quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Portugal "está cego" em relação à exploração dos recursos de gás no Algarve

«O presidente da petrolífera Partex Oil and Gas considerou que Portugal "está cego" em relação aos recursos de gás natural na Bacia do Algarve, que poderiam representar uma poupança anual na fatura energética de mil milhões de euros.

“Há uma correlação muito forte da Bacia do Algarve com a Bacia de Cádis, em Espanha. Em Cádis, a Repsol produziu o campo Poseidon. E nós no Algarve podemos ter reservas 20 vezes maiores que esse campo, suficientes para 12 ou 15 anos do consumo do país. É significativo, mas infelizmente a Repsol ganhou o contrato há oito anos e o contrato não foi assinado pelo Governo português", disse António Costa Silva”.

O presidente da Partex, que falava numa conferência sobre exploração de petróleo nas duas margens do Atlântico, ontem em Lisboa, considerou que se trata de "uma situação incompreensível" a todos os níveis.

“Passa-se a vida a dizer que o país não tem recursos e os recursos que tem as pessoas não aproveitam. É falha nossa", considerou o mesmo responsável.

Portugal atribuiu em 2005 a concessão de dois blocos de exploração de gás ao largo do Algarve a um consórcio formado pela espanhola Repsol (75 por cento) e a alemã RWE. A concessão visava a exploração de gás em blocos no Sotavento algarvio.

O concurso de exploração de hidrocarbonetos na costa portuguesa teve início em 2002, mas foi interrompido em 2003 por decisão do então ministro da Economia, Carlos Tavares.

Questionado sobre se considera que Portugal tem privilegiado em excesso as renováveis em detrimento do gás e do petróleo, António Costa Silva respondeu que o Governo português "tem seguido uma política energética consistente", já que o país "tem de diversificar" a matriz energética.

No entanto, apesar de a aposta nas renováveis ser "importante", o país "não pode passar sem petróleo e gás”.

A dependência energética de Portugal, disse, "é superior a 80 por cento em relação a estes dois combustíveis e a fatura energética atingiu no ano passado quase 5 mil milhões de euros. No ano anterior, por causa dos preços altos do petróleo, tinha chegado quase aos oito mil milhões de euros", recordou.

“Se fizermos esta descoberta [no Algarve] temos uma poupança de mais de mil milhões de euros por ano", acrescentou.

António Costa Silva considerou ainda que o gás, "a mais limpa das energias fósseis, vai ser o futuro”.

Com as descobertas de gás não convencional nos Estados Unidos, disse, "o gás vai ser o sucedâneo do petróleo, antes de se chegar a uma matriz energética mais diversificada. O nosso país tem esse recurso mas está cego em relação a ele", sublinhou.»
(Noticia: Observatório do Algarve)

Já era tempo de alguém isento e com conhecimento ciêntifico, eventualmente ligado à Universidade, explicar quais as verdadeiras potencialidades da região em matéria de gás natural e dos impactos ambientais e económicos que a sua exploração pode representar para o Algarve e para o país.

Empresa que gere Estádio Algarve vai ser extinta mas associação Faro/Loulé mantém-se

As Câmaras de Faro e Loulé vão avançar com a extinção da empresa que gere o Estádio Algarve, uma medida anunciada há alguns meses e que está agora prestes a concretizar-se, disse à Lusa o presidente da capital algarvia.

As duas autarquias criaram há dez anos uma associação municipal para gerir o Parque das Cidades, complexo no qual se insere o estádio, que começou a ser construído quando Portugal foi designado para acolher o Euro 2004.

O passo seguinte foi a criação da empresa intermunicipal Parque das Cidades onde inicialmente trabalhavam cerca de vinte pessoas, número que está já a ser gradualmente reduzido para menos de metade, segundo Macário Correia.

Face às dificuldades em pagar os três milhões de euros de despesa anual do espaço, cuja manutenção diária ronda os cinco mil euros, as autarquias decidiram reduzir o quadro de pessoal e extinguir a sociedade.

“Não precisamos de ter lá uma associação de municípios e mais uma empresa intermunicipal”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, sublinhando que a Associação de Municípios Loulé/Faro é para manter.

Quanto ao quadro de pessoal, ficará reduzido “apenas às pessoas que são essenciais” para a manutenção do complexo, nomeadamente eletricistas e jardineiros, sendo dispensados a maior parte dos quadros superiores.

“Poupamos cerca de cem mil euros por ano e as funções do estádio mantêm-se intactas”, frisa, acrescentando que o estádio será “impecavelmente mantido” para estar disponível para a qualquer momento receber um jogo.
(Noticia: Lusa / Jornal do Algarve)

Seruca Emidio, Presidente da Câmara de Loulé, assiste de cátedra, em silêncio e, aparentemente, com enorme despreocupação, ás multiplas declarações do seu colega de Faro depois deste, com uma dívida na ordem dos 2 milhões de euros àquela entidade, ter recentemente descabimentado um milhão e quatrocentos e cinquenta mil euros do orçamento municipal de Faro que deveriam ser transferidos este ano para o Parque das Cidades, como se soubesse que quem ri por último ri melhor.

Começo a acreditar naqueles que dizem que não tarda muito e a Câmara de Faro entrega o Parque das Cidades ao Município de Loulé, com Laboratório de Saúde Pública, Hospital Central, Pólo Tecnológico e tudo o mais que para ali está previsto construir.

Mercado de Estói: Não à “apropriação” pela Câmara

O Grupo de Cidadãos Eleitores Independentes – Com Faro no Coração votou contra o regulamento do Mercado de Estói, recentemente aprovado em Assembleia Municipal, uma vez que atribui à Câmara a competência de gerir e cobrar as taxas daquele Mercado, não prevendo a transferência das verbas para a junta de Freguesia de Estói, entidade que até agora detinha aqueles poderes, “todas as dúvidas são legitimas: será que a Câmara quer apropriar-se do Mercado? A Junta, irresponsavelmente quer ver-se livre do Mercado? Há interesses escondidos nisto”, questionam.

Em comunicado o movimento considera que tem que ser a junta de Freguesia de Estói a gerir o Mercado, com o apoio das associações, devendo as taxas cobradas reverter para aquela autarquia e para as associações locais, reivindicando ainda obras de melhoria nas infraestruturas, estranhando que a coligação “Faro com Macário”, incluindo o Presidente da Junta de Freguesia de Estói e o PS tenham votado contra a proposta de alteração ao Regulamento apresentada pelos autarcas Com Faro no Coração que estipulava que “a gestão do Mercado é competência da Junta e os valores das taxas são transferidos da Câmara para a Junta, sendo uma parte para as associações da Freguesia”.

O movimento liderado por José Vitorino, ex. Presidente da Câmara do PSD, recomenda ainda a abertura de um inquérito, “para saber o destino dos dinheiros públicos do Mercado nos últimos anos. A Junta está obrigada a apresentar as contas, mas quando solicitada tem fugido a fazê-lo”, apelando à população de Estói para “estar atenta e não permitir que a Câmara em conluio com a Junta se aproprie do Mercado”, sob pena de Estói “ficar mais pobre”.

GATO de Faro procura apoio para continuar a ajudar

«O Grupo de Ajuda a Toxicodependentes celebra 20 anos, mas dificuldades financeiras colocam em risco algumas das atividades que promove para ajudar os menos favorecidos.

Nas duas últimas décadas, ajudaram a combater, em diversas frentes, a toxicodependência e os problemas sociais a ela associados.

No ano em que celebra o 20º aniversário, o Grupo de Ajuda a Toxicodependentes (GATO) pede também ajuda e vai promover um jantar de angariação de fundos, no dia 1 de Outubro, na Quinta Senhora Menina, em Faro, para que não se veja obrigado a diminuir a sua atividade.

Como ilustrou a presidente do GATO Gisela Marques, a associação sem fins lucrativos algarvia está a ressentir-se com a crise, "à semelhança das outras associações".

"As nossas dificuldades são essencialmente financeiras. As autarquias diminuíram o apoio e o que a Segurança Social e o IDT nos dão não é suficiente para manter todas as nossas valências", disse.

