sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Bloco questiona Ministérios da Economia e Finanças sobre empréstimos dos trabalhadores da Alicoop

«Os trabalhadores da Alicoop, que contraíram em 2008 empréstimos junto do BPN para salvar a empresa, são hoje pressionados pelo banco a pagar o que não é sua responsabilidade e impedidos de contrair novos empréstimos.

A situação é denunciada pelo Bloco de Esquerda, que a considera "inaceitável face ao esforço que assumiram".

Com efeito, 245 trabalhadores do grupo Alicoop/Alisuper contraíram em 2008 empréstimos junto do BPN no valor de 1, 7 milhões de euros, dado o bloqueio de financiamento da Alicoop.

O presidente do Conselho de Administração e o BPN concertaram um mecanismo de financiamento da empresa em que o crédito pessoal contraído pelos trabalhadores era transferido para a Alicoop, assumindo esta perante os trabalhadores o compromisso de pagar as prestações dos empréstimos contraídos, como consta no "compromisso irrevogável de pagamento das prestações de capital e juros decorrentes do identificado financiamento" de 6 de Fevereiro de 2008.

Sobre a natureza deste empréstimo, a comunicação social veiculava, já em 2006, opiniões diversas: os dirigentes sindicais denunciavam que os trabalhadores "foram pressionados para subscrever o empréstimo"; a direção da Alicoop, na pessoa de José António Silva, assegurava: "estou a dar uma coisa boa às pessoas", até porque os trabalhadores se tornavam acionistas da Urbisul e, por sua via, sócios da Alicoop.

O referido empréstimo fez-se no quadro de uma linha de crédito para particulares e segundo uma listagem de nomes elencada pela administração.

Os contratos com o BPN, assinados por cada um dos 245 trabalhadores, têm a assinatura do administrador José António Silva, como avalista a título individual, sem que conste a identificação da empresa.

Além do contrato, outros dois documentos citados pelo BE dão conta da carta de "compromisso irrevogável de pagamento das prestações de capital e juros decorrentes do identificado financiamento", de 6 de Fevereiro de 2008, assinada, pela direção, por José António Silva.

Nela se estipula que "na sequência do referido anteriormente, a ALICOOP CRL e o MUTUÁRIO acordaram, que a ALICOOP se obriga perante o MUTUÁRIO a depositar mensalmente, na conta do MUTUÁRIO no BPN (…) o montante referente ao pagamento das prestações de capital e juros decorrentes do referido financiamento".

Ora, segundo denuncia o Bloco de Esquerda, "o BPN persegue hoje os trabalhadores por incumprimento, colocando o seu nome na “lista negra” do Banco de Portugal, impedindo-os de aceder a crédito, quando toda a documentação existente atesta que a responsabilidade é da administração da Alicoop".

O contrato em causa define as condições a que os trabalhadores foram sujeitos, tornando-os, no entanto, acionistas da empresa Urbisul.

Nesses termos, a Alicoop compraria a cada trabalhador, após um ano e um dia do aumento de capital social em referência, ações equivalentes a 10% do montante do aumento de capital pelo dobro do valor nominal das acções.

Por outro lado, os restantes 90% das ações seriam comprados numa relação de 10% por cada ano, ainda ao dobro do valor nominal das ações.

Além disso, a forma de pagamento seria "através da compensação com o débito do(a) segundo (a) (trabalhador/a) para com a primeira (Alicoop) provenientes dos montantes que a mesma depositou nos termos da cláusula terceira do presente", sendo o remanescente para aumento de capital social de uma outra empresa não nomeada.

Por último, em caso de despedimento do trabalhador, este reconhece à Alicoop o direito de efetuar a compensação dos créditos "de que esta disponha em virtude do empréstimo" com os créditos que o trabalhador disponha em função da cessação do contrato de trabalho.

A agravar a situação, segundo o BE, "os trabalhadores, expostos à pressão do BPN, dirigiram-se ao Departamento de Supervisão Bancária do Banco de Portugal com vista a recusarem a acusação de incumprimento de que são alvo e a denunciarem os procedimentos pouco criteriosos na feitura do empréstimo, nomeadamente a não verificação, por parte do BPN, da capacidade individual de endividamento dos proponentes".

Só que, salienta o Bloco, "ainda hoje aguardam resposta".

Por tudo isto, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda dirigiu hoje ao Governo, através do Ministérios das Finanças e da Economia, as seguintes perguntas:

1. Como justifica o Governo a ausência de resposta do Banco de Portugal ao elenco de questões colocadas pelos trabalhadores relativamente à falta de critérios do BPN na atribuição de empréstimos e à fundamentação da recusa de imputabilidade de incumprimento?

2. Considera o Governo que a instituição bancária em referência agiu segundo critérios de transparência e rigor, e que o Banco de Portugal assumiu a plenitude de competências que lhe são reconhecidas em matéria de supervisão comportamental?

3. Que medidas tomará o Governo no sentido de reforçar o quadro de supervisão que permita evitar a repetição de situações desta natureza, em que trabalhadores que, para salvarem os seus postos de trabalho, recorrem a empréstimos bancários para salvar uma empresa são duplas vítimas, da banca e da administração da empresa?»
(Noticia: barlavento)

Este processo revela bem o tipo de gestão e a mentalidade de alguns dos nossos "empresários".

A viabilização da Alicoop é importante pelo número de postos de trabalho que estão em jogo mas o apoio do Estado deve ter uma contrapartida; A realização de uma auditoria séria, rigorosa e independente à anterior gestão e o apuramento de eventuais responsabilidades da antiga administração da Alicoop na situação de falência da empresa algarvia.

É bom lembrar que José António Silva, para além de presidente do Conselho de Administração da Alicoop/Alisuper, foi ainda presidente da CCP - Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e mandatário no Algarve de Cavaco Silva nas eleições presidênciais de 2006.

Executivo, PSD e PS de Faro têm responsabilidades nos despedimentos na Groundforce, acusou o CFC

«O executivo camarário de Faro, bem como o PSD e o PS, que têm larga maioria nos órgãos autárquicos, "tornaram-se corresponsáveis pela dramática situação" vivida pelos funcionários da Groundforce do Aeroporto de Faro, ao "boicotarem a luta que o Com Faro no Coração (CFC) propôs", acusou o movimento farense, num comunicado.

O grupo de cidadãos apelou a uma revisão do processo de despedimento coletivo dos trabalhadores da Groundforce de Faro, considerando que esta situação só sucedeu porque não houve a "fundamental" pressão autárquica.

"Os factos revelam que a pressão dos partidos na Assembleia da República tem sido quase nula e os candidatos presidenciais, uns nem ligaram e outros esqueceram o assunto no período de campanha eleitoral. Conforme propostas do CFC, isto confirma que pressão a sério apenas os órgãos autárquicos em Faro a poderiam fazer mas, por razões de má politica, o Presidente, PSD e PS boicotaram o processo" acusou o movimento que apoiou a candidatura de José Vitorino nas eleições autárquicas de 2009.

"Fazem-se reestruturações sem despedimentos coletivos nas outras empresas públicas (bem) e houve despedimento coletivo na Groundforce (mal)? Não há seriedade nem coerência do Governo, sendo legítimo exigir e apelar à marcha-atrás na Groundforce, com início de negociações no âmbito de uma reestruturação global da empresa", exige o movimento.

