terça-feira, 30 de novembro de 2010

Portimão é quem mais sofre no caso de um terramoto igual ao de 1755

O município de Portimão será um dos mais afetados por um sismo com epicentro a Oeste do Cabo de São Vicente, com mais feridos e mortos, segundo o simulador que hoje foi testado num exercício da Protecção Civil.

A cidade de Portimão e a sua envolvente serão as zonas mais afectadas, em termos de mortos e feridos, em caso de um sismo de larga escala como o que aconteceu em 1755, isto a avaliar pelos resultados de um simulacro da Protecção Civil que decorreu hoje no Mercado Abastecedor da Região de Faro, que pretendeu recriar as condições de uma catástrofe sísmica no Algarve.

Desde as 8 da manhã que os operacionais da Comissão Distrital da Protecção Civil estiveram no terreno a testar sobretudo as comunicações via rádio, e o sistema de coordenação institucional e político. "Uma das coisas que notámos que funcionava mal, logo antes até de partir para o exercício foi o facto de as 16 estuturas municipais reportarem em simultâneo para um só comando, será preciso provavelmente criar uma estrutura que contemple Barlavento, Algarve Central e Sotavento", reconhece Vaz Pinto.

Por sua vez Silva Gomes, chefe de Gabinete do Governo Civil, representou o comando político na ausência de Isilda Gomes, impedida por morte de um familiar. Silva Gomes, quadro da GNR e ele próprio ex-Governador Civil admitiu falhas no exercício, algumas delas já esperadas: "O que está a correr pior, no cenário simulado, é haver de facto tanta gente morta. Estamos a referir-nos a um simulacro semelhante ao terramoto de 1755 e será dos piores cenários que poderemos ter", disse.
 
Num primeiro encontro com a imprensa sobre a forma como o exercício está a ser realizado, Silva Gomes explicou que "em termos de eficácia da Protecção Civil no terreno, é necessário ter a noção de que uma situação destas altera a vida normal, a forma como se age sobre os acontecimentos, e vai haver grandes problemas de comunicações, dificuldades de saber numa fase inicial o que é que está a acontecer".

"Mas temos de ter noção que uma situação destas, a acontecer, será resolvida num período longo e não nas oito horas que dura este exercício", frisou.

"A primeira coisa que nos interessa realçar é que, pela primeira vez, temos um instrumento como o simulador de risco sísmico e tsunamis, que é uma ferramenta nova, inovadora, que nos permite exatamente calcular cenários e estar preparados para eles. E até há bem pouco tempo isto não existia, era tudo feito com base em estimativas e palpites", concluiu Silva Gomes. Além das baixas humanas o sismo teria provocado graves constrangimentos na rede eléctrica - cerca de 93% da população ficaria sem electricidade - e nas comunicações, deixando o Algarve sem rede de telefones fixos e de telemóveis.

Apesar de não haver deslocação de meios no terreno, o simulacro servirá para testar os meios de direção, coordenação e comando à catástrofe.

Além de perto de 6 mil mortos, o sismo provocou, de acordo com o simulador, entre 2510 e 6366 feridos ligeiros, entre 471 e 3470 feridos graves e entre 11815 e 32654 desalojados, consoante o melhor e o pior cenário simulados.

O simulador aponta ainda no mapa as zonas em que o sismo teve maior impacto em número de mortos, desalojados, feridos ligeiros e graves, permitindo ao centro de comando coordenar melhor a resposta à catástrofe.
 
O simulacro, classificado como Exercício de Posto de Comando, tem por objetivo "testar procedimentos e a operacionalidade do Plano Especial de Emergência para o Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve, que se encontra em fase final de elaboração", segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Banco Alimentar recolhe 190 toneladas só no Algarve, um aumento de 21,6%

«O Banco Alimentar contra a Fome do Algarve (BACFA) recolheu cerca de 190 toneladas na campanha que decorreu no sábado e domingo, o que representa mais 41 toneladas que na campanha de Novembro do ano passado, um aumento de perto de 21,6%.

A nível nacional, os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram este fim de semana 3265 toneladas de alimentos, mais 775 toneladas do que no ano passado.

A recolha bateu este ano recordes quer de alimentos doados quer de voluntários envolvidos, conseguindo mais 30 por cento de produtos do que em Novembro de 2009 e somando mais de 30 mil voluntários em todo o país.

Segundo Ida Martins, do Banco Alimentar do Algarve, “a recolha correu espetacularmente bem“.

Adriano Pimpão, presidente do BACFA, salientou que isso “foi devido ao grande movimento de solidariedade da sociedade portuguesa e ao profissionalismo e dedicação de milhares de voluntários que nada pedem em troca que não seja a recusa do desperdício e a possibilidade de minorar as carências alimentares de milhares dos seus concidadãos“.

Apesar de não saber precisar quantos voluntários participaram na campanha nos super e hipermercados algarvios, no transporte e ainda nos armazém em Faro, Ida Martins sublinhou que “houve sempre muita gente a participar e muitos novos voluntários, jovens e pessoas mais velhas“.

Adriano Pimpão, por seu lado, garantiu que “o número de voluntários excedeu as expetativas, havendo ocasiões em que havia filas para colaborar na recolha e armazenamento dos alimentos. Também se registou um aumento significativo no número de voluntários organizados por empresas, bem como um grande aumento de apoio de transporte dos alimentos“.

O presidente do BACFA agradece, por isso, “a todos que deram o seu contributo para esta campanha” e garante que “a melhor compensação para o seu trabalho será a distribuição destes alimentos às cerca de 15.000 pessoas que, através das inúmeras Instituições de Solidariedade que trabalham com o Banco Alimentar do Algarve, recebem assim o que outros decidiram partilhar“.

No Algarve, o Banco Alimentar dá apoio a 74 instituições de solidariedade social, em todos os concelhos da região, havendo ainda nove em lista de espera para serem apoiadas.

“As quantidades de géneros recolhidos este fim de semana, que, apesar da profunda crise económica que afeta o país, constituem um recorde absoluto, mostram que os cidadãos Portugueses são intrinsecamente generosos e aderem inequivocamente a projetos cujos objetivos compreendem“, disse Isabel Jonet, presidente dos Bancos Alimentares a nível nacional, no balanço de mais esta campanha.

As contribuições para o Banco Alimentar Contra a Fome vão continuar até 5 de dezembro através da disponibilização de cupões-vale de produtos alimentares em várias cadeias de supermercados, sendo as doações auditadas por uma empresa externa especializada.»
(Noticia: barlavento)

Não deixa de ser curioso e digno de registo que numa época de crise e de dificuldades para muitas famílias a generosidade dos portugueses tenha este ano aumentado. Estão de parabéns todos quantos participaram nesta campanha do Banco Alimentar como voluntários e como doadores.

A22: Governo só vai ouvir AMAL para decidir onde colocar pórticos

A introdução de portagens em toda a Via do Infante está garantida, diz o Governo que admite ouvir a AMAL, mas só para definir locais de colocação das portagens.

O Governo vai ouvir o que os autarcas algarvios têm para dizer, mas apenas para que se pronunciem sobre os locais onde colocar os pórticos de cobrança de portagens e a alguns percursos locais onde não serão efectuadas cobranças.

Segundo um documento a que o Observatório do Algarve teve acesso, a tutela respondeu a 4 de Novembro, cerca de um mês depois, aos autarcas da Comunidade Intermunicipal do Algarve, que têm vindo a solicitar desde 4 de Outubro com urgência uma reunião com o primeiro-ministro.

O Governo 'passou a bola' para o Ministro das Obras Públicas, António Mendonça, que depois remeteu para o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos. Foi o gabinete deste último que respondeu a 3 de Novembro, sem se comprometer com uma data, mas agradecendo a disponibilidade manifestada pela Comunidade Intermunicipal do Algarve para a resolução do processo de introdução de portagens na A22.