E não são poucas as frentes de trabalho da associação. "Temos uma comunidade de internamento e apartamentos de reinserção, não só para toxicodependentes recuperados, mas também para pessoas com outro tipo de dificuldades. Também damos apoio a 550 famílias que recebem o Rendimento Social de Inserção e temos um gabinete de apoio a jovens e crianças em risco, que ajuda 360 crianças e respetivas famílias", revelou Gisela Marques.

O trabalho do GATO não fica apenas dentro de portas, já que conta com uma equipa de rua que "procura dar uma ajuda aos que vivem na rua, nomeadamente os arrumadores de carros".

O apoio a reclusos é outra valência do grupo, não só ao nível psicológico, mas também de reinserção na sociedade, após cumprida a pena.

Até agora, a associação tem conseguido manter em funcionamento todas estas valências, mas as dificuldades podem comprometer o futuro.

Cada comensal que contribuir para esta causa, diz o Barlavento, será prendado com música, já que a banda Íris "se disponibilizou para abrilhantar a noite", bem como um trio de jazz de Faro. Empresas da região também deram o seu contributo, através da doação de vouchers para serem sorteados.

As inscrições no jantar podem ser feitas através dos telefones 289813106 e 964642511, através do email gato.gflat@gmail ou na sede da associação, na Rua Castilho, nº 9 – 2º andar – 8000-244 Faro. O preço do jantar é de 40 euros por pessoa.»

Cada vez são mais as instituições sociais, culturais e desportivas de Faro a vir para a rua expôr as suas dificuldades e pedir ajuda. A estrutura social do Concelho parece estar a cair como as folhas das árvores no Outono.

Junta de Montenegro lança “Transporte Solidário” gratuito dentro da freguesia

«Um “Transporte Solidário”, gratuito e disponível nos dias úteis, a partir de sexta-feira, 1 de Outubro, foi a forma encontrada pela Junta de Freguesia de Montenegro, em Faro, de permitir aos que dependem dos transportes públicos chegar onde a rede convencional de transporte não os leva.

A medida visa “facilitar as deslocações desde os pontos que não são servidos pelos serviços de transporte rodoviário normal até à sede da freguesia, com paragem no Largo do Povo e no Centro de Saúde”, segundo revelou a entidade numa nota de imprensa divulgada pelo Barlavento.

Os destinatários da medida são a população mais idosa do Montenegro, mas também todos aqueles que não dispõem de meios próprios para se deslocar a grandes distâncias.

”O transporte é gratuito, realiza-se em viatura de transporte escolar ao serviço da Freguesia de Montenegro, todos os dias úteis, das 9h45 às 12 horas e das 13 às 18 horas. As marcações de transporte são feitas através dos telefones 910004865 ou 289819550”, acrescentou a Junta de Freguesia do Montenegro.»

A iniciativa é positiva e demonstra preocupação social, característica que vai sendo rara na gestão do Município de Faro. Contudo, face à dimensão da Freguesia de Montenegro e as suas características eminentemente urbanas, ainda mais valorizadas pelo Campus de Gambelas, o objectivo deve passar pela expansão da Rede Minibus, com circuitos entre Faro/Montenegro e Gambelas.

Comissão de Utentes da Via do Infante adere ao protesto nacional de 8 de Outubro

«A recém criada Comissão de Utentes de luta contra as portagens na Via do Infante/A22 decidiu aderir à jornada de protesto nacional contra as portagens nas SCUT, agendado para o próximo dia 8 de Outubro.

Tal como ficou definido na reunião, o protesto irá “assumir diversas formas e horários”, consoante as determinações de cada Comissão.

Assim, a Comissão de Utentes da Via do Infante vai hoje, dia 30, às 18 horas, em conferência de imprensa em Faro, dar a conhecer os pormenores do protesto contra as portagens na Via do Infante.

A conferência de imprensa terá lugar na Sociedade Recreativa e Artística Farense - Os Artistas, com a presença de vários convidados, incluindo novos elementos que irão fazer parte da Comissão.

Serão ainda enunciadas outras medidas, no âmbito da luta contra as portagens, que a Comissão decidiu na sua última reunião.»

Primeiro foi o Bloco de Esquerda, depois o PCP, hoje devem chegar os reforços sociais-democratas. Falta depois saber quantos cidadãos, fora dos aparelhos partidários, é que de facto aderiram a esta "comissão". Espere-se para ver.

UAlg: Alunas do politécnico premiadas por ideias de negócio inovadoras

O concurso de ideias Polieempreende para incentivar alunos do ensino superior politécnico a desenvolver projectos de vocação empresarial, premiou três ideias no Algarve, avança o Observatório do Algarve.

O primeiro prémio, no valor de mil, coube à "3L Farma- Prestação de Serviços Farmacêuticos" uma ideia das alunas de Farmácia da Escola Superior de Saúde do Algarve.

A ideia de negócio assenta na Gestão da Farmacoterapia e o objectivo passa por promover a saúde e o bem-estar dos utentes, prestando serviços centrados na atenção e nos cuidados farmacêuticos, de maneira a melhorar a sua qualidade de vida, a reduzir a morbilidade e a mortalidade associada aos erros de medicação e a apoiar pessoas individuais e instituições na gestão da farmacoterapia.

Os serviços a prestar incluem, entre outros, a realização de consultas para avaliação do estado dos pacientes, consultas de seguimento e acompanhamento, a preparação da medicação semanal do utente (particulares e instituições) e da medição dos parâmetros cardiometabólicos.

Em segundo lugar ficou a ideia de negócio "Diet Saudável" que pretende prestar serviços ao domicílio na área da dietética e nutrição, ajudando e ensinando os seus clientes a adquirirem hábitos de alimentação saudável e a gerirem o seu orçamento doméstico, que obteve 750 euros de Prémio.

Na terceira posição ficou o projecto “Ecosenso”, que objectiva a criação de uma rede de sensores para a captação do vento e sua conversão directa em energia, que obteve 500 euros de prémio.

O Polieempreende é um projecto nacional cujo objectivo principal é promover o empreendedorismo junto de alunos do ensino politécnico e a entrega de prémios integrou-se na iniciativa “Noite dos Investigadores 2010”.

Secretário de Estado reconhece eficácia da Proteção Civil do Algarve contra incêndios florestais

O secretário de Estado da Protecção Civil Vasco Franco elogiou o trabalho desenvolvido pelos agentes de Proteção Civil do Algarve, que logrou evitar o registo de ocorrências graves na região, durante o período de Verão, especialmente no que concerne aos incêndios florestais, anuncia o Barlavento.

Vasco Franco, que começou em Faro um conjunto de reuniões com responsáveis de Proteção Civil em todo os Distritos do País, com vista à avaliação de resultados, eficácia e lacunas nas ações desenvolvidas durante esse período, reconheceu que o Algarve apresentou resultados muito positivos no que diz respeito à inexistência de grandes incêndios florestais.

“Desde há vários anos que o Algarve apresenta resultados bastante positivos e penso que vale a pena refletirmos sobre as razões destes bons resultados, porque podem permitir tirar lições em relação a outros distritos”, considerou o secretário de Estado, que se reuniu com o Centro de Coordenação Operacional Distrital de Faro e os Comandantes dos Corpos de Bombeiros da região.

Faro: Assalto a casa de estudantes universitários

Três jovens estudantes, do curso de acesso ao Ensino Superior, foram vítimas, na madrugada de anteontem, de um assalto à residência arrendada que partilham na rua Jornal O Algarve, em Faro. Tudo se passou enquanto estavam na festa de Recepção ao Caloiro.

"Ficámos praticamente sem nada de valor, levaram os três computadores portáteis, um disco rígido, uma máquina fotográfica, um par de ténis e até três caixas de preservativos", queixa-se Tiago Mendes, um dos lesados, que avalia em cerca de cinco mil euros o valor do furto.

"Toda a minha vida pessoal e estudantil estava no disco rígido que foi furtado", explicou Bruno Alves, outra das vítimas. "Estamos em Faro apenas há dois dias e saímos cerca das 23h00, para a Recepção do Caloiro", refere Miguel Nunes, o terceiro aluno, "deixámos o Tobias [um cão labrador] em casa e a luz acesa, mas quando regressámos a janela estava arrombada e os bens de valor todos roubados".