Para o CFC, o despedimento coletivo dos 336 trabalhadores da Groundforce em Faro "foi um ato bárbaro e com atentado à dignidade, num processo viciado, de má-fé, duvidoso na sua legalidade e com desrespeito pelo princípio constitucional da imparcialidade".

Esta tomada de posição surge no seguimento da "postura correta que o Governo revelou", ao afastar o cenário de despedimento coletivo nas empresas de transportes, substituindo-o por um de reajustamento de pessoal "em diálogo com os Sindicatos".»
(Noticia: barlavento)

Onde houver uma oportunidade para ser notícia, onde existir capital de queixa contra o Governo ou contra a Câmara de Faro lá estará o antigo presidente da Câmara de Faro do PSD a capitalizar o descontentamento.

Verdade se diga, José Vitorino é um lutador e um incansável combatente.

Algarve aposta nas energias renováveis

«No Algarve, as 'energias verdes' contam com aproveitamento da energia eólica, solar, hídrica e de biomassa, de projetos tanto empresariais como particulares. Siga aqui a rota das ventoinhas, e dos painéis solares, de barlavento a sotavento.

Aljezur é um dos concelhos que possui mais parques eólicos no Algarve, ao todo cinco localizações no Pico Alto, Feiteirinha, no Espinhaço de Cão, Pico Alto, Guerreiros e Bordeira, de acordo com a Direção Geral de Energia e Geologia, entidade que licencia estes projetos.

Entre as empresas See-Sul Energia Eólica, Lda e a Enernova, SA existem mais de 62.790 kWh por ano de potência.

Acrescem projetos particulares, na sua maioria com microturbinas com potência de 5 kWh a que se aliam também painéis solares, como é o caso da Feiteirinha.

Em Monchique, as eólicas rodam no Sítio da Madrinha (10750 kWh) e há também uma produção de biomassa alimentada com resíduos florestais da EDP,SA, que debita 15.750 de potência.

O Parque Eólico do Barlavento em Barão de São João (53750 de potência) e uma exploração hídrica da Associação de Regantes Beneficiários do Alvor coloca Lagos no caminho das energias renováveis.

Já em Silves, à produção de energia solar de alguns privados de 4 e 5 kWh, a empresa Águas do Algarve, SA tem duas hídricas com uma potência de 44 e 350 em Alcantarilha.

Em Vila do Bispo destaca-se o Parque Eólico de Vila do Bispo com 11512 de potência, a que se juntam as explorações da Unit-Energy, SA que aliam a exploração da energia eólica à solar resultando num débito energético de 14.120 kWh.

Biogás e solar em Portimão
O parque solar do autódromo internacional do Algarve e a estação de biogás da Algar, SA com potência de 100 e 900 respetivamente, juntam-se as hídricas das Águas do Algarve em Chão das Donas e Fontainhas (8230 e 36 de potência), em Portimão.

Para o sistema ficar completo refira-se ainda o licenciamento, em agosto de 2009, para a extração de gás natural da empresa Such-Dalkia, ACE com uma potencia 1525 kWh.

Albufeira vê explorada a energia térmica através da Algar -Valorização de Resíduos Sólidos do Algarve, SA, enquanto em São Brás de Alportel a mesma empresa tem a funcionar outra estação de biogás, representando ambas 1687 kw de potência instalada.

Em Loulé funciona igualmente uma estação de biogás da Algar, SA (1210 kWh) enquanto em Faro a aposta é na energia solar, através de painéis da BP,SA (18 kWh). A empresa Rolear, SA possui também uma estação de energia solar que debita 43 kWh.

Concluindo-se a exploração das renováveis neste concelho com a estação de aproveitamento de biomassa da Forestech, Tecnologias Florestais, SA com um potencial de 2260 kWh.

A Águas do Algarve instalou em Brancanes (Olhão) uma exploração de energia hídrica com a potência de kWh e, ao chegar a Tavira teremos em Pêro-Gil outra hídrica (61 kWh) e ainda o projeto da Tavira-Energia Solar, SA com uma potência licenciada de 6500 kWh/ano.

O parque eólico do Malhanito com potência de 62350 e exploração da ENEOP,SA e ainda o projeto em curso da Blue Future, Lda irá alargar a capacidade de energia eólica do concelho tavirense em mais 6500 kWh.

Castro Marim é, no sotavento algarvio e de acordo com a lista de projetos licenciados ou em curso da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o último concelho a lesta que possui exploração de energias renováveis, com a mini-hídrica (32 kWh ), da Águas do Algarve SA, no Beliche.»
(Noticia: Observatório do Algarve)

As energias renováveis, eólica, solar, hídrica, biomassa e das ondas do mar, podem constituir uma oportunidade económica para o Algarve e representar com um plano estratégico de desenvolvimento e de apoio ao investimento um novo paradigma regional.

Este é um sector onde Portugal tem assumido uma posição lider na Europa e no mundo e que poderia encontrar no Algarve o seu cluster de investigação e produção.

Profissionais da construção optam por trabalhar fora

«Os profissionais portugueses da área da construção estão cada vez mais dispostos a deixar o País para aceitar trabalho em projectos internacionais, concluiu um estudo do grupo Michael Page Internacional, que fala mesmo em "êxodo para África".

Na área de construção, a análise do grupo Michael Page - uma das maiores organizações na área do recrutamento a nível mundial - indica que em 2010 assistiu-se "a um crescimento significativo do número de candidatos dispostos, à partida, a serem recrutados para projetos internacionais ou distantes da área de residência". Esta é uma tendência que se tem vindo a acentuar nos últimos dois anos. "Detetamos um crescimento significativo, nomeadamente por falta de investimento no setor da construção [em Portugal], que levou a que as empresas procurassem alternativas a nível internacional. Isso não dá alternativa aos profissionais do setor senão acompanharem esses investimentos", disse à Lusa João Nunes, responsável da Michael Page Engineering & Property (Construção e Imobiliário).

"Isso tem levado a que muitos profissionais comecem a procurar oportunidades diretamente noutros mercados", acrescentou, afirmando que o destino é, na maioria dos casos, África e Brasil. O Brasil tem neste momento uma grande procura por quadros especializados na área da engenharia e há um esforço de desenvolvimento nos mais diversos países de África. Os portugueses estão a acompanhar esse desenvolvimento", disse João Nunes, acrescentando que os profissionais portugueses são reconhecidos pela sua capacidade de se adaptarem bem a projetos fora do seu país natal.

"Por exemplo, algumas empresas espanholas vêm a Portugal recrutar portugueses para os seus projetos internacionais, porque em Espanha não encontram esta mobilidade. A capacidade de adaptação e facilidade linguística dos portugueses tem despertado este fenómeno do êxodo para África", explicou o mesmo responsável da Michael Page. Por outro lado, no setor da Finança, em contraste com a tendência a que se tem vindo assistir nos últimos anos, 2010 foi um ano em que se registou por parte dos empregadores uma procura crescente por posições no sector da banca. "Estamos perante aquilo que podemos designar por um retomar do sector financeiro. Em 2010, ao contrário do que tinha vindo a acontecer nos anos anteriores, registámos um crescimento no recrutamento para funções do setor. Esta tendência deverá, aliás, ser reforçada em 2011", disse Sílvia Nunes, responsável da Michael Page Finance.»
(Noticia: Diário de Notícias)

A crise no sector da construção civil tem a consequência de aumentar a imigração e a passagem de muitas microempresas e trabalhadores para a economia paralela e informal como forma de pura sobrevivencia.