A 3 de Novembro, o Governo confirmava que já decorriam os trabalhos técnicos para encontrar soluções de introdução de portagens na Via do Infante e em resposta ao OdA afirma que a reunião com a AMAL terá lugar "Assim que estiverem reunidas as condições técnicas que neste momento estão em franco desenvolvimento , mas sempre antes da tomada de decisão Governo relativamente à localização dos pórticos e aos percursos locais onde não serão efectuadas cobranças".

Do mesmo modo, a tutela esclarece em resposta ao Observatório do Algarve quando questionada sobre as isenções previstas que se aplicarão a todos os que residam ou trabalhem no Algarve. "Todas as pessoas e empresas locais que residam ou que tenham sede na região do Algarve terão isenções e descontos, até 30 de Junho de 2012. Beneficiarão ainda de isenções e descontos aqueles que residam ou tenham sede em alguns dos concelhos abrangidos pela região do Baixo Alentejo", afirma o gabinete do MOPTC. "A partir de 1 de Julho de 2012 as isenções passam a depender dos indicadores de desenvolvimento da região", conclui o Ministério.
 
Autarcas aborrecidos, mas não endurecem formas de luta
Recorde-se que ainda recentemente o presidente da AMAL, Macário Correia, acusou o Governo de estar a avançar com a colocação dos pórticos sem ouvir os autarcas algarvios. "Sabemos que estão a ser feitas diligências para, nas próximas semanas, serem colocados dez pórticos na Via do Infante, o que é uma atitude pouco elegante", disse à agência Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve e da câmara de Faro, Macário Correia (PSD).

Macário disse ainda esperar que a colocação dos dez pórticos na Via do Infante não seja concretizada antes de os autarcas se reunirem com o Governo. Ainda assim, não endureceu a posição da AMAL face à colocação das portagens, nomeadamente sobre novas formas de protesto.

À espera de um sinal... ou de uma portagem
Assim, politicamente mantém-se a posição unânime a que chegaram os 16 autarcas algarvios no início de Outubro, sintetizada nas palavras do presidente da AMAL: “Os sinais de rua podem ter o seu contexto, em circunstâncias sindicais ou laborais ou outras, nós entedemos que devemos agir de forma responsável, serena, diplomática e construtiva”, afirmou na altura, em conferência de imprensa, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, Macário Correia.

Nesse encontro com a comunicação social, Macário justificou o afastamento do protesto convocado pela Comissão de Utentes da Via do Infante (A22), cujo mentor é militante do Bloco de Esquerda, por considerar que "emana de uma área política circunscrita, que pode ter objetivos que não têm só a ver com a Via do Infante".

Quando questionados sobre se esta posição configura um ‘sim’ às portagens logo que a 125 esteja requalificada, algo que alguns autarcas têm contestado por não considerarem a Estrada Nacional como alternativa à Via do Infante, os responsáveis da AMAL garantem que ‘cada coisa deve ser analisada no seu momento histórico’.

“O Governo tem a intenção de introduzir portagens daqui a seis meses, em Abril e nós estamos a dizer que não concordamos com isso. Acreditamos que podemos ser ouvidos e que o primeiro-ministro compreenda as nossas razões. Mas cada coisa deve ser analisada a seu tempo”, adiantou em Outubro Macário Correia.

Já o vice-presidente Seruca Emídio (Loulé) preferiu destacar o sentimento de ‘unidade’ dos autarcas algarvios, como um sinal de força a transmitir ao Governo, a partir da região algarvia, mas a verdade é que até hoje continuam à espera de uma resposta.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Portimonense: EDP diz que "apagão" é responsabilidade do Estádio Algarve

«O "apagão" que obrigou à interrupção do encontro entre o Portimonense e União de Leira, no domingo, deve-se a uma avaria no posto de transformação do Estádio Algarve, a qual "é alheia" à EDP, disse a empresa. Portimonense paga 5 mil euros sempre que vai ao estádio .

O encontro entre o Portimonense e a União de Leiria, da 12.ª jornada da Liga de futebol, foi interrompido no domingo, aos 53 minutos, devido à pouca visibilidade motivada pela falha de energia elétrica, ocorrida ainda durante a primeira parte.

Por acordo entre os clubes, a partida foi reatada às 15:00 de hoje, para que se jogassem os restantes 37 minutos, encontro que a União Leiria acabou por vencer por 2-1.

Em declarações à agência Lusa, a fonte da EDP recusou "qualquer responsabilidade da empresa na avaria", imputando-a ao Estádio Algarve, proprietário do posto de transformação onde a mesma ocorreu.

"O posto é propriedade do Estádio, entidade responsável pela sua manutenção e reparação onde ocorreu a avaria", disse a fonte.

Acrescentou que, depois de ter recebido a comunicação no domingo, a empresa enviou ao local um piquete que detetou o problema e "constatou que era dentro do posto de transformação, na qual a EDP não tem qualquer responsabilidade, comunicando o facto aos responsáveis do estádio".

O Portimonense utiliza habitualmente o Estádio Algarve para a realização dos seus jogos, por impedimento do Estádio Municipal de Portimão, que está a ser adaptado às exigências da Liga para ali disputar os seus encontros, cuja conclusão das obras está prevista para o final do corrente ano.

Fonte do clube algarvio disse à Lusa que o clube desconhece a origem da avaria elétrica, tendo-lhe sido apenas comunicado que "era exterior ao Estádio Algarve e que a mesma esteja a ser reparada pela EDP".

A mesma fonte acrescentou que o Portimonense "paga cinco mil euros por cada vez que utiliza aquele estádio, seja para jogos ou treinos".

Lamentou ainda que o treinador da União de Leiria tenha levantado "suspeitas sobre o problema ocorrido no domingo, ao insinuar na conferência de imprensa que seria uma avaria provocada".»
(Noticia: Observatório do Algarve)

Mais uma mancha. O Estádio Algarve já tem tão pouca utilização que este tipo de situações ainda mancham mais aquela estrutura desportiva. Já agora o Presidente da Câmara de Faro que é sempre tão rápido a pedir responsabilidades aos outros sobre este erro em sua casa ainda não apareceu a dar a cara ou a justificar o sucedido.

Exija-se saber o que motivou o apagão.

Município de Loulé: impostos mantêm redução em 2011

«Apesar da quebra de receitas provenientes dos impostos no último ano, a Assembleia Municipal de Loulé, reunida na passada sexta-feira em sessão extraordinária, aprovou por larga maioria a proposta da Câmara Municipal em manter a redução nos impostos para o ano de 2011.

À semelhança do aconteceu este ano, a Taxa do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) a aplicar aos prédios urbanos situar-se-á nos 0,68%. Quanto à Taxa do IMI a aplicar aos prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI manter-se-á nos 0,36%.

Atendendo aos resultados dos censos 2001, em que é notória a progressiva desertificação das freguesias do interior do Concelho de Loulé, e como forma de incrementar a fixação demográfica e económica nesta áreas, foi aprovado uma minoração em 30% das taxas de IMI propostas, nas freguesias de Alte, Ameixial, Benafim, Querença, Salir e Tôr.

Também com o objetivo de combater a desertificação da área serrana do Município de Loulé, foi aprovada mais uma vez a isenção do pagamento do IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis) nas freguesias de Alte, Ameixial, Benafim, Querença, Salir e Tôr, às aquisições efetuadas por jovens, entre os 18 e os 35 anos, de prédio ou fracção autónoma de prédio urbano situado nas áreas beneficiárias, destinado exclusivamente à primeira habitação própria e permanente, desde que o valor sobre o qual incidirá o imposto não ultrapasse os valores máximos de habitação a custos controlados, acrescidos de 50%.