O trio, residente em Armação de Pêra, faz parte do conjunto musical No Diving e ainda alimenta a esperança de que, pelo menos, o disco rígido lhes seja devolvido. "Dentro do enorme prejuízo do furto de bens informáticos necessários para a nossa actividade estudantil, que não sabemos como vamos substituir, os dados constantes no disco são irrecuperáveis e só são úteis a nós", garantem.

Elementos da PSP de Faro estiveram no local e efectuaram a peritagem na janela da casa. Agora vão encetar investigações no sentido de identificar o assaltante. Segundo o Correio da Manhã nas últimas semanas, têm-se registado furtos com idêntico modus operandi, deixando a ideia de que os autores poderão ser os mesmos.
(Fotografia: Correio da Manhã)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CP prolonga vida das velhas automotoras algarvias

«A CP excluiu os quatro concorrentes - Alstom, Bombardier, CAF e Siemens - ao maior concurso de sempre daquela empresa para a compra de novos comboios.

Em causa está a aquisição de 49 automotoras eléctricas (a maioria para a Linha de Cascais) e 25 composições diesel para o serviço regional (entre as quais o Algarve), num concurso que superava os 300 milhões de euros.

A transportadora pública encontrou inconformidades nas propostas dos quatro fabricantes que levou à sua exclusão, ficando o concurso deserto. Desta forma, a CP não se arrisca a ter de pagar indemnizações aos concorrentes, ao contrário do que aconteceria se a decisão fosse anular o concurso.

A CP lançou este concurso em Maio de 2009, sendo as propostas conhecidas em Novembro, mas desde então o processo ficou em banho-maria porque, no âmbito do Plano de Estabilidade e Crescimento, foi criada uma comissão de análise entre o Ministério das Finanças e o das Obras Públicas e Transportes para reavaliar os investimentos do sector ferroviário.

A CP não tem contrato de serviço público com o Estado e encontra-se há anos em falência técnica, pelo que esta aquisição seria em grande parte feita com recurso ao endividamento, diz o Público.

Nas propostas apresentadas à CP, os espanhóis da CAF eram os mais bem posicionados nos dois lotes de material circulante (eléctrico e diesel) com 319 milhões de euros, seguidos da Siemens (439 milhões) e da Bombardier (457 milhões). A Alstom só apresentara proposta para as unidades eléctricas (239 milhões), ficando a seguir à CAF, que propusera 179 milhões.

Sem comboios novos à vista, a transportadora ferroviária vai ter de recorrer à reabilitação de material velho, como aliás tem vindo a fazer nos últimos anos. As automotoras UTD (Unidades Triplas Diesel) que circulam no Douro e no Algarve, e que estava previsto irem para abate, deverão ser alvo de um processo de modernização para lhes prolongar o tempo de vida útil.

O aluguer de 17 automotoras espanholas à Renfe, por 5,35 milhões de euros por ano durante cinco anos, é também uma forma de colmatar a falta de material novo.»
(Fotografia: Carris de Pedra)

É claro que se percebe que, face à situação do País, a maiora dos investimentos públicos vai ficar a aguardar em banho-maria até melhores dias. Infelizmente, será assim também com o investimento que a CP pretendia realizar para substituir as velhas automotoras que ligam (pessimamente) Lagos a Vila Real de Santo António.

O transporte ferroviário é um problema no Algarve, só mesmo quem já andou de comboio compreende o drama dos algarvios que dependem no seu dia-a-dia da CP para viajar de casa para o trabalho e vice-versa e quanto maior for a distancia a percorrer pior o serviço. O sofrimento vai continuar.

Desafio para tocar hino em uníssono dá novo alento à Filarmónica de Faro a passar por dificuldades financeiras

«O desafio para tocar o hino nacional em uníssono, a 5 de outubro, está a dar um novo alento à Filarmónica de Faro, coletivo que tem visto músicos escapar para outras bandas devido à instabilidade financeira que enfrenta.

A presidente da Filarmónica de Faro, Ana Maria André, contou à Lusa como o convite para as comemorações do centenário da República está a ser importante para os motivar, já que o futuro da banda é tudo menos certo.

“Temos músicos que acham que isto não tem pernas para andar", diz, sublinhando que alguns se mudaram para outras filarmónicas onde se sentem "mais confiantes" por gozarem de maior estabilidade financeira.

Para Ana Maria, estas oportunidades dão-lhes alento para pensar que pode ser desta que vão ficar "mais conhecidos" e que passem a ser mais solicitados, já que o funcionamento da Filarmónica tem dependido da "boa vontade" dos professores.

“Muitos deles chegam a ter ordenados em atraso durante dois meses", diz a presidente da associação que gere a banda, onde tocam menos de 30 músicos, e uma escola de música, que conta com cerca de 60 alunos.

Outro dos problemas que enfrentam todos os meses é o pagamento da renda, uma vez que não têm sede própria, mas a Câmara de Faro, apesar de ter renovado o protocolo, tem dado "mais apoio moral do que material”.

“Neste momento a Câmara deve-nos alguns milhares de euros", revela Ana Maria André, cujas reivindicações por uma sede própria - estão há dez anos em instalações provisórias, parecem por enquanto não ter resultados.

São as aulas da escola de música da associação que também lhe vão permitindo alguma autonomia financeira, mas todos os meses a luta recomeça.»
(Noticia: Lusa / Observatório do Algarve)

Depois do Cineclube é agora a vez da Filarmónica de Faro expressar a falta de apoio por parte da Câmara Municipal expondo, publicamente, as suas dificuldades financeiras.  Aos poucos vai-se percebendo que os problemas na cultura não se resolvem com regulamentos, comissões e palmadinhas nas costas.

Turismo: Espanhóis começam a substituir britânicos no Algarve

Os turistas espanhóis ameaçam destronar os britânicos do topo da lista de nacionalidades que mais procuram o Algarve, mas o Reino Unido continua a liderar a tabela em número de dormidas, disseram à Lusa agentes do setor.

Em tempo de crise a tendência é para optar por destinos mais próximos e este verão foram justamente os espanhóis e os portugueses que ajudaram a "salvar" o turismo algarvio, engrossando as taxas de ocupação. As praias, a gastronomia e o comércio são fatores de atração para os vizinhos espanhóis, cujas dormidas durante o mês de agosto em hotéis algarvios aumentaram 28 por cento face ao ano passado.

O tempo médio de estadia é, contudo, relativamente curto e, apesar do aumento em número de dormidas, o mercado britânico continua a ser o que mais contribui para o volume total, explica Elidérico Viegas,líder da AHETA, a maior associação hoteleira da região.

O perfil do turista espanhol que chega à capital do Algarve é independente, pois prefere fazer visitas ao centro histórico sem guia turístico, são de meia idade, gastam pouco dinheiro e passam poucos dias em Portugal, ou por vezes só algumas horas, conta a funcionário do Posto de Turismo de Faro, Fernanda Lobão.

A empresa “Lads – Turismo de Natureza” também confirmou que o mercado espanhol está a emergir e a igualar os mercados britânicos e do Norte da Europa.

Segundo Bárbara Abelho, da Lands, os espanhóis interessados em turismo de natureza estão a ser “cada vez mais” e enquanto no início, a empresa registava mais interessados oriundos do mercado britânico, atualmente os números vão sedo igualados com turistas espanhóis.

Na opinião da empresária de turismo da natureza, o perfil dos espanhóis que procura a Lands tem idades “superiores a 35 anos”, têm “algum poder económico” e gostam de “combinar o turismo de natureza com a gastronomia e a parte cultural das cidades”.
(Noticia Agência Lusa / Região Sul)

É indiscutivel que, apesar da crise em Espanha e em particular na Andaluzia, o número de turistas espanhois tem aumentado significativamente no Algarve e em todos os concelhos, mesmo os mais distantes da fronteira.

Aliás, os municípios do Barlavento notam um aumento do número de visitantes espanhois desde a conclusão da Via do Infante e, por isso, muitos se interrogam sobre as consequências das portagens na Via do Infante sobre o fluxo de visitantes vindos do outro lado da fronteira na esmagadora maioria de automóvel.