Este sector, pela importância e pelo peso que detêm no tecido social e económico da região, merecia um plano especifico de revitalização e de protecção dos postos de trabalho.

Tribuna pública dos Sindicatos do Algarve atraiu mais de uma centena

«Mais de cem pessoas concentram-se hoje na Baixa de Faro para ouvir sindicalistas da CGTP-IN acusarem o Governo de acentuar a crise económica e social no Algarve por falta de medidas urgentes.

Segundo a União dos Sindicatos do Algarve, afeta à Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN), o Governo em vez de travar o desemprego, "introduz fatores que fazem crescer o desemprego na região e no país", declarou na tribuna pública António Goulard, responsável pela União de Sindicatos do Algarve.

"A ausência de medidas urgentes e adequadas, pela qual são responsáveis quer o anterior, quer o atual Governo, acentuaram ainda mais o cenário de crise regional", lê-se também no documento distribuído hoje à população farense e que vai ser entregue à Governadora Civil de Faro.

Durante a tribuna pública, a USAL/CGTP recordou que o Algarve registava em dezembro último "perto de 30 mil desempregados", mais "1.750 desempregados que há um ano, e que era previsível que voltasse a ser a região com uma maior taxa de desemprego do país.

Portagens vão engrossar desemprego
Para além do grupo Alicoop estar em perigo de encerrar e poder lançar 400 pessoas no desemprego, a CGTP recordou que as pessoas despedidas da Groundforce, Unicofa, do grupo Luna Hoteis e ainda a introdução de portagens na Via Infante vão engrossar ainda mais o volume de desemprego da região.

"O Governo não desiste da intenção de colocar as portagens na Via Infante e isso vai provocar automaticamente o encerramento de micro-empresas e mais desemprego", alerta aquele sindicato.

A CGTP apela ao Governo para adotar "medidas opostas às que está a implementar, quer na região, quer no plano nacional" e promete endurecer a luta já em fevereiro.

"A CGTP vai desencadear um conjunto de iniciativas para desenvolver ações de luta. Vamos voltar à rua em fevereiro", avisa, pelo altifalante, António Goulard, logo seguido de aplausos dos transeuntes que escutavam a tribuna pública.

A CGTP manifestou ainda solidariedade para com os trabalhadores da Alicoop e Alisuper e a todos os trabalhadores que perderam os seus empregos e admitiram ir intensificar a acção de luta nos próprios locais de trabalho.»
(Noticia: Observatório do Algarve)

O desemprego, ou melhor, a necessidade de implementar medidas de emprego deveria constituir-se na principal prioridade política regional. Obviamente que não existem soluções milagrosas ou instantaneas para este verdadeiro drama social e que a criação de emprego depende em primeiro lugar da dinamica e da necessidade das empresas, mas a percepção que o cidadão tem é que estamos ainda longe do Estado estar a fazer tudo o que está ao seu alcance para diminuir os efeitos deste problema.

Neste contexto já se percebeu que, resolvida a eleição presidêncial, a contestação social e as acções de protesto contra o Governo vão aumentar. No Algarve, aliás, teremos sindicatos, associações empresariais e um largo expectro partidário - da extrema esquerda (PCP, BE) ao PSD - a tentar capitalizar na rua o descontentamento social face às medidas de austeridade implementadas pelo Governo para conter o defícit do País.

Se aos partidos políticos à esquerda do PS, sem vocação ou vontade de fazer parte de qualquer solução governativa, não se lhes pode exigir que apresentem um modelo e medidas alternativas às que estão a ser levadas a cabo, já ao PSD seria normal que se exigisse que explicasse qual o modelo ou propostas alternativas que tem para baixar o defícit e dinamizar a economia portuguesa.

Grandes da Pintura de Língua Portuguesa expõem no Hospital de Santa Maria de Faro

Cargaleiro, Graça Morais, Júlio Pomar, Malangatana, Vieira da Silva são alguns dos artistas cujas obras estarão patentes em exposição no HPP Hospital de Santa Maria de Faro, de 28 de janeiro a 11 de março.

A exposição coletiva de arte moderna e contemporânea intitula-se “Grandes da Pintura de Língua Portuguesa”.

Com a inauguração desta exposição, os Hospitais HPP Saúde no Algarve desejam partilhar com as 200 mil pessoas que confiam na prestação de cuidados de saúde nas suas unidades, o conceito "Saúde e Talento", com o objetivo de humanizar o hospital e atribuir-lhe uma personalidade cultural.

A inauguração da exposição decorrerá hoje, 28 de janeiro, às 18h30, no Salão Nobre do HPP Hospital de Santa Maria de Faro e vai contar com a presença de artistas como Rico Sequeira, António Inverno, Maria João Franco, Luísa Nogueira, entre outros.

A mostra “Grandes da Pintura de Língua Portuguesa” tem a colaboração da galeria de arte “arc-16” e apresenta pinturas de alguns dos mais importantes nomes da arte de língua portuguesa: António Inverno, Augusto Barros, Cargaleiro, David Levy, Fernando S. Grade, Graça Morais, Guilherme Parente, João Moniz, Jorge Martins, Júlio Pomar, Lisa Deville, Luísa Correia Pereira, Luísa Nogueira, Malangatana, Manuel Viana, Mário Rodrigues, Maria João Franco, Moniz Pereira, Nelson Dias, Relógio, Rico Sequeira, Roberto Valentim, Rocha Pinto, Sónia Delaunay, Vieira Baptista e Vieira da Silva.

A exposição poderá ser visitada gratuitamente de 28 de janeiro a 11 de março, entre as 10h00 e as 17h00, no Salão Nobre do HPP Hospital de Santa Maria de Faro, Largo de Camões, 11.»
(Noticia: barlavento)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Comboios no Algarve mais caros

«Os bilhetes do serviço regional no Algarve vão ficar mais caros a partir do próximo Verão. A culpa do aumento de preços é das 17 automotoras que a CP alugou a Espanha, por 30 milhões de euros, e que estão já a circular na Linha do Douro em substituição das unidades duplas diesel (UDD) que asseguram as ligações entre Porto, Nine e Valença do Minho.

Quando todo o Norte estiver assegurado com as automotoras "camelo" (assim chamadas por terem as caixas do ar condicionado no tejadilho) a CP vai despachar para o Algarve as UDD, introduzindo - com um atraso de várias décadas - o ar climatizado nos percursos regionais desde Faro para Lagos e para Vila Real de Santo António.

O aumento previsto é de cinco por cento, o que significa que de Faro a Lagos um bilhete passa dos actuais 5,90 euros para 6,20 euros. A CP já avisou que tem em curso um aumento faseado dos preços dos bilhetes dos serviços regionais. Das cinco etapas, falta realizar duas.

Nessa altura, é provável que os clientes algarvios da transportadora venham a sofrer um aumento de preço maior por dois motivos diferentes: a melhoria do conforto devido ao ar climatizado das então "novas" UDD e o quarto aumento faseado, previsto no Regulamento n.º 243/2008 do Tarifário dos Serviços Regionais e Inter-Regionais.

