmo de parcerias público-privadas”, como é o caso da EDIFER, empresa responsável pela concessão Algarve Litoral para a obra na EN 125.

Assim, Miguel Freitas “estranha tanto desconhecimento por parte de quem tem responsabilidades políticas na região”.

Números merecem credibilidade
O líder socialista endurece a crítica ao seu opositor político lembrando que “ os números divulgados pelo PS Algarve foram recolhidos junto das entidades regionais e portanto merecem toda a credibilidade da nossa parte”.

“Aguarda-se que o PSD Algarve não entre na linha de desvalorizar a região e os seus responsáveis, contrariando na prática o que defende em comunicados”, salienta.

Hospital central depende do fecho do concurso
O presidente do PS Algarve adianta a propósito do Hospital Central do Algarve que “nenhuma verba foi prevista neste levantamento de investimento para 2011” já que o concurso não está fechado, embora os trâmites concursais estejam a cumprir o calendário e só depois da adjudicação final será possível com precisão conhecer a sua programação financeira.

“Lamento que a direção do PSD Algarve tenha enveredado por um caminho de escaramuça e desconfiança política, não procurando esclarecer-se, nem junto dos organismos públicos da região, nem pedindo de forma correta e oficial os números ao PS Algarve, que teríamos muito gosto em ter fornecido de forma detalhada, atitude que não serve os algarvios”, conclui Miguel Freitas.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Trabalhadores da UNICOFA pedem suspensão de contrato de trabalho

Mais de meia centena de trabalhadores da Cooperativa Abastecedora de Produtos Alimentares (UNICOFA) vai pedir nos próximos dias suspensão de contrato de trabalho devido a ordenados e subsídios de Natal em atraso.

Em entrevista à Lusa, Acácio Santana, responsável pela área comercial da UNICOFA e um dos trabalhadores com ordenados e subsídio de Natal em atraso, explicou que dos 115 trabalhadores “60 a 70 por cento vão pedir suspensão do contrato de trabalho.

“Metade do subsídio de Natal ainda não foi liquidado e há dois meses de salários em atraso”, revelou Acácio Santana, explicando que a suspensão de contrato de trabalho é a solução encontrada para a maioria dos trabalhadores que não podem ficar sem rendimentos. Esta solução permite aos trabalhadores pedirem o subsídio de desemprego e conseguirem desta forma uma fonte de rendimento.

Os quatro estabelecimentos da UNICOFA, localizados em Faro, Tavira, Lagos e Alvoz -, vão manter-se para já “abertos” com os “serviços mínimos”, mas os níveis de stock são “muito baixos” por causa de problemas de tesouraria e podem vir a escassear, acrescentou a mesma fonte.

A empresa UNICOFA tem cerca de dois mil clientes, designadamente supermercados algarvios e hotelaria.

O capital social da UNICOFA é de dois milhões e meio e a avaliação patromonial cifra-se nos 20 milhões de euros.

“A suspensão dos contratos de trabalho da maioria dos trabalhadores é transitória”, refere Acácio Santana, referindo que se a empresa conseguir vender algum património” ou se a banca ceder à UNICOFA um empréstimo de cerca de quatro milhões de euros para o plano de viabilidade, os funcionários podem regressar aos postos de trabalho.

A UNICOFA surgiu em 1972 quando alguns comerciantes de Faro sentiram a necessidade de baixar os preços que praticavam e hoje, com 33 anos tem quatro pontos de cashs no Algarve, sendo a em Faro, na zona do Areal Gordo.

Em 1986 a UNICOFA aderiu à UNIARME, na década de 90 foi criada a marca “Loja Fresca” no sentido de uniformizar a imagem das lojas associadas.

Actualmente a UNICOFA está integrada na cooperativa UNIMARK (de âmbito nacional).
(Noticia: Região Sul)

Faro: Câmara coloca à venda terreno para bomba de combustivel

A Câmara de Faro decidiu pôr à venda, através de hasta pública, um terreno destinado à edificação de um posto de combustível, na zona de Vale de Carneiros, junto à rotunda da avenida Cidade de Hayward.

O terreno tem uma área total de três mil metros quadrados e apresenta um valor-base de licitação de 823 mil euros. As propostas de compra serão recebidas até ao próximo dia 7 de Fevereiro, decorrendo a praça no dia seguinte, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Refira-se que a autarquia farense aposta na venda de património como forma de arrecadar receitas que permitam atenuar a sua grave situação financeira.
(Noticia: Correio da Manhã)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Há MAL ou não AMAL?