SCUT: PCP Algarve apela ao protesto contra portagens dia 8 de Outubro

«No próximo dia 8 de Outubro tem lugar em todo o país uma acção de protesto contra as portagens nas SCUT. A manifestação é promovida pelas várias comissões de utentes que estiveram reunidas a 25 de Setembro.

O PCP Algarve aplaude a iniciativa e apela aos algarvios para que nesse dia 8 às 18:00 horas “dinamizem acções de protesto a partir de cada concelho”.

Entretanto, segundo fonte do PCP no Algarve citada pelo Região Sul, o abaixo-assinado que o partido lançou contra as portagens conta já “com 1000 adesões”.»

O PCP que foi o primeiro partido no Algarve a lançar uma campanha contra as portagens perdeu para o Bloco de Esquerda a liderança da Comissão de Utentes mas não parece querer ficar de fora das manifestações. Já só falta o PSD Algarve vir para a rua.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Associação Académica quer residências na zona velha de Faro

A criação de residências universitárias na zona velha de Faro e a promoção de ações conjuntas de limpeza urbana são actividades que a Associação Académica da Universidade do Algarve quer concretizar para aproximar a comunidade estudantil da cidade.

“Queremos que a cidade de Faro goste da universidade e que nós possamos dar também o nosso contributo para o seu desenvolvimento", resumiu o presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg), Guilherme Portada ao Observatório do Algarve.

Segundo o dirigente académico, existem edifícios abandonados no coração da cidade que podiam ser recuperados e dar lugar a novas residências universitárias, proposta que parece ser do agrado dos serviços sociais da universidade, diz.

A ação de limpeza na malha urbana e outra subaquática na doca de recreio de Faro são actividades que a academia quer realizar já nos primeiros dias de outubro, assim que terminarem os festejos de receção aos novos alunos.
(Fotografia: Barlavento)

Universitários e população de Faro de costas voltadas

A cidade de Faro e a comunidade estudantil da Universidade do Algarve vivem, praticamente, de costas voltadas, mas o autarca Macário Correia e o reitor João Guerreiro defendem mais sinergias e ofertas para os estudantes para o futuro.

O reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro, e o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, admitem que a capital algarvia tem pouca oferta para atrair os universitários. A oferta cultural que existe é pouca, salvando-se os eventos no Teatro Municipal de Faro e do Teatro Lethes, as ruas dos bares para vender álcool e o Fórum do Algarve com animação esporádica.

"A cidade de Faro tem de criar condições para atrair os estudantes. Não é uma cidade muito acolhedora, mesmo no centro histórico, conhecido por Cidade Velha, há pouca oferta", argumenta o reitor João Guerreiro, admitindo que uma ciclovia poderia ajudar a amenizar a barreira de seis quilómetros que separa um dos principais campus universitário da cidade.

Também Macário Correia admite que as sinergias têm se ser mais articuladas entre universidade e a cidade, nomeadamente ao nível de pólos culturais e percursos para bicicletas.

"A Baixa de Faro tem um Macdonald's, têm umas pizzarias, mas não há um cinema de estúdio, não há um clube de jazz, não há espaço para tertúlias ou um espaço museulógico e que é que o que atrai a malta nova", considera Macário Correia, lamentando que a única oferta em Faro é a Rua do Crime com os bares a vender álcool.

Se adicionarmos à fraca agenda cultural uma precária mobilidade em termos de transportes, temos uma mistura para os universitários estarem cada vez mais divorciados da cidade.

"Há um grande divórcio da comunidade estudantil com a cidade de Faro e que se mantém ao longo dos anos", admite também Nuno Aires, presidente do Turismo do Algarve, considerando que a principal culpa é o facto de uma parte da universidade estar no campus das Gambelas, a meia dúzia de quilómetros do centro da cidade e de não estar bem servida de transportes públicos.

Macário Correia garante, por seu turno, que está a trabalhar para a criação de uma ciclovia entre Faro e as Gambelas para estar pronta dentro de "um a dois anos".

"Estamos a trabalhar nisso [ciclovia], estamos a tentar fazer um percurso alternativo em relação ao percurso que foi pintado e penso que no horizonte de um ou dois anos conseguimos ter uma ciclovia", declarou à Lusa.

É no campus das Gambelas, localizado junto à Ria Formosa e à Praia de Faro, que está a Reitoria, Serviços Académicos, Biblioteca Central, as Faculdades de Ciências e Tecnologias ou de Ciências Humanas e Sociais, Complexo Pedagógico ou o Restaurante Universitário.

E é também ali nas Gambelas, que estudam e vivem universitários, muitos deles sem viatura própria, nem bicicleta, para poder usufruir de Faro e criar empatias com a maior cidade da região algarvia.

A Universidade do Algarve (UALg) tem uma comunidade estudantil que ronda os 10 mil alunos, mas que vive de "costas voltadas" para a cidade e vice-versa, considera também Pedro Duarte, ex-aluno da UALg e diretor da Rádio Universidade do Algarve (RUA).

Segundo aquele responsável, a população de Faro, mas também a reitoria e a Associação Académica da UALg têm de perceber que os estudantes são essenciais para o tecido económico da cidade.

Se, por exemplo, os alunos boicotarem fazer compras em Faro, muitos empresários vão à falência, considera Pedro Duarte, acrescentando, todavia, que os estudantes também têm de provar que não estão interessados apenas em álcool e saídas à noite.

O líder do PS/Algarve, Miguel Freitas, também admite que o facto da centralidade da Universidade do Algarve ser no campus das Gambelas não favorece a vinda dos estudantes ao centro da cidade.

O socialista defende, por isso, "soluções criativas" como a criação de uma ciclovia ou táxis colectivos com preços pré-estabelecidos, à semelhança de outros países da Europa.
(Fotografia. Barlavento / Noticia: Agência Lusa / Jornal de Noticias )

Associação dos Utentes da Ilha de Faro integra Comissão de acompanhamento do Plano da Praia de Faro

Seis meses após a sua constituição, a Associação dos Utentes da Ilha de Faro (AUIF), viu finalmente reconhecido, pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve, o direito de integrar a Comissão Específica do Polis Litoral Ria Formosa de acompanhamento do Plano de Pormenor da Praia de Faro.

A associação viu ainda reconhecido o direito de acompanhar os trabalhos inerentes à elaboração do plano, nos termos previstos no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura/Vila Real de Santo António.

Em comunicado, divulgado pelo Barlavento, a AUIF manifesta o seu “regozijo” em relação a esta decisão da ARH Algarve, manifestando a sua “total disponibilidade e empenho para que, em conjunto com as restantes entidades que compõem a Comissão Específica de Acompanhamento do Plano de Pormenor da Praia de Faro, se encontrem as melhores soluções para a sua valorização, como forma de garantir que as gerações atuais e futuras continuem a usufruir deste espaço de que tanto gostamos e nos orgulhamos”.

Águas do Algarve investem para evitar mortandade de aves na ETAR de Faro

A empresa Águas do Algarve garante que vai tomar medidas que ajudem a evitar a mortandade de aves selvagens na zona da Estação de Tratamento de Águas Residuais Faro/Nascente, uma situação que está a acontecer desde finais de Julho e tem sido frequente nos últimos anos.

Uma das formas encontradas para evitar novos surtos de mortandade, causados, ao que se presume, por botulismo, passa pela contratação de um técnico qualificado, através do Centro de Recuperação de Animais Selvagens (RIAS) da Ria Formosa, “que monitorize as lagoas regularmente e ajude a manter as aves afastadas”, revelou ao "barlavento" a porta-voz da empresa Águas do Algarve.

Esta decisão surgiu no seguimento de uma reunião entre a empresa e responsáveis pelo RIAS, que recolheu nas últimas semanas mais de 160 animais doentes daquela zona, metade dos quais morreram. Haverá ainda outras medidas a implementar.

“Apesar de, por lei, apenas termos de proceder ao corte da vegetação nas lagoas no início da Primavera e do Outono, vamos passar a fazer cortes mais frequentes nesses períodos”, acrescentou a porta-voz.