Neste momento, a Linha do Algarve (que liga Vila Real de Santo António a Lagos, embora a CP a tenha partido ao meio em Faro, obrigando os clientes a inúteis transbordos) tem um tarifário para os regionais que é o mais barato de toda a CP Regional. E porquê? Precisamente porque o tal regulamento aceita esse preço mais baixo devido ao desconforto e antiguidade das velhas automotoras da década de 1970 que ainda circulam no Sotavento e Barlavento algarvios, mas que desaparecerão no próximo Verão.

O ajuste de contas está, pois, marcado para o fim da Primavera, quando as automotoras espanholas "empurrarem" as UDD climatizadas do Minho para o Algarve. Esta situação já aconteceu no início de Janeiro na Linha do Douro porque, sendo o material espanhol climatizado, os bilhetes entre o Porto e a Régua aumentaram de preço. Segundo fonte oficial da CP, no Verão todo o tarifário do serviço regional estará "totalmente homogeneizado".

As 17 automotoras "camelo", em segunda mão, datam de 1981 e nem são muito mais potentes nem muito mais novas do que as velhinhas unidades triplas diesel (UTD) portuguesas, mas têm a vantagem do ar condicionado, especialmente útil no Verão em regiões como o vale do Douro e o Algarve.»
(Noticia: Público)

Pode ser que um dia o transporte ferroviário seja uma verdadeira alternativa ao uso do automóvel no Algarve.

A substituição das velhas e há anos desqualificadas automotoras que serviam a região são uma boa noticía mas não resolvem o problema de fundo. O traçado da linha de caminho de ferro no Algarve é desajustado e os horários e os tempos de viagem são nos dias que correm incompativeis com os compromissos profissionais de qualquer cidadão.
(Fotografia: Jorge Domingos/Panoramio)

IPTM abre concurso para construção do Porto de Tavira

O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos lançou o concurso público para a construção do Porto de Pesca de Tavira, equipamento há muito reivindicado pelos pescadores locais.

Foi hoje publicado em Diário da República o concurso público para a empreitada de construção do Porto de Pesca de Tavira, uma obra do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM).

De acordo com a autarquia de Tavira “cerca de dez milhões de euros serão investidos na construção desta obra tão esperada no concelho de Tavira e prioritária na estratégia do município de concretizar a vontade de virar a cidade para o rio e para o mar, num prazo estimado de execução de três anos”.

A nova infraestrutura irá ocupar 4,8 hectares, junto ao Mercado Municipal e à Ponte dos Descobrimentos, na margem direita do Rio Gilão, e terá capacidade para 72 embarcações, de 12 a 18 metros, e 10 pequenas embarcações.

O Porto de Pesca terá também um estaleiro, armazéns de aprestos, armazéns para comerciantes, lota, edifício administrativo, rampa varadouro e posto de abastecimento de combustíveis.

A Câmara de Tavira refere ainda, que a obra prevê a dragagem do Rio Gilão, a alteração da via de acesso às Quatro Águas, um cais para atividades marítimo-turísticas e carreiras fluviais regulares Tavira - Ilha de Tavira - Tavira.»
(Noticia: Observatório do Algarve)

Jorge Botelho conseguiu num ano de mandato o que o seu antecessor, Macário Correia, não conseguiu em 12 anos na presidência da Câmara de Tavira - que o Governo levasse a cabo o Porto de Pesca de Tavira.

O actual presidente cumpre assim uma promessa eleitoral e uma muito antiga aspiração da cidade e dos seus pescadores. Uma vitória assinalável, tanto mais que surge num momento de cortes orçamentais e de desinvestimento público.

O mito do homem que trabalha e que faz acontecer começa a desagregar-se. Nem em Tavira, nem agora em Faro, Macario Correia consegue influênciar os diferentes governos para obras nos seus municípios.

Em Faro, aliás, é ver todas as obras que estavam comprometidas com a administração central ou a desaparecer - caso da Doca Exterior - ou a ficarem congeladas, caso do Passeio Ribeirinho, do Estacionamento na Praia de Faro e das restantes obras previstas no Programa Polis.

Enfim, muita parra pouca uva.

Empresários da Construção desesperados com falta de obras

«O ano de 2010 foi o pior desde o início do século no que respeita à evolução da carteira de encomendas das empresas de construção, refere a FEPICOP, na sua análise de conjuntura sobre o setor.

De acordo com a Federação da Construção, “nunca antes se tinha apurado uma variação anual tão negativa quanto a registada no final de 2010 (-21,7% face a 2009)"

Esta foi igualmente a principal razão porque o indicador de confiança dos empresários "também se apresentou muito negativo” ao longo do ano, revelando o elevado pessimismo existente, sobretudo no final de 2010.

A isto não foram alheias as fortes quebras registadas na produção de todos os segmentos da Construção, desde o da habitação e não residencial até ao das obras públicas, que foi mesmo aquele onde a redução homóloga foi mais acentuada.

Se no mercado habitacional permaneceu a crise estrutural que o caracteriza desde há já muitos anos, mas com os decréscimos da produção a serem menos acentuados do que os verificados em 2009 (-14,8% no último trimestre de 2010 e -22% em média em 2009), no segmento não residencial assistiu-se, pelo contrário, a uma deterioração da produção ao longo do ano (-17% no quarto trimestre de 2010 e +14,5% em média em 2009).

Na engenharia civil e apesar de não se prever, no início de 2010, um comportamento deste segmento semelhante ao de 2009, em que se registaram acréscimos significativos da produção, nada indiciava uma quebra tão acentuada como a que se veio a observar (-24% no trimestre terminado em Dezembro e em termos homólogos).

Segundo a FEPICOP, este nítido recuo da atividade “ficou a dever-se essencialmente à implementação de uma série de medidas de austeridade, cujos principais efeitos se repercutiram na contracção de investimentos públicos”, como comprova o valor global das adjudicações (-38,9% em termos homólogos em 2010).

E sem obras, conclui a FEPICOP, o desemprego no setor continuou a aumentar, representando, no final do ano passado, 14% do total nacional.»
(Noticia: barlavento)

A construção civil é um dos mais importantes sectores económicos do Algarve. A crise porque passa esta actividade explica grande parte da elevada Taxa de Desemprego no Distrito.

A verdade é que as gruas que marcavam as vistas em qualquer cidade parece que desapareceram. As obras são cada vez menos e andam cada vez mais devagar. Os bancos limitaram o acesso ao credito para aquisição de habitação. As câmaras, sem dinheiro, não lançam obras novas. Os tempos não correm de feição para a construção civil.

Ryanair anuncia rota Manchester-Faro

«A partir da base de Faro, a low-cost Ryanair inicia a 13 de Abril a rota para Manchester no Reino Unido. Com sete frequências semanais, a nova rota está disponível a partir de 32.99 euros prevendo a companhia aérea transportar mais cem mil passageiros por ano.



Para celebrar esta nova rota a Ryanair colocou à venda um milhão lugares a 3 euros para voos à terça, quarta e quinta-feira durante o mês de Fevereiro.