“Numa altura de crise, estas iniciativas revestem-se de especial importância para os munícipes louletanos“, salienta a Câmara, em comunicado.»
(Noticia: barlavento)

Depois de Lagoa e Albufeira é a vez agora da Câmara de Loulé anunciar o não aumento dos impostos no Concelho. Começa a ser claro que a deliberação tomada na AMAL de que todas as câmaras deveriam colocar os seus impostos no máximo não passou de um fato encomendado por algum autarca que desejava levar a cabo um aumento generalizado dos impostos e das taxas no seu concelho.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Algarve "atingido por sismo" para testar resposta das estruturas de comando à catástrofe

O Algarve “será atingido” esta segunda-feira por um sismo de grande magnitude que provocará um “elevado número de vítimas” e “avultados danos materiais e ambientais”, num simulacro que visa testar a capacidade de resposta à catástrofe.

O simulacro, promovido pela Comissão Distrital de Protecção Civil (CDPC) de Faro e classificado como Exercício de Posto de Comando, tem por objetivo “testar procedimentos e a operacionalidade do Plano Especial de Emergência para o Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve (PEERST-Alg), que se encontra em fase final de elaboração”, explicou a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

O Comando Distrital de Operações de Socorro, Vaz Pinto, explicou à Lusa que, apesar de não haver deslocação de meios no terreno, o simulacro "servirá para testar os meios de direção, coordenação e comando, quer ao nível distrital quer municipal".

No simulacro, com início marcado para as 08:00, o Algarve vai ser atingido por “um sismo com epicentro 228,6 quilómetros a oeste-noroeste de Faro”, ao qual se seguirão “vibração de terrenos, tsunamis e liquefação de solos”.

“Estes eventos darão origem ao colapso de vários edifícios, pontes, viadutos, vias-férreas e rodoviárias, bem como cheias, incêndios e outros incidentes devastadores que, no seu conjunto, provocarão, além de um elevado número de vítimas, avultados danos materiais e ambientais”, precisou a ANPC.

A ver a resposta das estruturas de comando estarão observadores e avaliadores, que terão por base “apurar a eficácia e eficiência dos procedimentos previstos no âmbito do Plano Especial de Emergência para o Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve.

Um sismo com a magnitude do registado no Haiti em janeiro passado, por exemplo, causaria uma inoperacionalidade de cerca de 50 por cento nas infraestruturas básicas algarvias, segundo o simulador utilizado na elaboração do Estudo de Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve.

“Neste cenário ficariam afetadas em cerca de 50 por cento unidades hospitalares, escolas, redes elétricas ou de abastecimento de água, entre outras", precisou Sousa Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico e um dos peritos que participou na elaboração do estudo, durante a apresentação do mesmo.
(Noticia: Região Sul)

“Maior crise de sempre” fechou dez mil restaurantes em 2009

Portugal atravessa a “maior crise de sempre” na restauração, segundo o presidente da principal associação do sector, a AHRESP, que contabiliza o encerramento de dez mil restaurantes no ano passado e prevê dias piores para 2011.

“Ando cá desde 1955. Já passei várias crises, mas esta é a pior. O sector vive numa crise como nunca viveu”, afirmou Mário Pereira Gonçalves, presidente da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, que conta com 25 mil filiados e se auto intitula a “maior associação do país”.

Cingindo-se à área da restauração, aquele responsável explica que a crise sentida no sector teve início em finais de 2008 mas foi no ano seguinte que agravou. “2009 foi um ano mau, este ano piorou e 2011, se não tomarem medidas, vai piorar ainda mais”.

Mário Pereira Gonçalves fala no encerramento de cerca de dez mil estabelecimentos no ano passado, um número que, embora ressalvando ser ainda cedo para conclusões definitivas, “deverá” aumentar este ano devido ao desemprego e à falta de poder de compra dos portugueses e dos turistas.

Um estudo da AHRESP revela que o sector da restauração e bebidas baixou 20 por cento as receitas entre 2000 e 2009, quando contabilizados os aumentos de inflação e de salário mínimo para o mesmo período.

“Isto quer dizer que o sector trabalha neste momento com preços esmagados e sem margem para lucro”, afirmou o presidente da associação.

As diferenças fiscais entre os países da comunidade europeia, em especial o diferencial com a vizinha Espanha, com taxas de IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) mais baixas do que Portugal, prejudicam ainda mais o sector, segundo Mário Pereira Gonçalves. Com uma taxa de IVA em 13 por cento, resultado do aumento de um ponto percentual em Julho passado, Portugal ocupa a 13ª posição, enquanto Espanha está em sétima posição, com uma taxa de oito por cento e menos cinco pontos percentuais do que a taxa aplicada em Portugal. “Especialmente os estabelecimentos na fronteira estão em completa desvantagem”, afirmou aquele responsável, salientando que associação “propôs” ao Governo um acordo para criar 80 mil postos de trabalho no próximo ano.
 
“Mas queremos contrapartidas: harmonização dos impostos com Espanha, redução da taxa social única de 23,65 por cento para 20 por cento, flexibilização da legislação laboral e uma redução dos feriados de 15 para 11 dias”, explicou.

Esta proposta já foi apresentada “verbalmente” ao Governo mas, segundo aquele responsável, o partido no Governo expressou ser “impossível” avançar com tal medida num momento de crise. “Mas é nos tempos de crise que se deve arrumar a casa”, concluiu Mário Pereira Gonçalves.
(Noticia: Público)

PS Algarve dá conta de 280 ME de investimentos a parceiros sociais

O PS Algarve promove segunda feira reuniões com associações empresariais e sindicatos da região. Miguel Freitas vai apresentar o balanço dos investimentos públicos de 2010 e dos que estão previstos para 2011, que ascendem a 280 milhões de euros.

De acordo com o levantamento efetuado pela direção socialista e que será apresentado aos empresários e estruturas sindicais, o valor global dos investimentos realizados este ano no Algarve ascenderam aos 100 milhões de euros, enquanto, no próximo ano, o investimento previsto ultrapassará os 280 milhões de euros.

As reuniões com os parceiros sociais surgem após uma ronda já realizada com os responsáveis das direções regionais que, segundo Miguel Freitas, “permitiu contabilizar todos os investimentos realizados durante este ano e fazer o levantamento dos investimentos previstos para o próximo, que na região que irão aumentar”, garante o líder do PS.

Para o também deputado, os encontros com os parceiros sociais, para lá de permitirem fazer o balanço deste ano possibilitam “um conjunto de sugestões” designadamente das associações empresariais do setor comercial (ACRAL) da construção civil (AECOPS), do turismo (AHETA e AIHSA) e, ainda a Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA).

Também a União dos Sindicatos do Algarve USAL/ CGTP e os representantes distritais da UGT, têm encontros marcados com o deputado socialista.

As conclusões deste ciclo de reuniões e o detalhe dos investimentos “serão tornados públicos” em conferência de imprensa a realizar amanhã, terça feira, de acordo com um comunicado da federação do PS/Algarve.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Portimonense-União de Leiria: Jogo começou no domingo mas só acaba hoje

O jogo Portimonense-União de Leiria foi este domingo interrompido aos 53 minutos, quando o clube algarvio vencia por 1-0, devido a falha do sistema elétrico no exterior do Estádio Algarve, jogando-se amanhã, segunda-feira, o resto da partida.

A falha elétrica deu-se na primeira parte, quando ainda havia luz natural, mas aos sete minutos da segunda parte, como se mantinha a falta de luz e entretanto a noite já tinha caído, o jogo foi interrompido, tendo o árbitro Rui Silva esperado a meia hora regulamentar pelo restabelecimento da energia, o que não veio a acontecer.

Assim sendo, os dois clubes concordaram em disputar amanhã, no mesmo local, às 15h00, os 37 minutos restantes desta partida da 12ª jornada da Primeira Liga de futebol.