Esta é uma medida que foi sugerida pelo RIAS, cuja veterinária Carla Ferreira explicou que é uma ação determinante “para desencorajar os animais de nidificarem e colocar os ovos neste local”.

“Assim, mesmo que por lá passem, não se mantém no local por longos períodos”, disse.

Já a monitorização regular das lagoas é fundamental para evitar males maiores. “Para dar um exemplo, as primeiras aves doentes provenientes da lagoa deram entrada no centro a 29 de Agosto, mas havia lá cadáveres com cerca de um mês, tendo em conta o estado de decomposição. Ou seja, já havia animais doentes desde finais de Julho, início de Agosto”, ilustrou a veterinária.

A porta-voz das Águas do Algarve, empresa que gere a ETAR Faro/Nascente, garantiu ainda que unidade “está a funcionar dentro da normalidade”, mas admite que possa ser a origem deste surto.

Segundo a mesma fonte, tendo em conta o que sucedeu noutros anos, o mais provável é que as aves que ingressaram no RIAS tenham sido infetadas com a toxina do botulismo nas lagoas existentes no interior da estação, cuja água ainda sofre tratamento antes de ser lançada no sistema lagunar.

“Nestes locais, nascem e vivem diversas aves. Nas alturas de maior calor, desenvolve-se uma bactéria nas lagoas que as afeta. Isto nada tem a ver com a qualidade da água do efluente, mas com o ambiente das lagoas internas da ETAR”, garantiu a Águas do Algarve.

Apesar destas garantias, o aparecimento das centenas de aves doentes é acompanhada por denúncias de que os efluentes desta ETAR não têm a qualidade imposta pela lei e que poderão estar a causar esta situação.

Também explorações agrícolas, de produção de sal e de aquacultura, vizinhas da estação, se queixam de que as águas depositadas pela unidade de tratamento na Ria Formosa estão poluídas e se apresentam regularmente negras, o que afeta toda a fauna daquela zona, incluindo o peixe e o marisco dos viveiros.

Um dos profissionais do setor, que preferiu manter o anonimato, garantiu ao barlavento que, desde que a ETAR foi instalada naquele local, a biodiversidade quase desapareceu e é cada vez mais difícil manter culturas marinhas.

A porta-voz das Águas do Algarve disse não ter conhecimento de que haja problemas nas explorações vizinhas e lembrou que a empresa herdou a ETAR dos Salgados da Câmara de Faro e, desde então, já procedeu “a inúmeras melhorias”.

Deputada do PSD quer mais patrulhamento policial no interior do Algarve

«A deputada algarvia do PSD Antonieta Guerreiro quer mais patrulhamento nas zonas do interior algarvio para aumentar a segurança de quem vive mais isolado, avança o Observatório do Algarve.

A parlamentar, natural de Santa Bárbara de Nexe, no interior algarvio, diz em comunicado que é necessário dotar a GNR de "maior investimento material e humano" para que se aumente o número de patrulhas nas zonas do interior.

Segundo Antonieta Guerreiro, numa altura de crise acentuada e porque as relações de boa vizinhança "se foram perdendo" cabe às forças militares reforçar os patrulhamentos no interior, aumentando os níveis de segurança das populações.

Para a deputada social democrata, "com tanto dinheiro que as empresas públicas e alguns ministérios gastam em carros de alta cilindrada percebe-se que é possível reduzir a despesa pública em tantas coisas supérfluas e investir onde efetivamente faz falta".»

Há muito tempo que não ouvia um argumento tão populista quanto esta da Deputada algarvia do PSD. O problema da insegurança no interior de muitos concelhos algarvios existe, é um facto, mas a proposta apresentada é digna de constar num qualquer anedotário da mais básica demagogia política. Tão patética que nem Mendes Bota a subscreveu ou subscreveria.

Fotografia das Salinas do Ludo ganha "Desafio Fotográfico”


Uma fotografia a preto e branco das salinas do Ludo, em Faro, tal como eram em 1968, deu o primeiro lugar a Ilídia Sério no passatempo “Algarve Vintage – desafio fotográfico” avança o Região Sul.

O segundo lugar também foi atribuído à algarvia Ilídia Sério, numa imagem que retrata uma aula de ginástica no Colégio Farense em 1956. Em terceiro ficou Teresa Fontinha e o curso de bordado e costura em São Brás de Alportel, na década de 20 do século passado.

Em 40 finalistas, estas foram as três fotografias mais votadas pelo júri, composto pelo artista José de Guimarães, pela directora do Centro Cultural São Lourenço de Almancil, Marie Huber, pelo realizador Miguel Gonçalves Mendes, pela fotógrafa Telma Veríssimo e pelo presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Câmara de Faro anuncia extinção da empresa municipal que gere o Estádio Algarve

«A Câmara de Faro vai cortar quase um 1,5 milhões de euros no orçamento do Parque das Cidades (Estádio Algarve) e anuncia mais medidas radicais. "Vamos extinguir a empresa Parque das Cidades nas próximas semanas, mantendo a Associação de Municípios [Loulé-Faro]", declarou ao Público Macário Correia, líder daquela autarquia.

A redução de verbas, justifica, "tem a ver com obras que estavam previstas para este ano e que foram adiadas para o próximo". O autarca não coloca em causa a continuação da infra-estrutura desportiva, gerida em parceria com a Câmara de Loulé.

Na última quarta-feira, o executivo autárquico aprovou a 17.ª alteração ao orçamento para 2010, destacando-se o reforço de 3,3 milhões de euros para a empresa que gere o mercado municipal e o corte em áreas que vão das juntas de freguesia às associações desportivas. O Parque das Cidades, em cujos terrenos está prevista a construção do novo hospital central, fica com menos um milhão e 450 mil euros.»

A decisão de extingir a empresa intermunicipal Parque das Cidades, além de legitima, parece correcta, uma vez que esta tinha muito pouco de empresa, contudo a desorçamentação de 1,5 milhões de euros por parte da Câmara de Faro que se destinavam ao Parque das Cidades deixam muitas dúvidas.

O Presidente da Câmara de Faro diz que esta verba se destinava a obras que já não se efectuam este ano, mas não informa que obras seriam estas que, entre Faro e Loulé, custariam 3 milhões de euros. Por outro lado, segundo conseguimos apurar, a Câmara de Faro deve mais de 2 milhões de euros à Associação de Municípios Faro-Loulé / Parque das Cidades E.I.M. dívida que irá continuar a crescer e que com este corte nem tão cedo será paga. Será que é intenção da autarquia passar o Estádio Algarve e a sua participação na associação de municípios totalmente para a Câmara de Loulé?

Mas os cortes efectuados pela Câmara de Faro atingem outras áreas.

Foi ainda decidido retirar 900 mil euros da Fagar o que deverá originar idêntico buraco nas contas daquela empresa municipal. Será que vamos ter novo aumento das tarifas da água, esgotos, limpeza e jardins?

Contra todas as promessas parece que também os clubes desportivos e as juntas de freguesia vêem reduzidas as verbas até ao final do ano para que o Mercado Municipal de Faro possa receber um reforço de 3,3 milhões de euros. Qual será o objectivo desta sigificativa injecção financeira?

Lei dos solos vai ser revista para conter desordenamento

«O Ministério do Ambiente inicia hoje o processo de revisão alargado para definir uma nova Lei do Solo, uma legislação que a responsável da tutela classifica de “estruturante” e “estratégica” para o ordenamento do território nacional.

Segundo Dulce Pássaro, ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, a atual Lei do Solo, com 33 anos, não está adequada “profundas mudanças entretanto ocorridas na sociedade portuguesa e nos contextos europeu e internacional” que “conduziram a alterações significativas na organização do nosso território”.

Além disso, “parece-me claro e consensual que o país carece de um instrumento jurídico que corporize uma nova política do solo que melhor prossiga e alcance a salvaguarda das funções ambientais, ecológicas e produtivas”, contendo a “expansão urbana e a urbanização desordenadas e promova a reabilitação e a revitalização urbanas”, afirmou Dulce Pássaro.

Este processo deve assegurar a “distribuição das mais-valias resultantes” para os proprietários dos terrenos mas também evitar a “retenção dos solos com fins especulativos”, procurando assegurar assim melhores “condições de concorrência, transparência e publicidade”, acrescentou a governante.