«Na pose ‘l’AMAL c’est moi’, o Presidente da C.M. de Faro apelou à desobediência e à resistência dos algarvios face às portagens da Via do Infante, no que foi aplaudido pelas conhecidas comissões de utentes.

Há mal nisso? Há! Desde logo por falta de legitimidade e de mandato para falar em nome dos autarcas. Depois porque, como todo o País assistiu, a imposição das portagens do Algarve é do PSD (que consegue, na oposição, aquilo que Jorge Sampaio não lhe deu tempo para fazer no governo com o CDS em 2004!) e traz para a rua um debate que, responsavelmente, devia impor aos órgãos nacionais do seu partido.

Mais: abre um mau precedente para os munícipes recusarem o pagamento das taxas municipais dos equipamentos desportivos, do estacionamento e dos transportes, das águas e do lixo, etc.

Definitivamente, esta atitude ilegítima e demagógica não é da AMAL!»
Júlio Barroso, Presidente da Câmara de Lagos (Crónica: Correio da Manhã)

Não poderia estar mais de acordo com o presidente da Câmara de Lagos.

aqui e aqui havíamos defendido que perante a demagogia e o populismo do presidente da Amal não restava outro caminho aos autarcas do PS se não demarcarem-se do irresponsável apelo lançado por Macário Correia à desobediência civil.

Aplaudo, por isso, a verticalidade de Júlio Barroso, um independente eleito e duplamente reeleito presidente da Câmara de Lagos pelo Partido Socialista que revelou ter coragem intelectual para denunciar que a AMAL está mal e que a democracia e a ética republicana se defendem não dando guarida a ataques populistas mesmo quando no imediato os eleitores possam não o entender.

Mas onde estão os presidentes de câmara de Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Tavira, Aljezur ou Vila do Bispo todos, ao contrário de Júlio Barroso, militantes e dirigentes de longa data do PS e alguns dos quais com grandes ambições (nacionais e regionais) políticas?

sábado, 11 de dezembro de 2010

Hospital Central do Algarve pode ter luz verde no início do próximo ano

«A ministra da Saúde, Ana Jorge, disse hoje, em Faro, esperar ter “luz verde” para a construção do Hospital Central do Algarve no início do próximo ano, porque é uma “mais-valia para a saúde” e permitirá “conter custos”.

“Hoje estamos a 11 de dezembro e é pouco provável que seja ainda em 2010, mas estamos na final da análise de um concurso complexo de análise das Parcerias Público Privadas para a construção do novo hospital, em que o interesse público tem que estar garantido, mas está no bom caminho e esperamos que nos primeiros meses do próximo ano haja luz verde para isso”, afirmou Ana Jorge.

A governante disse ter “esperança” de que a crise não afectará a construção do novo hospital, no dia em que esteve no lançamento do livro que assinala 30 anos da existência do Hospital Distrital de Faro (que a nova unidade irá substituir), escrito pelo jornalista algarvio Neto Gomes.

“(A crise) Afeta no sentido de que foi preciso analisar dentro das PPP (as mais necessárias). Achamos que a construção desta casa nova é uma mais valia em saúde e permite algumas economias na gestão desta casa (Hospital de Faro). Achamos que vai ser feita porque houve uma boa análise”, afirmou a ministra.

Ana Jorge disse estar “com esperança de que a crise não vá afetar” a construção e no próximo seja possível “pensar na transferência deste hospital, que tem 30 anos, para outro de grande dimensão e maior qualidade”.

A governante seguiu depois para Estói, no concelho de Faro, onde vai lançar a primeira pedra da Unidade Cuidados Continuados de Longa Duração de Estói (Alcaria Branca), e à tarde estará em Portimão, na inauguração da Unidade de Cuidados Continuados Al-Vita.

“Estas unidades fazem parte integral da rede de cuidados continuados. Vamos lançar agora (em Estói) a primeira pedra de uma unidade de uma Instituição Privada Solidariedade Social (IPSS) da Fundação Algarve e que é construída ao abrigo do Programa Modelar, que dá apoio financeiro para a construção. São unidades de longa duração e que tem 13 meses para a sua conclusão”, frisou Ana Jorge.