O golo do Portimonense tinha sido apontado por Lito, logo aos dois minutos de jogo.
(Noticia: barlavento)

Futebol Algarvio: Resultados do fim de semana

Liga Zon Sagres

Paços de Ferreira / Olhanense - 1/0

Portimonense / União de Leiria - 1/0
(partida interrompida)


Campeonato Nacional da 2.ª Divisão, Zona Sul

Lagoa / Farense - 1/0

Reguengos / Louletano - 2/0

Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, Série F

Messinense / Montemor - 2/1

Esperança de Lagos / Sessimbra - 1/3

Campeonato Distrital da 1.ª Divisão

Faro e Benfica / Guia - 3/3

Aljezurense / Culatrense - 0/1

Campinense / Almancilense - 1/1

Ferreira / Silves - 2/1

CDR Quarteirense / Lusitano VRSA - 2/1

Castromarinense / Moncarapachense - 0/0

Armacenenses / Odeáxere - 1/2

Imortal / Quarteira SC - 1/1

Campeonato Distrital da 2.ª Divisão

Estombarenses / 11 Esperanças - 2/1

Alvorense / Bensafrim - 3/2

CDR Quarteirense / Sambrasense - 1/0

Ginásio de Tavira / Padernense - 2/0

Santaluziense / Serrano - 0/2

Machados / Montemorense - 3/2
(Fonte: Associação de Futebol do Algarve)

domingo, 28 de novembro de 2010

Loulé e IKEA vão assinar acordo para construção de grande superfície comercial

A instalação de uma loja IKEA em Loulé vai ser oficializada na próxima semana com a assinatura do contrato de cooperação entre entre a autarquia local e o grupo económico sueco.

Este acordo contempla não só a loja da marca IKEA, mas também um centro comercial e um retail park, que serão construídos na zona dos Caliços, perto do nó Loulé-Sul da Via do Infante.

Com este acordo fica oficializado um interesse há muito conhecido e formalizada a escolha dos Caliços como local a construir esta superfície comercial, uma opção muito contestada por diversos setores da sociedade algarvia, incluindo empresários e as associações que os representam.

A cerimónia de assinatura deste acordo, que vaio contar com responsáveis pela cadeia comercial a nível nacional e europeu, vai ter lugar no dia 2 de Dezembro, quinta-feira, nos Paços do Concelho de Loulé.

Este investimento do IKEA deverá ascender aos 200 milhões de euros e promete criar mais de 3 mil postos de trabalho.
(Noticia: barlavento)

120 mil portugueses ganham menos do que o salário mínimo

O número de pessoas do Norte e Centro que ganha mais de três mil euros por mês reduziu-se 17% e 44%, respectivamente, no terceiro trimestre deste ano face a 2009. Há 120 600 portugueses a ganhar menos de 310 euros e 23 700 são remunerados acima dos três mil euros líquidos.

A média nacional em matéria de evolução dos escalões de rendimento entre o terceiro trimestre deste ano e o homólogo de 2009 não encontra paralelo com o que se passa em algumas regiões do país. Em termos globais, o número de trabalhadores por conta de outrem do sector privado que ganhava no final de Setembro um salário superior a três mil euros aumentou 6,3%, de 22 300 passaram a 23 700. Esta subida foi acompanhada por um recuo do número de pessoas com salário líquido abaixo de 310 euros (menos do que o salário mínimo nacional líquido, 423 euros): são agora 120 600, mas eram mais quatro mil há um ano.

No entanto, os trabalhadores que ganham acima de três mil euros e aqueles que estão abrangidos pelo escalão abaixo dos 310 euros mensais líquidos não se encontram igualmente distribuídos pelo país. Bem pelo contrário. No Norte, os dados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a tendência foi exactamente a inversa das médias nacionais: há menos pessoas a ganhar um valor superior a três mil euros e é mais numeroso o grupo dos que em Setembro declaravam ganhar menos de 310 euros.

Dos 3,84 milhões de trabalhadores dos sector privado contabilizados em Setembro pelo INE, 1,3 milhões estão na região Norte. Destes, há agora 45,8 mil que ganham menos de 310 euros (38% do total neste escalão), mas em 2009 eram 40,9 mil - uma subida de cinco mil. No Centro, este escalão de rendimentos diminuiu de 29,5 mil para 27,5 mil, no Alentejo cresceu de 6800 para 7900 e no Algarve aumentou de 2600 para 3300. Lisboa é a única região onde se regista um recuo muito significativo do número de trabalhadores com um rendimento mensal inferior a 310 euros (o salário mínimo é de 475 euros brutos), passando de 35 mil para 25 mil.

Nos escalões de rendimento mais elevados, a situação é a oposta: Lisboa tem agora, passado um ano, mais 3500 pessoas a declarar que ganham acima de três mil euros/mês, totalizando 13 500 casos, enquanto no Norte e Centro o número diminuiu de 7500 para 6200 e de 2700 para 1500 situações, respectivamente. Com o Alentejo e o Algarve quase inalterados, acaba por ser a situação de Lisboa a contribuir sozinha para a subida contabilizada na média nacional.
 
O INE compõe, deste modo, um retrato fiel da tendência de distribuição dos salários em Portugal, mas não apresenta números absolutos para todos os portugueses, uma vez que se trata de um inquérito, ainda assim tão fiável quanto os números do emprego.
(Noticia: Jornal de Noticias)

Maioria dos desempregados algarvios tem baixo nível de escolaridade

A maioria dos desempregados inscritos nos centros de emprego algarvios possuem um baixo nível de escolaridade e a aposta na formação é fundamental para integrá-los no mercado, defendeu hoje o delegado regional do IEFP.

Em Junho deste ano mais de 60 por cento dos desempregados inscritos possuíam um nível de escolaridade até ao 3.º ciclo (que compreende o 10.º, 11.º e 12.º anos), afirmou o delegado regional do IEFP/Algarve, António Palma.

“A nossa política tem sido tentar elevar os níveis de qualificação e dar competências para que as pessoas estejam preparadas para integrar o mercado de trabalho”, salientou.

No espaço de um ano o desemprego aumentou 16,7 por cento no Algarve, segundo a informação mensal de Outubro do IEFP, que indica que no final de outubro existiam mais 9 por cento de desempregados inscritos do que em Setembro.

Os mesmos dados revelam que em outubro estavam inscritos nos centros de emprego 23.624 pessoas, mais 16,7 por cento do que em Outubro de 2009, embora o desemprego real na região atinja cerca de 30 mil pessoas, estimam os sindicatos.

Segundo o director regional do IEFP, as áreas dos serviços e comércio é onde se encontram mais ofertas de emprego, que admitiu que o tecido empresarial da região nem sempre tem capacidade para absorver os desempregados.
(Noticia: O Algarve)

Algarve: Radiografia ao desemprego

Outubro fechou com 23.624 inscritos nos centros de emprego do Algarve. Mais 16,7% que o mesmo mês de 2009 e mais 9% que em setembro. O pior está para vir: dezembro e janeiro são os piores meses da década, com inscrições a aumentar e oferta a diminuir.

Em 2009 registou-se uma média de 19.894 inscritos nos centros de emprego, tendo em conta as variações mensais, número que em Outubro, a dois meses do final do ano, já foi largamente ultrapassado, atingindo as 23.624 pessoas.

A média destes 10 meses do ano já é de 24.585 inscritos. As estimativas da União dos Sindicatos apontam, no entanto, para que o desemprego real na região deva já atingir 30 mil pessoas.

No início do século, o Algarve apresentava em 2000 a média anual de 8.178 desempregados inscritos nos Centros de Emprego, mas a partir de 2003 ultrapassa-se a barreira dos dois dígitos, com uma média 11.912 pessoas inscritas.

Os números continuam a subir até aos 13.300 em 2005, para depois se registar uma quebra quando em 2007 se atingiu uma média inferior a 2003, com 11.862. Em 2008 regista-se nova subida (11.951) que em 2009 atinge os 19.894.

Subida do desemprego acima da média nacional
No espaço de um ano o desemprego aumentou 16,7% no Algarve, segundo a informação mensal de outubro do IEFP e, em termos homólogos, no final de outubro existiam mais 9% de desempregados inscritos do que em setembro.