Para a ministra, citada pelo Observatório do Algarve, este é um desafio “de considerável complexidade técnica” e por isso deve haver “abertura ao debate, às ideias e aos contributos de todos”, visando “dotar o País de um instrumento de modernidade e de justiça”.»

Uma nova Lei dos Solos é de facto decisiva para a melhoria do ordenamento do território, desde logo porque enquanto for possivel recorrer a planos de pormenor e de urbanização, feitos à peça e a pedido dos promotores imobiliários, para aumentar os indices de construção previstos nos PDM's nenhuma empresa irá investir na recuperação do edificado e, concretamente, nos centros históricos, pela simples razão que não é, comparativamente, economicamente rentável e financeiramente atractivo.

(Fotografia: Expresso)

ACTA estreia peça sobre Manuel Teixeira Gomes

A ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve estreia a peça “Um Homem Singular – Retratos de Manuel Teixeira Gomes”, com texto de Alexandre Honrado e encenação de Luís Vicente, no próximo dia 5 de Outubro, às 21:30 horas, no Pavilhão do NERA, Zona Industrial de Loulé.

O espectáculo tem a duração de 1:30 horas, e destina-se a maiores de 12 anos.

Segundo o Região Sul, a peça é um modesto contributo de honra à memória de Manuel Teixeira Gomes e foi construído a partir de um texto que Alexandre Honrado escreveu, a pedido da ACTA.

Os materiais que constituem o texto que dá corpo ao espectáculo, referem-se directamente a situações, episódios e momentos da vida de Teixeira Gomes e da sua obra que serão apresentados através do conceito de retratos. Retratos a preto e branco, como eram antigamente.

Futebol Algarvio: Resultados do fim de semana


LIGA ZON SAGRES

FC Porto / SC Olhanense – 2/0

Portimonense SC / Beira Mar – 1/0



Campeonato Nacional da 2.ª Divisão

Madalena / Farense – 2/0

Louletano / Operário – 1/2

Reguengos / Lagoa – 1/0

Campeonato Nacional da 3.ª Divisão

Esperança de Lagos / Fabril Barreiro – 2/1

Messinense / Estrela de Vendas Novas – 2/0

Odemirense / Beira Mar – 3/1

(Fonte: Associação de Futebol do Algarve)

domingo, 26 de setembro de 2010

Macário leva vereação, Assembleia Municipal, chefes da autarquia e jornalistas a ver Faro de autocarro

O presidente da Câmara de Faro promoveu ontem, 25 de Setembro, uma visita de autocarro com o objectivo de mostrar a vereadores, membros da Assembleia Municipal, directores de departamento e chefes de divisão da autarquia e, claro, jornalistas obras e equipamentos que estão em curso no concelho, nomeadamente a remodelação da Escola Secundária Tomás Cabreira, a futura sede do Moto Clube de Faro, o lar e centro de actividades ocupacionais da APPACDM, o futuro Polidesportivo do Patacão, o Centro de Dia instalado na antiga Escola da Conceição, culminando com a cedência da Escola da Arjona ao Clube de Caçadores de Alcaria Cova.

Se não fosse triste ainda estariam todos a rir.

É que, depois de 11 meses à frente da câmara, é anedótico que ainda tenha que visitar obras do Governo, obras de privados e obras e projectos do anteiror Executivo Municipal para mostrar o que quer que seja em Faro.

Vejamos:

A remodelação da Escola Secundária Tomás Cabreira, assim, como da Secundária João de Deus, são ambas obras promovidas pelo Governo sem qualquer intervenção da autarquia, assim como a contrução da sede do Moto Clube de Faro, cujas obras são exclussivamente financiada pelos sócios daquele clube sendo que há quase dois anos que está em curso.

O lar e centro de actividades ocupacionais da Associação Algarvia de Pais e Amigos de Crianças Diminuidas Mentais, na Lejana, nasce de um projecto do anterior Executivo (que ofereceu o terreno àquela IPSS) e apoiou a sua candidatura ao Plano Operacional de Potencial Humano que viria a ser aprovada, ainda antes das ultimas eleições autarquicas, o mesmo se aplica ao centro de dia de Conceição de Faro. Escusado será dizer que nenhuma destas obras ainda começou ou sequer foram lançados os concursos.

O Polidesportivo do Patacão é outra obra deixada pelo Executivo do PS, restando, assim, de todo o programa da visita a cedência da antiga escola primária da Arjona ao Clube de Caçadores de Alcaria Cova. Sim esta “obra” é da responsabilidade da actual maioria de direita.

É impressão minha ou isto é muitíssimo pouco para quase um ano de “trabalho”.

Algarve: Mais de 20 mil desempregados em agosto bateram recorde de desemprego no verão

«O Algarve registou em agosto deste ano 21 370 desempregados, uma situação que coloca a região no pior registo oficial de sempre de desempregados no mês de agosto.


“São preocupantes os dados disponibilizados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (.) e que indicam que existiam 21 370 desempregados em agosto, o que corresponde ao pior registo oficial de sempre de desempregados no mês de agosto no Algarve", lê-se num comunicado da União de Sindicatos do Algarve, divulgado pelo Observatório do Algarve.


A União dos Sindicatos do Algarve classifica a situação económica e social algarvia como estando em "degradação acelerada" e avisa que vai pedir reuniões com várias entidades regionais, partidos políticos e com o bispo do Algarve, com o objetivo de procurar "caminhos que permitam obrigar o Governo a uma intervenção urgente”.»


O desemprego, em particular no Algarve, é cada vez mais um problema a exigir medidas especificas e com urgência. Esta deveria ser a prioridade politica do momento.

Faro: Abastecimento de viaturas eléctricas não funcionou no dia de inauguração

«O sistema de carregamento de viaturas eléctricas em Faro não funcionou na sua inauguração, Dia Europeu sem Carros, informou a autarquia farense, em comunicado, no qual manifestou o seu desagrado pela situação.

A inauguração da rede de pontos de carregamento Mobi.e estava previsto para 20 cidades do país mas em Faro a inauguração “não cumpriu os objectivos”, salientou a câmara.

“O sistema [localizado junto ao mercado municipal] não estava operacional nem a edilidade foi avisada dos problemas técnicos que obstavam ao regular funcionamento dos pontos de carregamento”, acrescenta-se.

Segundo o Região Sul a autarquia manifestou junto do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal – responsável pelo funcionamento da rede – o seu “desagrado”, solicitando que a situação seja “rapidamente corrigida”.»

Quando foi para anunciar a instalação dos pontos de carregamento de viaturas electricas os comunicados da Câmara faziam crer que era uma iniciativa da lavra da actual maioria de direita, esquecendo que a adesão de Faro à rede MOBI-e foi efectuada pelo então Vice-presidente Augusto Miranda em simultaneo com outras 19 cidades portuguesas.

Agora que a coisa não correu da melhor forma apressam-se a lavar dai as suas mãos atribuindo as culpas ao Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal. Enfim, é um bom exemplo da personalidade errante desta equipa politica.

Estoi: partem parede para roubar cofre de escola

Por volta da 01h00 de Sexta-feira os relógios pararam na Escola EB 2/3 Emiliano da Costa, em Estoi, no concelho de Faro. Foi nessa altura que os assaltantes desligaram o abastecimento eléctrico do edifício. Depois entraram, partiram uma parede e chegaram ao cofre, de onde levaram todo o dinheiro. Foi o segundo assalto a escolas no Algarve, em três dias.

O corte da electricidade, para além de parar os relógios, serviu também para desactivar os alarmes do estabelecimento de ensino.

Dessa forma, os ladrões puderam andar livremente pelo edifício até chegar à secretaria. Aí, "provavelmente com uma picareta", refere ao Correio da Manhã fonte do comando da GNR na região, "partiram uma parede para conseguir chegar ao recheio do cofre", explica.

Levaram mais de 1500 euros. A juntar a isso, há ainda que contabilizar o prejuízo com o sistema eléctrico e telefónico (também destruído pelos criminosos), as portas e as fechaduras arrombadas e três computadores portáteis também levados pelos gatunos.