A governante sublinhou que o estado comparticipa, através do Programa Modelar 2, “com 750 mil euros par a construção, com garantia de que é feita com as regras definidas e é uma unidade de longa duração”.

“A outra Unidade (Em Portimão) é de uma entidade privada que a construiu e em cujo lançamento da primeira pedra estive presente há um ano atrás e hoje está pronta para ser aberta”, enalteceu ainda a ministra.

Ana Jorge precisou que também “faz parte da rede, de um contrato assinado com a Administração Regional de Saúde do Algarve para a sua abertura e é fruto da ligação que o sector privado tem feito com saúde nesta área dos cuidados continuados”.

“Foi construída só com a sua capacidade, mas é contratualizada com as mesmas regras que no sector social”, acrescentou ainda a responsável da pasta da saúde.

Questionada sobre a demissão da Alta Comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, e sobre quem iria gerir o dinheiro que lhe estava atribuído, Ana Jorge garantiu que “nada está posto em causa, porque não é dinheiro do Alto Comissariado, mas que este geria para prestar cuidados de saúde”.

“E esse vão manter-se”, afirmou, frisando que no âmbito da extinção do organismo está “prevista no Plano Nacional de Saúde, com o acordo de as actividades do Alto Comissariado serem integradas noutros serviços, e estava combinada há muito tempo”.»
(Noticia: Região Sul)

Duas boas noticias para Faro e para o Algarve.

A primeira: A Ministra da Saúde reafirmou em Faro a construção do Hospital Central do Algarve, adiantando os primeiros meses de 2011 para a tomada de decisão política.

Ainda que se adivinhe que a oposição ao Governo venha desvalorizar este anuncio - verdade seja dita não é o primeiro, nem o segundo - este dossier não tem ponto de fuga para o PS e, em particular para o PS Algarve. Ou o Hospital avança até ao fim do Governo Sócrates - termine este quando terminar - ou o Partido Socialista entrará em campanha eleitoral no Algarve sem qualquer credibilidade.

A Segunda: Arrancaram as obras de construção da Unidade de Cuidados Continuados de Estoi. Trata-se de uma proposta eleitoral do PS Faro nas últimas eleições autárquicas, cujo processo teve inicio no anterior Executivo da Câmara de Faro com a doação de um terreno municipal à Fundação Algarvia de Desenvolvimento Social do Algarve.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Faro: Macário Correia desloca-se ao Brasil para tentar captar investidores para hotéis no concelho

«O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, desloca-se hoje, quinta-feira a S. Paulo, no Brasil, para desenvolver “diplomacia económica”, com o objetivo de tentar captar investidores para apostarem unidades hoteleiras na capital algarvia.

Tentar captar empresários do Brasil para investir numa unidade hoteleira na Penha, junto à Universidade do Algarve, e na Fábrica da Cerveja (centro de Faro) ou trazer concorrentes para participar nos concursos dos Núcleo de Desenvolvimento Turístico (NDT) do concelho de Faro para 1030 camas são alguns dos temas que Macário Correia quer negociar no Brasil.

Em declarações à Lusa, o chefe de gabinete da Presidência da Câmara de Faro, explicou que a deslocação de quatro dias é um “exercício de diplomacia” para dar a conhecer o quadro de oportunidades que Faro oferece a um país com uma “economia pujante e com propensão para investimentos em mercados externos”.

Segundo Cristóvão Norte, o autarca Macário Correia vai levar um conjunto de 10 temas para abordar junto dos empresários brasileiros, designadamente a intenção de captar investidores para a construção de unidades hoteleiras na Penha e na Fábrica da Cerveja e captar concorrentes para as NDT do concelho de Faro, que até ao momento a Câmara ainda não recebeu nenhuma propostas.

Os investidores nacionais estão “inibidos” e “numa economia globalizada e fortemente concorrencial em que os capitais circulam sem restrições, impõe-se que se lance mão de todos os instrumentos para captar investimento”, adianta uma nota de imprensa enviada hoje à comunicação social.

Macário Correia chega ao estado de São Paulo na quinta-feira, dia 09, pelas 07:00 estando marcado para esse dia um almoço com empresários brasileiros e da comunidade portuguesa.

“Serão mais de 10 atos institucionais que têm exigido a preparação de dossiers diversos e que temos esperança que venham a significar a consecução de investimentos no concelho”, acrescenta o comunicado de imprensa.