Números que superam a média nacional homóloga (6,04%) já que no final de outubro, se encontravam inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 550.846 desempregados, mais 33.320 indivíduos do que um ano antes, sendo que, face a setembro, o número de desempregados inscritos nacional diminuiu em 4.974 pessoas.

O “fim de trabalho não permanente”, ou seja a cessação dos contratos a prazo, é o motivo para 68,4% dos desempregos do Algarve em Outubro (3 167 pessoas, das 4 627 que ficaram sem trabalho este mês) e também do continente, onde representa 41,2% das inscrições efetuadas no decurso de Outubro deste ano.

Dezembro e janeiro são os meses piores
Contudo, o pior ainda estará para vir, dado que em termos mensais, dezembro e janeiro são aos meses que, ao longo desta década, sempre apresentaram os números mais altos de desempregados no Algarve.

Em dezembro de 2009 registaram-se 25.602 desempregados e, em termos homólogos, no último mês de 2008 havia 16.498, ou seja uma subida de 9.204 pessoas que perderam o emprego.

Em janeiro deste ano 28.331 pessoas estavam sem emprego, quando em 2009 eram 19.716, um acréscimo de 8.615 pessoas.

Lagos e Vila Real de Santo António no topo
Em termos geográficos quanto à área abrangida pelos centros de emprego e só no que se refere ao mês de Outubro, relativamente ao mês homólogo, Lagos registou a maior subida do desemprego com 24.8%, seguindo-se Vila Real de Santo António com 22.1%, Loulé (19,4%) e Faro (17,3%). Em Portimão o aumento foi de 10.2%.

Só neste mês houve mais 195 inscrições no centro de emprego de Faro, no de Vila Real de Santo António foram 167, em Portimão 51 e em Lagos mais 11, comparativamente a período idêntico de 2009.

No Centro de Emprego de Faro no final de Outubro de 2010 havia 6.100 desempregados inscritos, (5.201 no período homólogo).

Já no de Lagos, há 2.066 desempregados inscritos, em comparacão aos 1.655 de Outubro de 2009.

Na área de influência do Centro de Emprego de Loulé registam-se em Outubro deste ano 5.823 inscrições, quando no ano anterior eram 4.878.

Relativamente a Portimão, dos 6.277 em Outubro de 2009 contabilizam-se este ano 6.916 desempregados inscritos.

Quanto a Vila Real de Santo António, em Outubro deste ano há 2.719 desempregados, mais 692 do que no período homólogo (2.227).

Faixa etária mais abrangida é a dos 35 aos 54 anos
Nos 16 concelhos do Algarve no final de Outubro de 2010 havia 2804 desempregados com menos de 25 anos, com Portimão à cabeça nesta faixa etária com 437.

Entre os 25 e os 34 anos há um total de 6189 pessoas sem emprego, dos quais 931 estão inscritos em Portimão, 922 em Loulé e 862 em Faro.

A faixa etária mais penalizada é, no entanto, entre os 35 e 54 anos, com 11077 pessoas inscritas. Com mais de mil inscritos nesta faixa etária estão Portimão (1688), Loulé (1676), Faro (1386), Olhão (1202) e Albufeira (1154).

Com mais de 55 anos, o número total de desempregados inscritos era de 3554. O centro de emprego de Portimão com 570, o de Loulé (509) e Faro (497) são os mais atingidos.

Habilitações: até ao 9º ano é o segmento mais afetado
5263 é o número de desempregados inscritos em Outubro nos centros de emprego do Algarve que têm por habilitações o 3º ciclo do ensino básico.

Com o 1º ciclo do ensino básico são 5212 e com o secundário há 5139. Quanto aos que têm o segundo ciclo, há 4050 inscrições.

O ensino superior contribui com 1166 inscritos nos centros de emprego, enquanto os que têm menos do que o primeiro ciclo são 2240.

Ofertas de emprego com redução consistente
Se no ano 2000 a média anual das ofertas de emprego ascendia a 1.089/mês, com um total de 13.065 postos de trabalho/ano, esse número tem vindo a baixar de forma consistente.

2004 foi o pior ano, com uma média de 696 ofertas/mês, para um total de 8.353. Números que se assemelham aos de 2010, em que até ao final de Outubro houve 6.844 ofertas de emprego (684 de média).

Nos 12 meses de 2009 registaram-se um total de 8.407 ofertas de emprego, representando uma média anual de 701, já que há grandes variações mensais.

Maio e junho são os meses tradicionalmente com maior oferta, enquanto em dezembro a quebra para a oferta é cerca de 50% mais baixa, comparativamente.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Cáritas do Algarve quer refeitório social em Faro

A Cáritas Diocesana do Algarve quer criar em janeiro do próximo ano um refeitório social em Faro com o objetivo de conseguir fornecer todos os dias refeições a 40 pessoas mais necessitadas.

A Cáritas Diocesana do Algarve quer criar em janeiro do próximo ano um refeitório social em Faro com o objetivo de conseguir fornecer todos os dias refeições a 40 pessoas mais necessitadas.

Os atendimentos sociais da Cáritas algarvia duplicaram no último ano. A instituição registou no ano passado "562 atendimentos" e este ano, até 31 de outubro, tinham registado 1.151 atendimentos a carenciados, disse o presidente da Cáritas algarvia, Carlos Oliveira, numa entrevista à Folha de Domingo, jornal da Diocese do Algarve.

Segundo Carlos Oliveira, o refeitório social que a Cáritas pretende criar em meados de janeiro de 2011 no edifício-sede da instituição, em Faro, deverá ter capacidade para dar comida a 40 pessoas.

"Vamos ver se se reúnem as condições para podermos assisitir tantos utentes, porque sem qualquer tipo de apoio torna-se muito dispendioso e teremos de fazer algum enquadramento da realidade para não termos prejuízos crescentes", refere presidente da Cáritas algarvia.

Segundo Carlos Oliveira, quem mais recorre ao apoio da Cáritas no Algarve são pessoas entre os "35 e 45 anos", que se encontram empregadas mas que não estão a conseguir cumprir os compromissos, mas também pessoas desempregadas sem conseguir cumprir o pagamento de rendas de casa ou de créditos para aquisição de habitação própria".

Pessoas com falta de capacidade financeira para comprar medicamentos também fazem parte do rol dos carenciados que pedem apoio à Cáritas.

O número de refeições distribuídas diariamente pelo Centro de Apoio aos Sem Abrigo (CASA), no Algarve, também aumentou de 80 para 500 nos últimos 14 meses, disse à Lusa Pedro Cebola, coordenador do Centro de Apoio aos Sem Abrigo (CASA).

"Estamos a dar de comer a um por cento da população de Faro. Há 14 meses cerca de 80 pessoas recebiam refeições, mas desde essa altura que as ajudas subiram, exponencialmente, e estamos a dar alimento a 500 pessoas por dia", afirma Pedro Cebola.

Cerca de 70 por cento das pessoas que pedem ajuda para comer são desempregados, casais em que ambos caíram no desemprego, avós com netos à sua guarda que ficaram sem apoios sociais e reformados por antecipação ou invalidez, imigrantes de países do leste europeu, que já representam 15 por cento do público que pede ajuda alimentar.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Banco Alimentar: A fome é cada vez mais “um problema da nossa casa”

Nuno Alves e Ida Martins, do Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve, traçam um cenário social negro da situação na região, no dia que antecede mais uma recolha nacional de alimentos.

A dificuldade de muitas famílias portuguesas em adquirir géneros alimentícios é uma realidade cada vez mais presente na sociedade.

É contra este flagelo que o Banco Alimentar Contra a Fome (BACF) tenta lutar, um trabalho que é desenvolvido todos os dias, ao longo do ano, recorrendo exclusivamente a trabalho voluntário.