Esta promoção, inclui todas as taxas e encargos, e é válida para reservas efectuadas até à meia-noite de 27 de Janeiro para mais de 500 destinos europeus.»
Noticia: OpçãoTurismo)

Boas noticias para o sector hoteleiro e para o Algarve.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Câmara de Faro quer incluir terreno em Estói no negócio com construtor de habitação nos Braciais

«A Câmara de Faro quer “lançar um novo modelo de negócio” para construção no loteamento municipal de Braciais (Patacão), adquirido em 2006 para habitação social, baseado na venda conjunta ao promotor de terrenos em Estói.

A ideia é lançar uma operação que implica “compensar” o futuro empreiteiro que adquirir os 41 lotes onde estão aprovados 157 fogos de habitação a custos controlados, no terreno municipal dos Braciais, entregando-lhe outro terreno numa zona próxima, em Estói, explicou o autarca Macário Correia, em declarações à Lusa.

O processo remonta a 2003, quando a autarquia assinou um acordo com o Instituto Nacional de Habitação para a construção de 200 fogos destinados a realojar famílias carenciadas, em regime de renda apoiada.

Terreno adquirido em 2006 e loteamento aprovado em 2009

Mais tarde, em 2006, a câmara, na altura liderada pelo socialista José Apolinário, adquiriu um terreno com 10 hectares na zona de Braciais, com vista a concretizar o Programa de Realojamento Social estipulado no acordo.

Recorde-se que o executivo municipal de Faro aprovou em 18 de Junho junho de 2009, por unanimidade, “o lançamento de um concurso em hasta pública para a construção de um loteamento de habitação a custos controlados e habitação social em Braciais, Patacão”, conforme anunciou aos jornalistas José Apolinário.

Hasta pública incluía construção de infraestruturas

O então autarca estimava na altura, que o processo demorasse cerca de um ano e meio “desde a hasta pública até ao desenvolvimento da obra”.“A questão que se coloca aqui é: quem ganhar esta hasta pública terá de preparar as infraestruturas tanto para as habitações a custos controlados como para a habitação de realojamento, avaliadas em 2 milhões e meio de euros” sublinhou .

Na altura, o Gabinete de Habitação da autarquia farense contabilizava mais de 800 pessoas inscritas. De um total de 315 fogos, 158 destinam-se a realojamento e 157 a custos controlados, com 67 e 41 lotes, respetivamente, anunciou ainda.

Hasta pública ficou deserta, diz Macário Correia

Atualmente e segundo Macário Correia, a operação de loteamento, aprovada em 2009, previa construir 198 fogos para habitação social de renda apoiada e 157 para habitação a custos controlados em 41 lotes, mas a hasta pública para a alienação destes, correspondentes aos fogos para venda, ficou deserta.

"Os fogos não foram ainda construídos porque o terreno tem algumas dificuldades em termos de realização de investimento por não haver infraestruturas de água, esgotos e rede elétrica", justificou o autarca.

Segundo o presidente da autarquia a situação "levanta dificuldades" impedindo que a operação "seja rentável" já que os fogos a custos controlados têm um preço tabelado em função do metro quadrado de pavimento.

Como para construir as habitações é preciso fazer "muitos investimentos iniciais", o terreno de Braciais "só por si não consegue ser apetecível para uma operação rentável", argumenta o líder da autarquia.

Incluir terreno em Estói para “compensar” empreiteiro que fizer a obra

Para tal, a autarquia pretende propor “um novo modelo de negócio” que consiste em tentar que o terreno de Braciais seja conjugado com outro em Estói, "tentando vendê-lo ao empreiteiro" que fizer a obra "de forma a compensá-lo", explicou.

Assim, o município pretende incluir no negócio com o empreiteiro que execute todas as infraestruturas e obras de urbanização no Loteamento de Braciais, na periferia de Faro, um terreno situado junto ao Cemitério de Estói.

A operação conjunta permitirá, segundo Macário Correia, garantir maior rentabilidade para o promotor, já que a construção de infraestruturas de raiz tem "um custo elevado".

A crer na avaliação realizada para o concurso público de alienação do terreno municipal dos Braciais, o custo era de 2,5 milhões de euros.»
(Noticia: Observatório do Algarve)

Cheira a negócio imobiliário...

A coligação de direita começou por menorizar a solução dos Braciais para realojar os moradores da Horta da Areia e do Deposíto de Água da Lejana que há anos vivem em barracas e construções abarracadas propriedade da autarquia. Em plena campanha eleitoral, Macário Correia dizia que o Loteamento dos Braciais era um erro e que iria constituir-se num ghetto.

A tipificação do Loteamento dos Braciais remonta ao mandato de José Vitorino (PSD) que há data conseguiu aprovar em Conselho de Ministros uma alteração ao Plano Director Municipal de Faro que consagrava a construção deste loteamento com a condição da maioria dos fogos se destinar a realojamento.

Já no mandato de José Apolinário (PS) o terreno dos Braciais foi adquirido e pago pela Câmara. Foram realizados os projectos de arquitectura e de especialidade dos edificios e das infra-estruturas e definido o desenho urbano do loteamento. Deste, para além da componente habitacional, faziam parte espaços desportivos, parque infantil, um Centro Social com creche, jardim-de-infância e atentidemento social e um lote para a construção da Igreja de São Paulo, sonho antigo da comunidade católica do Patacão e que permitia a inserção de uma rede de voluntariado num bairro que, obviamente, iria reunir familias de dificil integração social.

Com a vitória da Coligação de Direita o projecto dos Braciais parou, inclusíve a proposta para a construção da Igreja de São Paulo, aceite pela Paróquia de São Pedro e pela Diocese do Algarve, a quem a Câmara já havia oferecido o projecto de arquitectura, voltou à estaca zero.

Agora parece que o Loteamento dos Braciais ganhou a afeição de quem antes tanto o criticou e desprezou. Parece que já não é um erro construir aquele bairro social; já não é o ghetto que era durante a campanha eleitoral. A novidade, contudo, é a Câmara querer juntar a este negócio um terreno público em Estoi com grande capacidade de construção e optima localização.

Quanto vale o terreno municipal de Estoi? Quanto valem os dois terrenos juntos? Que contrapartidas receberá o dominio público da parte do privado que ficar com estes dois bens públicos?

Cheira-me que os Braciais deixaram de ser uma solução de habitação social para passar a ser mais um negócio imobiliário.

Plataforma contra pagamento na A22 divulga manifesto e organiza fórum

A apresentação de um manifesto na terça feira e a realização de um fórum em fevereiro são os próximos passos da plataforma de luta contra as portagens na Via do Infante (A22).

A plataforma, que junta a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), cinco associações empresariais, a Comissão de Utentes da A22 e duas estruturas sindicais, decidiu esta segunda feira, por unanimidade, avançar com aquelas duas medidas e, entretanto, aguardar que o ministro das Obras Pública a receba, tendo já pedido uma reunião.

Na reunião de ontem à noite, "acordámos em duas coisas: divulgar um manifesto com a nossa argumentação principal e fazer, no dia 19 de fevereiro, às 15:00 horas, um fórum-debate, que terá lugar em Loulé, na NERA [Associação Empresarial da Região do Algarve], com intervenção de alguns especialistas da área da economia, economia regional e mobilidade, que irão fazer um conjunto de intervenções técnicas sobre esta matéria", revelou o presidente da AMAL, Macário Correia, após a reunião realizada na sede do organismo em Faro.