Macário Correia regressa a Faro no dia 12 de Dezembro.»
(Noticia: Região Sul)

Fabuloso não é a estória de "exercício de diplomacia" que a Câmara de Faro nos quer vender. Fabuloso, verdadeiramente fabuloso, é julgarem que alguém acredita nisto.

Como diria Eça de Queiróz "a uníca crítica é a gargalhada!"

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Portugal tem meio milhão de voluntários activos

Portugal tem meio milhão de voluntários activos, em várias áreas, e "muitos outros" - cerca de um milhão - participam em "acções de voluntariado esporádicas", revelou, ao JN, Elza Chambel, presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNPV).

Dados de 2001 apontam a existência, no país, de um milhão e 500 mil voluntários, distribuídos por várias áreas, mas, segundo Elza Chambel, não o serão todos em continuidade. De acordo com a responsável, o voluntariado está presente em, "praticamente, todos os domínios". Da acção social ao apoio a crianças e jovens em associações desportivas, passando pela saúde e pelo apoio a presidiários, entre outros.

Elza Chambel sublinha, também, a existência de voluntariado empresarial, exemplificando com o Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial (GRACE). Mais: entende que "está a haver uma actualização dos domínios do voluntariado", com as pessoas a envolverem-se na cultura, no ambiente ou na defesa dos direitos dos animais, por exemplo.

Hernâni Caniço, presidente da Saúde em Português - Associação de Profissionais de Cuidados de Saúde Primários dos Países de Língua Portuguesa, diz que faltam condições para exercer o voluntariado. O responsável desta Organização Não Governamental (ONG) em prol da saúde e dos direitos humanos nota que há menos voluntários e associa isso a um despacho do Ministério da Saúde (MS) que "proíbe a concessão da comissão gratuita de serviço" aos médicos e enfermeiros que vão em missões humanitárias através de ONG.

"Esta proibição significa que os médicos e os enfermeiros perdem o vencimento. Como é possível dizer-lhes para irem fazer voluntariado para o Haiti ou para o Sri Lanka?", questiona Hernâni Caniço, que afirma ter sido solicitada ao MS uma audiência sobre o assunto, em Maio, que ainda não foi concedida.

Mas o mesmo foi já exposto ao secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, que, segundo o médico, "foi sensível". O JN tentou ouvir o MS, em tempo útil, sem êxito.

Na óptica de Hernâni Caniço, 2011 promete dificuldades, pelo que "todas as acções de voluntariado são necessárias". Numa altura em que acaba de ser lançado, em Bruxelas, o Ano Europeu das Actividades de Voluntariado que Promovam uma Cidadania Activa - 2011, Elza Chambel lembra que o voluntariado é "muito mais do que uma acção sócio-caritativa": "É a promoção da cidadania."
(Noticia: Jornal de Noticias)

Algarve instala primeiras placas de classificação turística do país

O Novo Sistema de Classificação Turística chega hoje às portas dos hotéis da região.

O Hotel Real Marina, em Olhão, e o Hotel Memo Baleeira, em Sagres, vão ser os dois primeiros hotéis a ostentar a nova classificação. As placas informativas vão ser descerradas na presença do Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade e do presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão.

Importa recordar que o processo ainda está em curso e os prazos legais estabelecidos decorrem até ao final deste ano. Entretanto, os empreendimentos que já procederam à sua classificação ou reconversão já podem afixar as placas a partir da próxima semana.

De acordo com as informações divulgadas, estas placas têm um prazo de validade de quatro anos para a classificação dos empreendimentos turísticos e o número do Registo Nacional de Turismo.

A primeira sessão terá lugar segunda-feira, às 10h30, no Hotel Real Marina, em Olhão. A segunda placa será colocada, às 16h00, no Hotel Memo Baleeira, em Sagres, numa cerimónia presidida também pelo Secretário de Estado do Turismo.
(Noticia: Jornal do Algarve)

BE exige explicações ao Governo sobre viabilização da Alicoop

O Bloco de Esquerda (BE) apresentou um pedido de audição parlamentar do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, sobre o atraso no financiamento do plano de viabilização do grupo Alicoop, de Silves.

Para o BE, o impasse na concretização do projeto que permite viabilizar a Alicoop e as políticas públicas para o comércio, “suscitam a necessidade de esclarecimentos do Governo, através de Fernando Serrasqueiro, o secretário de Estado responsável pelo setor”.