Nos tempos difíceis que correm, Nuno Alves, da Comissão de Gestão do BACF do Algarve, sem medo das palavras, aproveitou para alertar consciências.

“Provavelmente, até há não muito tempo, esta história de não ter comida em cima da mesa ou não ter dinheiro para comprar roupa ou para pagar contas era um problema dos outros. Hoje é cada vez mais um problema da nossa casa“, ilustrou Nuno Alves.

Apesar de não trabalhar diretamente com os destinatários finais dos alimentos que recolhem, os responsáveis pelo BAFC do Algarve estão bem conscientes da realidade regional.

“Há crianças que comem apenas aquilo que lhes dão na escola. Não há comida em casa. E também há casos em que os miúdos comem a refeição principal, mas estão proibidos pelos pais de comer as refeições intermédias, para que os irmãos que estão em casa e não vão à escola tenham comida. Isto é uma realidade do dia-a-dia“, ilustrou Nuno Alves, com emoção.

“O que eu digo a toda a gente, é a minha opinião pessoal e as pessoas entendam como quiserem, é que, nos dias que correm, virar a cara a um voluntário do Banco Alimentar, e não dar nada - por muito pouco que possa parecer, que para nós é sempre muito – se calhar é estar a virar a cara a nós próprios. Porque se nós hoje temos um emprego, amanhã podemos não ter“, disse Nuno Alves.
 
A campanha de recolha do BACF que decorre este fim de semana vai chegar a todos os concelhos da região e a mais estabelecimentos comerciais, algo que é possível devido ao aumento do número de voluntários. Tudo o que for recolhido na região será, posteriormente, distribuídos por entidades do Algarve e “não segue para Lisboa, como muita gente pensa“.
 
Além das equipas que estarão na rua, haverá muitos voluntários que estarão afetos ao armazém, situado em Faro, onde se centra a atividade anual do BACF do Algarve.

Aqui, o trabalho durante as campanhas é intenso e dura até bem tarde, mas isso não significa que haja descanso para os que a ele se dedicam diariamente.

“O banco nunca encerra. Nós fechamos às três horas da manhã de segunda-feira, depois de uma campanha, e no dia seguinte, às 10 horas, o banco está aberto, porque já há instituições a carregar“, salientou Ida Martins, da Comissão Logística do BACF do Algarve.
(Noticia: Rua FM/barlavento)

Valor das casas cai em Outubro. Algarve é a excepção

Bancos reduzem o valor atribuído às casas compradas com crédito. Este é agora de 1133 euros o metro quadrado.

Os bancos estão a atribuir um valor mais baixo às casas cuja aquisição é financiada. O valor médio da avaliação bancária realizada no âmbito do crédito à habitação voltou a diminuir em Outubro face ao mês anterior e ao homólogo de 2009.

De acordo com os dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor médio de avaliação bancária fixou-se em 1133 euros por metro quadrado, menos 0,6% que em Setembro e 1,3% abaixo do registado em igual mês de 2009.

Nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a avaliação bancária caiu 0,4% e 0,1% face a Setembro, respectivamente. Apenas o Algarve e a região Autónoma da Madeira registaram variações em cadeia positivas, de 0,8% e de 0,4%, respectivamente.

Todas as restantes regiões viram o valor médio de avaliação bancária baixar em Outubro, sendo que a região Centro verificou a maior descida, de 1%.

Tendo em conta o tipo de casa, os apartamentos viram o seu preço médio baixar 0,7%, para os 1202 euros o metro quadrado. As reduções mais acentuadas registaram-se no Alentejo e Centro, com menos 1,7% e 1,6%, respectivamente.

Nas moradias, o valor médio das avaliações bancárias foi de 1026 euros o metro quadrado, com um decréscimo marginal de 0,1% face a Setembro. O valor caiu mais na Madeira (menos 0,9%) e subiu 1,3% no Algarve.P.C.
(Noticia: Diário de Noticias)

Ordem dos Advogados: António Marinho Pinto reeleito Bastonário


FARO: Resultados Eleitorais


                Conselho Geral Conselho Superior Conselho Distrital Conselho Deontologia
LISTA C            311              --                  --                  --
LISTA E            236            357                562               573
LISTA F            119              --                  --                  --
LISTA I             --               87                  --                  --
LISTA P             --             183                  --                  --
Nulos                10              10                  17                   3
Brancos            41              80                 135               138
(Fonte: Ordem dos Advogados)

Vila Real Santo António: Câmara aprova compromisso de responsabilidade Geracional

A Câmara Municipal aprovou por unanimidade uma proposta no sentido de, concomitantemente com o Orçamento e Plano de Actividades para 2011, ser elaborado um Documento de Responsabilidade Geracional onde se exponham todas as responsabilidades e compromissos financeiros de curto, médio e longo prazo, da Câmara Municipal e da Empresa Municipal (SGU), bem como a prospectiva de impacto que têm no quadro orçamental do Município.

No actual período de crise generalizada, em que as Câmaras Municipais se confrontam com uma redução drástica de receitas e com uma exigência crescente de apoio na área social, a elaboração de um compromisso de responsabilidade geracional adquire uma especial relevância na perspectiva da execução de políticas de transparência, rigor e responsabilidade.

A proposta, subscrita por todos os membros da Câmara Municipal, inclui uma sugestão no sentido de tal compromisso ser igualmente assumido pelo Governo e pelo conjunto dos serviços públicos e organismos desconcentrados da Administração Central na Região.
(Noticia: Algarve Press)

Pioneiro do romance português era natural de Faro

Chama-se Guilherme Centazzi e é o pioneiro do romance português no século XIX, revelou o escritor Pedro Almeida Vieira, autor da primeira base de dados sobre obras de literatura portuguesa do género histórico.

Ao coligir informação para a sua base de dados que inclui "romances, novelas, contos e narrativas, bem como ensaios históricos que, pela sua abordagem, possuam alguns aspetos ficcionais", o escritor - ele próprio autor de romances históricos, como "A Corja Maldita" e "Nove Mil Passos" (a obra de estreia, agora revista e reeditada pela Sextante) - deparou-se com vários títulos do autor nascido em Faro em 1808, filho de pai italiano e mãe espanhola, publicados antes das primeiras obras dos que são considerados os primeiros romancistas portugueses: Alexandre Herculano e Almeida Garrett.

“Carlos e Julieta, ou Um Quadro Moral da Vida Humana" terá sido o primeiro romance publicado por Guilherme Centazzi, em 1838, cujo único exemplar foi descoberto na Biblioteca Nacional, em estado de conservação "bastante sofrível", por Pedro Almeida Vieira, que o classifica como um "'dramalhão', muito típico dos primórdios do romantismo".

Uma década depois, Centazzi reformulou a obra, mudando personagens e grande parte do enredo, com o romance "Beatriz e o Aventureiro", em cujo prólogo refere que escreveu "Carlos e Julieta" aos catorze anos e que a edição foi feita por um amigo que lhe levara o manuscrito emprestado.

Fugido de Portugal devido às suas opções liberais, Guilherme Centazzi foi para Paris, onde se formou na Faculdade de Medicina.

Não existem, segundo Pedro Almeida Vieira, dúvidas quanto à sua nacionalidade portuguesa, "que nos seus escritos assume com paixão", e quanto à sua origem algarvia, embora apenas tenha vivido em Faro os primeiros anos.

Regressado em 1834 a Lisboa, exerceu medicina, área em que publicou vasta obra, destacando-se títulos sobre os benefícios da ginástica, a higiene e a saúde profilática.

Foi agraciado com a comenda de cavaleiro da Ordem de Cristo pela ação durante a epidemia de febre-amarela dos anos 1850 e inventou os rebuçados peitorais "Dr. Centazzi", fabricados até meados do século XX.

Ainda antes do exílio, quando estudou na Universidade de Coimbra, dedicava-se já também à literatura e à música (compôs para piano e canto), tendo publicado nessa altura, em 1827, um livro de poesia.