Numa breve síntese das decisões tomadas na reunião, Macário Correia acrescentou que a plataforma irá "convidar para participar nessa reunião todas as forças, empresariais, políticas e sociais da região".

"Entretanto, aguardamos que o ministro das Obras Públicas nos receba, tendo em conta o pedido de reunião que fizemos há uma semana", lembrou.

Há uma semana, após a criação da plataforma de entendimento entre as nove entidades, Macário Correia explicou que "as nove instituições subscreveram a mesma estratégia para se começar a tratar da luta contra as portagens de uma forma convergente e consensual”, acrescentando que isso é uma coisa "nunca conseguida, salvo em 2004”.

Macário Correia asseverou, na altura, que o “grupo vai manter-se unido e ativo, com reuniões regulares" e adiantou que o documento técnico visa explicar à opinião pública “o facto de haver um conjunto de singularidades no Algarve” e garantir que a região não quebrará a “solidariedade” com as “dificuldades económicas do país” ou “com qualquer outra região”.

“Há razões intrínsecas que o Algarve tem, em relação ao turismo, em relação ao facto de não ter uma via alternativa, em relação ao aumento de sinistralidade na EN125 que pode ser gerado pelo facto de a A22 ser portajada, que têm de ser tecnicamente explicadas”, argumentou também Macário Correia.
 
Manifesto invoca “razões técnicas” e “consequências económicas” contra portagens na Via do Infante
 
Os algarvios não querem “um tratamento de privilégio” e são contra as portagens por “razões técnicas” e “consequências económicas”, salienta o manifesto pela não introdução de portagens na Via do Infante, lançado pela plataforma que junta várias entidades.

Este manifesto, lançado esta terça-feira, foi o primeiro passo da plataforma que junta a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), cinco associações empresariais, a comissão de utentes da A22 e duas estruturas sindicais, contra a decisão do governo de portajar, a partir de Abril, a Via do Infante.

“Os algarvios discordam desta decisão, não porque exijam um tratamento de privilégio, mas por razões técnicas ligadas à mobilidade na região e, sobretudo, pelas consequências económicas, nomeadamente no turismo”, frisa o movimento composto por nove entidades.

A plataforma recorda que a EN125, ainda sem a requalificação concluída, “não constitui alternativa”, pois trata-se de um dos “eixos rodoviários mais perigosos da Europa”, onde morrem 30 pessoas por ano, citando “dados actuais” do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

“Qualquer medida que introduza mais tráfego no canal da EN125 será gravoso para o quadro actual da sinistralidade rodoviária regional e contribuirá para o aumento, sobretudo no verão, do congestionamento desta estrada, com todas as implicações que aí advém em termos de poluição e de muitas horas de perdas de tempo, tanto para locais como para os turistas”, salienta-se.

A introdução de portagens na A22, “sem uma alternativa séria para atravessar o Algarve”, frisa a plataforma, “acentuará a sinistralidade e o congestionamento rodoviário, com implicações negativas directas na actividade turística e na economia da região, contribuindo para o agravamento da actual crise”.

“Neste contexto, considera-se não existirem condições para a introdução de portagens na Via do Infante”, concluem as nove entidades subscritoras do manifesto.

Este é o primeiro passo de dois já anunciados ontem pela plataforma, que no dia 19 de fevereiro, às 15:00 horas, organizará um fórum-debate, que terá lugar em Loulé, com intervenção de alguns especialistas da área da economia, economia regional e mobilidade.»
(Noticia: Região Sul)

O PS Algarve deixou-se, mais uma vez, encurralar neste questão das portagens.

Toda a oposição ao Governo, incluíndo o PSD que exigiu que as portagens fossem instaladas em todas as SCUT, Via do Infante incluida, estão no terreno contra o pagamento de portagens no Algarve.

Este movimento que reune o Bloco de Esquerda, o PSD, o PCP, os sindicatos, associações empresariais e a AMAL apresentam argumentos económicos, sociológicos, históricos, geográficos com que todos, obviamente, concordamos, contudo afirmarem que não se está a requerer para o Algarve uma situação de previlégio face ao resto do país sem apresentar uma alternativa ao modelo aprovado não é sério.

30% dos estudantes podem perder bolsas de estudo na Universidade do Algarve

«A Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg) reúne-se esta tarde de urgência, em Lisboa, com o secretário de Estado do Ensino Superior Manuel Heitor, para discutir a questão das bolsas de estudo.

A AAUAlg, depois de ter discutido o assunto com o administrador dos Serviços de Ação Social da Universidade do Algarve (UAlg), estima que cerca de 30% dos estudantes percam as suas bolsas, enquanto o montante atribuído irá diminuir entre 15 e 20%.

"Consideramos toda a situação em redor da atribuição das bolsas de estudo incompreensível", salienta a AAUAlg, em comunicado.

"Começando pelas alterações na atribuição, que prejudicam em grande medida os estudantes e que avançaram sem planeamento, sem definição, nem avaliação das consequências", acrescenta a associação dirigida pelo socialista Guilherme Portada.

"Destas alterações, surgiram quatro documentos reguladores deste assunto, instalando total confusão junto dos estudantes e das instituições, nomeadamente o Decreto-lei 70/2010 de 16 de Junho, o Regulamento de Atribuição de bolsas de estudo, as normas técnicas nacionais para atribuição de bolsas de estudo e ainda o Guia prático para avaliação de requerimentos a bolsa de estudo", refere ainda.

"A este enredo já longo, acrescenta-se a demora na disponibilização da plataforma da Direção Geral do Ensino Superior (DGES) para a candidatura às bolsas de estudo, que só esteve acessível a partir de dezembro de 2010, provocando um atraso considerável na atribuição das bolsas".

Guilherme Portada, presidente da direção-Geral da AAUALG, irá também questionar o secretário de Estado sobre onde reside a verdade quanto à devolução de bolsas.

É que, sublinha o comunicado, "o ministro do Ensino Superior afirmou não existir essa possibilidade, no entanto a Direção-Geral do Ensino Superior já fez saber que o cenário poderá ocorrer".

"Consideramos toda a situação um atentado ao estado social, que irá acentuar ainda mais as dificuldades económicas dos agregados familiares dos estudantes da UAlg e poderá pôr em causa o futuro de muitos estudantes no ensino superior", frisa a associação.

"A tutela não olha a meios e não mede as consequências fatídicas das suas medidas. Numa sociedade que se quer especializada, o corte na ação social não deveria ser opção".

Por isso, promete a AAUAlg, a associação "não baixa os braços e irá bater-se sem tréguas pela justiça da ação social" na Universidade do Algarve.»
(Noticia: barlavento)

Todos percebemos que o Estado tem que emagrecer mas os cortes na despesa pública não podem ser cegos. Se de um momento para outro 30% dos alunos a estudar na Universidade do Algarve perderem o direita à bolsa de estudo que até aqui recebiam tal significa que vão surgir graves problemas e profundas injustiças sociais.

Estes números são graves e exigem a ponderação e a preocupação das principais forças políticas com representação no Distrito de Faro até porque muitos dos estudantes que frequentam a UAlg são algarvios e muitos "optaram" por estudar em Faro por razões económicas e financeiras.