Detentora das empresas Macral, Geneco e Alisuper - a maior cadeia de supermercados do Algarve -, a Alicoop entrou em processo de insolvência em agosto de 2009, mas um plano proposto pelos credores e trabalhadores, e homologado pelo Tribunal de Silves em julho deste ano, demonstrou a viabilidade do grupo.

O apoio manifestado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), através de um plano para acautelar o financiamento de uma nova empresa para a integração da Alicoop, contribuiu para desbloquear a incerteza quanto ao futuro do grupo.

O Bloco de Esquerda considera que os atrasos do IAPMEI na atribuição do financiamento estão a colocar a recuperação da Alicoop “em risco e o encerramento volta a estar sobre a mesa”.

Em outubro passado, os responsáveis pelo projeto de viabilização do grupo Alicoop, já tinham manifestado a sua preocupação com o que classificaram de “novas exigências burocráticas” apresentadas pelo IAPMEI, que “suscitaram interrogações ao processo de viabilização”.

Aqueles responsáveis consideram que as exigências “contrariam todos os compromissos e promessas assumidos desde julho” e exigiram reuniões com o Governo na tentativa de ultrapassar “os entraves”.

Contudo, e após reuniões “inconclusivas” com o secretário de Estado Fernando Medina, os responsáveis pela gestão do projeto, manifestaram-se “apreensivos” com o futuro do grupo e dos cerca de 380 trabalhadores da maior cadeia de supermercados do Algarve.

O requerimento do BE sobre a audição parlamentar do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, será votado na reunião da Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia na próxima terça-feira.
(Noticia: Região Sul)

Futebol Algarvio: Resultados do fim-de-semana


Liga Zon Sagres

Benfica / Olhanense – 2/0
Portimonense / Sporting – 1/3




Campeonato Nacional da 2.ª Divisão, Zona Sul

Farense / Pinhalnovense – 0/1
Louletano / Praiense – 0/0
Operário / Lagoa – 3/0


Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, Série F

Pescadores da Costa da Caparica / Esperança de Lagos – 1/1
Beira Mar / Cova da Piedade – 1/2
Sesimbra / Messinense – 3/0


Campeonato Distrital da 1.ª Divisão

Faro e Benfica / Moncarapachense – 3/2
Silves / Culatrense – 1/1
CDR Quarteirense / Almacilense – 0/0
Imortal / Guia – 4/2
Castromarinense / Campinense – 0/2
Ferreiras / Odeáxere – 1/2
Aljezurense / Quarteira SC – 0/1
Armacenenses / Lusitano VRSA – 1/2


Campeonato Distrital da 2.ª Divisão

11 Esperanças / Ginásio de Tavira – 1/4
Bensafrim / Estombarenses – 1/2
Sambrasense / Machados – 0/2
Padernense / CDR Quarteirense – 4/0
Serrano / Alvorense – 1/0
Monchiquense / Santaluziense – 0/2
 (Fonte: Associação de Futebol do Algarve)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Faro: Dezenas de Músicos protestam por não terem sala de ensaio

«Dezenas de músicos do Algarve desfilaram hoje, em Faro, numa marcha de sensibilização da população para a falta de espaços de ensaio, depois de uma ordem de despejo de um associação decretada pelo tribunal a pedido de uma promotora imobiliária.

O protesto, organizado pela Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM), percorreu algumas ruas da cidade em direção ao Jardim Manuel Bívar, no centro de Faro, onde os músicos recordaram o papel que têm tido na vida cultural da capital algarvia nos últimos 20 anos.

Armindo Dias, sócio fundador da ARCM, explicou à Lusa que estão em causa várias componentes artísticas, como "música, dança, teatro, DJ" e "31 bandas em 18 salas de ensaio, fora os espetáculos".

"Foi um desfile de sensibilização para o que se está a passar e mostrar que não estamos a fim de sair dali sem ter um novo espaço", afirmou Armindo Dias.

O sócio fundador da ARCM de Faro disse que o sentimento da associação é de "fé no futuro", porque "a situação pode ser resolvida", apesar de ter a noção de que é necessário deixar o atual espaço.

“Nós sabemos perfeitamente que temos de sair daquele local, que não é nosso, foi vendido e tem um senhorio. Agora, não podemos é parar aquele projeto de maneira nenhuma, porque se pararmos nem que seja dois dias é o mesmo que acabar com a ARCM e o trabalho cultural que fez nos últimos 20 anos", acrescentou.