Em 1840 e 1841, publicou um novo romance, em três volumes, intitulado "O Estudante de Coimbra", em que misturou "de forma inovadora para a realidade portuguesa, o género biográfico, pontuado de relatos picarescos, romantismo e realismo", explica Pedro Almeida Vieira.

O escritor sublinha que "esta obra foi publicada quatro anos antes da edição do primeiro romance de Alexandre Herculano ('Eurico, o Presbítero') e cinco anos antes do primeiro volume do primeiro romance de Almeida Garrett ('O Arco de Santana'), o que posiciona Centazzi como pioneiro do romance português.

"De modo (talvez) surpreendente, Guilherme Centazzi mostra um excecional domínio da escrita (incomparável ao mostrado em 'Carlos e Julieta' e 'Beatriz e o Aventureiro'), utilizando recursos estilísticos inovadores - e mesmo contra-corrente - na literatura portuguesa", sustenta o autor desta descoberta.

Guilherme Centazzi foi o primeiro romancista português traduzido no estrangeiro, embora ignorado pela elite nacional da época e ausente de quaisquer estudos sobre literatura nacional: em 1844, foi publicada em Leipzig a tradução em alemão da sua obra "O Estudante de Coimbra, ou Relâmpago da História Portugueza", sob o título "Der Student von Coimbra", pelo editor H.B. Hirschfeld.

O mesmo romance foi, em 1848, alvo de uma extensa recensão de mais de dez páginas no Fraser's Magazine, pelo conceituado crítico escocês Thomas Carlyle.

Segundo Pedro Almeida Vieira, não existe em qualquer biblioteca portuguesa um exemplar desta tradução, mas recentemente foi vendido um numa leiloeira em Pforzheim, desconhecendo-se o preço alcançado.
(Noticia: Observatório do Algarve)

sábado, 27 de novembro de 2010

GNR de Portimão só tem uma moto

Das quatro viaturas que tinha o Posto Territorial de Portimão da GNR, dois carros, um jipe e uma moto, só esta última está operacional. A denúncia, que chegou ao CM anonimamente, foi confirmada pela Associação de Profissionais da Guarda (APG), que se mostrou preocupada com a "carência de equipamentos e meios essenciais ao desempenho da actividade policial".

O único carro que havia para o serviço terá avariado anteontem à noite. Uma situação que terá levado à realização de piquetes num jipe da Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA).

Para complicar as coisas, dos dois computadores que havia no Posto, para atendimento ao público, um terá ido para Faro, para arranjar, e outro apresentará falhas de funcionamento.

António Barreira, coordenador da Delegação Sul da APG, diz ter recebido "denúncias no mesmo sentido", relativamente a Portimão. "A situação foi agravada pela redução de verbas atribuídas aos comandos territoriais, derivada das medidas de austeridade", explica António Barreira, "e a verdade é que os comandantes das unidades não podem fazer omeletas sem ovos", refere. Para o dirigente da APG, "não se pode prestar um bom serviço às populações com políticas economicistas relativamente à segurança".

Contactada pelo CM, fonte do Comando da GNR na região classifica a denúncia como uma "falácia", pois, alega, que "se não houver capacidade de resposta no próprio Destacamento Territorial, pode-se sempre apelar ao Comando regional". E garante que "não há falta de policiamento em qualquer Posto do Algarve por falta de viaturas".
(Noticia: Correio da Manhã)

Faro: Fazer desporto fica mais caro

Se antes um desportista com mais de 18 anos pagava 14,96 euros por mês para usar as Piscinas Municipais de Faro, agora vai ter de pagar 40 euros. Esta é apenas uma das várias actualizações de preços para utilização dos equipamentos desportivos geridos pela câmara, que alega ser necessário "justiça nos pagamentos".

As entradas nas piscinas, que já não eram actualizadas desde 1999, duplicaram os custos em praticamente todos os escalões. "São aumentos ajustados que pretendem equilibrar a utilização dos vários equipamentos", explicou ao CM Paulo Santos, vereador do desporto da Câmara de Faro. Apesar de a intenção não ser gerar lucro, Paulo Santos lembra que, em 2009, as piscinas tiveram um prejuízo de 1,2 milhões de euros, sendo que 700 mil foram despesas correntes.

Por outro lado, a utilização da pista de atletismo ou do centro náutico, que antes era gratuita, vai passar a ser paga a partir de Janeiro. Segundo Paulo Santos, "os valores servirão apenas para cobrir despesas de funcionamento". Por exemplo, as aulas de vela, surf ou windsurf passam a custar 20 euros. E quem quiser fazer canoagem passa a pagar 1,5 euros.

Já na pista de atletismo, um utilizador com mais de 18 anos vai pagar 2 euros. A utilização de um campo de futebol de 11, que custava 88 cêntimos por hora, passa agora a custar 60 euros.
(Noticia: Correio da Manhã)

Sem comentários que esta noticia expressa bem aquela que é a dimensão do serviço público e da função social da autarquia para a actual maioria de direita da Câmara Municipal de Faro.

Portagens: Marcha lenta faz fila de vários quilómetros em Faro

Devagar, devagarinho, a 10km, duas carrinhas em ambas as faixas da EN 125, do Patacão a Faro. Atrás, veículos da comissão de utentes da Via do Infante... e os outros que não passavam."Marcha da indignação" contou com trânsito em hora de ponta na capital algarvia.

A intitulada "marcha da indignação" organizada hoje pela comissão de utentes da Via do Infante contra a introdução de portagens, provocou constrangimentos no trânsito no principal acesso a Faro e dentro da cidade.

Foi necessário cerca de uma hora para fazer os poucos quilómetros entre o Patacão e as Pontes de Marchil, à entrada da cidade.

As cerca de 20 viaturas de elementos da comissão e de outros manifestantes, com duas carrinhas a par a encabeçar o protesto, partiram em marcha lenta em direção a Faro e com destino à rotunda do hospital, criando uma fila de vários quilómetros.

Com cartazes com slogans "portajar a via do infante é dar mobilidade ao acidente" ou "o Algarve não paga portagens na A22", a comissão de utentes quis marcar posição pela segunda vez depois de há cerca de um mês ter feito um protesto idêntico mas na zona de Boliqueime.
 
"A nossa ideia é que as portagens vão empurrar toda a gente para a Estrada Nacional 125 (EN125) que sabemos como está e mesmo requalificada não é uma alternativa", afirmou Hélder Raimundo, membro da comissão de utentes.

João Vasconcelos, um dos mentores da comissão de utentes, diz que o protesto serve para mostrar que "os algarvios não vão ficar de mãos paradas a permitir a introdução de portagens.

"O Algarve atravessa grandes dificuldades e ainda vai ficar mais em crise com as famílias e as empresas em mais dificuldade devido à introdução de portagens na vida do infante", afirmou Vasconcelos.

Petição com 10 mil assinaturas

O membro da comissão de utentes frisou que a petição on-line de protesto contra as portagens "já alcançou as 10 mil assinaturas" às quais se juntam "muitas mais em papel".

"Esta é uma causa justa para a sociedade algarvia. Os algarvios tem de ser ouvidos, e os políticos têm de cumprir as promessas, o PS colocou no programa do governo que não haveria portagens na via do infante", criticou João Vasconcelos.

"Apelo a todos os algarvios para que adiram aos protestos contra a introdução de portagens, reiterou João Vasconcelos, acrescentando que "a comissão de utentes debate-se com dificuldades de apoios para organizar e promover os protestos" e que "caso tivesse o apoio do PS, PSD e da comunidade intermunicipal do Algarve (AMAL) os protestos teriam mais visibilidade e impacto".

"A comissão está aberta a todas as correntes e forças políticas. Esperamos que a AMAL e o seu presidente, Macário Correia, nos deem também o seu apoio porque esta á uma luta comum a todos os algarvios", rematou João Vasconcelos.