Faro com novo hotel vizinho do aeroporto em 2013

«Um novo hotel de três estrelas com 98 quartos vai ser construído junto ao Aeroporto de Faro até 2013, revelou hoje o promotor do projeto. Investimento ronda os sete milhões de euros.

O projeto, da responsabilidade do segmento de hotelaria do grupo nacional Tavfer, foi hoje apresentado publicamente na presença de uma comitiva da Câmara de Faro e do diretor do aeroporto.

Quando entrar em funcionamento, previsivelmente no último trimestre de 2012, a nova unidade permitirá empregar cerca de 50 pessoas, prevendo-se que as obras possam arrancar nos próximos três meses.

Com três pisos e 98 quartos, o hotel visa captar não só os passageiros em trânsito no aeroporto como outros turistas, explicou o promotor do projeto, Fernando Tavares Pereira.

Tendo em conta o número elevado de passageiros de voos "low cost" que passam pelo Aeroporto de Faro, aquele responsável admite a hipótese de o mesmo quarto ser usado por diferentes hóspedes no mesmo dia.

O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia considera o investimento fundamental para o desenvolvimento turístico da capital do Algarve, porta de entrada de milhões de turistas mas com uma escassa capacidade de alojamento.

"A criação de um hotel junto ao aeroporto é muito positiva porque há sempre pessoas em rotação que precisam de um sítio para ficar nem que seja por uma noite", referiu, sublinhando que a proximidade à praia privilegia as estadias mais longas.

Previsto para um terreno situado na ala direita do complexo onde se insere o Aeroporto de Faro, junto à Ria Formosa, o novo hotel está a uma distância de poucos quilómetros da Praia de Faro.

Acesso ao aeroporto alterado para passar frente ao hotel

A unidade hoteleira terá uma ligação rodoviária ao terminal do aeroporto, prevendo-se que a circulação rodoviária seja modificada para que quem entre no aeroporto tenha obrigatoriamente que passar em frente ao hotel.

Os promotores do projeto estão ainda a estudar a hipótese de os hóspedes poderem ter acesso aos horários de partidas e chegadas de voos na receção do hotel.

No rés-do-chão do edifício funcionará um restaurante e outros serviços de apoio, sendo os quartos distribuídos pelos restantes dois pisos.

O hotel terá ainda dois auditórios, pequenas lojas, um centro de "fitness", um SPA e uma piscina exterior.

O grupo Tavfer promotor do empreendimento, além de investimentos na área da hotelaria, através do FTP Hotels, detém também negócios na área dos vinhos (FTP Vinhos) e da imobiliária (FTP Imobiliária).»
(Noticia: Observatório do Algarve)

A construção de um novo hotel é sempre uma boa notícia e a edificação de um hotel em Faro, mesmo que de três estrelas, é sempre uma iniciativa positiva.

Contudo, fundamental para o desenvolvimento turistico de Faro não é, como infelizmente diz o presidente da Câmara, a construção de uma unidade hoteleira de três estrelas junto ao Aeroporto Internacional, mas o avanço do projecto de requalificação urbana da zona industrial do Bom João e do Cais Novo, a construção da Marina e da Doca Exterir de Faro, iniciativas desenvolvidas pelo anterior executivo socialista e que, simplesmente, parecem ter morrido.

Estes sim são projectos estruturantes capazes de dotar a Capital do Algarve de capacidade hoteleira de qualidade. Estranhamente, sobre estes projectos fundamentais nem uma palavra se ouve ao actual autarca.

Silêncio que se estende ainda aos dois Nucleos de Desenvolvimento Turistico previstos para Faro e que poderiam dotar o concelho do seu primeiro campo de golfe.

Faro: União de Sindicatos do Algarve organiza tribuna pública "contra desemprego e precariedade"

A União de Sindicatos do Algarve (USA) promove esta quarta-feira em Faro, em plena Rua de Santo António, a partir das 15:00 horas, uma tribuna pública “contra o desemprego e a precariedade”.

“A situação económica e social do país, e muito particularmente do Algarve, degrada-se forma brutal, o desemprego cresce acentuadamente, a precariedade laboral impõe-se cada vez mais e os salários sofrem retrocessos generalizados”, observam os sindicatos, em comunicado.

Assim, a estrutura sindical decidiu organizar uma tribuna pública, inserida na jornada de luta que a CGTP está a promover durante esta semana.
(Noticia: Região Sul)

O melhor do futebol nórdico para ver no Estádio Algarve com a "The Atlantic Cup"

«Aproveitando a paragem nos campeonatos dos seus países, as equipas do Brondby e Odense, da Dinamarca, e Elfsborg e Helsingborg, da Suécia, participam na primeira edição do Torneio “The Atlantic Cup”, que decorre no Estádio Algarve, dias 27, 28 e 31 de Janeiro e 3 de Fevereiro.

As boas condições que a região oferece ao nível do clima, campos de treino, unidades hoteleiras e de restauração foram factores decisivos para que o ex-jogador benfiquista e internacional sueco Stefan Schwarz, e a Sporting Events Limited, optassem por realizar aqui esta iniciativa, que pretende incutir alguma rotina de jogo nos atletas que, durante três ou quatro meses apenas, se dedicam à preparação física.

Durante a conferência de imprensa de apresentação desta iniciativa, que decorreu na passada sexta-feira, Stefan Schwarz frisou o facto destas quatro formações terem “história e tradição, até porque jogam habitualmente nas competições europeias”.

Por outro lado, o antigo médio do Benfica falou de uma “cultura futebolística diferente” por parte das equipas escandinavas, com “um futebol mais físico e mais intenso” do que o futebol latino.

“É bom para os portugueses conhecerem outra cultura futebolística que poderá ajudar os jogadores ou os entendedores de futebol”, sublinhou Schwarz.

Para além da entrada livre, o ex-futebolista referiu que um dos atrativos para chamar público a este torneio é a presença de um possível reforço da equipa do Benfica, o lateral dinamarquês do Brondby, Wass.

“Não sei se o Benfica contratou ou não o defesa do Brondby, só sei o que vejo nos jornais, mas vão ter oportunidade de o ver em ação. Há aqui muitos benfiquistas e esta é uma oportunidade para ver um possível futuro jogador do Benfica, para ver um pouco das suas características”, afirmou, apelando ainda à presença do público: “São todos bem-vindos!”.

Já Brian Horne, da Sporting Events Limited, anunciou a chegada de uma das equipas ainda hoje (segunda-feira), que ficará alojada no Ria Park, Vale do Garrão.

As outras três equipas pisam solo algarvio esta terça-feira.

Este responsável referiu ainda o importante apoio das autarquias de Loulé e Faro e o “trabalho árduo a fazer ainda antes do início do torneio”.

Loulé e Faro de mãos dadas na dinamização do Estádio Algarve

Lado a lado, Seruca Emídio, presidente da Câmara Municipal de Loulé, e Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Faro, manifestaram a sua satisfação pela realização deste torneio no Estádio Algarve.

“É com agrado que estamos aqui para anunciar que acontecem coisas no Estádio Algarve e que esperamos que aconteçam mais vezes. Mesmo quando a Liga de Futebol ignora o Algarve, nós não deixamos de manter o Estádio em boas condições para que o Portimonense, estas equipas da Suécia e Dinamarca e tantas outras possam usufruir deste equipamento fundamental para a região”, afirmou o edil farense.