Questionado sobre a solução, Armindo Dias respondeu que "está a ser tratada com o presidente da câmara de Faro (Macário Correia), que tem um terreno em vista" para ceder à associação. No entanto, a concretização desta cedência "está dependente de pareceres da Administração da Região Hidrográfica (ARH) e do Parque Natural da Ria Formosa, entre outros".

"É um terreno, no caminho para o cais novo, logo a seguir ao caminho de ferro, entre as salinas e a passagem de nível. Estamos fartos de reconstruir, levámos a vida inteira a reconstruir espaços degradados e, por isso, a nossa exigência é ter um espaço definitivo para construir e não reconstruir", acrescentou.

Armindo Dias apela ainda à intervenção do ex-presidente da Câmara de Faro Luís Coelho, atual presidente da Assembleia Municipal e procurador da empresa que avançou com a ação de despejo, a Cleber, que tem um projeto imobiliário para o espaço onde está o edifício atualmente ocupado pela ARCM.

"O senhor Luís Coelho foi autarca, é presidente da AM e tem responsabilidade na situação. Sabia que estávamos ali quando fez este negócio e só tem de ajudar-nos a resolver o problema, associar-se a nós e fazer parte da resolução, não do problema", defendeu.

"Precisamos de um espaço e de um arranque inicial rápido para pôr o pessoal nas salas de ensaio, porque a sala de espetáculos pode vir depois. O essencial é garantir os ensaios", reiterou.»
(Noticia: Observatório do Algarve)

A preocupação e a luta dos músicos da ARCM na resolução definitiva do problema do seu espaço sede é tão justa que facilmente nos contagia e mobiliza.


Ainda que não conheça em profundidade o trabalho que a Associação Recreativa e Cultural de Músicos desenvolve o que dele conheço não deixa dúvidas de que esta associação farense deve ser apoiada e que merece o empenho e o comprometimento sincero da Câmara Municipal de Faro.

Como já, aqui e aqui, o dissemos num negócio imobiliário avaliado em 36 milhões de euros o menor dos problemas é arranjar uma sede para a ARCM, sendo que quanto mais conheço deste processo e mais noticias leio maior é a convicção com que fico de que desde o início que a Câmara de Faro tem uma solução para os músicos.

Os protestos e os alertas da ARCM são genuínos mas a Câmara de Faro está a tentar ampliar as dificuldades para mais tarde surgir, qual salvador, com uma solução que sabe desde o início qual é.

Há, neste caso, entre o Presidente da Câmara e o promotor imobiliário, que por coincidência é o presidente da Assembleia Municipal, um teatro de sombras, que era, claramente, dispensável.

Crianças portuguesas são as mais pobres

De 24 países analisados pela UNICEF, Portugal é o que apresenta maior taxa de pobreza das crianças, mesmo após a atribuição de subsídios. Significa isto que os apoios sociais são demasiado pequenos ou o esforço do Estado não será transversal à família dos menores.

Os subsídios estatais de apoio aos menores e às suas famílias, destinados a combater a pobreza infantil em Portugal, não são os suficientes, nem os mais indicados, para inverter a dimensão deste flagelo social. A conclusão consta no estudo da UNICEF "As crianças que ficam para trás", que analisou as desigualdades entre 24 países que integram a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE).

Segundo o relatório, que se reporta a dados de 2008, Reino Unido, Irlanda e Hungria até têm a taxa de pobreza infantil mais alta antes da atribuição de apoios sociais. Aí, Portugal surge em quarto lugar. Porém, nesse campo de análise, compara-se o que acontece a esse grau de indigência após a atribuição de subsídios estatais aos menores (abonos) ou às suas famílias (Rendimento Social de Inserção). E o cenário é negro para Portugal: enquanto nos outros três países a pobreza diminui acentuadamente - no caso da Hungria desce mais de dois terços -, por cá, mesmo com apoios, a pobreza infantil baixa apenas um quinto (de 22% para 18%).

Elaborado pelo Centro de Estudos Innocenti, o documento coloca nos lugares cimeiros a Finlândia, os Países Baixos (Holanda) e a Suécia. Aliás, a Finlândia (em 1º lugar) ou a França (em 7º) apresentam uma taxa de pobreza infantil, antes de apoios, tão alta quanto a de Portugal. Mas a eficácia das políticas sociais é substancialmente diferente da de Lisboa.