A Comissão de utentes da Via Infante foi criada em setembro com um grupo de cidadãos do Algarve para lutar contra a introdução de portagens até 15 de abril.»
(Noticia: Observatório do Algarve)
 
Saida de Faro, fim de tarde de sexta feira, com chuva, nem sequer era necessário colocar dois carros em marcha lenta para criar uma longa fila de trânsito.

Portagens: Movimento “Com Faro no coração” mantém-se “coerente”

O Grupo de eleitores “Com Faro no coração”(CFC) considera “expressão positiva do sentimento da revolta dos algarvios” a marcha lenta na EN125 hoje, promovida pela comissão de utentes.

Em comunicado, o CFC “repudia e está contra a condenável subordinação da Comissão Executiva da AMAL (Comunidade Intermunicipal do Algarve), na qual estão representados os 16 Presidentes de Câmara do Algarve” considerando, que traíram a confiança antes neles depositada pelo povo algarvio:

“Eram contra as portagens e agora aceitam-nas, mas fazem ainda pior: procuram boicotar ações de pressão e luta perfeitamente legais, como são os buzinões, marchas lentas e outras formas de sensibilização”, alega o movimento de cidadãos liderado pelo ex-presidente da autarquia de Faro, José Vitorino.

Para o CFC esta é “uma prática de descrédito da classe política”, criticando Macário Correia, Presidente da AMAL, por “com desfaçatez e total incoerência, chegar ao cúmulo de dizer que os Presidentes de Câmara ‘ falam em nome dos eleitores’ e que ‘não é necessário dar espetáculo’.

“Por um lado, cometem abuso de confiança e invocam maldosamente os eleitores, traindo-os, porque estes continuam a ser contra. Por outro lado, há poucos anos participaram em grandes ações e até há poucos meses falavam duro, mas isso não era espetáculo, agora é que seria”, acusa o CFC.

Concluindo que os autarcas da AMAL “não atuam por convicção, mas por oportunismos político – partidários, a associação cívica CFC reitera que “sempre foi contra as portagens e manterá essa posição com coerência”.
 
A posição justifica-se porque “numa região com a economia debilitada e enorme desemprego, as portagens seriam desastrosas, com a perda de competitividade no turismo e outros setores, maiores gastos para os trabalhadores que exercem a atividade longe da residência e aumento de número de mortos e deficientes, pelo maior fluxo de tráfego e sinistralidade na EN125, que nunca será uma alternativa”, adianta o Grupo de eleitores.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Banco Alimentar: recolha de alimentos hoje e amanhã


«No Algarve (15.500 utentes de 74 instituições) não há alimentos para mais uma dezena de organizações em lista de espera e onde o cenário piora. "Com a crise, há melhor gestão de stocks das empresa e menos excedentes, pelo que dependemos mais das campanhas como a deste fim-de-semana", conta Ida Martins, do Banco Alimentar contra a Fome do Algarve.»

Via do Infante custa 36 milhões por ano ao Estado

A Via do Infante custa 36 milhões de euros anuais, em prestações da Estradas de Portugal à Euroscut. Governo garante que portagens vão estar em toda a via e que o custo será o mesmo que nas outras SCUT.

O Estado gasta 36 milhões de euros por ano na concessão da Via do Infante mas não quer fazê-lo por muito mais tempo.

O contra-relógio para alterar essa realidade já começou com a preparação técnica para a introdução de pórticos em toda a extensão da A22, de forma a equilibrar até Abril de 2011, as contas públicas, palavra do Governo.

Segundo dados disponibilizados pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC), o montante total que a Estradas de Portugal terá de entregar à concessionária Euroscut, em 2010, rondará os 36 milhões de euros e se todos os anos obtivessem esta média, o montante seria praticamente suficiente para pagar o valor investido pelos privados em dez anos, ainda que a concessão global seja por trinta.

Em 2001, numa publicação trimestral a Comissão de Coordenação Regional do Algarve estimava em 220 milhões de euros (44 milhões de contos) o custo global da obra da Via do Infante entre Alcantarilha e Lagos, numa extensão que ronda os 40 quilómetros.

Mas esta foi já a segunda fase da Via do Infante, a barlavento, uma vez que desde os anos 90 que a primeira, entre Vila Real de Santo António e Albufeira, com perto de 70 quilómetros, estava já concluída com o financiamento parcial do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) da União Europeia.

Venham de lá esses fundos
A maior parte do financiamento (132,9 milhões de euros) foi disponibilizada durante o 1.º Quadro Comunitário de Apoio (QCA I) entre 1990 e 1993. Apenas uma parte menor foi financiada no período 2000/2006 (9,1 milhões de euros para o troço entre Guia e Alcantarilha). Como curiosidade, refira-se que quando comparado com financiamentos públicos de outras SCUT como as da Beira Interior, Beira Litoral, Beira Alta, Interior Norte e Grande Porto o investimento estatal ou comunitário no Algarve foi substancialmente maior.

A título de exemplo, diga-se que as SCUT da Beira Interior, Beira Litoral e Beira Alta receberam 7,3 milhões de euros, a SCUT do Interior Norte recebeu 7,8 milhões de euros e a SCUT do Grande Porto 12,5 milhões de euros, o que representa, respectivamente, 0,5 %, 1,4 % e 1,8 % dos custos totais do projecto.

Já na região algarvia, segundo o MOPTC, para 142 milhões de euros públicos da primeira fase deram entrada posteriormente (entre Alcantarilha e Lagos) 382,7 milhões dos parceiros privados.

Isto significa que os capitais públicos terão representado, segundo dados oficiais, cerca de 27 por cento dos custos totais do projecto.

Não obstante, o Governo já decidiu que as taxas, a aplicar até Abril, vão incidir sobre toda a extensão da Via do Infante e "ao mesmo preço das restantes SCUT", ou seja, 8 cêntimos por quilómetro.

Contas redondas, com um valor já fixo
Números redondos, ir de Faro a Albufeira e voltar poderá vir a rondar os 4 euros, ir de Tavira a Portimão e regressar poderá custar 16 euros e uma viagem de Castro Marim a Lagos rondará os 10 euros, em estimativa.

Confrontado com tarifas reais de cobrança, o Ministério das Obras Públicas adianta ao OdA que os valores “ainda não foram decididos”.

Portagens para todo o sempre, isenções só por algum tempo
“Quem beneficiará das isenções? E por quanto tempo?”

Estas foram outras das perguntas que o Observatório do Algarve enviou ao Ministério das Obras Públicas, de forma a tentar confirmar informações que chegaram a ser algo confusas, numa fase inicial.

“Todas as pessoas e empresas locais que residam ou que tenham sede na região do Algarve terão isenções e descontos, até 30 de Junho de 2012”, afirma o MOPTC. “Beneficiarão ainda de isenções e descontos aqueles que residam ou tenham sede em alguns dos concelhos abrangidos pela região do Baixo Alentejo”, acrescenta, indicando que a partir de 1 de Julho de 2012 as isenções “passam a depender dos indicadores de desenvolvimento da região”.

Por outro lado, o OdA tentou apurar qual o período de vigência das portagens e se este estaria relacionado com a necessidade de amortização do investimento efectuado pelos privados, isto é, se terminariam no final da concessão.

A resposta é peremptória: “As Auto-Estradas em Portugal são um serviço de valor acrescentado e por regra são estradas sujeitas a cobrança de portagens, logo a vigência de cobrança de portagens não está relacionada com qualquer concessão mas sim com o serviço de valor acrescentado oferecido”, conclui o Ministério das Obras Públicas.

Como contraponto refira-se que a Comissão de Utentes Anti-Portagens da A22 contesta liminarmente que a Via do Infante possa ser considerada uma "autoestrada" e declina o estatuto de SCUT, devido aos financiamentos parcialmente públicos.
(Noticia: Observatório do Algarve)