A GNR esteve no local a recolher indícios e está a investigar o caso, tal como o assalto à EB 2/3 da Mexilhoeira Grande, no concelho de Portimão, que foi alvo de roubo, também do cofre, na madrugada de terça-feira. Apesar da coincidência em ambas as situações, as autoridades afirmam que "para já não há qualquer indício que relacione os dois casos".

Ainda em resultado do ataque, a Escola Emiliano da Costa teve de receber reparações, efectuadas ao longo do dia de ontem pelo pessoal da Câmara Municipal. Por isso, na passada Sexta-feira não houve aulas no estabelecimento de ensino.

(Fotografia: Correio da Manhã)

sábado, 25 de setembro de 2010

Câmara de Faro autoriza prolongamento do horário da Recepção ao Caloiro

«A Câmara de Faro autorizou a Associação Académica do Algarve a prolongar o último e mais emblemático dia da Recepção ao Caloiro, (Terça-feira, 1 de Outubro) até às 5 da manhã, satisfazendo assim a principal reivindicação dos estudantes que já haviam ameaçado levar os festejos para fora de Faro.

O presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUALg), Guilherme Portada, explicou à agência Lusa que esteve hoje à tarde reunido com o presidente da Câmara de Faro, a quem entregou “548 assinaturas de residentes em Faro e de estudantes universitários” a pedir que a tradicional Alcoolização dos Perus fosse feita dentro da cidade.

“Conseguimos chegar a um entendimento com o autarca. É uma vitória para a cidade de Faro e para os estudantes universitários e por isso a Associação Académica já não vê necessidade de fazer dois dias de luto académico”, disse Guilherme Portada.

Segundo o presidente da AAUALg, o principal receio da academia relacionava-se com o facto de os estudantes universitários terem de pegar em automóveis para realizar fora da cidade a Alcoolização dos Perus. Contudo, com o entendimento conseguido com a autarquia os estudantes não vão precisar de conduzir, acrescentou Guilherme Portada.

Os dois dias de luto académico anunciado esta semana pela AAUALg vão ser agora substituídos por outras atividades “mais simpáticas” a decidir na Assembleia Magna agendada para segunda feira, às 18:00, no Auditório da Escola Superior de Hotelaria e Turismo.»

Finalmente “bom senso”!

Os estudantes da Universidade do Algarve e os seus dirigentes associativos estão de parabéns, porque souberam com elevação e união lutar pelo espirito e tradição académica e, particularmente, pela honorabilidade da palavra dada.

A Associação Académica e os estudantes da UAlg deram um notável exemplo de cidadania, respondendo com superioridade e enorme dignidade a todas as provocações, desconciderações e até aos insultos de muitos que por triste e cega defesa partidária tentaram, nos últimos dias, lançar a cidade contra os seus estudantes.

Não o conseguiram, porque este nunca foi um problema político ou partidário, e a prova-lo está que, numa tarde, centenas de moradores em torno do Largo de São Francisco subscreveram o abaixo-assinado a favor do espirito académico. Bravo!

Estes dias de protesto estudantil resultam ainda numa vitória maior.

Num momento de tensão, a cidade foi obrigada a olhar para os estudantes universitários e a tentar compreender a vida académica. Em casa, no trabalho, nos cafês, em toda a parte falou-se da importância cultural, social e económica dos estudantes e, colectivamente, percebemos que os estudantes, com coisas boas e menos boas, fazem parte deste todo que é Faro e que não estamos dispostos a perder ou a dispensar a sua participação.

É uma vitória da tolerância, da juventude e do espirito académico. É uma grande vitória de FARO.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Caloiros: José Vitorino diz que Macário rasgou "compromissos assumidos pelo vereador"

“Mais uma bronca e um ato de prepotência” é a forma como o grupo de cidadãos “Com Faro no Coração” (CFC) classifica a decisão do presidente da Câmara de Faro de reduzir o horário da festa de Receção ao Caloiro, a decorrer naquela cidade, já depois de o evento ter começado.

O grupo que apoiou a candidatura do ex-presidente da Câmara de Faro José Vitorino nas últimas autárquicas acusou a autarquia de “atentar contra as tradições universitárias e rasgar compromissos já assumidos pelo vereador do pelouro”.

“O CFC está solidário com a Associação Académica e os estudantes nos seus protestos, perante mais este ato do Engenheiro Macário Correia que confirma o radicalismo e falta de bom senso que sempre denunciámos”, considera o movimento.

“A desautorização do vereador pelo Presidente, obriga a que no futuro os munícipes não possam confiar na palavra dos vereadores”, considera a direção do CFC.

“A Universidade é essencial para Faro, o que justifica um equilíbrio pelas grandes iniciativas dos estudantes e a realidade dos cerca de 50 milhões de euros injetados na economia do Concelho. Não perceber isto é não perceber nada!”, conclui o movimento liderado pelo ex. presidente da Câmara do PSD, José Vitorino, citado pelo Barlavento.

Supermercados: Sul e interior com preços mais altos

Um estudo realizado pela Proteste, que visitou 549 lojas e comparou quase 68 mil preços em 104 concelhos do país indica que o Sul e o interior do país têm os cabazes de compras mais caros.

Com base nesse estudo divulgado pelo Observatório do Algarve, e para ajudar os consumidores a poupar nas compras a Proteste, revista da Deco, organizou uma lista dos estabelecimentos mais baratos para indicar onde poupar nas compras do supermercado.

O Norte e o Centro do País são as zonas mais em conta enquanto no interior e no Sul os preços são mais altos. No caso do Algarve, a região não possui nenhum supermercado em que os preços estejam no índice 100, indicador da loja mais barata no concelho. Os outros são calculados a partir deste. Por exemplo, o índice 120 indica que os preços são 20% mais caros.

O estudo, que incluiu 3 supermercados na Net, foi realizado na base de dois cabazes, o primeiro com 100 produtos de características definidas, destinado a quem privilegia as marcas, representa o consumo de uma família média portuguesa. O cabaz 2 inclui 81 produtos e representa quem opta pelo preço mais baixo. A revista de consumidores comparou cerca de 68 mil preços para estes dois cabazes.

Veja aqui o resultado dos supermercados do Concelho de Faro analisados neste estudo realizado pela Proteste.

Algarve: Preços da habitação baixam 4,8% e licenciamentos caem 30%

Promotores de habitação no Algarve baixaram preços dos imóveis em 4,8% no último trimestre de 2009. Já o licenciamento de novos fogos para habitação caiu 30% no primeiro semestre deste ano avança o Observatório do Algarve.

No 4º trimestre de 2009, os promotores de habitação na região Algarvia procederam a uma revisão dos preços dos imóveis em baixa, numa percentagem de 4,8, segundo dados do SIR – Sistema de Informação Residencial, que congrega a informação de oferta e vendas de empresas de promoção e mediação imobiliária.

Por sua vez os dados divulgados pela Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS) esta semana referem que no Algarve o licenciamento de novos fogos habitacionais recuou, em termos homólogos, 30% no primeiro semestre do ano, relativamente a 2009 (-9% em termos nacionais, no mesmo período).

Neste sector, os sinais de crise são dos mais profundos, registando-se uma queda de 56%, em termos homólogos, no valor das adjudicações de concurso públicos, até ao fim de Agosto.

A análise regional de conjuntura da AECOPS salienta: “as diminuições homólogas verificadas, sobretudo em Lisboa (64 por cento) e Algarve (56por cento), em valor e em número dos concursos adjudicados, revelam bem a desaceleração da produção de obras públicas no país”.

Faro: "Fado" de Carminho para ouvir esta noite

A fadista portuguesa Carminho vai apresentar esta sexta-feira, 24, em Faro, no Teatro das Figuras, às 21:30 horas, as canções do seu primeiro álbum, “Fado”.

O álbum de estreia editado em Junho passado, para além dos mais rasgados elogios por parte de público e crítica especializada, mereceu entrada directa para o 2.º lugar do «top» de vendas nacional.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O que seria de Faro sem os estudantes?