Em tom crítico relativamente aos responsáveis do desporto nacional, Macário Correia salientou o compromisso dos dois municípios para com “os valores da região e pela valorização daquilo que é este equipamento enquanto trunfo para o desenvolvimento regional que gera ocupação hoteleira, movimento no Aeroporto, movimento na restauração em geral, traz adeptos ao Estádio e traz futebol de outras paragens e de outras regiões para aqui”.

Já Seruca Emídio frisou a vertente turística deste torneio. “Não só as entidades responsáveis pelo futebol nacional mas também os responsáveis pelo turismo regional e nacional deveriam ter uma atenção maior para com o Estádio Algarve, não só na perspetiva desportiva mas também de lazer e espetáculo”.

No contexto nacional dos estádios criados no âmbito do Euro 2004, o autarca louletano realçou que o Estádio Algarve “tem umas características e um objetivo diferente, pois é o único que é utilizado neste tipo de eventos, de equipas de futebol dos países do Norte da Europa, que aproveitam para estagiar durante o período de paragem nos seus países de origem, que atraem para aqui os olhares dos seus nacionais, que são portadores de uma imagem da nossa região, da qualidade do turismo que tem”.

“Podemos aproveitar o Estádio para dar imagem daquilo que temos e também para potenciar o turismo numa altura baixa”, disse ainda.

O responsável louletano falou ainda da importância da Comunicação Social na promoção deste e de outros eventos que aqui decorrem.

“Somos muitas vezes criticados por nada se passar ou pelas nossas equipas serem as únicas a jogar aqui, mas quando acontecem eventos desta natureza não são convenientemente divulgados. Vamos aproveitar mais esta oportunidade pois este é mais um palco do Algarve e uma montra do que aqui se passa, para que possamos atrair mais turistas à nossa região, e que os clubes que aqui possam estar presentes desejem vir cá nos próximos anos”, disse ainda.»
(Noticia: barlavento)

Então a solução para o Parque das Cidades e o Estádio Algarve não era a sua concessão a privados?

Diga-se, em abono da verdade, que este torneio é melhor do que nada mas não apaga a nódoa que foi o fim da realização no Estádio Algarve da final da Taça da Liga por culpa exclusiva dos autarcas de Faro e de Loulé. 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Francisco Lopes e Cavaco Silva solidários com músicos algarvios em risco de despejo

Francisco Lopes e Cavaco Silva estão solidários com a Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) de Faro, que enviou uma carta aberta a todos os candidatos por contestar há um ano uma ordem de despejo do tribunal.

A associação, que na passada semana entregou na Assembleia da República (AR) uma petição com mais de 4 mil assinaturas para evitar o despejo, enviou a carta no início do mês para que o candidato eleito Presidente da República conheça o assunto.

A associação afirma ainda esperar que o próximo Presidente da República faça cumprir a Constituição da República Portuguesa, sobretudo os artigos 70.º e 78.º, referentes à juventude e à fruição e criação cultural.

Segundo a ARCM, o cumprimento pelo que está inscrito naqueles artigos pode ditar "a resolução do problema do realojamento" da associação, criada em 1990 e que acolhe, em 18 salas de ensaio, 31 bandas com mais de 150 músicos.

Na resposta à carta aberta dirigida aos candidatos, divulgada pela associação, Francisco Lopes afirma "identificar-se com a causa", defendendo que o trabalho desenvolvido pela associação merece uma "empenhada e rápida ação".

"É uma experiência com características singulares no panorama nacional", resume, relembrando que tanto o Grupo Parlamentar do PCP na AR como os deputados do partido no Parlamento Europeu já "adotaram iniciativas sobre o problema".
(Noticia: Agência Lusa)

Campanha eleitoral a quanto obrigas... Toda a gente está a ver Cavaco Silva a abanar o capacete na Associação de Músicos... Pena que não se tenha lembrado desta colectividade a quando do 10 de Junho em Faro.
Até quando vai deixar o Presidente da Câmaar de Faro que esta novela prosiga.

Expropriações para obras no aeroporto

O Governo deu luz verde para a expropriação de cerca de 4,8 hectares de terreno situados junto ao aeroporto de Faro, tendo em vista a construção de parques de estacionamento, novos acessos viários e o reordenamento paisagístico daquela zona.

De acordo com um despacho do secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, as expropriações solicitadas pela ANA – Aeroportos de Portugal têm carácter urgente, pelo que a referida empresa pode desde já tomar posse administrativa de mais de uma dezena de parcelas de terreno.

No total, a ANA deverá despender cerca de 1,5 milhões de euros com os encargos suportados a título indemnizatório com as referidas expropriações.
(Noticia: Correio da Manhã)

Faro: Barcos de Vela Adaptada roubados do Centro Náutico

"Um rude golpe nas aspirações” dos velejadores portadores de deficiência assim classifica o Centro Náutico de Faro (CNF) o furto das três embarcações de características específicas que permitiam desenvolver o projeto “Sailability”, já com perto de uma década.

O Centro Náutico, atualmente instalado na Praia de Faro, lembra em comunicado que “a aquisição das embarcações foi possível após longos esforços” de vários adeptos da vela, de patrocinadores e entidades oficiais e o seu desaparecimento coloca em risco o projeto de Vela Adaptada «Sailability» a funcionar há perto de 10 anos.

Embarcações oriundas da Austrália
Tratou-se de um processo “complicado” já que as embarcações foram construídas na Austrália, implicando seu transporte uma logística morosa.

As embarcações de modelo Access 2.3 são, segundo o Projeto internacional “Sailability” dotados de um assento confortável, servo-assistido eletricamente com joystick e grande capacidade de manobra. As bordas laterais elevadas, o patilhão lastrado e uma vela que se enrola no mastro também tornam o barco um dos mais seguros do mercado.

De grande fiabilidade e segurança,os barcos podem ser utilizadas por qualquer velejador, sendo particularmente adequadas a crianças e seniores.

Inicialmente os 3 barcos, que são propriedade da Associação Regional de Vela do Sul, estiveram acostados na Marina de Vilamoura.

A sua guarda foi posteriormente atribuída ao Ginásio Clube Naval de Faro, que garantiu “a prática desta atividade desportiva a pessoas deficientes, utentes de várias Instituições do concelho de Faro vocacionadas para o efeito”.

O “Sailability” Algarve, “para além da componente de lazer, promove nas pessoas com deficiência a autoestima, possibilitando-lhes igualmente o desabrochar de qualidades e aptidões que doutro modo ficariam impossibilitados de desenvolver”, salienta o comunicado do CNF.

As atividades náuticas desenvolvidas pelo CNF são dirigidas a todos os cidadãos de Faro independentemente da sua idade e experiência de forma gratuita.

Os responsáveis do CNF manifestam agora a esperança “que as embarcações sejam recuperadas por quem de direito”, de forma a não comprometer o acesso às atividades náuticas por parte dos velejadores portadores de deficiência.
(Noticia: Observatório do Algarve)

Lamente-se este roubo e espere-se que as embarcações sejam devolvidas para usufruto dos seus legitimos destinatários.