"As crianças que ficam para trás" - o nome deve-se ao método estatístico usado - aponta a importância de as medidas de protecção social se moldarem à pobreza em geral, ao desemprego e à crise económica. Isto é: para uma família com crianças o apoio tem de ser transversal e não se circunscrever ao menor.

A UNICEF frisa o aumento da percentagem do PIB (Produto Interno Bruto) que os países investem neste combate. Mas, até nesse campo, Portugal sai mal no retrato. Vejamos: cerca de 1,4% no gasto público com as famílias - abaixo deste valor só o Reino Unido. Depois, o Reino Unido é o que mais gasta em subsídios familiares e Portugal ainda desce mais na escala, com 0,8% do PIB.

Algo positivo? Sim. Os meninos portugueses foram os que se queixaram menos de problemas de saúde e os que comeram mais legumes e fruta. Resultado: na área da Saúde, Portugal alcançou o 3º lugar nessa área. No geral, ficou situado no terceiro grupo de países, entre os cinco existentes.
(Noticia: Jornal de Notícias)

Trabalhadores estrangeiros já superam os portugueses nos campos algarvios

Os estrangeiros a trabalhar na apanha de fruta e hortícolas nos campos algarvios praticamente já superam os portugueses, disseram à Lusa responsáveis de organizações de produtores locais, que admitem a dificuldade em recrutar trabalhadores nacionais.

A preferência por outras áreas como o turismo, comércio ou serviços, a "concorrência" do subsídio de desemprego e o facto de o trabalho no campo ser ainda considerado precário (por ser sazonal) são alguns dos fatores que poderão afastar os portugueses.

A dificuldade é tanta que já houve organizações de produtores a ir a Marrocos para recrutar trabalhadores, contudo, a obtenção dos vistos demorou tanto tempo que quando os marroquinos chegaram ao Algarve já a produção se perdera.

Trabalhadores da Europa do Leste, África e Ásia
A maioria dos estrangeiros a trabalhar nos campos algarvios, em permanência ou na época de campanha, são originários de países do Leste europeu como a Roménia, Ucrânia ou Bulgária, embora haja também marroquinos e até tailandeses.

Em declarações à Lusa, o diretor regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Joaquim Castelão Rodrigues, confirma que existe dificuldade em contratar mão de obra nacional para o setor agrícola por muitas pessoas "se negarem" a trabalhar na área.

O presidente da Uniprofrutal, Eduardo Ângelo, estima que em dez pessoas necessárias para apanhar fruta apenas uma seja portuguesa, o que faz com que os estrangeiros representem já mais de metade do total nas explorações agrícolas algarvias.

Para o diretor geral do grupo Hubel, Humberto Teixeira, a maior concorrência não é a de outros setores, mas sim o "subsídio de emprego por si só", já que a tentativa de recrutamento de pessoas inscritas nos centros de emprego sai quase sempre gorada.

O grupo tem como uma das suas áreas de negócio a produção e comercialização agrícola e, através da Madrefruta, congrega produtores que cultivam desde morangos, framboesas, pêssegos ou melancias a tomates, pepinos ou feijão verde.

Em entrevista à Lusa, aquele responsável diz que mais de metade dos selecionados se apresentam "com uma postura de desinteresse" e às vezes até ameaçam os potenciais empregadores, "pedindo que não os selecionem".

"Não existe uma cultura de responsabilidade nos inscritos [no IEFP] que são selecionados para o trabalho na agricultura", diz, lamentando que o sistema atualmente instituído fomente algumas "vantagens na condição de desempregado".

O mesmo problema acontece com os produtores da Cooperativa Agrícola de Citricultores do Algarve (Cacial), que se veem obrigados a recorrer a estrangeiros para não perder as produções, diz Horácio Ferreira.

Segundo disse à Lusa, os poucos portugueses que aceitam trabalhar na apanha da fruta são os que mais faltam ao trabalho, o que não acontece com os estrangeiros, havendo muitos que desistem dias depois do começo das campanhas.

"Se não fossem eles [os estrangeiros], nos dias de aperto não sei o que faríamos", desabafa, sublinhando que enquanto os nacionais faltam ou metem muitas vezes falsas baixas médicas, os estrangeiros até se oferecem para trabalho suplementar.
(Noticia: Observatório do Algarve)