A pergunta foi bem colocada pelo Presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve e demonstra que o objectivo dos dois mil estudantes que se dirigiram ontem à Câmara Municipal em protesto face à má fé administrativa do actual Executivo – que um dia emite uma licença e no outro altera os seus termos – é a de apaziguamento e a de quem procura com elevação acabar com o clima de hostilização e provocação aos estudantes.

Parece obvio que o Presidente da Câmara de Faro quer, mais uma vez, pôr uns contra os outros – como fez com os trabalhadores da Câmara – e colocar, desta vez, a cidade contra os seus estudantes.

Os factos são indesmentíveis:

Foi o Presidente da Câmara Municipal de Faro quem decidiu que a Recepção ao Caloiro seria feita no Largo de São Francisco. Foi o Vereador da Juventude quem garantiu à Associação Académica da Universidade do Algarve que os horários seriam idênticos aos autorizados no passado. Foi a Câmara Municipal de Faro que emitiu na Segunda-feira uma licença que violava a palavra dada pelo Vereador Paulo Santos reduzindo o horário de funcionamento da Recepção ao Caloiro. Foi o Presidente da Câmara de Faro quem mandou, na Terça-feira, a PSP notificar os estudantes atribuindo-lhes um novo horário ainda mais limitado. Foi, por exclusão de partes, a Câmara Municipal de Faro quem mandou o corpo da polícia de choque, fortemente armado, cercar os estudantes e garantir o encerramento da recepção ao caloiro.

Em todo este processo fica clara a má fé administrativa e politica da Câmara Municipal de Faro que um dia diz uma coisa e no outro faz o seu oposto, mudando as regras por si própria fixadas quando a partida já vai a meio.

Tudo isto num ano em que a Câmara de Faro se recusou a conceder qualquer apoio à Associação Académica da Universidade do Algarve assumindo esta, pela primeira vez, todos os custos e encargos financeiros com segurança do recinto, limpeza, emergência médica, electricidade e água.

Macário Correia diz que os estudantes fazem barulho.

O que quereria o Presidente da Câmara de Faro? Que os jovens se comportassem como velhos? Que vestissem fato e gravata? Que fossem todos formatados a meninos de coro?

Ora não podemos, a cidade e todos nós, querer por um lado que os estudantes consumam como jovens, entrando nas lojas e comprando perfumes, sapatos e roupa de marca, alugando quartos a duzentos euros/mês, enchendo a dispensa nos nossos supermercados, tirando copias e comprando livros nas nossas papelarias, organizando jantares nos nossos restaurantes, bebendo nos nossos cafés e bares e depois que se comportem como velhos.

Num ano lectivo com 9 meses de estudo e de exames, os estudantes universitários têm 2 a 3 semanas de festa e, eventualmente, de excessos, será isso de mais? Será desproporcional? Não será assim em todas as cidades universitárias?

Será que a cidade de Faro o que recebe dos 10 mil estudantes da Universidade do Algarve não compensa a euforia e a irreverência, próprias da juventude, durante 3 semanas?

Será possível ambicionarmos ser uma cidade universitária sem estudantes?

Uma cidade que restringe e limita a juventude é uma cidade sem esperança. Uma cidade que exclui os jovens e a sua irreverência é uma cidade que está morta, ainda que não o saiba.

FARO: Estudantes da UAlg acusam autarquia de "esmagar" receção dos caloiros

«A Associação Académica da Universidade do Algarve acusa a Câmara de Faro tratar os estudantes da cidade como "bandidos" e de "esmagar" a receção aos novos alunos por impor horários restritivos à Festa do Caloiro.

A Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUALG) informa em comunicado que foi notificada pela fiscalização da Câmara de Faro com uma "segunda limitação aos horários da receção ao caloiro", algo que vê com "espanto" e "total incredulidade”.

Segundo os estudantes, na segunda feira passada a Câmara de Faro emitiu uma licença para organização da "receção ao caloiro" com um horário menor do que aquele que estava acordado em anos passados com a autarquia.

O estabelecido inicialmente com o vereador da Juventude, Paulo Santos, previa que, durante a semana, o recinto fechasse às 03:00, que na sexta feira encerrasse às 04:00 e que no último dia do evento, no domingo, pudesse permanecer aberto até às 06:00, ainda segundo a associação académica. Mas quando foram buscar a licença de funcionamento, o horário, para surpresa dos estudantes, já era "menor", acrescenta.

Mais tarde, na noite de terça para quarta feira, cerca da meia noite, elementos da Câmara Municipal de Faro acompanhados por agentes da PSP, notificaram a Associação Académica da UALG sobre um novo limite de horários, que os obriga a encerrar o recinto todos os dias até às 02:00, dizem os estudantes.

“Somos completamente esmagados com nova alteração à licença de funcionamento da receção ao caloiro (.), obrigando-nos a fechar ainda mais cedo o recinto. Mais tarde fomos mesmo obrigados a terminar o nosso evento mais cedo, pressionados e cercados por agentes da Polícia de Intervenção, como se de bandidos nos tratássemos", lê-se na nota divulgada pelo Observatório do Algarve.

A AAUALG tentou falar com o presidente da Câmara da Faro mas, segundo a mesma nota de imprensa, Macário Correia limitou-se a informar que não tinha nada a acrescentar, uma atitude que os estudantes consideram ser "desconsideração pelos 10 mil estudantes universitários" da cidade.»

Os estudantes da Universidade do Algarve prestaram um exemplo de cidadania e de responsabilidade digno de realçe ressistindo, com enorme superioridade moral e ética, a todas as provocações do Presidente da Câmara de Faro.

É que não se pense que mandar a PSP notificar os estudantes de um terceiro horário - depois de lhes ter virado as costas no dia anterior - e, de seguida, enviar o corpo de intervenção para cercar o recinto da Recepção ao Caloiro não foi uma provocação premeditada. Foi, mas os estudantes universitários de Faro não cairam no truque, mostrando mais sentido de estado que o seu autarca.

Universitários de Faro querem dois dias de luto académico

«O presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve convocou uma Assembleia Magna para votar dois dias de luto académico como protesto contra a decisão da Câmara de Faro de reduzir os horários da Festa do Caloiro.

Cerca de dois mil estudantes da Universidade do Algarve concentraram-se hoje à frente da Câmara de Faro para pedir ao presidente autarquia, Macário Correia, que reavaliasse a decisão de reduzir os horários de abertura do recinto em que decorrerá a festa de receção aos novos alunos.

O presidente da Associação Académica, Guilherme Portada, solicitou a Macário Correia, durante a sessão pública de hoje da reunião do executivo camarário, que reconsiderasse a decisão de obrigar que o recinto feche até às 02h00 (de domingo a segunda) e até às 03h00 (na sexta e no sábado).

Macário Correia recusou reconsiderar, invocando a lei do ruído, e comunicou que apenas autorizaria outros horários se os estudantes entregassem assinaturas dos moradores próximos do recinto.

À saída da reunião do executivo camarário, Guilherme Portada disse aos jornalistas que a proposta de Macário Correia era "inaceitável", "fundamentalista" e "vergonhosa" e que ia convocar uma Assembleia Magna para decidir dois dias de luto académico.

Segundo Guilherme Portada, o luto académico significa, por exemplo, encerrar serviços da academia ou os estudantes andarem trajados e tapados, contudo, garantiu que a Associação Académica vai "cumprir os horários" determinados pela Câmara, porque os estudantes são "civilizados”.

Guilherme Portada afirmou ainda ao Observatório do Algarve que todos os prejuízos fruto da redução dos horários, nomeadamente os que estão relacionados com os contratos com os artistas, segurança, electricidade, água ou som passarão a ser da responsabilidade da Câmara de Faro.»

Não existe restea de bom senso, razoabilidade ou proporcionalidade na atitude da Câmara Municipal de Faro quando esta decide, unilateralmente, restringir o horário da Recepção ao Caloiro para as duas horas da manhã, um limite que é inferior ao horário atribuído pela mesma Câmara aos bares e discotecas que existem no centro histórico de Faro e dentro das zonas residênciais e que fazem barulho e incomodam todas as noites os moradores.

O problema de Macário Correia não é o barulho dos estudantes, o problema é o seu manifesto nanismo político.